Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Lambuzados pela Graça - Parte 1

Saul já havia sido reprovado por Deus. Seu reino estava com os dias contados. Tudo porque se atreveu a exercer algo para o qual não estava habilitado. Em vez de esperar por Samuel, o sacerdote-profeta, Saul resolveu oferecer sacrifícios a Deus por conta própria. Talvez por ter achado que como rei, tinha o direito de fazer o que lhe desse na gana. - Por quê me submeter à liderança de um profeta, se sou unanimidade entre o meu povo?

Por causa desta ousadia, teve que ouvir dos lábios do velho profeta: "Agora, porém, não subsistirá o teu reino; o Senhor já buscou para si um homem segundo o seu coração, e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porque não guardaste o que o Senhor te ordenou" (1 Sm.13:14).

Saul se tornara como uma árvore desarraigada, mas que ainda ostentava uma viçosidade passageira. Depois de ser rejeitado por Deus, ainda reinou por mais 38 anos em Israel. Davi, o homem segundo o Seu coração, escolhido por Deus para reinar em seu lugar, sequer havia nascido. Mesmo reprovado, logrou vencer várias batalhas.

Logo em seu segundo ano de reinado, Saul comprou briga com os filisteus. Os israelitas já estavam cansados da exploração que aquele povo lhe impunha.

Sabendo que a qualquer momento Israel poderia se levantar contra eles, os filisteus mantiveram o monopólio da fabricação de espadas e de tudo o que fosse de ferro. Mantendo-os desarmados, não constituiriam problema maior.

O texto diz que "em toda a terra de Israel não se achava nem um ferreiro, porque os filisteus tinham dito: Para que os hebreus não façam espada nem lança. Pelo que todo o Israel tinha que descer aos filisteus a fim de amolar cada um a sua relha, a sua enxada, o seu machado e a sua foice. O custo era de odis terços de siclo pelas relhas e enxadas, e de um terço de siclo par afiar machados e aguilhões. Assim, no dia da peleja não se achou espada nem lança na mão de todo o povo que estava com Saul e com Jônatas; só Saul e seu filho Jônatas as tinham" (1 Sm.13:19-22).

Talvez por isso, Davi tenha desenvolvido a habilidade com a funda, uma arma artesanal que usava pedra como munição.

Jônatas, filho de Saul, era seu herdeiro natural. Homem destemido, valente, e que não hesitava em tomar posição. Vendo que somente ele e seu pai dispunham de espadas, resolveu tomar pra si a responsabilidade, e partir sozinho contra uma guarnição filistéia, acompanhado apenas de seu escudeiro (14:1).

Não se pode cobrar de quem não tenha o recurso disponível para assumir uma responsabilidade. Porém, quem dispõe de recurso não tem o direito de se excusar. A quem muito é dado, muito é cobrado.

Jônatas teria sido um grande monarca, se não houvesse compreendido que o homem escolhido por Deus para ocupar o trono era Davi, do qual se tornou o melhor amigo.

Em posse de sua espada, e consciente de sua responsabilidade, "disse Jônatas ao seu escudeiro: Vem, passemos à guarnição destes incircuncisos. Porventura operará o Senhor por nós, porque para com o Senhor nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos"(v.6).

Deus não está condicionado às nossas limitações. Seja através de muitos ou de poucos, Ele fará o que Lhe apraz.

A iniciativa tomada por Jônatas foi motivada pela fé e confiança que tinha no Deus de Israel. Seu escudeiro poderia ter amarelado, e dito: Tô fora! Não vou arriscar meu pescoço com você. Mas em vez disso, sua resposta demonstrou que ele estava no mesmo espírito e propósito de Jônatas: "Faze tudo o que te aprouver. Segue; estou contigo, a tua disposição será a minha"(v.7). É imprescindível que nos façamos acompanhar de pessoas com a mesma disposição e disponibilidade.

Quando se apresentaram ante à guarnição dos filisteus, foram ridicularizados. "Vede, os hebreus já estão saindo das cavernas em que se tinham escondido. Os homens da guarnição gritaram a Jônatas e ao seu escudeiro: Subi a nós, e vos daremos uma lição" (vv.11-12).

Qual foi a reação deles diante do desprezo dos inimigos? "Disse Jônatas ao seu escudeiro: Sobe atrás de mim; o Senhor os entregou nas mãos de Israel" (v.12b). Sua confiança não estava em sua habilidade como guerreiro, mas em Deus. E mais: ele não fala por si, mas por Israel, seu povo.

Se sua coragem nos soa surpreendente, mais ainda é a maneira como ele os venceu.

"Então subiu Jônatas de gatinhas, e o seu escudeiro atrás dele. Os filisteus caíram diante de Jônatas, e o seu escudeiro os matava atrás dele" (v.13).

Imagine que humilhação para aqueles vinte guerreiros filisteus serem vencidos por um homem engantinhando. Jônatas parecia uma bola de boliche derrubando os pinos, enquanto seu escudeiro liquidava a fatura. Embora tivesse uma espada, não foi nela que ele confiou, preferindo deixá-la a cargo de seu companheiro de batalha. Nossa confiança deve estar invariavelmente na graça capacitadora de Deus.

Os recursos de que dispomos nos exigem uma postura de responsabilidade, porém, não devemos depender deles, mas d'Aquele que no-los confiou.

De repente o jogo virou. Os temíveis filisteus agora temiam por sua própria vida. "Houve tremor no arrail, no campo e em todo o povo; a guarnição e os saqueadores tremeram de medo. A terra também tremeu, e houve grande pânico" (v.15).

Geralmente, quando um grande exército marchava, a terra parecia tremer sob os seus pés. Mas agora, era apenas um homem engatinhando... Mas um homem cuja confiança estava em Deus e não em si mesmo. Tanto que sequer chegou a usar sua espada, repassando-a ao seu escudeiro. Sua arma foi os joelhos.

De longe,
Saul percebeu que algo estava acontecendo. Que tumulto era aquele?

"Olharam as sentinelas de Saul em Gibeá de Benjamim, e viram que a multidão se dissolvia, fugindo para cá e para lá. Disse então Saul ao povo que estava com ele: Ora, contai e vede quem é que saiu dentre nós. Contaram, e viram que nem Jônatas nem o seu escudeiro estavam ali" (vv.16-17).

Confuso, sem saber ao certo o que fazer, Saul manda trazer a Arca da Aliança, mas antes que o Sacerdote consultasse a Deus, "o alvoroço que havia no arraial dos filisteus crescia mais e mais, pelo que disse Saul ao Sacerdote: Retira a mão" (v.19). Era como se Saul dissesse ao sacerdote: Deixa pra lá! Não há tempo a perder consultando o Senhor.

"Então Saul e todo o povo que estava com ele se ajuntaram, e vieram à peleja. Encontraram os filisteus em grande tumulto, uns lutando contra os outros"
(v.20).

Não havia qualquer necessidade de que Saul se envolvesse naquela batalha. Era Deus quem estava pelejando por Israel, mesmo estando descontente com o seu rei.

Vendo a vitória que Jônatas obtinha sobre os filisteus, os hebreus que já haviam se aliado aos inimigos tomaram coragem e trocaram de lado, juntando-se novamente às fileiras de Israel. Aqueles que estavam escondidos nas cavernas da região montanhosa, também se encorajaram e perseguiram de perto os filisteus que fugiam (vv.21-22). E assim, "o Senhor livrou a Israel naquele dia" (v.23). Tudo porque aquele que tinha a espada tomou pra si a responsabilidade e agiu.

Numa só tacada, Jônatas conseguiu o que o seu pai jamais conseguira: Unir Israel.

Líder não é quem manda, quem dá ordens, mas quem inspira, desafia e encoraja. Não é quem tem a coroa na cabeça, mas quem tem a espada na mão. Não é quem assiste à batalha de camarote, do alto de seu trono inatingível, mas quem sai à frente dos seus soldados.

Se você ainda não entendeu o que tem a ver esta história com o título da postagem, espere até a sua continuação amanhã.

Teleton que nada! O negócio é LOUVORTON!

Estou estarrecido! Já faz uma semana que o maior canal cristão dos Estados Unidos (TBN) vem promovendo a maior pedição de dinheiro de que já vi. Eles a chamam de PRAISE-A-THON, uma espécie de teleton, mas cuja verba arrecadada será revertida em benefício próprio.

Durante oito dias consecutivos, diversos profetas da teologia da prosperidade desfilaram num programa de auditório, pregando exclusivamente sobre DINHEIRO.

Enquanto pregavam, versos bíblicos escolhidos a dedo passavam no rodapé da TV.

Espero que a turma desta danosa teologia no Brasil não se inspire e faça o mesmo. Por favor, não contem pra eles!

Imaginem: 192 horas ininterruptas com o que há de pior dentre os pregadores televisos do Brasil, pedindo, pedindo, pedindo, profetizando riquezas, e passando o rodo.

Só em pensar, dá vontade de vomitar!

Se quiser conferir, dá uma espiadinha no site da TBN: www.tbn.org

Eles também são donos de uma espécie de Disneylandia cristã aqui em Orlando, conhecida como Holyland.

Domingo, Novembro 08, 2009

Minha inspiração

És minha inspiração
Fonte sempre a jorrar

Minha consolação
Para que eu possa outros consolar
Meus ombros oferecer
para que se tornem como um altar
em que se possa render

Ação de graças
gestos de amor
ao Deus que não desiste de nos amar

És minha inspiração
Fonte sempre a jorrar

És minha provisão
para que eu possa outros abençoar
e o meu pão oferecer
pra que Tu possas multiplicar
e todos venham Te render

Ação de graças
gestos de amor
ao Deus que não desiste de nos amar

Autor: Hermes C. Fernandes em 08/11/2009

Carta da Terra

Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.

Texto da Carta da Terra, na íntegra





Fonte: Fora da Zona de Conforto

Sábado, Novembro 07, 2009

Os Muros da Infâmia

Ontem comemorou-se vinte anos da derrubada do infame Muro de Berlim.

Aquele muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos: os países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos; e os países socialistas simpatizantes do regime soviético. Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar.

Alemanha finalmente se reunificou, depois de 28 anos de separação.

Enquanto isso, ao sul da linha do Equador, muros são construídos para isolar comunidades carentes (favelas), sob o pretexto de coibir seu avanço. Interessante que o mesmo prefeito que hoje promove a edificação dessa vergonha, manifestara-se contrário a isso quando outra administração quis empreendê-la.

Já que não dá pra remover os moradores dessas áreas, a saída encontrada pelas autoridades cariocas foi isolá-los, tentar escondê-los do olhar curioso dos turistas, principalmente agora que a cidade foi eleita para sediar as Olimpíadas de 2016.

Quão atrasados estamos na história! Mais que a África que conseguiu exterminar o regime Apartheid, que segregava os negros.

Muros não são feitos de pedras e tijolos, mas de desamor e preconceito.

Há também os muros religiosos que mantém os crentes numa espécie de fosso cultural, proibidos de manterem contacto com 'os do mundo'. A indústria gospel é um subproduto desta mentalidade de gueto.

Na visão recebida pelo profeta Zacarias, a Jerusalém Futura, símbolo da igreja de Cristo, seria "habitada como as aldeias sem muros, por causa da multidão de homens e animais que nela haverá" (Zc.2:4). Pra quê muros, cercas, se o próprio Deus Se compromete: "Pois eu, diz o Senhor, serei para ela um muro de fogo em redor, e eu mesmo serei, no meio dela, a sua glória" (v.5)?

Não sobra lugar pra qualquer tipo de alienação. A igreja, protótipo da civilização do Reino, deve estar sempre acessível, com suas portas constantemente abertas para receber "as riquezas das nações" (Is.60:11), que nada mais são do que a diversidade étnica e cultural que povoa nosso planeta.

Compete à igreja oferecer à sociedade um parâmetro, uma referência de ambiente onde os diferentes vivam harmoniosamente.

O Evangelho se propõe anunciar ao mundo que Cristo "é a nossa paz", e que "de ambos os povos fez um, destruindo a parede de separação, a barreira de inimizade que estava no meio" (Ef.3:14).

Tal obra efetuada na cruz deve repercutir não apenas em nossa relação com Deus, como também em todos os espectros dos relacionamentos humanos.

Portanto, abaixo todos os muros! Viva a liberdade que nos foi conquistada por Cristo Jesus!

O Tempo - Mário Quintana



O tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Mário Quintana

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Você participa da verdadeira "MARCHA PRA JESUS"?


Hermes Fernandes


"Mas graças a Deus, que em Cristo sempre nos conduz em triunfo, e por meio de nós
manifesta em todo lugar o perfume do seu conhecimento" (2 Co.2:14).


Eis um dos versos bíblicos mais mal compreendidos pelos cristãos contemporâneos! Mas o que esperar de uma geração de crentes triunfalista e individualista, que pinça versos das Escrituras a seu bel-prazer, para justificar sua postura hedonista e egoísta? O que esperar de uma geração que sai às ruas numa marcha aparentemente dedicada a Jesus, mas que no fundo pretende ser uma demonstração de cacife político?

De acordo com essa visão distorcida, Paulo estaria dizendo que Cristo nos conduz pelo mundo vitoriosamente. Entretanto, o foco de Paulo não é a nossa vitória como indivíduos, mas a vitória de Cristo sobre seus inimigos. E adivinha que inimigos são esses?

Algumas traduções dizem que Ele "sempre nos faz triunfar". Porém, o texto grego diz que Ele nos conduz em triunfo. Pode até parecer que estamos trocando seis por meia dúzia. Entretanto, "fazer triunfar" e "conduzir em triunfo" têm significados bem distintos, e praticamente inversos.

De fato, a Bíblia nos garante que "somos mais que vencedores", e que "a vitória que vence o mundo é a nossa fé". Porém, esse verso em particular fala de outra coisa.

O que é que Paulo intentava dizer, afinal?

Primeiro, precisamos nos familiarizar com a palavra "triunfo". Trata-se do desfile triunfal que era promovido em Roma para recepcionar os generais romanos e suas tropas, quando chegavam de alguma campanha militar bem-sucedida.

Geralmente, o general ía à frente, em seu carro de guerra, exibindo louros em sua cabeça, seguido pelos soldados que ostentavam bandeiras e estandartes, e pelos prisioneiros de guerra, acorrentados pelos pés, mãos e pescoços.

Que posição Paulo imaginava ocupar na parada triunfal de Cristo? Será que ele se imaginava o general? Ou um dos soldados? Ou será que ele se via como um prisioneiro, um inimigo vencido, e que agora era exibido como troféu ao mundo?

Basta relembrarmos de sua conversão, quando ouviu dos lábios de Cristo: "Saulo, Saulo, por que me persegues? Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões" (At.26:14). Ora, os inimigos conquistados eram exibidos pelas ruas de Roma, acorrentados com aguilhões em seus pescoços. Qualquer movimento poderia ser fatal, pois esses aguilhões penetrariam no pescoço do prisioneiro, provocando um sangramento que o levaria à morte.

Seria por isso que Paulo usualmente se apresentava como "prisioneiro de Cristo" (Ef.3:1; 4:1; Fm.1; 2 Tm.1:8)?

Paulo se considerava um inimigo conquistado por Cristo. Era exatamente esta a imagem que ele tinha em mente ao declarar que estava sendo conduzido por Cristo em Seu desfile triunfal pelo mundo. Paulo era um exemplo de que Cristo é capaz de fazer a um inimigo Seu.

Em outras palavras, somos inimigos vencidos, e agora, exibidos ao mundo como troféus. Daí Paulo declarar em outra passagem: "Pois tenho para mim que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte. Somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens" (1 Co.4:9). Os cidadãos que assistiam àquele espetáculo cruento sabiam que os últimos eram os condenados à morte.

E por mais paradoxal que pareça, somente os "vencidos por Cristo" podem ser considerados "mais que vencedores" por meio d'Ele.

Cristo nos conquista pelo amor! Não é pelo poder, pela força bruta, nem pela imposição, mas por Sua graça e amor.

E Suas correntes são tão poderosas, que podemos fazer coro com Paulo: "Pois estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm.8:38-39).

A verdadeira "marcha pra Jesus" não acontece com data marcada, guiada por trios elétricos, ao som de gritos de guerra, mas acontece todos os dias, pelas ruas, avenidas, corredores de supermercados, shoppings, bancos, onde gente conquistada pelo amor de Jesus são conduzidas como amostras grátis do poder do Evangelho.

Desta marcha eu participo sem o menor recato.

SODOMA É AQUI!



Não deixe de assistir a continuação desta mensagem.
Visite no canal no Youtube.

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Coração que abraça o Mundo

O mundo não é o que deveria ser. O mundo está dividido em sub mundos. São muitos os submundos que convivem dentro do mundo e cada submundo se considera a totalidade do mundo. Por exemplo, o primeiro mundo e o terceiro mundo. O mundo da pobreza e o mundo da riqueza. O mundo de hoje, de ontem e de amanhã. O mundo dos jovens e o mundo dos velhos. E o mundo das crianças. Mas o grande abismo entre os submundos é resultado do abismo que existe no coração de cada pessoa e que separa “o mundo do eu” e “o mundo do outro”. Para que experimentemos a unidade de um mundo sem fronteiras étnicas, sócio-econômicas, político-ideológias e religiosas é necessário que cada pessoa rompa as fronteiras de seu próprio mundo e se abra para outro mundo, especialmente o mundo do outro.

Foi exatamente isso o que Jesus fez. Deixou seu “mundo divino”, o céu, e veio ao mundo dos homens, a terra. Seu movimento certamente foi inspirado no coração de seu Pai, que “tanto amou o mundo”. Deus tem um coração que abraça o mundo. Seu Filho tem um coração que se dá pelo mundo. O Espírito de Deus derrama esse mesmo amor em nossos corações. Para que sejamos um com Deus, assim como Pai, Filho e Espírito são um, precisamos abrir nossos corações para que sejamos um entre nós. O abraço de Deus é o abraço de um coração que abraça o mundo. E nesse abraço de Deus não estamos sós, pois Deus é Pai nosso, aquele que dá um mesmo nome a toda a família nos céus e na terra.

Estamos num tempo em que de fato é imperativo “viver sem fronteiras”. Palavras como multiculturalismo, pluralidade e diversidade exigem outras, como diálogo, convergência e tolerância, e impelem cada um de nós ao caminho da comunhão, compaixão e solidariedade. A diaconia dilata o coração. No abraço de Deus e de seu Cristo, servo sofredor, que acolhem o mundo, somos convidados a abraçar o Borel, Jerusalém e Bagdá; a convidar à nossa mesa o órfão, a viúva e o estrangeiro; a abrir conversações com ateus, agnósticos e piedosos de todos os credos; conviver com todas as gentes, independentemente de raça e cor, gênero e orientação sexual, ideologia e religião; a juntar forças para o bem comum e a colaborar com as iniciativas das pessoas de boa vontade e suas causas justas.

Passou o tempo do sectarismo fanático e dos preconceitos que resultam em juízos condenatórios. Não existe mais espaço para o dogmatismo prepotente. Quem se acredita dono exclusivo da verdade e vive para impor sobre todos sua moral particular acabará falando sozinho, tão útil como uma vela debaixo da cama, irrelevante como sal sem sabor, que para nada presta senão para ser pisado pelos homens.

É urgente a proclamação do Evangelho de Jesus Cristo – por palavras e obras. É imperativo que coloquemos abaixo os muros e superemos as barreiras que nos separam. É imprescindível abrirmos nossos corações para o amor de Deus que não apenas nos abraça, mas abraça o mundo. Assim, todos juntos, sentados na mesma relva, ouviremos as palavras de vida eterna pronunciadas por Jesus e, enquanto compartilhamos o pão da terra, desfrutaremos do pão do céu, que ele, Jesus, multiplicará e distribuirá na ciranda da nossa comunhão.

Ed René Kivitz - Fonte: Irmãos.com / Via Emeurgência

Casinha - Janires, poeta e profeta



Não me chamem de saudosista... mas que dá saudade, dá.

Janires, fundador do Rebanhão, foi um dos maiores poetas da música cristã do final do século passado. Engana-se quem pensa que a inovação protagonizada por ele e seus amigos ficou apenas no estilo musical. Letras como esta eram a marca registrada de Janires. Pena que se foi tão cedo.