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quinta-feira, março 31, 2016

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Precipício à vista: Pastores entregam colegas para serem torturados


Por Hermes C. Fernandes

É assustador notar que depois de mais de cinquenta anos do golpe militar, boa parte da liderança evangélica brasileira sinta-se atraída pela possibilidade de que o país retroceda e volte aos "anos dourados" da ditadura. Razão pela qual resolvi postar novamente este artigo que oferece um vislumbre do que foram os anos que se seguiram e de quanto alguns setores da igreja evangélica se beneficiaram do regime, apoiando-o a ponto de pastores entregarem seus colegas para serem torturados.

Durante os primeiros anos do regime militar, os grandes centros do Brasil experimentaram uma enxurrada de pregadores norte-americanos. Com suas tendas portáteis, eles pregavam uma versão do evangelho diluída em ideologia capitalista, com discurso notavelmente fundamentalista e anti-comunista. Esses movimentos foram os matizes do neo-pentecostalismo brasileiro. Qualquer vertente protestante ou católica socialmente engajada era considerada subversiva, e por isso, tinha que ser combatida. Foi nesta mesma época que o Brasil importou dos EUA o movimento de renovação carismática da igreja católica.

Os militares, atendendo aos interesses do imperialismo americano, perceberam que uma religiosidade mais mística, que promovesse alienação nas camadas populares, inibiria a emergência de uma consciência crítica da realidade. A ênfase exacerbada nos dons espirituais, nas manifestações prodigiosas, somada a uma escatologia escapista, se incumbiriam de manter as pessoas distraídas, enquanto a agenda política americana fosse implantada na América Latina (o mesmo aconteceu no Chile e na Argentina). O fruto disso tudo é o estado atual em que se encontra a igreja brasileira. Lamentável. Deprimente. Para não dizer, desesperador.

Quanto aos pastores delatores, estes certamente achavam estar prestando um serviço à causa de Deus. Foram marionetes nas mãos dos poderosos. Desde então, a igreja evangélica brasileira vêm se promiscuindo, aliando-se às famigeradas oligarquias que têm governado este país desde as capitanias hereditárias, em vez de denunciar as injustiças, sendo voz profética em favor dos que não têm voz.

Temo que a presente animosidade que tem dividido nosso povo tenha chegado também à classe pastoral, e que isso possa gerar disposição semelhante a de outrora; se não de entregar colegas à prisão, pelo menos usar as redes sociais e os púlpitos para desmoralizá-los pelo simples fato de não esboçarem uma visão reacionária ou por não apoiarem o impeachment de Dilma Rousseff. Deixa-me perplexo ver homens que têm dado uma grande contribuição à evangelização do país sendo vítimas deste patrulhamento ideológico, execrados por companheiros que antes os apoiavam. Eu mesmo já recebi comentários inusitados em minhas páginas nas redes sociais. Fui chamado de patife, esquerdopata, comunista, e o pior de tudo é que isso partiu de irmãos em Cristo. Eles apenas repetem exaustivamente o que ouvem de seus gurus e mentores espirituais. Se, de fato, almejamos dias melhores, temos que aprender a conviver com o contraditório, sem nos ressentir nem sair por aí ofendendo a quem quer que seja. Por favor, mais amor, menos rancor. 

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O Ato Institucional Número Cinco foi o quinto de uma série de decretos emitidos pelo regime militar nos anos seguintes ao Golpe militar de 1964 no Brasil. Redigido pelo Presidente Artur da Costa e Silva em 13 de dezembro de 1968, veio em represália à decisão da Câmara que se negara a conceder licença para que o deputado Márcio Moreira Alves fosse processado por um discurso pedindo ao povo brasileiro que boicotasse as festividades do dia 7 de setembro. Mas o decreto também vinha no correr de um rio de ambições, ações e declarações pelas quais a classe política fortaleceu a chamada linha dura do regime instituído pelo Golpe Militar. O Ato Institucional Número Cinco, ou AI-5, foi um instrumento de poder que deu ao regime poderes absolutos e cuja primeira conseqüência foi o fechamento do Congresso Nacional por quase um ano.

O AI-5 era o endurecimento do regime militar. A tortura tornou-se instrumento de política de Estado e a repressão entrou na sua fase mais violenta. Começava então o estranhamento entre o governo militar e a Igreja Católica, principalmente com o setor progressista, defensor da Teologia da Libertação, uma leitura da inspiração marxista do Evangelho. Aquele foi o único espaço que realmente encarou a ditadura. Até jovens evangélicos abandonados por suas igrejas encontraram apoio nos progressistas católicos. Diante do silêncio da maioria das igrejas evangélicas, para muitos seminaristas e pastores, a Igreja Católica tornou-se um grande guarda-chuva onde podiam se abrigar.


Em Volta Redonda, no sul do Estado do Rio de Janeiro, o pastor batista Geraldo Marcelo foi preso três vezes como agente da subversão, chegando a ficar 43 dias em poder dos militares. Ex-funcionário da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e membro do Conselho Fiscal do Sindicato dos Metalúrgicos, o religioso, hoje com 84 anos, superou os traumas e relembra dos cultos que realizava na cadeia: “Cinco companheiros se converteram e um deles hoje é pastor”, aponta. A mesma sorte não teve Anivaldo – preso em 1970, ele permaneceu 11 meses incomunicável no famigerado Departamento de Operações e Informações - Centro de Operações e Defesa Interna, o DOI-Codi, principal órgão de repressão do regime militar. Sofrendo torturas diárias, pensou em suicídio para não sucumbir à coação para entregar os amigos e irmãos de fé. “Eu pensava em me matar. A pressão era muito grande. Só que eu era forte – precisava de cinco, seis, para me torturar”, conta, ainda visivelmente comovido com as lembranças. “Foi pela ação de Deus que eu não morri. Eu me sentia como Jesus, querendo passar de mim aquele cálice de dor”.

Por sua vez, Anivaldo soube pelos torturadores que foi denunciado por um pastor e um bispo da Igreja Metodista. Mas a certeza só veio quando, anos depois, teve acesso à sua documentação nos arquivos da ditadura. “No meu processo está o bilhete que o pastor José Sucasas Junior e seu irmão, o bispo Isaías Sucasas, mandaram ao coronel Faustine, diretor do Serviço Nacional de Informações e presbiteriano, me entregando. Havia uma aliança implícita entre os setores conservadores da Igreja e os órgãos de repressão”, denuncia. A falta de registros históricos do período da ditadura pela Igreja Evangélica é uma das formas de não revelar seus paradoxos. A mesma denominação que o delatou também tinha setores que o apoiavam e à sua família. “Houve um bispo que tentou me visitar e não conseguiu. Igrejas oraram em atos de fé e coragem”.

Deduragem – Luiz Caetano Grecco Teixeira, também preso após o AI-5, lembra que a “deduragem era fenomenal” entre os crentes e até entre pastores e as próprias ovelhas. Ele conta que, numa reunião de oração de estudantes cristãos, uma então líder da Aliança Bíblica Universitária, a ABU – hoje, pregadora conhecida – entregou ativistas aos agentes da repressão que entraram no recinto. Entre eles, estava Mozart Noronha, que na época era crente presbiteriano e hoje é pastor luterano no Rio. O nome da mulher, Grecco não revela. “É um acerto de contas pessoal”, justifica.

Para ele, a partir de 1970 houve um desmonte da consciência política da Igreja Evangélica brasileira, movimento com influência americana: “Veio para cá o chamado grupo da Califórnia, da extrema direita protestante americana, uma organização com muito dinheiro.” A ação do movimento consistia em enviar ao Brasil professores de teologia e recursos para tocar projetos educacionais ligados a igrejas. “Era a direita se fortalecendo dentro da Igreja."

A partir dali, começou a falência da Escola Bíblica dominical e o fortalecimento do modelo eclesial americano”, avalia Gracco.Percival de Souza, que em 1968 era repórter do Jornal da Tarde, em São Paulo, foi duas vezes enquadrado na Lei de Segurança Nacional, acusado de jogar o povo contra os militares através de suas matérias. Denunciado na Justiça Militar, o jornalista diz que não recebeu nenhuma palavra de apoio da igreja a que pertencia: “Só não fui preso pelos desígnios divinos”, comenta.

Enquanto o regime prendia pessoas que sequer sabiam porque eram detidas, Percival lembra que movimentos extremistas de esquerda executavam sumariamente companheiros que consideravam ter práticas burguesas. Ele conta um episódio curioso: “Um casal de militantes comunistas foi repreendido simplesmente por cantar Parabéns pra você no aniversário da filha”. Percival também faz questão de contar que Diógenes de Oliveira, que durante o regime pertencia ao movimento revolucionário, em 2001 foi acusado de fazer acordo com a polícia para não incomodar o jogo do bicho, em Porto Alegre (RS), quando era coordenador financeiro da campanha de Olívio Dutra à reeleição para o governo do Estado. “Escapamos da ditadura militar e entramos na ditadura da mediocridade, inclusive na Igreja”, conclui Percival.

Comissão da Verdade vai apontar religiosos que ajudaram a ditadura

A Comissão Nacional da Verdade criou um grupo para investigar padres, pastores e demais sacerdotes que colaboraram com a ditadura militar (1964-1985), bem como os que foram perseguidos. 

“Os que resistiram [à ditadura] são mais conhecidos do que os que colaboraram”, afirmou Paulo Sérgio Pinheiro, que é o coordenador desse grupo. “É muito importante refazer essa história." 

Ele falou que, de início, o apoio da Igreja Católica ao golpe de Estado “ficou mais visível”, mas ela rapidamente se colocou em uma “situação de crítica e resistência.” 

O bispo Carlos de Castro, presidente do Conselho de Pastores do Estado de São Paulo, admitiu que houve pastores que trabalharam como agentes do Dops, a polícia de repressão política da ditadura. Mas disse que nenhuma igreja apoiou oficialmente os militares. 

No ano passado, a imprensa divulgou o caso do pastor batista e capelão Roberto Pontuschka. De dia ele consolava os presos, falando sobre Deus, e à noite os torturava. Em maio deste ano, a Comissão de Anistia concedeu indenização ao evangélico Anivaldo Padilha, 72, que foi denunciado ao regime pelo bispo Isaías Fernando Sucasas e pastor José Sucasas Jr, da Igreja Metodista. Os sacerdotes desses casos já morreram. 

O batista Enéas Togninini, 97, é um religioso que ficou do lado da repressão militar. Ele chegou a pedir aos aos fiéis um dia jejum e oração ao regime. "Não me arrependo porque eles [os militares] fizeram um bom trabalho", disse ele recentemente à revista Istoé. "Salvaram a pátria do comunismo."

O novo grupo da Comissão da Verdade vai pesquisar documentos, depoimentos, teses e arquivos internacionais. O resultado desse trabalho será divulgado em um relatório final. 

"Podemos indicar elementos de igreja que trabalharam como informantes da ditadura, mas não condená-los", disse Pinheiro.


Pastor torturava à noite presos da ditadura e de dia falava da Bíblia


O pastor batista e capelão Roberto Pontuschka era um assíduo frequentador dos porões da ditadura militar (1964-1985). À noite ele torturava os presos políticos, no pau de arara, e de dia os consolava falando de Deus e lhes dava exemplares do Novo Testamento. Entre os presos, havia evangélicos, como o presbiteriano Rubem Cesar Fernandes, 68.

Fernandes foi preso em 1962 pelos policiais da Oban (Operação Bandeirantes) por ser militante estudantil. Ele disse ter sido dedurado por pastores por ser considerado “elemento perigoso”. Até hoje o antropólogo não se conforma: “Não é justificável usar o poder militar para prender irmãos”.

Outras histórias como a de Fernandes estão vindo à tona a partir do exame das cópias de documentação de tribunais militares que o CMI (Conselho Mundial de Igrejas), organização internacional ecumênica, acaba de repatriar ao Brasil. Mais de um milhão de páginas estavam protegidas em Chicago, no Center For Research Libraries. Sem que os militares suspeitassem, as cópias foram feitas quando os advogados dos presos retiravam dos tribunais os processos para examiná-los por 24 horas.

Os militantes de oposição à ditadura sempre acusaram as igrejas evangélicas de terem dado apoio à repressão, diferentemente da Igreja Católica de dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo de São Paulo, que se colocou na linha de frente da resistência ao regime.

A documentação do CMI confirma a conivência institucional dos evangélicos.

Anivaldo Padilha foi torturado pela ditadura militar
Padilha foi denunciado
por pastores metodistas
Anivaldo Padilha (foto), hoje com 71 anos, foi denunciado pelo pastor José Sucasas Jr. e pelo bispo Isaías Fernandes Sucasas, ambos metodistas e já falecidos.

Padilha foi torturado por 20 dias no DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna) de São Paulo entre fevereiro e março de 1970. Estava com 29 anos. Era metodista e estudava ciências sociais na USP (Universidade de São Paulo). O trauma quase o levou ao suicídio. Viveu 13 anos no exílio.

Preso em 1969, Leonildo Silveira Campos foi torturado por dez dias. Estava com 21 anos e era seminarista da Igreja Presbiteriana Independente. Hoje é teólogo e professor de ciências da religião na Umesp. Ele também não se esqueceu das “pregações” de Pontuschka, o pastor torturador.

Zwinglio Mota Dias, 70, hoje pastor emérito da IPU (Igreja Presbiteriana Unida do Brasil), foi expulso em 1962 do Seminário Presbiteriano de Campinas porque defendia que a salvação das almas passava pelas questões sociais. Outros 38 seminaristas foram expulsos.

Na Faculdade de Teologia de São Paulo, da Igreja Metodista, o pastor Boanerges Ribeiro, presidente na época da denominação, “convidou” alunos e professores a se retirarem.

Anivaldo Padilha afirmou que vários evangélicos colaboraram com a repressão, delataram irmãos e assumiram o discurso dos militares. “Eu acreditava ser impossível que alguém que se dedica a ser padre ou pastor, cuja função é proteger suas ovelhas, pudesse dedurar alguém.”

Ele contou que anos depois se encontrou com um de seus torturadores em um Carnaval e o perdoou. “O perdão, para mim, foi uma forma de exorcizar os demônios das torturas que me causaram pesadelos durante quase seis anos”.

Mas nem por isso os torturadores devem ficar impunes, disse.

“A punição deles é importante para resgatar a dignidade dos que foram torturados, da memória dos assassinados, das famílias que não puderam ainda sepultar seus membros desaparecido.”

Fontes: Wikipédia, Eclésia, Istoé e Blog do Paulo Lopes

quarta-feira, novembro 27, 2013

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A origem do Dia de Ação de Graças



Nesta quinta-feira se comemora o maior feriado americano: O Dia de Ação de Graça (Thanksgiving Day). Considerado mais importante até do que o 4 de Julho (Independence Day) e o Natal, quando o País inteiro pára para agradecer a Deus.

Os primeiros Dias de Ação de Graça eram festivais de gratidão a Deus pelas boas colheitas anuais. Por esta razão, o Dia de Ação de Graça é festejado no outono, após a colheita ter sido recolhida.

O primeiro deles foi celebrado em 1621 em Plymouth, Massachusetts, pelos colonos cristãos, fundadores da vila. Após péssimas colheitas e um inverno rigoroso, os colonos tiveram uma boa colheita de milho no verão de 1621. Por ordem do governador, uma festividade foi marcada no início do outono de 1621 em comemoração ao sucesso da última colheita, em comparação às anteriores. Os homens de Plymouth mataram patos e perus. Outras comidas que fizeram parte do cardápio foram peixes e milho. Cerca de 90 índios atenderam ao convite dos colonos e participaram da festividade. Todos comiam ao ar livre, em grandes mesas.

Porém, por muitos anos, o Dia de Ação de Graça não foi instituído como feriado nacional, sendo observado como tal em apenas certos Estados americanos como Nova York, Massachusetts e Virgínia. Em 1863, o então presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, declarou que a quarta e quinta-feira da terceira semana do mês de novembro seria o dia nacional de Ação de Graça.

Mas em 1939, o presidente Franklin Delano Roosevelt instituiu que esse dia seria celebrado na terceira semana de novembro, com o intuito de ajudar o comércio, aumentando o tempo disponível para propagandas e compras antes do Natal (À época, era considerado inapropriado fazer propagandas de produtos à venda antes do Dia de Ação de Graça). Como a declaração de Roosevelt não era mandatória, 23 Estados adotaram a medida instituída por Roosevelt, e 22 não o fizeram, com o restante tomando ambas a quinta-feira da terceira e da quarta semana de novembro como Dia de Ação de Graça. O Congresso americano, para resolver este impasse, instituiu então que o Dia de Ação de Graça seria comemorado definitivamente na quinta-feira da quarta semana de novembro, e que seria um feriado nacional.

O Dia de Ação de Graça no Brasil

No Brasil, o presidente Gaspar Dutra instituiu o Dia Nacional de Ação de Graça, através da lei 781, de 17 de agosto de 1949, por sugestão do embaixador Joaquim Nabuco, entusiasmado com as comemorações que vira em 1909, na Catedral de São Patrício, quando embaixador em Washington. Em 1966, a lei 5110 estabeleceu que a comemoração de Ação de Graça se daria na quarta quinta-feira de novembro. Esta data é comemorada por muitas famílias de origem americana, igrejas cristãs, universidades confessionais metodistas e cursos de inglês.

Interessante notar que enquanto o Halloween (Conhecido como Festa das Bruxas) está cada vez mais popular no Brasil, o Dia de Ação de Graça não conseguiu emplacar.

Seria interessante se as igrejas cristãs estimulassem seus fiéis a celebrarem, aproveitando a data já estabelecida.

Assim como no Natal, há uma atmosfera diferente envolvendo esse feriado. Os familiares se deslocam de onde estiverem para poderem se reunir. Pais e filhos gastam mais tempo juntos. E o mais importante: relembram a misericórdia de Deus que lhes pôs pão em suas mesas durante todo o ano.

É claro que muitos enxergam esse feriado apenas como mais um estímulo às vendas no comércio, assim como o Natal. Apesar disso, continua valendo a pena relembrar dos cuidados que Deus tem dispensado aos homens.

Inspirado no primeiro Dia de Ação de Graça, em que os colonos convidaram os índios para tomarem parte na festividade, gostaria de sugerir que as igrejas convidassem os diferentes, pessoas de outros credos, principalmente os mais necessitados, para tomarem parte em seu banquete de gratidão.

E que os americanos aproveitassem a ocasião para refletir no quanto sua sociedade tem desperdiçado, e considerassem estender as mãos aos povos mais pobres do mundo, compartilhando-lhes seu pão.

sábado, agosto 18, 2012

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Hoje completo 33 anos de Batismo

Meu Batismo

A propósito, hoje completo 33 anos de batismo. Aos 18 de Agosto de 1979, eu era batizado pelo Pr. Ronaldo Antônio da Silva, com o consentimento de meu pai (embora relutante, pois me achava muito novo para ser batizado). Talvez eu não tivesse muita consciência do que representava aquela cerimônia, mas certamente fui integrado ao povo da Aliança.

Meus filhos seguiram meu exemplo, e foram batizados bem cedo, entre 9 e 11 anos. Aconselho todo pai ou mãe a conduzir seus filhos ao batismo o quanto antes, e assim, cresçam integrados à comunidade da Aliança.

sábado, fevereiro 11, 2012

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Em 20 anos a Ciência nos permitirá ser imortais













O cientista Ray Kurzweil afirma que dentro de 20 anos os seres humanos terão capacidade e tecnologia para tornar qualquer um imortal, graças à nanotecnologia.

Ele diz que, teoricamente, a nanotecnologia poderá substituir qualquer orgão de nosso corpo com uma eficácia milhares de vezes melhor que a “original”.

“Dentro de 25 anos poderemos fazer um mergulho de quatro horas sem ao menos precisarmos de oxigênio”.

“A nanotecnologia será capaz de aumentar tanto nossas capacidades mentais que poderemos escrever um livro inteiro em apenas alguns minutos”

“Também poderemos entrar em um modo de realidade virtual nunca visto antes, onde os sinais de nosso cérebro serão desligados e iremos para onde quisermos. O sexo virtual será algo banal.”

“No nosso dia a dia, figuras holográficas aparecerão em nossos cérebros para nos explicar o que está acontecendo.”

Fonte: Telegraph

Comentário de Hermes Fernandes: Deus deve achar graça da arrogância humana. O homem só vai até onde Deus permitir. Que a ciência é um dom divino, não há dúvida. Mas daí acreditar que ela por si só será capaz de nos levar à imortalidade, já é demais. A propósito, não foi esta a proposta da serpente ao primeiro casal, se comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal?

Imagine nos tornar imortais num corpo pecaminoso como o nosso?

Alguém mais gostaria de acrescentar alguma coisa? Fique à vontade.

domingo, agosto 07, 2011

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Deus esteve em Woodstock! Será que esteve também no Rock in Rio?




Por Hermes C. Fernandes

Há quarenta anos acontecia numa cidadezinha chamada Bethel, há 80 km de Woodstock, interior do estado de Nova York, o maior festival de Rock da história.

Meio milhão de jovens se reuniram entre 15 e 17 de agosto de 1969, para ouvir algumas das mais importantes bandas de rock da época, debaixo de muita chuva e em cima de muita lama.

Woodstock não foi apenas um festival de rock. Foi uma espécie de oficialização do rompimento daquela geração com os valores que norteavam a sociedade ocidental pós-guerra. No imaginário coletivo foi o momento e o lugar nos quais o inconformismo e a rebeldia de uma geração castigada pela Guerra do Vietnã se manifestaram plenamente.

Interessante que o nome Bethel nos remete ao lugar em que Jacó se encontrou com Deus pela primeira vez. Foi lá que ele, depois de ter fugido da casa de seus pais para não ser assassinado por seu raivoso irmão, viu o céu aberto, e anjos que transitavam entre o céu e a terra. A pedra que o patriarca usou como travesseiro, foi erigida como altar, e o lugar passou a ser chamado “casa de Deus” (Bethel, em hebraico).

Milhares de anos depois, uma multidão de jovens se reúne num lugar com o mesmo nome, para erigir um novo altar.

Na cultura semítica, altares eram erigidos como marcos, que identificavam o início de uma nova jornada, ou pelo menos, uma escala importante em uma jornada já começada.

A partir de Woodstock, aquela geração passou a enxergar o mundo dividido em dois grupos, “nós” e “eles”. E o pronome “eles” era aplicado principalmente aos pais.

O abismo entre gerações que antes era velado, e se dava de maneira discreta e quase silenciosa, agora tomava uma proporção inédita.

- Não queremos ser cúmplices do que vocês estão fazendo com o mundo! Diziam eles. - Queremos reinventar o mundo, sem guerras, sem fome, sem hipocrisia, onde impere a paz, o amor e o prazer.

Sem dúvida, aquela foi uma geração idealista e sonhadora. “Faça amor, não faça guerra” era o seu lema.

Mas naquele Bethel faltou o principal: A conexão com o Deus de Jacó!

No lugar de Deus, eles entronizaram outra trindade: droga, sexo e rock’n roll.

Quarenta anos depois, podemos verificar o que ficou de positivo ou negativo da rebeldia idealista da geração que contestou e mudou nossa visão do mundo.

Woodstock revelou ao mundo a força que tem a juventude. E talvez a maior glória daquela geração tenha sido arrancar os Estados Unidos do Vietnã. Seu exemplo repercute até hoje no ativismo em defesa do meio ambiente e de outras causas justas.

O jovem passou a ser visto como o centro do universo do consumo, o que até hoje pode ser verificado através do constante apelo publicitário direcionado a este público.

Infelizmente, aquele engajamento político e idealista não perdurou muito tempo. Aquela geração sequer conseguiu contagiar seus filhos com sua utopia. Por conta disso, as gerações seguintes perderam o interesse de mudar o mundo, voltando a priorizar a ascensão profissional e social.

As drogas que ingenuamente foram experimentadas como uma maneira de aguçar a percepção se tornaram instrumentos de fuga da realidade e de alienação. E o pior é que abriram a porta para o uso de drogas cada vez mais pesadas, cuja proliferação é a responsável pela difusão da criminalidade. O amor livre, antes pregado com orgulho e praticado sem o menor escrúpulo, revelou-se como promiscuidade, o que provocou um dos maiores pesadelos da juventude das décadas de 80 e 90: a Aids.

Até a música, antes usada para contestar, vendeu-se às grandes gravadoras e se tornou em mais um instrumento alienante da juventude.

Pelo que tudo indica, o sonho acabou.
Mas nem tudo está perdido. Deus está convidando a nossa geração para um reencontro em Bethel. Um Woodstock onde o lema “Paz e Amor” receba a inclusão da palavra “Graça”. Um lugar onde as gerações se reencontrem e celebrem a possibilidade de um novo mundo. Em vez de abrir-se um abismo entre gerações, construiremos uma ponte para interligá-las.

Jacó estava fugindo da realidade, imaginando que poderia romper com tudo, e começar uma nova história. Mas em Bethel, Deus lhe apareceu em sonho para dizer-lhe:

“Eu sou o Senhor, o Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaque. Esta terra em que estás deitado, eu a darei a ti e à tua descendência” (Gn.28:13).

Agora Jacó se via situado no tempo e no espaço. A ponte entre nós, as gerações que nos antecederam e as que nos sucederão só será possível se houver uma escada que nos ligue aos céus.

Na linguagem da geração Woodstock, Jacó teve o maior barato. Ele viu que havia uma ligação entre o céu e a terra. E é esta ligação que possibilita o ajuste entre nós, nossos contemporâneos, nossos antecessores e nossos sucessores.

Jacó, embasbacado com o que via, expressou-se: "Deus estava aqui e eu não sabia". Da mesma maneira, Deus estava em Woodstock naqueles três dias, mas ninguém ficou sabendo. Diz-se que algumas bandas como The Doors foram convidadas, mas preferiram não participar, achando que o festival seria um fiasco, por ser realizado num ambiente rural, em vez de no Central Park em Nova York. Tais bandas se arrependeram amargamente. Deus, mesmo não sendo convidado, fez questão de estar lá, conferindo in loco a angústia e os anseios daquela geração perdidamente sonhadora. Ele passeava entre os corpos nus e enlameados, compadecendo-Se de uma multidão que era como ovelhas sem pastor (Mt.9:36).

Sim, Deus esteve em Woodstock, mas não tocou alarde. Preferiu a discrição. Em outras palavras, Ele simplesmente deixou rolar. E a chuva que enviou não foi com a intenção de estragar a festa, antes, representava a Sua incompreensível Graça. Pena que ninguém ficou sabendo. Janis Joplin e Jimi Hendrix morreram sem saber. Talvez se tivessem sabido, ainda estariam por aí, nos brindando com suas habilidades musicais.

Creio firmemente que um novo Woodstock precisa acontecer. Não me refiro ao festival em si, mas àquilo que representou para o mundo. A atual geração está passando por uma fermentação que resultará em algo vultuoso, com desdobramentos espirituais, sociais e culturais. A qualquer momento eclodirá o despertar de uma nova visão de mundo. Um Woodstock pleno, sem drogas, sem promiscuidade, mas com graça, paz e amor.

sexta-feira, dezembro 10, 2010

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Traficantes do Rio presenteiam mulheres com joias com dizeres e símbolos cristãos





O Jornal A Folha noticiou que um levantamento da Polícia Civil para chegar aos chefões do tráfico, revelou a opulência dos presentes que eles costumam dar para suas mulheres. Cordões e medalhas com mais de meio quilo de ouro. 
As fotos foram descobertas em pesquisas feitas por policiais em redes sociais, como o Orkut. Outras foram enviadas anonimamente à polícia.
Nelas, jovens exibem correntes que, na avaliação de ourives ouvidos pela Folha, custariam em média R$ 35 mil. A Folha não identifica as mulheres, pois algumas são menores de idade e outras ainda são investigadas. De acordo com a polícia, há um mercado clandestino de produção de joias para traficantes funcionando no centro antigo da cidade e em alguns bairros da zona norte.


O que me incomodou nesta matéria foram os motivos religiosos estampados nas jóias. Na primeira foto encontramos os dizeres "Deus é Fiel" (slogan muito usado por igrejas adeptas da Teologia da Prosperidade), e na segunda, a estrela de Davi, símbolo muito usado por igrejas ligadas ao movimento conhecido como G12. O que isso nos indica? Que valores religiosos estão se mesclando e se diluindo no espírito consumista ostentado por esses criminosos. Muitos deles vêm de berço cristão, outros ainda hoje freqüentam igrejas, pedem oração pra que sejam protegidos em sua atividade criminosa. Há até pastores que se dispõem a ungir suas armas. 

Afinal de contas, que tipo de evangelho tem sido pregado em nossos dias, a ponto de ser conivente com o crime?  Um evangelho que não prega arrependimento, mas enfatiza a prosperidade material como um sinal de aprovação divina. É lamentável saber que cantores evangélicos recebem cachês altíssimos para se apresentarem em shows bancados por elementos ligados ao tráfico. Muitos bailes funk começam e terminam com louvores. Igrejas funcionam com a permissão do tráfico, e o tráfico funciona com a bênção de algumas igrejas. Testemunhos de prosperidade são dados em pleno culto por pessoas que se beneficiaram de atividades ilícitas. Gente envolvida em roubo de cargas, em pirataria (inclusive de CD's evangélicos), prostituição, corrupção, sobem descaradamente ao púlpito para contar suas 'bênçãos'.  Sem contar igrejas que receptam material roubado de outras igrejas, principalmente instrumentos musicais e aparelhagem de som. 

O que estou relatando aqui não é novidade pra quem vive em muitas comunidades dominadas pelo tráfico. Em algumas congregações, o culto pára para que o pregador destaque a presença do nobre bandido, recebido às vezes com palmas. 

Que carência temos de profetas. Que Deus levante homens e mulheres nessas comunidades para desafiarem o crime, e conclamar os 'meninos do tráfico' a que se arrependam e assim, sejam convertidos à Verdade. O que eles precisam não é de proteção divina para praticarem seu crime impunemente. O que eles precisam é de conversão. Que se rendam imediatamente a Cristo e vivam, pra que mais tarde não tenham que se render à polícia ou serem mortos. 

quinta-feira, setembro 23, 2010

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O desafio de traduzir a Bíblia para mais de 6 mil idiomas

Vonette Bright, eu e Bob Creson, presidente da Wycliffe
Ontem tive o privilégio de participar de uma celebração no Wycliffe Bible Translators. Esta organização é responsável pela tradução da Bíblia em cerca de 700 idiomas. Há cerca de 7 mil línguas faladas no Mundo. Portanto, apenas 10% delas dispõem da Palavra de Deus traduzida. O desafio é deveras grande. Atualmente, a Wycliffe está trabalhando na tradução em mais de 1300 idiomas. Há ainda outras 2200 línguas em que os projetos de tradução ainda não começaram. O número de pessoas que falam esses idiomas ultrapassa a casa dos 350 milhões!

O motivo da celebração foi a tradução das Escrituras em mais 25 idiomas. Foi emocionante assistir a procissão de pessoas que trabalharam da tradução vestidas a caráter, empunhando a bandeira do país e a bíblia traduzida.

Quem pensa que essas traduções são feitas num ambiente aconchegante de um escritório, diante de um laptop da Apple, está redondamente enganado. A Google ainda não dispõe de ferramentas para isso. rs