Mostrando postagens com marcador Reportagens. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reportagens. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, março 31, 2016

23

Precipício à vista: Pastores entregam colegas para serem torturados


Por Hermes C. Fernandes

É assustador notar que depois de mais de cinquenta anos do golpe militar, boa parte da liderança evangélica brasileira sinta-se atraída pela possibilidade de que o país retroceda e volte aos "anos dourados" da ditadura. Razão pela qual resolvi postar novamente este artigo que oferece um vislumbre do que foram os anos que se seguiram e de quanto alguns setores da igreja evangélica se beneficiaram do regime, apoiando-o a ponto de pastores entregarem seus colegas para serem torturados.

Durante os primeiros anos do regime militar, os grandes centros do Brasil experimentaram uma enxurrada de pregadores norte-americanos. Com suas tendas portáteis, eles pregavam uma versão do evangelho diluída em ideologia capitalista, com discurso notavelmente fundamentalista e anti-comunista. Esses movimentos foram os matizes do neo-pentecostalismo brasileiro. Qualquer vertente protestante ou católica socialmente engajada era considerada subversiva, e por isso, tinha que ser combatida. Foi nesta mesma época que o Brasil importou dos EUA o movimento de renovação carismática da igreja católica.

Os militares, atendendo aos interesses do imperialismo americano, perceberam que uma religiosidade mais mística, que promovesse alienação nas camadas populares, inibiria a emergência de uma consciência crítica da realidade. A ênfase exacerbada nos dons espirituais, nas manifestações prodigiosas, somada a uma escatologia escapista, se incumbiriam de manter as pessoas distraídas, enquanto a agenda política americana fosse implantada na América Latina (o mesmo aconteceu no Chile e na Argentina). O fruto disso tudo é o estado atual em que se encontra a igreja brasileira. Lamentável. Deprimente. Para não dizer, desesperador.

Quanto aos pastores delatores, estes certamente achavam estar prestando um serviço à causa de Deus. Foram marionetes nas mãos dos poderosos. Desde então, a igreja evangélica brasileira vêm se promiscuindo, aliando-se às famigeradas oligarquias que têm governado este país desde as capitanias hereditárias, em vez de denunciar as injustiças, sendo voz profética em favor dos que não têm voz.

Temo que a presente animosidade que tem dividido nosso povo tenha chegado também à classe pastoral, e que isso possa gerar disposição semelhante a de outrora; se não de entregar colegas à prisão, pelo menos usar as redes sociais e os púlpitos para desmoralizá-los pelo simples fato de não esboçarem uma visão reacionária ou por não apoiarem o impeachment de Dilma Rousseff. Deixa-me perplexo ver homens que têm dado uma grande contribuição à evangelização do país sendo vítimas deste patrulhamento ideológico, execrados por companheiros que antes os apoiavam. Eu mesmo já recebi comentários inusitados em minhas páginas nas redes sociais. Fui chamado de patife, esquerdopata, comunista, e o pior de tudo é que isso partiu de irmãos em Cristo. Eles apenas repetem exaustivamente o que ouvem de seus gurus e mentores espirituais. Se, de fato, almejamos dias melhores, temos que aprender a conviver com o contraditório, sem nos ressentir nem sair por aí ofendendo a quem quer que seja. Por favor, mais amor, menos rancor. 

__________________________

O Ato Institucional Número Cinco foi o quinto de uma série de decretos emitidos pelo regime militar nos anos seguintes ao Golpe militar de 1964 no Brasil. Redigido pelo Presidente Artur da Costa e Silva em 13 de dezembro de 1968, veio em represália à decisão da Câmara que se negara a conceder licença para que o deputado Márcio Moreira Alves fosse processado por um discurso pedindo ao povo brasileiro que boicotasse as festividades do dia 7 de setembro. Mas o decreto também vinha no correr de um rio de ambições, ações e declarações pelas quais a classe política fortaleceu a chamada linha dura do regime instituído pelo Golpe Militar. O Ato Institucional Número Cinco, ou AI-5, foi um instrumento de poder que deu ao regime poderes absolutos e cuja primeira conseqüência foi o fechamento do Congresso Nacional por quase um ano.

O AI-5 era o endurecimento do regime militar. A tortura tornou-se instrumento de política de Estado e a repressão entrou na sua fase mais violenta. Começava então o estranhamento entre o governo militar e a Igreja Católica, principalmente com o setor progressista, defensor da Teologia da Libertação, uma leitura da inspiração marxista do Evangelho. Aquele foi o único espaço que realmente encarou a ditadura. Até jovens evangélicos abandonados por suas igrejas encontraram apoio nos progressistas católicos. Diante do silêncio da maioria das igrejas evangélicas, para muitos seminaristas e pastores, a Igreja Católica tornou-se um grande guarda-chuva onde podiam se abrigar.


Em Volta Redonda, no sul do Estado do Rio de Janeiro, o pastor batista Geraldo Marcelo foi preso três vezes como agente da subversão, chegando a ficar 43 dias em poder dos militares. Ex-funcionário da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e membro do Conselho Fiscal do Sindicato dos Metalúrgicos, o religioso, hoje com 84 anos, superou os traumas e relembra dos cultos que realizava na cadeia: “Cinco companheiros se converteram e um deles hoje é pastor”, aponta. A mesma sorte não teve Anivaldo – preso em 1970, ele permaneceu 11 meses incomunicável no famigerado Departamento de Operações e Informações - Centro de Operações e Defesa Interna, o DOI-Codi, principal órgão de repressão do regime militar. Sofrendo torturas diárias, pensou em suicídio para não sucumbir à coação para entregar os amigos e irmãos de fé. “Eu pensava em me matar. A pressão era muito grande. Só que eu era forte – precisava de cinco, seis, para me torturar”, conta, ainda visivelmente comovido com as lembranças. “Foi pela ação de Deus que eu não morri. Eu me sentia como Jesus, querendo passar de mim aquele cálice de dor”.

Por sua vez, Anivaldo soube pelos torturadores que foi denunciado por um pastor e um bispo da Igreja Metodista. Mas a certeza só veio quando, anos depois, teve acesso à sua documentação nos arquivos da ditadura. “No meu processo está o bilhete que o pastor José Sucasas Junior e seu irmão, o bispo Isaías Sucasas, mandaram ao coronel Faustine, diretor do Serviço Nacional de Informações e presbiteriano, me entregando. Havia uma aliança implícita entre os setores conservadores da Igreja e os órgãos de repressão”, denuncia. A falta de registros históricos do período da ditadura pela Igreja Evangélica é uma das formas de não revelar seus paradoxos. A mesma denominação que o delatou também tinha setores que o apoiavam e à sua família. “Houve um bispo que tentou me visitar e não conseguiu. Igrejas oraram em atos de fé e coragem”.

Deduragem – Luiz Caetano Grecco Teixeira, também preso após o AI-5, lembra que a “deduragem era fenomenal” entre os crentes e até entre pastores e as próprias ovelhas. Ele conta que, numa reunião de oração de estudantes cristãos, uma então líder da Aliança Bíblica Universitária, a ABU – hoje, pregadora conhecida – entregou ativistas aos agentes da repressão que entraram no recinto. Entre eles, estava Mozart Noronha, que na época era crente presbiteriano e hoje é pastor luterano no Rio. O nome da mulher, Grecco não revela. “É um acerto de contas pessoal”, justifica.

Para ele, a partir de 1970 houve um desmonte da consciência política da Igreja Evangélica brasileira, movimento com influência americana: “Veio para cá o chamado grupo da Califórnia, da extrema direita protestante americana, uma organização com muito dinheiro.” A ação do movimento consistia em enviar ao Brasil professores de teologia e recursos para tocar projetos educacionais ligados a igrejas. “Era a direita se fortalecendo dentro da Igreja."

A partir dali, começou a falência da Escola Bíblica dominical e o fortalecimento do modelo eclesial americano”, avalia Gracco.Percival de Souza, que em 1968 era repórter do Jornal da Tarde, em São Paulo, foi duas vezes enquadrado na Lei de Segurança Nacional, acusado de jogar o povo contra os militares através de suas matérias. Denunciado na Justiça Militar, o jornalista diz que não recebeu nenhuma palavra de apoio da igreja a que pertencia: “Só não fui preso pelos desígnios divinos”, comenta.

Enquanto o regime prendia pessoas que sequer sabiam porque eram detidas, Percival lembra que movimentos extremistas de esquerda executavam sumariamente companheiros que consideravam ter práticas burguesas. Ele conta um episódio curioso: “Um casal de militantes comunistas foi repreendido simplesmente por cantar Parabéns pra você no aniversário da filha”. Percival também faz questão de contar que Diógenes de Oliveira, que durante o regime pertencia ao movimento revolucionário, em 2001 foi acusado de fazer acordo com a polícia para não incomodar o jogo do bicho, em Porto Alegre (RS), quando era coordenador financeiro da campanha de Olívio Dutra à reeleição para o governo do Estado. “Escapamos da ditadura militar e entramos na ditadura da mediocridade, inclusive na Igreja”, conclui Percival.

Comissão da Verdade vai apontar religiosos que ajudaram a ditadura

A Comissão Nacional da Verdade criou um grupo para investigar padres, pastores e demais sacerdotes que colaboraram com a ditadura militar (1964-1985), bem como os que foram perseguidos. 

“Os que resistiram [à ditadura] são mais conhecidos do que os que colaboraram”, afirmou Paulo Sérgio Pinheiro, que é o coordenador desse grupo. “É muito importante refazer essa história." 

Ele falou que, de início, o apoio da Igreja Católica ao golpe de Estado “ficou mais visível”, mas ela rapidamente se colocou em uma “situação de crítica e resistência.” 

O bispo Carlos de Castro, presidente do Conselho de Pastores do Estado de São Paulo, admitiu que houve pastores que trabalharam como agentes do Dops, a polícia de repressão política da ditadura. Mas disse que nenhuma igreja apoiou oficialmente os militares. 

No ano passado, a imprensa divulgou o caso do pastor batista e capelão Roberto Pontuschka. De dia ele consolava os presos, falando sobre Deus, e à noite os torturava. Em maio deste ano, a Comissão de Anistia concedeu indenização ao evangélico Anivaldo Padilha, 72, que foi denunciado ao regime pelo bispo Isaías Fernando Sucasas e pastor José Sucasas Jr, da Igreja Metodista. Os sacerdotes desses casos já morreram. 

O batista Enéas Togninini, 97, é um religioso que ficou do lado da repressão militar. Ele chegou a pedir aos aos fiéis um dia jejum e oração ao regime. "Não me arrependo porque eles [os militares] fizeram um bom trabalho", disse ele recentemente à revista Istoé. "Salvaram a pátria do comunismo."

O novo grupo da Comissão da Verdade vai pesquisar documentos, depoimentos, teses e arquivos internacionais. O resultado desse trabalho será divulgado em um relatório final. 

"Podemos indicar elementos de igreja que trabalharam como informantes da ditadura, mas não condená-los", disse Pinheiro.


Pastor torturava à noite presos da ditadura e de dia falava da Bíblia


O pastor batista e capelão Roberto Pontuschka era um assíduo frequentador dos porões da ditadura militar (1964-1985). À noite ele torturava os presos políticos, no pau de arara, e de dia os consolava falando de Deus e lhes dava exemplares do Novo Testamento. Entre os presos, havia evangélicos, como o presbiteriano Rubem Cesar Fernandes, 68.

Fernandes foi preso em 1962 pelos policiais da Oban (Operação Bandeirantes) por ser militante estudantil. Ele disse ter sido dedurado por pastores por ser considerado “elemento perigoso”. Até hoje o antropólogo não se conforma: “Não é justificável usar o poder militar para prender irmãos”.

Outras histórias como a de Fernandes estão vindo à tona a partir do exame das cópias de documentação de tribunais militares que o CMI (Conselho Mundial de Igrejas), organização internacional ecumênica, acaba de repatriar ao Brasil. Mais de um milhão de páginas estavam protegidas em Chicago, no Center For Research Libraries. Sem que os militares suspeitassem, as cópias foram feitas quando os advogados dos presos retiravam dos tribunais os processos para examiná-los por 24 horas.

Os militantes de oposição à ditadura sempre acusaram as igrejas evangélicas de terem dado apoio à repressão, diferentemente da Igreja Católica de dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo de São Paulo, que se colocou na linha de frente da resistência ao regime.

A documentação do CMI confirma a conivência institucional dos evangélicos.

Anivaldo Padilha foi torturado pela ditadura militar
Padilha foi denunciado
por pastores metodistas
Anivaldo Padilha (foto), hoje com 71 anos, foi denunciado pelo pastor José Sucasas Jr. e pelo bispo Isaías Fernandes Sucasas, ambos metodistas e já falecidos.

Padilha foi torturado por 20 dias no DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna) de São Paulo entre fevereiro e março de 1970. Estava com 29 anos. Era metodista e estudava ciências sociais na USP (Universidade de São Paulo). O trauma quase o levou ao suicídio. Viveu 13 anos no exílio.

Preso em 1969, Leonildo Silveira Campos foi torturado por dez dias. Estava com 21 anos e era seminarista da Igreja Presbiteriana Independente. Hoje é teólogo e professor de ciências da religião na Umesp. Ele também não se esqueceu das “pregações” de Pontuschka, o pastor torturador.

Zwinglio Mota Dias, 70, hoje pastor emérito da IPU (Igreja Presbiteriana Unida do Brasil), foi expulso em 1962 do Seminário Presbiteriano de Campinas porque defendia que a salvação das almas passava pelas questões sociais. Outros 38 seminaristas foram expulsos.

Na Faculdade de Teologia de São Paulo, da Igreja Metodista, o pastor Boanerges Ribeiro, presidente na época da denominação, “convidou” alunos e professores a se retirarem.

Anivaldo Padilha afirmou que vários evangélicos colaboraram com a repressão, delataram irmãos e assumiram o discurso dos militares. “Eu acreditava ser impossível que alguém que se dedica a ser padre ou pastor, cuja função é proteger suas ovelhas, pudesse dedurar alguém.”

Ele contou que anos depois se encontrou com um de seus torturadores em um Carnaval e o perdoou. “O perdão, para mim, foi uma forma de exorcizar os demônios das torturas que me causaram pesadelos durante quase seis anos”.

Mas nem por isso os torturadores devem ficar impunes, disse.

“A punição deles é importante para resgatar a dignidade dos que foram torturados, da memória dos assassinados, das famílias que não puderam ainda sepultar seus membros desaparecido.”

Fontes: Wikipédia, Eclésia, Istoé e Blog do Paulo Lopes

quarta-feira, novembro 27, 2013

10

A origem do Dia de Ação de Graças



Nesta quinta-feira se comemora o maior feriado americano: O Dia de Ação de Graça (Thanksgiving Day). Considerado mais importante até do que o 4 de Julho (Independence Day) e o Natal, quando o País inteiro pára para agradecer a Deus.

Os primeiros Dias de Ação de Graça eram festivais de gratidão a Deus pelas boas colheitas anuais. Por esta razão, o Dia de Ação de Graça é festejado no outono, após a colheita ter sido recolhida.

O primeiro deles foi celebrado em 1621 em Plymouth, Massachusetts, pelos colonos cristãos, fundadores da vila. Após péssimas colheitas e um inverno rigoroso, os colonos tiveram uma boa colheita de milho no verão de 1621. Por ordem do governador, uma festividade foi marcada no início do outono de 1621 em comemoração ao sucesso da última colheita, em comparação às anteriores. Os homens de Plymouth mataram patos e perus. Outras comidas que fizeram parte do cardápio foram peixes e milho. Cerca de 90 índios atenderam ao convite dos colonos e participaram da festividade. Todos comiam ao ar livre, em grandes mesas.

Porém, por muitos anos, o Dia de Ação de Graça não foi instituído como feriado nacional, sendo observado como tal em apenas certos Estados americanos como Nova York, Massachusetts e Virgínia. Em 1863, o então presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, declarou que a quarta e quinta-feira da terceira semana do mês de novembro seria o dia nacional de Ação de Graça.

Mas em 1939, o presidente Franklin Delano Roosevelt instituiu que esse dia seria celebrado na terceira semana de novembro, com o intuito de ajudar o comércio, aumentando o tempo disponível para propagandas e compras antes do Natal (À época, era considerado inapropriado fazer propagandas de produtos à venda antes do Dia de Ação de Graça). Como a declaração de Roosevelt não era mandatória, 23 Estados adotaram a medida instituída por Roosevelt, e 22 não o fizeram, com o restante tomando ambas a quinta-feira da terceira e da quarta semana de novembro como Dia de Ação de Graça. O Congresso americano, para resolver este impasse, instituiu então que o Dia de Ação de Graça seria comemorado definitivamente na quinta-feira da quarta semana de novembro, e que seria um feriado nacional.

O Dia de Ação de Graça no Brasil

No Brasil, o presidente Gaspar Dutra instituiu o Dia Nacional de Ação de Graça, através da lei 781, de 17 de agosto de 1949, por sugestão do embaixador Joaquim Nabuco, entusiasmado com as comemorações que vira em 1909, na Catedral de São Patrício, quando embaixador em Washington. Em 1966, a lei 5110 estabeleceu que a comemoração de Ação de Graça se daria na quarta quinta-feira de novembro. Esta data é comemorada por muitas famílias de origem americana, igrejas cristãs, universidades confessionais metodistas e cursos de inglês.

Interessante notar que enquanto o Halloween (Conhecido como Festa das Bruxas) está cada vez mais popular no Brasil, o Dia de Ação de Graça não conseguiu emplacar.

Seria interessante se as igrejas cristãs estimulassem seus fiéis a celebrarem, aproveitando a data já estabelecida.

Assim como no Natal, há uma atmosfera diferente envolvendo esse feriado. Os familiares se deslocam de onde estiverem para poderem se reunir. Pais e filhos gastam mais tempo juntos. E o mais importante: relembram a misericórdia de Deus que lhes pôs pão em suas mesas durante todo o ano.

É claro que muitos enxergam esse feriado apenas como mais um estímulo às vendas no comércio, assim como o Natal. Apesar disso, continua valendo a pena relembrar dos cuidados que Deus tem dispensado aos homens.

Inspirado no primeiro Dia de Ação de Graça, em que os colonos convidaram os índios para tomarem parte na festividade, gostaria de sugerir que as igrejas convidassem os diferentes, pessoas de outros credos, principalmente os mais necessitados, para tomarem parte em seu banquete de gratidão.

E que os americanos aproveitassem a ocasião para refletir no quanto sua sociedade tem desperdiçado, e considerassem estender as mãos aos povos mais pobres do mundo, compartilhando-lhes seu pão.

sábado, agosto 18, 2012

5

Hoje completo 33 anos de Batismo

Meu Batismo

A propósito, hoje completo 33 anos de batismo. Aos 18 de Agosto de 1979, eu era batizado pelo Pr. Ronaldo Antônio da Silva, com o consentimento de meu pai (embora relutante, pois me achava muito novo para ser batizado). Talvez eu não tivesse muita consciência do que representava aquela cerimônia, mas certamente fui integrado ao povo da Aliança.

Meus filhos seguiram meu exemplo, e foram batizados bem cedo, entre 9 e 11 anos. Aconselho todo pai ou mãe a conduzir seus filhos ao batismo o quanto antes, e assim, cresçam integrados à comunidade da Aliança.

sábado, fevereiro 11, 2012

16

Em 20 anos a Ciência nos permitirá ser imortais













O cientista Ray Kurzweil afirma que dentro de 20 anos os seres humanos terão capacidade e tecnologia para tornar qualquer um imortal, graças à nanotecnologia.

Ele diz que, teoricamente, a nanotecnologia poderá substituir qualquer orgão de nosso corpo com uma eficácia milhares de vezes melhor que a “original”.

“Dentro de 25 anos poderemos fazer um mergulho de quatro horas sem ao menos precisarmos de oxigênio”.

“A nanotecnologia será capaz de aumentar tanto nossas capacidades mentais que poderemos escrever um livro inteiro em apenas alguns minutos”

“Também poderemos entrar em um modo de realidade virtual nunca visto antes, onde os sinais de nosso cérebro serão desligados e iremos para onde quisermos. O sexo virtual será algo banal.”

“No nosso dia a dia, figuras holográficas aparecerão em nossos cérebros para nos explicar o que está acontecendo.”

Fonte: Telegraph

Comentário de Hermes Fernandes: Deus deve achar graça da arrogância humana. O homem só vai até onde Deus permitir. Que a ciência é um dom divino, não há dúvida. Mas daí acreditar que ela por si só será capaz de nos levar à imortalidade, já é demais. A propósito, não foi esta a proposta da serpente ao primeiro casal, se comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal?

Imagine nos tornar imortais num corpo pecaminoso como o nosso?

Alguém mais gostaria de acrescentar alguma coisa? Fique à vontade.

domingo, agosto 07, 2011

11

Deus esteve em Woodstock! Será que esteve também no Rock in Rio?




Por Hermes C. Fernandes

Há quarenta anos acontecia numa cidadezinha chamada Bethel, há 80 km de Woodstock, interior do estado de Nova York, o maior festival de Rock da história.

Meio milhão de jovens se reuniram entre 15 e 17 de agosto de 1969, para ouvir algumas das mais importantes bandas de rock da época, debaixo de muita chuva e em cima de muita lama.

Woodstock não foi apenas um festival de rock. Foi uma espécie de oficialização do rompimento daquela geração com os valores que norteavam a sociedade ocidental pós-guerra. No imaginário coletivo foi o momento e o lugar nos quais o inconformismo e a rebeldia de uma geração castigada pela Guerra do Vietnã se manifestaram plenamente.

Interessante que o nome Bethel nos remete ao lugar em que Jacó se encontrou com Deus pela primeira vez. Foi lá que ele, depois de ter fugido da casa de seus pais para não ser assassinado por seu raivoso irmão, viu o céu aberto, e anjos que transitavam entre o céu e a terra. A pedra que o patriarca usou como travesseiro, foi erigida como altar, e o lugar passou a ser chamado “casa de Deus” (Bethel, em hebraico).

Milhares de anos depois, uma multidão de jovens se reúne num lugar com o mesmo nome, para erigir um novo altar.

Na cultura semítica, altares eram erigidos como marcos, que identificavam o início de uma nova jornada, ou pelo menos, uma escala importante em uma jornada já começada.

A partir de Woodstock, aquela geração passou a enxergar o mundo dividido em dois grupos, “nós” e “eles”. E o pronome “eles” era aplicado principalmente aos pais.

O abismo entre gerações que antes era velado, e se dava de maneira discreta e quase silenciosa, agora tomava uma proporção inédita.

- Não queremos ser cúmplices do que vocês estão fazendo com o mundo! Diziam eles. - Queremos reinventar o mundo, sem guerras, sem fome, sem hipocrisia, onde impere a paz, o amor e o prazer.

Sem dúvida, aquela foi uma geração idealista e sonhadora. “Faça amor, não faça guerra” era o seu lema.

Mas naquele Bethel faltou o principal: A conexão com o Deus de Jacó!

No lugar de Deus, eles entronizaram outra trindade: droga, sexo e rock’n roll.

Quarenta anos depois, podemos verificar o que ficou de positivo ou negativo da rebeldia idealista da geração que contestou e mudou nossa visão do mundo.

Woodstock revelou ao mundo a força que tem a juventude. E talvez a maior glória daquela geração tenha sido arrancar os Estados Unidos do Vietnã. Seu exemplo repercute até hoje no ativismo em defesa do meio ambiente e de outras causas justas.

O jovem passou a ser visto como o centro do universo do consumo, o que até hoje pode ser verificado através do constante apelo publicitário direcionado a este público.

Infelizmente, aquele engajamento político e idealista não perdurou muito tempo. Aquela geração sequer conseguiu contagiar seus filhos com sua utopia. Por conta disso, as gerações seguintes perderam o interesse de mudar o mundo, voltando a priorizar a ascensão profissional e social.

As drogas que ingenuamente foram experimentadas como uma maneira de aguçar a percepção se tornaram instrumentos de fuga da realidade e de alienação. E o pior é que abriram a porta para o uso de drogas cada vez mais pesadas, cuja proliferação é a responsável pela difusão da criminalidade. O amor livre, antes pregado com orgulho e praticado sem o menor escrúpulo, revelou-se como promiscuidade, o que provocou um dos maiores pesadelos da juventude das décadas de 80 e 90: a Aids.

Até a música, antes usada para contestar, vendeu-se às grandes gravadoras e se tornou em mais um instrumento alienante da juventude.

Pelo que tudo indica, o sonho acabou.
Mas nem tudo está perdido. Deus está convidando a nossa geração para um reencontro em Bethel. Um Woodstock onde o lema “Paz e Amor” receba a inclusão da palavra “Graça”. Um lugar onde as gerações se reencontrem e celebrem a possibilidade de um novo mundo. Em vez de abrir-se um abismo entre gerações, construiremos uma ponte para interligá-las.

Jacó estava fugindo da realidade, imaginando que poderia romper com tudo, e começar uma nova história. Mas em Bethel, Deus lhe apareceu em sonho para dizer-lhe:

“Eu sou o Senhor, o Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaque. Esta terra em que estás deitado, eu a darei a ti e à tua descendência” (Gn.28:13).

Agora Jacó se via situado no tempo e no espaço. A ponte entre nós, as gerações que nos antecederam e as que nos sucederão só será possível se houver uma escada que nos ligue aos céus.

Na linguagem da geração Woodstock, Jacó teve o maior barato. Ele viu que havia uma ligação entre o céu e a terra. E é esta ligação que possibilita o ajuste entre nós, nossos contemporâneos, nossos antecessores e nossos sucessores.

Jacó, embasbacado com o que via, expressou-se: "Deus estava aqui e eu não sabia". Da mesma maneira, Deus estava em Woodstock naqueles três dias, mas ninguém ficou sabendo. Diz-se que algumas bandas como The Doors foram convidadas, mas preferiram não participar, achando que o festival seria um fiasco, por ser realizado num ambiente rural, em vez de no Central Park em Nova York. Tais bandas se arrependeram amargamente. Deus, mesmo não sendo convidado, fez questão de estar lá, conferindo in loco a angústia e os anseios daquela geração perdidamente sonhadora. Ele passeava entre os corpos nus e enlameados, compadecendo-Se de uma multidão que era como ovelhas sem pastor (Mt.9:36).

Sim, Deus esteve em Woodstock, mas não tocou alarde. Preferiu a discrição. Em outras palavras, Ele simplesmente deixou rolar. E a chuva que enviou não foi com a intenção de estragar a festa, antes, representava a Sua incompreensível Graça. Pena que ninguém ficou sabendo. Janis Joplin e Jimi Hendrix morreram sem saber. Talvez se tivessem sabido, ainda estariam por aí, nos brindando com suas habilidades musicais.

Creio firmemente que um novo Woodstock precisa acontecer. Não me refiro ao festival em si, mas àquilo que representou para o mundo. A atual geração está passando por uma fermentação que resultará em algo vultuoso, com desdobramentos espirituais, sociais e culturais. A qualquer momento eclodirá o despertar de uma nova visão de mundo. Um Woodstock pleno, sem drogas, sem promiscuidade, mas com graça, paz e amor.

sexta-feira, dezembro 10, 2010

0

Traficantes do Rio presenteiam mulheres com joias com dizeres e símbolos cristãos





O Jornal A Folha noticiou que um levantamento da Polícia Civil para chegar aos chefões do tráfico, revelou a opulência dos presentes que eles costumam dar para suas mulheres. Cordões e medalhas com mais de meio quilo de ouro. 
As fotos foram descobertas em pesquisas feitas por policiais em redes sociais, como o Orkut. Outras foram enviadas anonimamente à polícia.
Nelas, jovens exibem correntes que, na avaliação de ourives ouvidos pela Folha, custariam em média R$ 35 mil. A Folha não identifica as mulheres, pois algumas são menores de idade e outras ainda são investigadas. De acordo com a polícia, há um mercado clandestino de produção de joias para traficantes funcionando no centro antigo da cidade e em alguns bairros da zona norte.


O que me incomodou nesta matéria foram os motivos religiosos estampados nas jóias. Na primeira foto encontramos os dizeres "Deus é Fiel" (slogan muito usado por igrejas adeptas da Teologia da Prosperidade), e na segunda, a estrela de Davi, símbolo muito usado por igrejas ligadas ao movimento conhecido como G12. O que isso nos indica? Que valores religiosos estão se mesclando e se diluindo no espírito consumista ostentado por esses criminosos. Muitos deles vêm de berço cristão, outros ainda hoje freqüentam igrejas, pedem oração pra que sejam protegidos em sua atividade criminosa. Há até pastores que se dispõem a ungir suas armas. 

Afinal de contas, que tipo de evangelho tem sido pregado em nossos dias, a ponto de ser conivente com o crime?  Um evangelho que não prega arrependimento, mas enfatiza a prosperidade material como um sinal de aprovação divina. É lamentável saber que cantores evangélicos recebem cachês altíssimos para se apresentarem em shows bancados por elementos ligados ao tráfico. Muitos bailes funk começam e terminam com louvores. Igrejas funcionam com a permissão do tráfico, e o tráfico funciona com a bênção de algumas igrejas. Testemunhos de prosperidade são dados em pleno culto por pessoas que se beneficiaram de atividades ilícitas. Gente envolvida em roubo de cargas, em pirataria (inclusive de CD's evangélicos), prostituição, corrupção, sobem descaradamente ao púlpito para contar suas 'bênçãos'.  Sem contar igrejas que receptam material roubado de outras igrejas, principalmente instrumentos musicais e aparelhagem de som. 

O que estou relatando aqui não é novidade pra quem vive em muitas comunidades dominadas pelo tráfico. Em algumas congregações, o culto pára para que o pregador destaque a presença do nobre bandido, recebido às vezes com palmas. 

Que carência temos de profetas. Que Deus levante homens e mulheres nessas comunidades para desafiarem o crime, e conclamar os 'meninos do tráfico' a que se arrependam e assim, sejam convertidos à Verdade. O que eles precisam não é de proteção divina para praticarem seu crime impunemente. O que eles precisam é de conversão. Que se rendam imediatamente a Cristo e vivam, pra que mais tarde não tenham que se render à polícia ou serem mortos. 

quinta-feira, setembro 23, 2010

3

O desafio de traduzir a Bíblia para mais de 6 mil idiomas

Vonette Bright, eu e Bob Creson, presidente da Wycliffe
Ontem tive o privilégio de participar de uma celebração no Wycliffe Bible Translators. Esta organização é responsável pela tradução da Bíblia em cerca de 700 idiomas. Há cerca de 7 mil línguas faladas no Mundo. Portanto, apenas 10% delas dispõem da Palavra de Deus traduzida. O desafio é deveras grande. Atualmente, a Wycliffe está trabalhando na tradução em mais de 1300 idiomas. Há ainda outras 2200 línguas em que os projetos de tradução ainda não começaram. O número de pessoas que falam esses idiomas ultrapassa a casa dos 350 milhões!

O motivo da celebração foi a tradução das Escrituras em mais 25 idiomas. Foi emocionante assistir a procissão de pessoas que trabalharam da tradução vestidas a caráter, empunhando a bandeira do país e a bíblia traduzida.

Quem pensa que essas traduções são feitas num ambiente aconchegante de um escritório, diante de um laptop da Apple, está redondamente enganado. A Google ainda não dispõe de ferramentas para isso. rs

sábado, setembro 11, 2010

9

PASTOR BOMBA: Queimar ou não o Alcorão, eis a questão!

Hoje faz 9 anos que a nação americana  foi ultrajada no maior atentado terrorista de sua história. Milhares de pessoas tiveram suas vidas ceifadas na queda das torres gêmeas em NY, e nos outros dois atentados subsequentes. Tive o prazer de subir em uma das torres em 1991, e o desprazer de ver o enorme buraco que restou dela quando voltei a Manhattan em 2006.

Não se enganem. A ferida aberta no orgulho americano ainda sangra.

Recentemente foi anunciada a construção de uma mesquita vizinha ao lugar dos atentados. Houve manifestações de descontentamento em todo o País. Sem dar ouvidos à opinião pública, tanto o prefeito de Nova York, que é judeu, quanto o presidente dos EUA, apoiaram a ideia da construção do lugar de adoração para os muçulmanos. O que muitos desconhecem é que na cultura islâmica, sempre que se obtem uma vitória militar, constrói-se uma mesquita em comemoração, equivalendo ao hábito que os romanos tinham de edificar um arco do triunfo para comemorar seus êxitos militares. Ainda que não seja esta a intenção, há que se considerar a repercussão negativa que este empreendimento geraria.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

1

A tragédia de Angra dos Reis e o compromisso solidário da Igreja de Cristo

No dia 06 de janeiro foram encontrados pelo corpo de bombeiros mais dois corpos de vítimas dos deslizamentos de terra na enseada do Bananal, na Ilha Grande, em Angra dos Reis. Já são 52 mortos em Angra e 74 no Estado do Rio desde a semana passada em decorrência das chuvas.

A Prefeitura de Angra dos Reis, informou que, de acordo com a última atualização da Defesa Civil Municipal, que o número de desalojados chega a cerca de 1.500 pessoas. Ezequias Marins, pastor da Igreja Batista de Japuíba, oferece um relato absolutamente desesperador. Segundo o pastor, mas de 300 pessoas perderam suas casas e tudo que possuiam.

O Pastor Ezequias profundamente comovido compartilhou a seguinte história:

"Estou carregando um fardo pesado demais", desabafa o ajudante de obras Jorge Carvalho, de 43 anos, ao lado de Sérgio Carvalho, de 53, que tenta consolar o irmão proferindo salmos de conforto bíblico. Jorge perdeu a mulher e sepultou cinco de seus oito filhos, entre eles um bebê de 8 meses, todos mortos na tragédia das chuvas em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio. Mas ainda alimenta a esperança de encontrar o corpo de sua filha, Alessandra, de 11 anos, que está desaparecida.

"Não vou ter sossego enquanto não encontrar o corpinho dela", diz, em uma de suas pausas na via-crúcis que faz diariamente pelo Instituto Médico-Legal (IML) e no acompanhamento das buscas no Morro do Carioca, na região central de Angra, onde equipes da Defesa Civil e da prefeitura fazem a limpeza do entulho provocado pelo desabamento.

Caro leitor, a Igreja de Cristo não tem o direito de se omitir diante tamanha tragédia. Em um mundo de gente solitária, nosso Senhor nos desafia a sermos solidários, estendendo a mão àqueles que sofrem a dor da luta e do luto.

Isto posto, quero incentivá-lo a contribuir doando roupas, alimentos não perecíveis, material de higiene pessoal, ou qualquer oferta em dinheiro para aqueles que estão a a viver os momentos mais dolorosos de suas vidas.

Os que desejarem ajudar deverão entrar em contato com o Pastor Ezequias Marins através do email ezequias@ibacen.com.br ou se preferir pelos telefones (24) 33775560 (igreja) 98134716 (celular).

Naquele que é o supridor de todas as necessidades humanas,

Renato Vargens

quinta-feira, dezembro 31, 2009

1

Retrospectiva Relâmpago da Década que redefiniu o Mundo

Esta década começou sob a ameaça do Bug do Milênio. Para muitos, seria o apocalipse, que incluiria corridas aos bancos e acidentes nucleares nos Leste Europeu. Com a virada do milênio, os computadores entrariam em colapso, já que as datas eram representadas por somente os 2 últimos dígitos (os programas assumiam o "19" na frente para formar o ano completo). Assim, quando o calendário mudasse de 1999 para 2000 o computador iria entender que estava no ano de "19" + "00", ou seja, 1900. Caso as datas realmente "voltassem" para 1900, clientes de bancos veriam suas aplicações dando juros negativos, credores passariam a ser devedores, e boletos de cobrança para o próximo mês seriam emitidos com 100 anos de atraso, etc.Felizmente, só houve falhas pequenas, localizadas. Na Suécia, um hospital teve problemas com um eletrocardiograma. Na Coreia do Sul, o sistema de calefação foi afetado. E por aí foi.

Há dez anos, as torres gêmeas do World Trade Center ainda estavam de pé, apesar de já terem sofrido um atentado com um caminhão carregado de dinamite em 1993. Bill Clinton, era o presidente da nação mais poderosa do mundo, e indiscutivelmente o líder planetário. Sob seu comando, os EUA experimentaram um dos períodos de maior prosperidade de sua história. A paz sinalizava no Oriente Médio. Poucos haviam ouvido falar em Bin Laden, Google ou Euro. A internet e a telefonia celular se popularizavam. A China começava a chamar a atenção do mundo para o seu milagroso crescimento econômico, atingindo a marca de 11% ao ano. As mudanças climáticas ainda eram vistas pelos empresários mais como motivo para ceticismo que para investimento.
Ao longo da década, o mundo virou de ponta-cabeça – e o Brasil despontou.

As torres caíram! O Afeganistão e o Iraque foram invadidos pelo exército americano. Saddam Hussein foi deposto e condenado à morte. Osama Bin Laden ainda está vivo e solto.

Graças à desastrosa gestão de George W. Bush, os Estados Unidos elegeram seu primeiro presidente negro, Barack Hussein Obama. Como que por ironia do destino, o novo presidente traz o sobrenome do maior desafeto dos Bush, e o último sobrenome parecido com o primeiro nome do inimigo público número um da América.

Esta foi a década em que a bolha econômica estourou. A sólida economia americana demonstrou ser uma casa construída sobre a areia. O mercado imobiliário, somado aos enormes gastos com a guerra no Oriente Médio, foram os vilões que provocaram a maior crise financeira da história desde a Grande Depressão no final da década de 20.

Também foi uma década marcada por grandes catástrofes naturais, como o furacão Katrina e a Tsunami que atingiu vários países asiáticos. Apenas estes dois cataclismos ceifaram a vida de cerca de 400 mil pessoas.

O Mundo também se viu ameaçado por diversas pandemias. A Aids continua sua cavalgada, atingindo, só na África subsaariana, 25% da população, sendo considerada uma pandemia global. Fora o HIV, outros vírus ameaçaram provocar uma pandemia. Entre eles, a SARS, uma nova forma de pneumonia altamente infecciosa. Graças à ação rápida das autoridades nacionais e internacionais de saúde, o pior foi evitado. Em seguida, em 2004, foi descoberto o vírus da gripe aviária. E mais recentemente a gripe suína que causou mobilização sem antecedentes por parte das organizações de saúde.

Se em décadas anteriores o maior temor da população era de que eclodisse uma terceira guerra mundial, seguida de um holocausto nuclear, nesta primeira década do século este medo deu lugar a novos temores: terrorismo por parte dos fundamentalistas islâmicos, pandemias e cataclismos naturais.

A Década do Brasil

Dez anos atrás, o presidente era Fernando Henrique Cardoso, e o nome de Lula despertava temores entre economistas respeitados. Ninguém conseguiria acreditar que Lula seria o presidente em cujo governo saldaríamos a dívida externa e teríamos uma das moedas mais fortes do mundo. Ungido em 2002 como o operário que virou presidente, ele chega a 2010 e ao último ano do segundo mandato com 72% de aprovação. Em dez anos, o Brasil consolidou a democracia e a estabilidade. Tornou-se o país emergente com maior credibilidade no mercado global. Atingiu a universalização do ensino e a auto-suficiência em petróleo. E de quebra, como confirmação de sua credibilidade diante da opinião pública mundial, conquistou a cobiçada posição de Sede dos dois maiores eventos esportivos do Mundo: a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. É verdade que ainda padecemos de problemas crônicos: corrupção, violência, um ambiente ainda hostil ao empreendedor e miséria endêmica em algumas regiões. Mas, nos próximos dez anos, deveremos continuar tentando resolvê-los.

terça-feira, dezembro 29, 2009

2

Descendentes de canibais pedem perdão à família de missionário devorado

Os herdeiros de um homem que foi devorado por canibais em uma pequena ilha do Pacífico há 170 anos voltaram pela primeira vez ao local da morte de seu ancestral para fazer parte de uma singular cerimônia de reconciliação. O ritual se deu na pequena ilha de Erromango, uma das ilhas que compõem a nação de Vanuatu, onde em 1839 os indígenas mataram e devoraram o reverendo John Williams, um dos mais reconhecidos missionário de seu tempo, e seu colega James Harris. Desde então os nativos crêem ser vítimas de uma “maldição”, que querem desfazer agora que o catolicismo é cada vez mais forte na ilha. “O povo de Erromango sempre teve sobre si o peso de ter matado um missionário. Eles acham que foram amaldiçoados e é por isso que essa reconciliação é tão importante”, disse à BBC o presidente de Vanuatu, Iolo Johnson Abbil. “Desde que passamos a nos considerar como um país cristão, era necessário que Erromango passasse por isso.”

Canibalismo

Em 1816, aos 20 anos de idade, John Williams abraçou a vida de missionário dedicando-se à catequização de indígenas da Polinésia sob os auspícios da Sociedade Missionária de Londres. Dedicou-se à atividade por mais de duas décadas. Em sua última viagem, ele aportou em 1839 a bordo do navio Camden na baía de Dillons, no arquipélago a mais de 1,5 mil quilômetros a leste da Austrália que ainda viria a se tornar Vanuatu. Ali, dias antes, nativos de Erromango haviam sido mortos por comerciantes europeus de sândalo. Em meio à hostilidade, os dois foram mortos e canibalizados pelos nativos, assim que puseram os pés em terra.

“Harris, que estava mais adiante, foi abatido a clavas e morto. John Williams se virou e tentou correr para o mar. Eles o alcançaram na costa. Ele também foi abatido, flechado e morreu nas águas rasas”, contou um dos descendentes do missionário, Charles Milner-Williams, 65.

O antropólogo Ralph Regenvanu, membro do Parlamento de Vanuatu e um dos que propuseram a reconciliação, disse que os homens provavelmente foram mortos porque representavam a “incursão” do homem branco na terra indígena.

“O canibalismo era praticado de forma de ritual e considerada uma atividade sagrada. Muitas vezes era uma maneira de derrotar uma ameaça, de absorver o poder do inimigo”, disse o antropólogo.

“John Williams pode ter sido morto e devorado porque representava essa ameaça, essa incursão da civilização europeia que estava chegando a Erromango naquela época.”

Reconciliação

Na cerimônia de reconciliação, à qual compareceram 18 descendentes do missionário Williams, a morte dos dois homens foi reencenada. Dezenas de descendentes dos moradores de Erromango à época fizeram fila para pedir o perdão da família. Como demonstração de afeto e respeito, a baía de Dillons, onde ocorreu o incidente, foi renomeada de baía de Williams. “A reconciliação é parte da nossa cultura. Pedir perdão é uma parte do cerimonial, mas não a única”, disse Regenvanu. “A reconciliação requer algo de ambos os lados, há sempre o elemento da troca.” A família de Williams concordou em amparar a educação de uma garota de sete anos de idade, que foi ritualmente “entregue” à família como compensação pela perda do missionário. Para o parente de Williams, Charles, o ritual foi emocionante.

“Vim sem saber o que esperar e saio, curiosamente, com minha fé restaurada e me sentindo renovado”, afirmou Milner-Williams, que vive em Hampshire, no sul da Inglaterra.

“Pensei que após 170 anos eu não sentiria nenhuma emoção, mas a pureza dos sentimentos, o arrependimento genuíno e a tristeza, de partir o coração, foram bastante tocantes.”

Fonte: BBC Brasil

segunda-feira, dezembro 28, 2009

5

Jonas Brothers e a contra-revolução sexual

Nos palcos de todo o mundo, eles galvanizam a atenção das adolescentes. Joe, de 19 anos; Kevin, 21; e Nick, de 16 – os Jonas Brothers –, são alguns dos artistas mais badalados do momento. O trio americano tem músicas açucaradas, como convém às bandas do gênero. Quem não se lembra, por exemplo, dos portorriquenhos do Menudo, uma coqueluche entre as teens dos anos 1980, ou dos rapazes do extinto grupo Polegar, cujos pôsteres ilustravam os quartos das adolescentes de sua época? Mas os Jonas Brothers chamam a atenção por algo diferente.

Assumidamente cristãos, os jovens artistas caminham na contramão dos colegas do showbiz e fazem da defesa da virgindade pré-conjugal uma de suas bandeiras. Eles juram de pés juntos que se manterão castos até o casamento, no que têm sido seguidos por milhões de fãs.

Ninguém sabe se o compromisso será seguido à risca, mas fato é que os Jonas Brothers, todos ex-alunos do Eastern Christian High School, em North Haledon, New Jersey (EUA), conseguiram fazer de algo considerado fora de moda um tema obrigatório nas conversas de inúmeros jovens como eles – a valorização da virgindade. O grupo faz do uso do chamado anel de pureza – acessório que os adeptos do movimento fazem questão de ostentar – e de declarações favoráveis à castidade suas marcas registradas em shows, entrevistas e aparições públicas. “As alianças servem como lembrete constante para viver uma vida com valores”, diz Nick, o mais novo dos Jonas Brothers.

O movimento religioso em prol da abstinência sexual até o casamento teve início em 1994, na cidade americana de Baltimore. Inconformadas com a pressão que sofriam na escola por serem virgens, duas adolescentes evangélicas queixaram-se ao pastor de sua igreja, de denominação Batista. Por iniciativa delas, foi organizada uma reunião com outros jovens para discutir a questão da sexualidade sob a ótica bíblica. Dali, surgiu uma campanha, que recebeu o nome de True love waits, algo como “O amor verdadeiro espera”. Logo, o projeto estendeu-se para as escolas e demais instituições ligadas à juventude, sendo adotado posteriormente por diversas orientações religiosas. Jimmy Hester, atual coordenador do programa, informa que já existem cerca de 3 milhões de jovens envolvidos diretamente com a causa. “Esse é o número que temos documentado. Durante as palestras, muitos adolescentes assinam nosso acordo de adesão”, explica.

Inicialmente, a organização do programa lançou uma pulseira de plástico para simbolizar a preservação da castidade. Mais tarde, ela foi substituída por um pingente de prata, mas só com o anel da pureza houve uma maior popularização do movimento pró-pureza sexual entre os jovens, inclusive aqui no Brasil. O estudante Renan Scott, de 16 anos, membro da Assembleia de Deus em São Paulo, acha que a postura de gente famosa como os integrantes do Jonas Brothers repercute positivamente. “Eles estão corretos e simplesmente mostram o que acreditam. Identifico-me com a atitude deles em mostrar sua fé para todos, indo completamente contra o ritmo do jogo e do que a mídia impõe”. O “jogo”, no caso, é a liberalidade sexual. O adolescente conta que, para a maioria de seus amigos, o sexo funciona como fonte de prazer, de popularidade e de admiração entre os colegas. “Todos querem ser o grande pegador, o bonzão”, critica.

Conflito – Embora não use o anel por considerá-lo modismo, Andréia Maressa, 17, evangélica batista, defende que homem e mulher devem se guardar para o casamento. Ela cita o texto de I Tessalonicenses 4: “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição”. A jovem lembra que o compromisso maior é com Deus. “Quando me questionam como posso ter certeza de que este momento será especial sem experimentar antes, respondo que foi o Senhor quem me criou e também criou o sexo”, afirma. “Mas a pureza sexual vai muito além de não fazer sexo, está no ato de pensar, de falar e de agir.”

Doutora em educação e especialista em sexualidade humana, Ana Cláudia Bortolozzi Maia conceitua a virgindade como um aspecto do comportamento humano, construído a partir de valores e modelos presentes na sociedade. “Assim como outras questões relacionadas à sexualidade, trata-se de um fenômeno cultural”, diz. Para ela, a importância dada à virgindade é construída por meio de uma valoração social determinada culturalmente e historicamente. “Assim, a virgindade, atrelada a preceitos religiosos ou não, é um valor pessoal e familiar dentro de diferentes contextos”, afirma.

“Os Jonas Brothers são garotos diferentes e a atitude deles valoriza a fidelidade”, empolgam-se Karina Napole, 11, e Larissa Zaratin, 12, alunas da sétima série de um colégio católico em São Paulo. “É muito difícil encontrar alguém que defenda essa postura”, emenda a primeira. Paola Ratola, 18, estudante ligada à Igreja Batista, aborda a questão com mais maturidade: “A preservação da virgindade demonstra o caráter e os princípios adquiridos pela pessoa, justamente por esta ser uma área de difícil controle”. Ela acha correto o jovem não iniciar sua vida sexual antes do casamento. “É que ali se firma um compromisso sério. É uma união para sempre – além do mais, é uma situação constrangedora estar cada vez com uma pessoa e no final acabar rejeitada e falada”, frisa.

No entender da especialista Ana Cláudia, a pressão social e da mídia é realmente determinante nessa questão. “O que mais percebo é uma falta de autonomia na escolha em ser ou não virgem, isto é, pessoas que querem ou não ter vida sexual não como uma escolha autônoma, mas para corresponder aos ideais e cobranças de pais, amigos, parceiros etc”. Para a educadora, o tema da virgindade, para o jovem, apresenta-se complexo. “Querer ser virgem e sofrer pressão social para não o ser; ou querer ter vida sexual e não fazê-lo por sofrer pressão familiar ou religiosa é conflituoso do mesmo jeito”, exemplifica.

Mariana, jovem frequentadora de uma igreja presbiteriana em São Paulo, é um exemplo desse conflito. Tanto, que pediu à reportagem para ter seu nome trocado. “Antes de convertida, sentia-me pressionada a perder a virgindade. Entre os 16 e 17 anos, a maioria de minhas colegas estavam começando sua vida sexual e eu não queria ser diferente”, lembra. Ela conta ter tido sua primeira experiência sexual naquela época, com um namorado que tinha 21 anos. “Passou o tempo e o namoro acabou. Fiquei machucada, mas depois de um tempo comecei a namorar novamente”, conta. Mariana também relata que a prática sexual já se tornara frequente e comum em sua vida. “Contava minhas aventuras às amigas e me gabava disso, mas no fundo já começava a sentir um vazio, uma desvalorização.”

Hoje, com 24 anos e convertida ao Evangelho há dois, Mariana tem uma visão diferente de sua sexualidade. “Se eu pudesse voltar no tempo, ainda seria virgem”, afirma. O problema enfrentado agora é a vergonha de assumir isso para as amigas da igreja. “Prefiro não falar sobre o assunto, tenho medo do que vão pensar”, admite a jovem. “O que importa é que minha vida é outra – nasci de novo e enterrei meu passado. Deus sabe que agora busco viver em santidade e guardar o corpo que ele me deu para o dia em que me casar, apenas para meu marido”, completa.

Joanna Brandão

quarta-feira, dezembro 23, 2009

2

Presépio de legumes tem Jesus de cenoura e couve

A fazenda Tulleys Farm, em Sussex, sudeste da Inglaterra, montou um presépio em sua loja de produtos agrícolas, onde o menino Jesus é representado por uma cenoura com uma couve de Bruxelas formando sua cabeça.

José e Maria têm cabeças de cebola e os reis magos e pastores também são feitos de frutas e legumes. Os carneiros são pequenas flores de couve-flor. As doações arrecadadas com o presépio serão destinadas à paróquia local.

O Jesus de cenoura foi considerado “ofensivo” por uma visitante, que disse a um jornal londrino que a figura deveria ser substituída. “Tudo menos uma cenoura”, teria dito a visitante.

Mas a paróquia local de Turners Hill aprovou o presépio afirmando que é natural que uma fazenda use os produtos de sua terra para representar a cena do nascimento de Jesus.

O reverendo Gordon Parry, da igreja de St. Leonards, disse: “Há muito tempo Tulleys Farm está associada à igreja local e vem apoiando St. Leonards. Também é possível entender que alguém seja sensível à questão”.

“Mas a Tulleys Farm está meramente mostrando o presépio no contexto de seu negócio. Parece apropriado que eles usem o que cristãos veriam como presentes de Deus - ou seja, legumes - para criar um símbolo do maior presente de Deus - isto é, seu filho Jesus Cristo.”

O dono da fazenda, Stuart Beare, disse que sente muito pela ofensa causada.

“Há muito tempo não queríamos que no Natal tudo girasse em torno de vendas e queríamos trazer uma mensagem da fazenda da melhor forma que conhecemos.”

“Todas as doações para o presépio vão ser revertidas para a manutenção da igreja St. Leonards em Turners Hill. Apesar das críticas, a reação dos adultos e crianças tem sido extremamente positiva”, disse ele.

0

O prazer de dar presentes

É fácil entender por que receber um presente nos deixa tão felizes: ele é sinal de que você é querido e você ainda ganha o presente propriamente dito, uma novidade interessante, coisa que todo cérebro adora.

Mas por que dar um presente também é tão bom? Pela lógica racional, dar um presente custa tempo e dinheiro, e não nos traz nenhum benefício direto. Mas será mesmo?

A neurociência hoje tem uma visão diferente. Presentear traz benefícios ao cérebro, e de várias formas. A primeira recompensa para quem presenteia é o sorriso no rosto de quem recebe o pacote. O sorriso deixa a pessoa presenteada ainda mais bonita aos olhos do nosso cérebro. O cérebro registra o sorriso do outro ativando o córtex órbito-frontal, na frente, entre os olhos. Como essa parte do cérebro representa o valor positivo dos acontecimentos, a beleza do sorriso do outro, sobretudo se ele acontece por nossa causa, já é um prazer e tanto.

Segundo benefício: ao ver o sorriso no rosto da pessoa presenteada, o nosso cérebro nos faz sorrir também. Acontece assim. Sorrimos quando vemos alguém sorrir de felicidade porque isso aciona neurônios-espelho no córtex pré-motor, que, por imitação, colocam um sorriso em nosso rosto também. Junto com o sorriso vem uma série de mudanças no corpo, também provocadas pelo cérebro. A gente se sente melhor, mais leve e mais feliz.

Mas o mais impressionante é que já começamos a nos sentir bem muito antes de entregar o presente. A simples decisão hoje de fazer o bem amanhã já basta para ativar o sistema de recompensa e também o córtex órbito-frontal, o representante do lado positivo das coisas. Isso acontece muito antes de vermos qualquer sorriso se formar no rosto do outro. Essa ativação antecipada nos dá prazer, mesmo que fazer o bem tenha um custo em dinheiro e tempo. Para os céticos, o prazer que nosso cérebro sente em decidir fazer o bem seria uma prova de que não fazemos nada que não nos traga algum benefício. Mas eu prefiro pensar diferente. Imagine só: meu cérebro poderia não ligar a mínima para a possibilidade de fazer o bem aos outros. Mas ele liga. E com isso todos ganham: quem dá e quem recebe. Não é o melhor dos mundos?

Que bom que a neurociência chegou a esta conclusão. Porém, muito antes da ciência, Jesus já havia dito que melhor coisa é dar do que receber. Isto é, dar não nos proporciona apenas um prazer equivalente ao que temos quando recebemos presentes. Dar nos proporciona um prazer ainda maior. Como sempre, Jesus está a um passo à frente das descobertas científicas!

terça-feira, dezembro 22, 2009

0

Nascidos para o amor: teoria defende a "sobrevivência do mais bondoso."

O Gene Altruísta

Cientistas estão desafiando crenças aceitas há décadas - na época apresentadas como descobertas científicas - de que os seres humanos seriam fisiologicamente constituídos para serem egoístas.

Esta noção ganhou a adesão de grande parte da comunidade científica principalmente através dos trabalhos do cientista e pregador ateu Richard Dawkins, através de seu livro "O Gene Egoísta". Hoje, grande parte dos próprios geneticistas discorda das conclusões de Dawkins.

Evolução para a compaixão

Pesquisadores da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, depois de realizarem uma vasta gama de estudos, afirmam ter coletado um grande conjunto de evidências que demonstra que nós estamos evoluindo para nos tornarmos mais cheios de compaixão e mais colaborativos em nossa busca para sobreviver e prosperar.

Em contraste com o "cada um por si" de muitas interpretações da teoria da evolução pela seleção natural, o psicólogo Dacher Keltner e seus colegas defendem que os seres humanos são tão bem-sucedidos como espécie precisamente por causa do nosso carinho, altruísmo e compaixão.

"Eles chamam esse mecanismo de "sobrevivência do mais bondoso." O trabalho resultou no livro "Nascido para ser Bom: A Ciência da Vida Plena," ainda sem tradução no Brasil.

Habilidade para cuidar dos outros

"Como nossas crianças são muito vulneráveis, a tarefa fundamental para a sobrevivência humana e para a replicação dos nossos genes é tomar conta dos outros," afirma Keltner. "Os seres humanos têm sobrevivido como espécie porque nós evoluímos nossa capacidade de cuidar das pessoas que necessitam e para cooperar. Como Darwin há muito tempo supôs, a simpatia é o nosso instinto mais forte."

A equipe de Keltner está estudando como a capacidade humana de cuidar e cooperar com os outros está implantada em regiões específicas do cérebro e do sistema nervoso. Um estudo recente descobriu evidências convincentes de que muitos de nós somos geneticamente predispostos a sermos compreensivos e termos empatia.

Este estudo, feito Laura Saslow e Sarina Rodrigues, da Universidade Estadual do Oregon, descobriu que pessoas com uma variação particular do gene do receptor de oxitocina (ou ocitocina) são mais aptas à leitura do estado emocional dos outros e tornam-se menos estressados em circunstâncias tensas.

Informalmente conhecido como "hormônio do aconchego", a oxitocina é secretada na corrente sanguínea e no cérebro, onde ela promove a interação social, a educação e o amor romântico, entre outras funções.

"A tendência a ser mais compreensivo pode ser influenciada por um único gene," diz Rodrigues.

Como a bondade garante a sobrevivência?


Enquanto estudos mostram que o estabelecimento de conexões e relacionamentos sociais pode contribuir para uma vida mais significativa e saudável, a grande pergunta que os pesquisadores agora estão fazendo é, "Como é que estas características garantem a nossa sobrevivência e elevam nosso status entre os nossos pares?"

Uma resposta, de acordo com o psicólogo e sociólogo Robb Willer, é que, quanto mais generosos formos, mais respeito e influência exerceremos.

Em um estudo recente, Willer e sua equipe deram uma pequena quantia em dinheiro a voluntários que participavam de uma pesquisa. A seguir, levou-os para participar de jogos de complexidade variada, cujos resultados apontavam para benefícios para o "bem comum".

"Os resultados, publicados na revista American Sociological Review, mostram que os participantes que agiram mais generosamente receberam mais presentes, mais respeito e mais cooperação de seus pares e exerceram maior influência sobre eles."

"Os resultados sugerem que qualquer pessoa que age apenas em seu próprio interesse será evitada, desrespeitada, e mesmo odiada", disse Willer. "Mas aqueles que se comportam generosamente com os outros são tidos em alta estima por seus pares e, portanto, têm seu status elevado."

Psicologia positiva

Os benefícios da generosidade são tão grandes que os cientistas não estão mais se preocupando em por que as pessoas são generosas, mas invertendo a lógica para pesquisar o que parece ser mais patológico - por que algumas pessoas se tornam egoístas.

Esses resultados validam os resultados da "psicologia positiva", inaugurada por Martin Seligman, um professor da Universidade da Pensilvânia, cujas pesquisas, no início dos anos 1990, deslocaram-se das doenças mentais e das disfunções para investigar os mistérios da alegria e do otimismo humanos.

Embora grande parte da psicologia positiva atual esteja focada na realização pessoal e na felicidade individual, os pesquisadores da Universidade de Berkeley estreitaram suas pesquisas, estudando como ela contribui especificamente para o bem-comum.

Criando filhos mais felizes

Christine Carter, por exemplo, diretora-executiva Centro de Ciências para o Bem Maior, é criadora do site "Ciência para Criar Crianças Felizes," numa tradução livre.

O objetivo do site Raising Happy Kids, entre outras coisas, é apoiar e promover a criação de crianças "emocionalmente alfabetizadas".

Carter traduz as pesquisas cheias de rigor científico em conselhos práticos para os pais. Ela diz que muitos pais estão se afastando das atividades materialistas e competitivas e repensando o que vai trazer a verdadeira felicidade e bem-estar para as suas famílias.

"Eu descobri que os pais que começam conscientemente a cultivar a gratidão e a generosidade em seus filhos veem rapidamente seus filhos tornarem-se mais alegres e mais felizes", disse Carter, que é autora do livro Criando felicidade: 10 etapas simples para filhos mais alegres e pais mais felizes, que estará nas livrarias em fevereiro de 2010.

"O que é muitas vezes surpreendente para os pais é o quanto mais felizes eles próprios podem tornar-se," diz ela.

Texto de Yasmin Anwar

Fonte: Diário da Saúde (Sugestão do Pavablog)

segunda-feira, dezembro 07, 2009

2

Cúpula de Copenhague coloca o planeta em queda-de-braço

Copenhague, 6 dez (EFE).- Líderes políticos, cientistas, analistas e dezenas de ONGs começam a disputar uma dura queda-de-braço a partir de amanhã, quando tem início a cúpula de Copenhague sobre a mudança climática.

A conferência, que vai tentar chegar a um acordo para limitar as emissões dos gases causadores do efeito estufa, vai receber, até 18 de dezembro, 15.000 pessoas de 192 países, entre chefes de Estado e de Governo, ministros, organizações ambientais e jornalistas.

O objetivo do encontro é dar uma resposta categórica à ameaça global representada pela mudança climática e instituir no mundo práticas e mecanismos para um crescimento sustentável.

Na prática, para limitar o aumento da temperatura a 2°C acima dos valores da era pré-industrial, as nações desenvolvidas serão convidadas a reduzir, até 2020, de 25% a 40% das emissões de poluentes em relação aos níveis de 1990.

Com a industrialização, aumentou o volume de gases estufa na atmosfera, sobretudo do dióxido de carbono, do metano e do óxido nitroso, fundamentais para a vida na Terra e que impedem que parte do calor solar retorne ao espaço.

Além disso, o nível do mar subiu, em média, de dez a 20 centímetros no século XX. Até 2100, a previsão é que aumente de nove a 88 centímetros devido à elevação das temperaturas. Consequentemente, a geleiras e calotas polares derreterão, aumentando o volume da água nos oceanos.

Na pior das hipóteses, o mar poderá invadir litorais fortemente povoados de países como Bangladesh, provocar o desaparecimento total de algumas localidades, como as ilhas Maldivas, contaminar reservas de água doce de bilhões de pessoas e provocar migrações em massa, segundo a comunidade científica.

Embora haja diversas opiniões sobre as causas do aquecimento global, muitos especialistas dizem que a principal razão do aquecimento do planeta é a industrialização iniciada há século e meio, e, em particular, a combustão de quantidades cada vez maiores de petróleo e carvão, o desmatamento de florestas tropicais e métodos pouco ortodoxos de exploração agrícola.

Apesar do otimismo de última hora, antes mesmo do começo da conferência, o secretário-executivo da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática, Yvo de Boer, já previa só para junho de 2010 o alcance de um acordo juridicamente vinculativo.

Isso significa que Copenhague estará repleta de vontade política dos vários atores convidados para a cúpula, que terão que limar inúmeras diferenças até conseguir colocar no papel um acordo para substituir o Protocolo de Kioto, vigente para 37 países industrializados até 2012.

Para que a cúpula na Dinamarca seja um sucesso, ONGs como o Greenpeace pedem "um acordo justo, vinculativo e ambicioso, com o compromisso dos países industrializados de reduzir as emissões em 40% até 2020 frente aos níveis de 1990". Outra meta dessas entidades é acabar com o desmatamento das florestas tropicais nos próximos dez anos.

No entanto, a enorme distância que há entre os países industrializados e em desenvolvimento para frear o aquecimento global e as negociações para uma redução das emissões de CO2 na atmosfera são os principais obstáculos do encontro.

As somas multimilionárias que as nações ricas deveriam repassar aos países pobres para minimizar as devastadoras consequências do aquecimento global, cujos efeitos já são visíveis, foram rebaixadas por De Boer e outros especialistas para US$ 10 bilhões ao ano.

O valor é "modesto", mas é um começo e um grande "sinal de confiança" nos países emergentes, que não causaram os problemas da mudança climática, disse à Efe o economista leonês Kandeh Yumkella, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi).

Por sua vez, as nações em desenvolvimento e emergentes, que serão fundamentais nesta cúpula devido ao seu crescente apetite por energia ao longo das próximas décadas, exigem cerca de US$ 400 bilhões até 2020 para se adaptarem à mudança climática.

A presença de aproximadamente cem chefes de Estado e de Governo, incluindo os de Brasil, Estados Unidos e da União Europeia (UE), no encerramento do encontro deverá ajudar os participantes a chegarem a um acordo político final.

Neste contexto, o Governo dinamarquês considerou muito positiva a participação do presidente dos EUA, Barack Obama. No entanto, a contribuição do segundo país que mais polui no mundo deverá ser modesta, já que Washington se comprometeu, em termo reais, a reduzir as emissões apenas em 4% até 2020.

A China, que lidera o ranking das nações poluidoras, mostrará um comprometimento bem maior, já que Pequim propôs reduzir entre 40% e 50% "a intensidade das emissões de CO2" até 2020, frente aos níveis de 2005. EFE

Fonte: G1 Matéria assinada por Ramón Santaularia

Comentário de Hermes Fernandes: Gostaria de saber quantas igrejas enviarão seus representantes para debater um assunto de tão grande envergadura, cuja conclusão afetará as próximas gerações. Parece que os cristãos não estão muito preocupados com questões ambientais. Provavelmente devido a uma escatologia escapista, que afirma que esta terra está destinada a ser destruída pelo juízo divino. Se esquecem de que a atual criação geme, na expectativa de ser libertada da corrupção, e não de ser destruída, e isso se dará pela manifestação dos filhos de Deus (Rm.8).

quarta-feira, outubro 14, 2009

2

A camaleoa e os camaleões

SÃO PAULO - O jargão dos pastores neopentecostais está na ponta da língua da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). De olho na fatia do eleitorado formada pelos evangélicos, que chega a 15% da população brasileira, Dilma esforçou-se na última segunda-feira (05),em São Paulo, para mostrar afinação com o grupo. Ela cobriu de elogios a Igreja Evangélica Assembleia de Deus e seu presidente, José Wellington Costa, num culto em comemoração ao aniversário do líder religioso, diante de uma plateia de 4 mil fieis, num templo da capital paulista.

Dilma abriu o discurso de dez minutos saudado os "queridos irmãos e irmãs". "Que a paz do Senhor esteja com vocês", disse, para receber em resposta um uníssono "Amém". O fecho da fala deu-se com a citação do Evangelho de João: "Vim para que todos tenham vida em abundância". Sem timidez, pediu que os fieis orassem para que a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva possa "seguir adiante". Peregrinação Religiosa - A peregrinação da ministra já passou também pela

Igreja Católica. Em março, ela veio à capital paulista para assistir à missa do padre Marcelo Rossi para mais de 20 mil pessoas. Em junho, discursou em celebração do grupo católica Canção Nova.

Em viagem pela Bahia, puxada pelo pai de santo Ivan dos Santos - ou pai de Oxum, como também se identifica - , Dilma tomou um banho de cheiro com folhas de aroeira. Foi rápido, menos de dois minutos. Apesar da falta de carisma, digamos,
mais envolvente, pai de Oxum ficou satisfeito. "Ela é melhor pessoalmente do que na televisão", constatou.

Neste último domingo, a ministra também estevena procissão do Círio de Nazaré, que reuniu 2 milhões de pessoas em Belém, no Pará. Ela disse ter ficado impressionada com o fato de muita gente carregar miniaturas de casas e até tijolos durante a caminhada. "Perguntei a duas pessoas que carregavam as miniaturas se era por agradecimento ou pedido", disse ela. "Uma respondeu que era por agradecimento. Outra, por promessa para conseguir uma casa", afirmou. Fontes: Correio Braziliense e Terra

Opinião de Hermes Fernandes: Vamos por parte: Primeiro, acho uma grande bobagem os evangélicos se acharem traídos pelo fato de uma candidata visitar uma igreja, e em seguida, um centro espírita. Mesmo que ela fosse evangélica, como é Marina Silva, sua candidatura não pertence a qualquer agremiação religiosa. Posso imaginar o estardalhaço que vão fazer quando a Marina visitar um terreiro. E certamente, ela o fará, pois necessitará dos votos dos espíritas, católicos, budistas, ateus, tanto quanto dos crentes.

Segundo, a candidata foi infeliz ao citar as Escrituras completamente fora do contexto, e possivelmente tenha sido orientada por algum dos pastores ali presentes. Soou hipócritas, ou no mínimo, ingênuo. Lembro de uma vez em que um candidato não evangélico compareceu a uma igreja em busca de apoio, e orientado pelo pastor a citar um verso bíblico, ele disse à platéia: Meu irmãos, eu sempre disse e continuarei a dizer: O Pastor é o meu Senhor, e nada me faltará! Perdeu a eleição! O povo não costuma ser tão ingênuo como antigamente. Principalmente os mais novos, que tiveram oportunidade de estudar. Meu conselho a Dilma é que evite pagar este tipo de mico. Seja você mesma. Evite jargões, principalmente os religiosos.

Terceiro, acho de muito mau gosto ceder o púlpito a um candidato. Púlpito não é tribuna, muito menos palanque. Ali se prega a Palavra de Deus, e não as promessas dos homens. Infelizmente, a gente sabe que por trás disso há conchavos políticos, troca de favores, e coisas que devem causar náuseas em Deus.

Dilma, Marina, Serra e os demais candidatos têm o direito de buscar votos em qualquer lugar. Mas compete aos pastores valorizar aquilo que Deus lhos confiou. Por que, em vez de se prestar a isso, não se promovem reuniões fora do ambiente do templo, onde líderes e leigos tenham a oportunidade de ouvir os candidatos esboçarem suas propostas? Por que promover fóruns, com a presença de vários candidatos? É tempo de amadurecer, e deixar que nosso povo decida por si mesmo em quem votar.

sábado, outubro 03, 2009

3

Marina quer criação de órgão para vigiar gasto olímpico

A pré-candidata do PV à Presidência da República em 2010, senadora Marina Silva (AC), defendeu hoje a criação de um órgão que fiscalize a aplicação de dinheiro público investido nas obras para a Olimpíada de 2016, na cidade do Rio de Janeiro. "São investimentos de longo prazo, que geram estruturas duradouras. É importante a criação de um órgão fiscalizador para controlar a aplicação da verba pública", salientou.

Na tarde de hoje, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, assegurou que o governo federal criará na Controladoria Geral da União (CGU) uma estrutura para fiscalização das obras.

Marina Silva alfinetou o governo federal quanto às irregularidades indicadas no início desta semana em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o que culminou em pedido do Tribunal de Contas da União (TCU) para que 13 empreendimentos sejam paralisados.

Marina destacou que o episódio ensinou ao governo federal que a transparência nos gastos é essencial para a eficiência de uma administração pública. "Quanto mais mecanismos de controle, maior é a eficiência de um governo", afirmou.

A ex-ministra do Meio Ambiente disse estar animada com a realização de uma Olimpíada no Brasil e lembrou que o evento deve atrair investimentos internos e externos ao País. "Estou torcendo bastante para que tudo dê certo, na expectativa de que o Brasil realize seu sonho", animou-se.

"Depois da comemoração, entretanto, o governo federal deve colocar os pés no chão e fazer com que os investimentos não fiquem circunscritos apenas à Olimpíada."



Comentário de Hermes Fernandes: Apoiado! Se não for assim, já sabemos que seremos campeões em obras superfaturadas, licitações fajutas, e muito mais. Pra fazer uma Olimpíada limpa, temos que colocar a casa em ordem primeiro.