terça-feira, setembro 30, 2008

0

Viagem aos Estados Unidos

Estamos na reta final de nossa viagem aos Estados Unidos, que começou no dia 16 de Setembro e vai até o dia 3 de Outubro.


Têm sido dias de muitas bênçãos para mim e para minha esposa Pra. Tânia.


Logo na primeira semana, no dia 20, estivemos ministrando na Journey Church em Beachside, próximo à Cocoa Beach, com o Pr. Eric Wright. O público era formado de profissionais liberais, executivos, surfistas, e pessoas que por causa de suas atividades, não podem freqüentar a igreja no domingo. Nosso intérprete foi o Bispo Bill Mikler. Após a mensagem, foi servida a Santa Ceia do Senhor.


No Domingo, dia 21, tivemos uma abençoada celebração na Journey Church em Viera, Florida. Na ocasião, nossa mensagem focou nossa dívida com o futuro. Um dos pontos altos do culto foi o louvor, ministrado pelo ministério local sob a batuta do Pr. Pete. Músicos de primeira linha!

Na sexta-feira, 26, tivemos a satisfação de ministrar em um grupo de discipulado em Lake Mary, com nossos amados irmãos Gene e Brenda Lowe. Foi um desafio pregar sem a presença de um intérprete. Foi nossa segunda experiência pregando em Inglês, e o tema abordado foi o amor.



No Domingo, 28, pregamos em uma grande igreja na Hollywood Blvd em West Melbourne, chamada Praise Cathedral, da terceira maior denominação pentecostal americana, Church of God. O Pr. Larry Cadel nos recebeu com muito carinho, e Deus atuou de forma extraordinária. Após a mensagem, tivemos a oportunidade de ministrar com imposição de mãos, e a glória do Senhor veio sobre nós.

Nesta ocasião, contamos com o apoio de nossa irmã Nara Fiskuski como intérprete.


Nossa mensagem teve como título "Deus de Surpresas".

A viagem ainda não chegou ao fim. Deus ainda reserva surpresas para esta reta final.


Contamos com a oração de todos.


E dia 4 de Outubro, sábado, estaremos de volta ao Brasil, celebrando a Santa Ceia do Senhor na Sede da REINA às 18h.

Christus Victor!
Semper Invictus!

terça-feira, setembro 23, 2008

0

Judas e a invenção do Evangelho Self-service

Para muitos, o beijo de Judas se tornou na marca da traição. Porém, devemos salientar que o beijo identificou o Traído, e não o traidor.

Depois de dar uma demonstração de humildade aos Seus discípulos, lavando-lhes os pés como um servo, Jesus voltou à mesa, e anunciou-lhes que dentre eles havia um traidor.

Todos ficaram pasmados, e perguntavam-no: - Senhor, quem é?

E de um a um, perguntaram: - Por acaso sou eu, Senhor?

Como Jesus identificou o traidor?

Segundo Mateus, Jesus disse: "O que mete comigo a mão no prato, esse me trairá" (Mt.26:23).

Pode parecer para nós um simples gesto, mas para os discípulos, meter a mão no prato do Mestre representava um atrevimento impensável, que só mesmo alguém dotado de personalidade irreverente seria capaz.

Meter a mão no prato significa servir-se a si mesmo. Tal era o caráter do discípulo traidor, que ele não se dispunha a servir ninguém, a não ser a seu próprio ventre.

Esse gesto aponta profeticamente para o surgimento de um tipo de cristianismo, onde as pessoas são estimuladas a viverem para si mesmas, buscando servir-se, em vez de servir à Deus e aos seus semelhantes. Basta ligar a TV, para nos darmos conta de que o Evangelho mais em voga em nossos dias é o Evangelho Self-service. Sem terem consciência disso, estimuladas pelos falsos mestres, as pessoas estão metendo a mão no prato do Mestre.

É interessante notar que há uma pequena variação no texto de João acerca desse episódio. De acordo com ele, Jesus identifica o traidor como "aquele a quem eu der o pedaço de pão molhado" (Jo.13:26). Imagino que ao ver Judas metendo a mão no Seu prato, Jesus o interrompe e lhe ´dá um pedaço de pão molhado no vinho de Sua própria taça. Judas não apenas quis se servir, mas sentiu-se à vontade para ser servido pelo próprio Senhor.

Pior do que servir-se a si mesmo, é servir-se do próprio Deus. É como achar que Deus existe em função de nossos caprichos e necessidades.

Ora, mesmo impactados por terem presenciado Seu Mestre servindo-os como um escravo, ninguém em sua sã consciência esperaria ser servido por Ele à Mesa. A lição que eles tiveram era que tinham que servir uns aos outros, e não esperar serem servidos.

Para avaliarmos o tipo de Evangelho que tem sido pregado em nossos dias, basta verificarmos o tipo de pessoas que ele tem produzido.

O genuíno Evangelho produz filhos cujo prazer é servir a Deus, servindo aos seus semelhantes.
O desevangelho, ou anti-evangelho (que é o Evangelho Segundo Judas) produz pessoas arrogantes, cheias de si, " cujo deus é o ventre".

sexta-feira, setembro 19, 2008

0

Nossa Dívida com o Futuro

“Eu sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes. De sorte que, quanto está em mim, estou pronto para vos anunciar o evangelho, também a vós que estais em Roma”. Romanos 1:14-15

Paulo, como apóstolo da Graça de Deus, sabia que sua dívida com Deus havia sido quitada na Cruz. Entretanto, ele reconhece uma nova dívida, contraída no momento em que o Senhor o salvou e o constituiu “apóstolo” aos gentios.

Todos tínhamos uma dívida com o passado, e agora, temos uma dívida com o futuro. Tínhamos uma dívida com Deus, e agora, temos uma dívida com o mundo.

De onde veio essa consciência em Paulo? Ele mesmo responde:

“Sou grato para com aquele que me fortaleceu, Cristo Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o ministério, a mim, que, noutro tempo, era blasfemo, e perseguidor, e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade. Transbordou, porém, a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus. Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nele para a vida eterna”. 1 Timóteo 1:12-16.

Paulo sabia que o Senhor o escolhera e salvara para que seu testemunho servisse de modelo à todos quanto fossem alcançados pelo Evangelho. Pregar o Evangelho não era algo facultativo, mas uma obrigação. “Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho! Se o faço de livre vontade, tenho galardão; mas, se constrangido, é, então, a responsabilidade de despenseiro que me está confiada. Nesse caso, qual é o meu galardão? É que, evangelizando, proponha, de graça, o evangelho, para não me valer do direito que ele me dá. Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os que vivem sob o regime da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que vivem debaixo da lei, embora não esteja eu debaixo da lei. Aos sem lei, como se eu mesmo o fosse, não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar os que vivem fora do regime da lei. Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns. Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele” (1 Co. 9:16-23).

Não importava o preço que teria que ser pago, Paulo estava disposto a tudo para cumprir sua missão. Nem mesmo sua vida era tida por valiosa, em comparação à sua missão.“Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus” (At.20:24). Apesar de ser uma “obrigação”, Paulo cumpria com “alegria” o seu ministério. Não era apenas uma obrigação, mas uma “graça”, um privilégio.

“Fui feito ministro deste evangelho, segundo o dom da graça de Deus, que me foi dado segundo a operação do seu poder. A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas insondáveis de Cristo” (Efésios 3:7-8). Tal sentimento deveria pulsar no coração de cada cristão. Somos todos devedores, e não temos alternativa, senão, anunciarmos o Evangelho indistintamente.

O que ocorre quando não cumprimos nosso dever de evangelizar o Mundo?
Tomemos como referência uma conhecida história do Antigo Testamento, envolvendo uma família cujo chefe havia partido e deixado uma dívida:

“Certa mulher, das mulheres dos discípulos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que ele temia ao SENHOR. É chegado o credor para levar os meus dois filhos para lhe serem escravos. Eliseu lhe perguntou: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. Ela respondeu: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite. Então, disse ele: Vai, pede emprestadas vasilhas a todos os teus vizinhos; vasilhas vazias, não poucas. Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o teu azeite em todas aquelas vasilhas; põe à parte a que estiver cheia. Partiu, pois, dele e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; estes lhe chegavam as vasilhas, e ela as enchia. Cheias as vasilhas, disse ela a um dos filhos: Chega-me, aqui, mais uma vasilha. Mas ele respondeu: Não há mais vasilha nenhuma. E o azeite parou. Então, foi ela e fez saber ao homem de Deus; ele disse: Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e, tu e teus filhos, vivei do resto”. 2 Reis 4:1-7.

Aquele “discípulo dos profetas” morrera e deixara uma dívida para a sua família. E dada a incapacidade da viúva em saldá-la, seus credores queriam nada mais nada menos que os seus filhos como pagamento. De maneira análoga, quando não pagamos nossa dívida com o mundo, muitas vezes, nossos filhos são reivindicados como pagamento.

De onde provêm que haja tantos filhos de crentes afastados do Caminho? Não basta sermos discípulos de um grande profeta, ou apenas temermos ao Senhor. Não sabemos quando deixaremos este mundo, e por isso, urge gastarmos cada momento de nossa vida no cumprimento de nossa missão. Não podemos deixar uma dívida para trás, para que nossos filhos sejam entregues como pagamento.
Infelizmente, temos que admitir que gerações inteiras de cristãos deixaram este mundo sem cumprir cabalmente sua missão.

De alguma forma, estamos pagando pela dívida que estas gerações nos deixaram.
Eis a razão pela qual o mundo está tão violento. Por que tantas guerras? Tanta fome? A Igreja tem sido negligente em sua missão. Desde que surgiu o boato de que Cristo estaria prestes a voltar, e que Seu retorno resultaria no fim do mundo, a Igreja cruzou os braços, e entregou o mundo às baratas. E o pior é que esse “boato” se tornou doutrina e ortodoxia. Longe de nós discordarmos da doutrina que ensina o retorno glorioso de Cristo. O que questionamos é o escapismo adotado por muitos em resposta à essa doutrina. Que Jesus virá em glória, não resta dúvida. Porém isso não nos serve de álibi para nossa inércia. Espero que quando Ele vier, nos encontre de mangas arregaçadas, trabalhando pela transformação do Mundo.

Eliseu perguntou àquela mullher o que ela tinha em casa. Uma botija de óleo, era tudo que ela possuía. Aos olhos do profeta, aquilo seria o ponto de partida para uma mudança radical em sua situação.
Cremos que Deus pretende restaurar o Mundo. Mas qual será o ponto de partida desta restauração? Aquilo que temos em casa: nossos filhos, nossa família.
Nossa família é nossa botija de óleo. Nossos filhos são nossa contribuição particular para um mundo melhor. Mas não podemos parar por aí. Ela é o ponto de partida, mas não é a linha de chegada.

Eliseu mandou que aquela mulher fosse aos vizinhos, e recolhesse o maior número possível de vasilhas vazias. E o que ela fez? Enviou os seus filhos.
Precisamos conscientizar nossos filhos de que eles são nossos “enviados especiais”, nossos missionários, nossa extensão. São eles que vão buscar “vasilhas” na escola, na faculdade, na vizinhança, na parentela. Depois de trazidas as vasilhas, seguindo à orientação do profeta, ela fechou a porta sobre si e seus filhos, e começou a enchê-las com o óleo que havia em sua pequena botija. À medida que as vasilhas eram cheias, ela as separava das demais. Esse é o processo de santificação.

O Espírito Santo enche e separa. A Igreja deve ser constantemente enviada ao mundo, mas jamais pode negligenciar a santificação. As vasilhas chegam vazias, são cheias e depois, separadas.“Fechar a porta” também aponta para a importância do culto familiar, do Altar Doméstico. Enquanto havia vasilhas vazias, o óleo não parava de jorrar. Mas quando as vasilhas acabaram, o óleo cessou.“Fechar as portas” oferece benefícios e riscos. Devemos fechá-las, mas não trancá-las. Não podemos impedir o fluxo de novas vasilhas. Se elas pararem de chegar, o óleo vai parar de fluir.
Não há limites para Deus. Há óleo suficiente para encher todas as vasilhas do Mundo!

Nossa dívida para com as próximas gerações

Se, de alguma maneira, as gerações anteriores nos deixaram uma dívida, não podemos fazer o mesmo às gerações que nos sucederão.Tudo o que Deus está fazendo em nossos dias, não visa apenas o nosso aprazimento, mas também o benefício das próximas gerações.“Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nas regiões celestiais, em Cristo Jesus, para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça” (Ef. 2:4-7a). Tudo o que Deus tem realizado em nossa geração, é um recado às gerações vindouras. A cada nova geração, um maior número de pessoas deve converter-se ao Senhor. E isso se dará pela pregação do Evangelho, e pelo testemunho das gerações anteriores.

Isso está claro em Salmos 22:27-31: “Todos os confins da terra se lembrarão, e se converterão ao Senhor; todas as famílias das nações adorarão perante ele, pois o reino é do Senhor, e ele domina entre as nações (...) A posteridade o servirá; falar-se-á do Senhor às gerações futuras. Proclamarão a sua retidão ao povo que há de nascer, pois ele o fez”.

E no Salmo 102:18 lemos: “Escreva-se isto para a geração futura, e o povo que está por vir louve ao Senhor”. E ainda no Salmo 145:4: “Uma geração louvará as tuas obras a outra geração; anunciarão as tuas proezas”.

Chega dessa paranóia de que somos a geração X, aquela que presenciará o arrebatamento. Tal perspectiva nos priva de uma visão mais otimista do futuro da humanidade. Que sejamos a geração que tomará consciência de suas obrigações para com as gerações futuras, e fará alguma coisa para preparar-lhes o caminho.

quarta-feira, setembro 10, 2008

0

O Mundo finalmente acabou!

Isso mesmo que você acaba de ler.

A máquina do "Apocalipse" foi ligada, e o mundo aparentemente continuou no mesmo lugar de sempre. Não surgiu nenhum buraco negro para engolir a Terra. Para a decepção dos profetas do caos, tudo segue como antes.

Mas não se enganem. O Mundo acabou! Acabou para milhares de pessoas que durante as últimas horas foram tragadas pelo buraco negro do capitalismo selvagem. O mundo acabou para as vítimas das guerras, resultado do buraco negro da ambição dos países ricos. O mundo acabou para muitos famintos, que sucumbiram sugados pela fome.

O mundo tem acabado para as vítimas da violência do Rio de Janeiro, sugadas pelo buraco negro do descaso das autoridades e do despreparo de nossa polícia.

O mundo acabou para aquelas duas crianças que foram brutalmente assassinadas pelo próprio pai e a madrasta, e depois esquartejadas e queimadas, sugadas pelo buraco negro do desamor.

Como podemos ver, o mundo acaba todos os dias, e o que não falta é buraco negro. E não precisamos de uma máquina para criar mais um. A alma humana, afastada de Deus, está pontilhada desses buracos, verdadeiros vácuos, que como dizia Pascal, tem o tamanho de Deus.

0

A Máquina do Fim do Mundo

Física. Cinco anos depois, o acelerador de partículas mais potente do mundo, o 'LHC', começa hoje a funcionar.

Um projeto faraônico em que trabalharão nove mil cientistas e que procura simular os primeiros milésimos de segundo do universo

Revelações que "vão mudar a nossa visão do universo"

Hoje, depois de três décadas de trabalhos e estudos, o maior acelerador de partículas alguma vez criado pelo homem vai permitir recriar os primeiros momentos do universo, podendo mudar todos os conceitos que temos acerca da criação do mundo.

O Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN), na Suíça, que desenvolveu este projeto gigantesco com um custo total da ordem dos oito mil milhões de euros, espera que o Large Hadron Collider (LHC), assim se chama o acelerador, responda às grandes questões que há dezenas de anos movimentam o mundo da física das partículas.O funcionamento do LHC permitirá chegar a descobertas que "mudarão profundamente a nossa visão do universo, particularmente a sua Criação", afirma o director do CERN, Robert Ay- mar.

O grande projeto, que o CERN garante ser seguro, permite recriar as condições que prevaleceram no universo nos milésimos de segundo que se seguiram imediatamente ao Big Bang, processo em que serão geradas temperaturas 100 mil vezes mais elevadas que as do centro do sol. Encontrar o instável 'bosão de Higgs', a chamada partícula de Deus, porque muitos investigadores a estudaram mas ninguém a viu, é outro dos objetivos. Neste caso, o CERN está a tentar chegar ao Higgs antes dos norte-americanos do Fermilab, um laboratório de Chicago.O LHC pretende, ainda, explorar a superssimetria, conceito que permite explicar uma das descobertas mais estranhas dos últimos anos, a de que a matéria visível só representa 4% do universo. A matéria negra e a energia negra (73%) partilham o resto. Por fim, permitirá estudar o mistério da matéria e da antimatéria.

Quando a energia se transforma em matéria produz, aos pares, uma partícula e o seu reflexo, uma antipartícula de carga elétrica oposta. Conhecido este procedimento, a lógica seria a de que a matéria e a anti-matéria existissem no universo em quantidades iguais - o mistério é que, na realidade, a antimatéria é rara.

Em busca da partícula de Deus

Física. A maior máquina científica, o LHC, começa a operar na quarta-feira, envolvida em polémica.

O objetivo é encontrar o bosão de Higgs, a partícula essencial, o 'santo graal' da física Acelerador prepara experiência mais complexa A maior e mais dispendiosa máquina científica do mundo "não representa qualquer perigo para a humanidade", conclui um relatório ontem divulgado pelos físicos do CERN (Centro Europeu de Investigação Nuclear, na sigla francesa).Esta nova avaliação do Large Hadron Collider (LHC, o maior acelerador de partículas mundial) deverá silenciar de vez a tentativa de travar a mais complexa experiência científica de sempre, prevista para decorrer a partir de quarta-feira e cujos preparativos deverão começar ainda este fim-de-semana.

O objetivo da máquina é encontrar a menor partícula, base da matéria, o bosão de Higgs, também chamada "partícula de Deus", cuja existência a teoria prevê há 40 anos. Um grupo tentou parar a experiência, alegando que se formarão buracos negros minúsculos e que estes vão engolir o planeta. O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos rejeitou uma providência cautelar, no final de Agosto, e este novo relatório explica que as experiências no LHC se baseiam em testes feitos nos aceleradores mais pequenos. A energia libertada na colisão de dois protões será idêntica à de dois mosquitos em colisão e que os buracos negros que se formarem serão diminutos, não havendo paralelo na natureza.

"Se as partículas em colisão no LHC tivessem o poder de destruir a Terra, nós não existíamos", conclui o painel de físicos do CERN, em resposta à preocupação do grupo que se reuniu em torno do teórico alemão Otto Rössler, o homem que deu a cara pela paragem da máquina.

Rössler representava a crítica mais articulada, mas há observadores para quem o LHC tem aspecto de máquina do fim dos tempos, algo saído da ficção científica ou da imaginação de Dan Brown, escritor que tem, aliás, um romance, Anjos e Demônios, passado no CERN e dedicado a este tipo de maquinaria de colisões entre religião e ciência.

O complexo acelerador custou 2,5 mil milhões de euros e o seu anel, enterrado na região de Genebra, na Suíça e França, tem 27 quilómetros. O LHC não estará a funcionar em pleno antes de 2010, e o custo do projecto, onde vão trabalhar 9 mil cientistas, será na realidade mais alto, da ordem de 8 mil milhões de euros, a pagar pelos 20 países que integram o CERN, incluindo Portugal (o Brasil está contribuindo com 63 cientistas).

Para encontrar o bosão de Higgs, feixes de protões serão acelerados a velocidade próxima da luz, colidindo uns com os outros, numa tentativa de replicar as condições existentes após o Big Bang (o universo, tal como o conhecemos, terá sido formado pela explosão da matéria extremamente densa e quente).

Fonte: Diário de Notícias

Bem, se é que a máquina foi realmente ligada hoje às 2 da manhã (horário de Brasília), então quem predisse que seria o fim do mundo quebrou a cara. Só Deus poderia, de fato, recriar o Big Bang, o máximo que o homem poderia chegar é a um Tic-tac.

Em tempo, nenhuma máquina construída por mãos humanas será capaz de destruir aquilo que Deus sustenta pela Palavra de Seu Poder. O Mundo e todo o Cosmos está seguro nas habilidosas e poderosas mãos do Criador.

1

Contagem regressiva: faltam 10 minutos para o Fim do Mundo!

Gente, de acordo com alguns cientistas e místicos, faltam apenas dez minutos para que a Terra seja engolida por um buraco negro, resultado do maior experimento científico de todos os tempos.

Espero não ter que rever meu posicionamento escatológico.

Infelizmente, não dá tempo pra explicar.

De qualquer maneira, vou ficar acordado pra ver no que vai dar.

Caso os prognósticos falhem, volto logo mais pra dizer o que penso.

Se acabar realmente, a gente se vê do outro lado.

Christus Victor!

Durmam em paz!

terça-feira, setembro 09, 2008

0

O Inverno

O Inverno é a estação menos colorida, quando o azul do céu dá lugar ao cinza, o canto dos pássaros é substituído pelo ruído do vento gélido que sopra por entre os galhos nus das árvores, cujas folhagens caíram no Outono.

Inverno é tempo de frio, muito frio. Tempo que aproxima as pessoas, para que se aqueçam mutuamente. Tempo de aprendermos a depender mais uns dos outros. Afinal de contas, “um só como se aquentará?” (Ecl.4:11).

Durante essa estação, as pessoas são mais propensas a andar abraçadas, dormir juntinhas; tudo para se proteger do frio.

O frio também pede que nos agasalhemos. E dependendo de sua intensidade, quanto mais roupa, melhor.

Ninguém, por mais durão que seja, está disposto a enfrentar as baixas temperaturas de peito aberto, e corpo exposto.

O frio dissipa as energias vitais, e nos torna mais vulneráveis ao ataque de vírus, razão pela qual tanta gente fica resfriada durante essa estação.

Para manter a energia em nosso corpo, precisamos nos proteger do frio. E uma das maneiras de fazê-lo é nos agasalhando. E não basta um simples casaco. Às vezes precisamos de toca, luvas, roupas íntimas de material mais denso, e etc.

O apóstolo Paulo recomenda que, como eleitos de Deus, santos e amados, nos revistamos de “compaixão, de benignidade, de humildade, de mansidão, de longanimidade”. E que, além disso, devemos suportar uns aos outros, perdoando-nos mutuamente. E sobre tudo, devemos nos revestir de amor (Col.3:12-14).

Sem todo esse “cobertor”, torna-se impossível mantermos uma vida de comunhão com nossos semelhantes, de maneira que nos aqueçamos mutuamente durante os dias de inverno espiritual. Esta cobertura que Paulo nos propõe em Colossenses encontra paralelo com a Armadura de Deus, da qual devemos nos revestir para resistirmos no dia mal (Ef.6). Precisamos estar protegidos de cima a baixo. Nenhuma parte de nossa vida pode ficar exposta ao frio. E depois de todas as providências (meias grossas, tocas, luvas, camisetas por baixo da camisa, etc), devemos tomar nosso sobretudo: o amor.

Durante a estação do Inverno, várias espécies de animais, principalmente de pássaros, migram para regiões mais quentes.

Eles não possuem bússola, nem mapas, mas sabem exatamente que caminho tomar, tanto na ida, quanto na volta.

Tal fenômeno nos remete ao fato de que, como cidadãos do Reino, somos peregrinos na Terra. Estamos em constante Êxodo. Somos verdadeiramente hebreus (caminhantes, cruzadores de fronteiras).

Não é debalde que somos chamados de filhos de Abraão, o primeiro Hebreu. A Escritura afirma que ele, “pela fé peregrinou na terra da promessa, como em terra alheia” (Hb.11:9). Observe: embora a terra fosse dele por herança, ele não se apegava a ela. Era dele, mas como se fosse alheia. Tal deve ser nossa relação com tudo desse mundo. Paulo diz que tudo é nosso (1 Co.3:21-23), porém, recomenda na mesma epístola, que os que têm, devem agir como se nada possuíssem (7:30).


Não há qualquer problema em desfrutarmos das coisas deste mundo. O problema é quando estabelecemos uma relação de posse com elas. Toda relação de posse é recíproca. Isto é, aquilo que dizemos possuir, na verdade nos possui. Por isso, temos que estar livres, leves e soltos, como os pássaros que migram durante o Inverno, sem levar nada em suas patas. Ou alguém já viu um pássaro voando com bagagem?

A migração em massa de animais (principalmente pássaros) durante essa estação também pode representar nosso retorno à Fonte Primeva, Deus. É tempo de nos arrependermos, e alçarmos vôo na direção do sol, do Sol da Justiça.

Outros animais, como ursos, hibernam nesse período, reduzindo grandemente sua atividade metabólica. Hibernar é entregar-se a um sono profundo, enquanto o corpo se alimenta das reservas de energia contidas na gordura acumulada.

Hibernar pode representar nosso descanso em Deus, quando nos colocamos inteiramente à mercê de Sua vontade, sem nos preocupar com mais nada.

Geralmente, esses animais procuram tocas ou cavernas, onde possam manter-se aquecidos.
Além de estarmos revestidos de amor, buscando proximidade com nossos semelhantes, de que outra maneira poderemos nos proteger da frieza espiritual deste mundo?

Paulo afirma que há um esconderijo disponível para todos nós. Que não apenas nos provê calor, mas também nos provê lugar de descanso: “Pois morrestes, e a vossa vida está oculta com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória” (Col.3:3-4).

Cristo é o Esconderijo do Altíssimo, do qual fala Davi em seu famoso Salmo 91. É o único lugar seguro em todo o Universo. Somente n’ Ele encontramos descanso para a nossa alma, independente da estação em que estivermos.

N’Ele, tornamo-nos inacessíveis. Nenhum dardo maligno pode nos atingir. À semelhança do urso enquanto hiberna, podemos descansar sem receio de sermos pegos por seus predadores.

Se o Outono é tempo de queda, o Inverno representa o tempo de morte e sepultamento. As folhas caídas já se decompõem, e preparam o solo para receber e agasalhar as sementes que nele serão depositadas.

Só pode experimentar o poder da ressurreição, quem houver passado pela cruz. Assim como o Inverno é o curso necessário para que se alcance a Primavera, e posteriormente, o Verão.

Em 2 Coríntios 4:10-11 lemos: “Levando sempre por toda a parte o morrer do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos; e assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal.”

A vida de Cristo está oculta em nós, assim como nós estamos ocultos n’Ele. Para que esta vida se manifeste (o equivalente ao desabrochar das flores na Primavera), é imprescindível que levemos sempre, por toda a parte, o morrer de Cristo. Trata-se do equivalente ao que Jesus disse: temos que tomar nossa Cruz dia após dia, e segui-lo. Não há alternativa. Sem que nosso ego seja crucificado diariamente, jamais manifestaremos a vida de Cristo em nosso corpo mortal.

O mais bem-sucedido dos apóstolos declarou com veemência: “Estou crucificado com Cristo, e já não vivo, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl.2:20). Portanto, qualquer de suas realizações deveria ser creditada a Cristo, e não ao seu desempenho pessoal.

A vida em Cristo não é uma vida de tentativas, mas de desistência. Enquanto não desistirmos de alcançar um nível de retidão por conta própria, estaremos fadados ao fracasso e à frustração. Somente quando nos rendemos, depomos nossas armas carnais, e nos consideramos mortos com Cristo, é que Cristo passa a viver através de nós a vida que jamais poderíamos viver por nós mesmos.

Não se trata de tentar perdoar a quem nos ofende, mas de deixar que Cristo flua Seu perdão através de nós.

O Inverno também é a estação do armazenamento. Todos conhecem a fábula da cigarra e da formiga. Enquanto uma se divertia, cantarolando e tocando sua guitarra, a outra tratava de armazenar comida para o Inverno.

Todos estão preocupados em aproveitar o máximo que a vida tem pra dar. A maioria age como a cigarra da estória infantil. Porém, se quisermos desfrutar de vida eterna, temos que aprender a abrir mão da vida hoje. Deixar de viver para nós mesmos, para viver para Deus e para o nosso semelhante.

Isso também é morrer.

Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo que se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica só. Mas se morrer, produz muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á, mas quem odeia a sua vida neste mundo, guardá-la-á para a vida eterna” (Jo.12:24-25).

Gastar nossa vida hoje em função de um bem maior, é o mesmo que armazená-la para a vida eterna. Mas tenta poupá-la hoje, vivendo-a em função de nosso aprazimento, é o mesmo que desperdiçá-la por completo.

Negar-se a morrer para o seu "eu", é o mesmo que preferir uma vida de ostracismo e esterilidade espiritual. O preço de manter intacto o nosso ego é a solidão. E nada pior que solidão para se enfrentar as noites longas e frias do Inverno.

sexta-feira, setembro 05, 2008

1

Aprendendo com as Estações da Vida

Gênesis 8:22
“Enquanto a terra durar, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite.”

O Dilúvio havia chegado ao fim. Um arco-íris anunciava que Deus não desistira da criação. O caos vivenciado durante o tempo em que a Terra se viu coberta d’água, agora cedia lugar à ordem.

Há quem acredite que as estações só apareceram a partir do Dilúvio. Cientistas crêem que uma grande catástrofe, talvez a queda de um grande asteróide, provocou uma pequena inclinação no globo terrestre, e isso ocasionou o surgimento das estações. Há quem tente combinar as duas teorias, afirmando que foi a queda de tal astro que provocou tanto o Dilúvio quanto a inclinação do eixo da Terra.

Seja como for, as Estações foram estabelecidas por Deus. Originalmente, o homem identificava apenas duas estações: o Verão e o Inverno. Porém, aos poucos verificou-se que entre uma e outra estação, havia estações intermediárias. As temperaturas não se alteravam drasticamente, mas paulatinamente. Entre o Verão e o Inverno, encontramos o Outono. E entre o Inverno e o Verão, a Primavera.

De acordo com o discurso de Paulo em Listra, as estações são parte do testemunho de Deus manifesto através da criação. Deus “não deixou de dar testemunho de si mesmo. Ele mostrou misericórdia, dando-vos chuvas do céu, e colheita em sua própria estação, enchendo de mantimento e de alegria os corações” (At.14:17).

À luz disso, podemos inferir que há mensagens implícitas em cada estação do ano. Vamos, portanto, investigá-las em busca de tais mensagens, e saber como Deus requer que nos posicionemos.

Cada estação do ano requer de nós uma postura diferente. Ninguém sai agasalhado em pleno Verão! Da mesma forma, ninguém sai com poucas roupas durante o Inverno. Se o fizer, correrá o risco de pegar um resfriado, e até uma pneumonia.

Nossa vida com Deus também tem características sazonais. Cada fase requer que tomemos certas medidas, e nos posicionemos corretamente.

Outono

Do latim autumnu que significa “declínio”, “queda”. O Outono é a estação intermediária entre o Verão e o Inverno. Aos poucos a temperatura começa a cair. As árvores, antes exuberantes em sua folhagem, começam a ficar amareladas, até que suas folhas sucumbem ao soprar dos ventos cada vez mais frios.

Que mensagem de Deus encontramos implícita nessa estação?

A queda das folhas representa a vaidade e fugacidade da nossa vida. Nossa glória se esvai, nosso orgulho se sucumbe, e nada nos resta senão depender da misericórdia divina.

Em que poderia gloriar-se o homem? Em que poderia se estribar?

“Toda carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra do Senhor permanece para sempre” (1 Pe. 1:24-25a).

Cabe aqui a advertência de Deus: “Parai de confiar no homem, cujo fôlego está no seu nariz. Em que se deve ele estimar?” (Is.2:22).

O Evangelho
da auto-estima é uma anomalia doutrinária, completamente estranho ao espírito das Escrituras. O genuíno Evangelho da Graça é um golpe fatal na soberba humana, pois declara que o homem é incapaz de salvar-se a si mesmo. A salvação é pela Graça para que “ninguém se glorie” (Ef.2:8-9).

As árvores nuas
do Outono deveriam ser como um lembrete para nós. Toda sua robustez, vigor, exuberância, exibidas durante o Verão, perdem-se durante a estação da Queda.

Paulo compreendia perfeitamente tal verdade, a ponto de abrir mão de tudo o que poderia envaidecê-lo. Em sua epístola aos Filipenses, o apóstolo dos gentios faz uma breve apresentação de seu currículo:

“Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fariseu; segundo o zelo, perseguidor da igreja; segundo a justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que para mim era lucro, considerei-o perda por causa de Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como refugo, para que possa ganhar a Cristo” (Fp. 3:5-8).

Paulo se viu como uma árvore que se desnuda ao sabor dos ventos. Nenhuma folha se lhe apegaria. Tudo de que ele poderia se orgulhar agora era considerado “perda total”. Já não importava sua origem étnica, seu pedigree religioso, sua reputação entre os patrícios, nem mesmo seu senso de justiça própria. Era como se ele rasgasse seu currículo em pedacinhos.

Há muitos que se vangloriam em um diploma universitário, em sua posição social, em suas aptidões profissionais, em seu sobrenome, e em tantas outras coisas. Pode-se até impressionar pessoas com isso, mas Deus não Se deixa impressionar com nossas vaidades. Se quisermos agradá-Lo em tudo, temos que nos humilhar debaixo de Suas potentes mãos, e reconhecer nossa bancarrota espiritual.

Há um episódio muito interessante e mal compreendido narrado no Evangelho, em que Jesus amaldiçoa uma figueira ao verificar que não tinha frutos para saciar Sua fome.

"Vendo de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa. Aproximando-se dela, não achou senão folhas, porque não era tempo de figos. Então ele disse à figueira: Nunca jamais coma alguém fruto de ti” (Marcos 11:13-14a).

Ora, se não era tempo de frutos, por que Jesus foi tão exigente com aquela árvore? Se observarmos bem, verificaremos que a ênfase principal não é a ausência de frutos, mas a presença de folhas. Por duas vezes é dito que aquela árvore estava repleta de folhas, e apenas uma vez é dito que ela não tinha frutos.

Era necessário que a figueira perdesse todas as suas folhas, a fim de frutificar. Provavelmente ainda não era tempo de fruto, mas já era tempo de haver perdido a folhagem. A presença das folhas indicava que quando o tempo de frutificar chegasse, aquela árvore não daria frutos. Por isso, Jesus a amaldiçoou.

Jesus queria nos deixar uma lição. Se quisermos frutificar, temos que deixar nossa folhagem cair. Só haverá Primavera (tempo de florescer) e Verão (tempo de plantar),e se houver Outono (tempo de perder as folhas e frutificar).

As folhas não se soltam e caem por si mesmas. É o vento que as derruba. O frio as faz perder o viçosidade, o vigor. Mas é a força do vento que as derruba. De igual maneira, é o Espírito Santo, que uma vez soprado sobre nós, faz esvanecer nossa vaidade, e cair nossa arrogância. Em vez de depender de nosso preparo, de nossas obras, passamos a nos valer inteiramente da Graça, e a depender totalmente da provisão de Deus em Cristo.

A esta altura, alguém pode estar perguntando: Ora, se não devo me valer de meu preparo intelectual, então, qual a necessidade de gastar cinco anos em uma faculdade? Pra quê boas obras, se não devo me fiar nelas? Pra quê tanto esforço em vão?

Precisamos enxergar as coisas na perspectiva certa. Mesmo não sendo salvos pelas as obras, somos salvos “para as boas obras” (Ef.2:10). Só não podemos colocar os carros na frente dos bois. Na perspectiva de Paulo, aquilo no qual ele poderia se gloria, tornara-se “refugo”. No texto original, podemos traduzir a palavra grega skybalon por adubo.

A queda das folhas provê o adubo que vai preparar a terra para frutificar. Antes que a agricultura fosse desenvolvida pelo homem, a natureza desenvolveu uma maneira de se auto-perpetuar. Não havia ninguém para adubar a terra, e assim, provê nutrientes para o crescimento saudável da vegetação. Então, através da decomposição das folhas que caíam, o solo recebia o adubo necessário.

Paulo está dizendo que aquilo em que poderia se gloriar, deveria ser colocado no chão, para que se tornasse adubo, e assim, lhe ajudasse a frutificar.

O lugar de nossa glória é o chão! O livro de Jó fala sobre deitar nosso ouro no chão (Jó 22:24-27). O Apocalipse nos apresenta vinte quatro anciãos que depositavam suas coroas no chão, aos pés do Cordeiro (Ap.4:10). O chão representa nossa dependência de Deus, nosso auto-aviltamento, nossa humildade. Seria por isso, que os crentes primitivos colocavam suas ofertas aos pés dos apóstolos?

Tudo o que temos e somos pode ser bênção, como também pode ser um empecilho em nossa comunhão com Deus; vai depender da perspectiva com que nos relacionarmos com isso.

Soltemos nossas folhas, e as deixemos ao sabor do vento.

Algumas delas cairão junto às nossas raízes, e ali ficarão até se decomporem. Outras, porém, serão espalhadas pelo vento, e se tornarão adubo para outras árvores. E assim, aprenderemos a depender uns dos outros, e principalmente, de Deus. Muitos são os canais pelos quais nos vem a provisão, mas a fonte é uma só: DEUS.


* Esta mensagem é parte da Série "As Estações da Fé", que está sendo ministrada na REINA - Igreja do Futuro. A próxima mensagem será ministrada domingo, dia 7 de Setembro, às 8:30h., na Rua Piratini, 75, em frente à Quadra da Escola de Samba Grande Rio, Centro de Duque de Caxias, RJ.

segunda-feira, setembro 01, 2008

0

E o prêmio vai para... Quem? Cadê o Cacá?

Domingo, 31 de agosto de 2008, a Globo transmitia a "Corrida do Milhão": Uma corrida de stock car, patrocinada pelo Galvão Bueno, leia-se Sky e Globopar, para ser vencida pelo filho do Galvão Bueno (Cacá Bueno, a "Miss Globo" da vez) cujo prêmio seria de um milhão de dólares.

Tudo pronto e organizado... podium... festa, chuva de papel laminado, hino da vitória, repercussão mais tarde no Fantástico, mídia impressa no dia seguinte... só esqueceram de combinar antes com Deus.

Durante a corrida inteira teceram loas ao Cacá Bueno...Cacá Bueno liderava a prova o tempo inteiro...Cacá Bueno era praticamente um novo Senna.

De repente, perto do final, o carro falha, Cacá Bueno é ultrapassado pelo segundo colocado (Valdeno) e o cara passa a ser praticamente xingado durante a corrida.

- Mas isso é um pecado... Cacá teve problemas no carro.

- Cacá deveria ganhar esta corrida.

- O Valdeno é um desconhecido até mesmo no circo da stock car.

- Ele nunca ganhou uma corrida na vida (deve ter entrado pela janela sem ninguém ver)

- Vem lá do nordeste... o único piloto nordestino da stock car.


Mas o mais impressionante estava por vir: Não tocaram o hino da vitória.

Não houve festa e nem chuva de papel laminado. Não transmitiram a premiação no podium.

CORTARAM TUDO e passaram a entrevistar o nadador medalhista de ouro, com a pista do autódromo ao fundo (era transmissão direta) e depois ainda chamaram outros medalhistas para serem entrevistados.

O motivo de tudo isso?

Quando acabou a corrida, o repórter foi fazer a primeira entrevista com o vencedor e perguntou como ele estava se sentindo ganhando aquela corrida.E o vencedor respondeu na hora:
- Eu não sou nada sem Jesus. Foi Jesus quem me ajudou tirando-me das trevas da vida que eu levava e vivia e me trouxe de novo à vida e agora estou aqui.



* Postagem do jornalista e escritor Romero da Costa Machado na comunidade Perguntas Cristãs Complicadas (Orkut)