sexta-feira, junho 19, 2015

19

Minha relutante resposta aos críticos do lava-pés

Após lavar os pés, também os beijamos reverentemente com pedido de perdão


Por Hermes C. Fernandes

Hoje faz uma semana em que me envolvi numa polêmica em torno da cerimônia de lava-pés que fizemos em nossa igreja com a presença de uma equipe de jornalismo da Rede Globo. Prometi a mim mesmo que não responderia aos artigos escritos recentemente para criticar meu gesto. Mas, deixei-me vencer pela insistência de alguns em postar tais matérias em minha página dia após dia como quem exige uma resposta. Apesar de relutante, lá vou eu. 

Agradeço ao Pr. Renato Vargens pelo tom respeito com que apresentou as razões de sua discordância. Agradeço ao Pr. Ciro Sanches Zibordi por haver omitido o meu nome, talvez para me poupar. E estendo meu agradecimento ao Pr. Wagner Lemos e a todos que se dedicaram a escrever suas críticas sinceras. Estou convencido de que sua intenção foi a melhor possível.

O que deixou muitos constrangidos foi o fato de havermos lavado os pés de pessoas que representavam segmentos da sociedade vítimas de todo tipo de preconceito e intolerância. Meus críticos foram unânimes em dizer que o lava-pés teria sido desnecessário, e que, bastaria apresentar-lhes o evangelho, ponto. Pergunto: Alguém já experimentou lançar sementes no asfalto? Ora, o coração de muitos oriundos dos segmentos ali representados está endurecido graças às sucessivas camadas de piche que alguns setores da igreja insistem em lançar. Refiro-me ao piche do preconceito, da discriminação, da demonização, da falta de respeito, do desamor. Um simples gesto pode remover este piche e preparar o solo para receber a semente.

Vejam o caso em que Jesus se oferece para se hospedar na casa de Zaqueu. Os religiosos da época ficaram furiosos. Como Ele poderia entrar na casa de um publicano? Mas foi justamente este gesto que desarmou o coração do cobrador de impostos. Sem que Jesus lhe dissesse uma única palavra sobre arrependimento, ele se abriu à boa nova e deu demonstração disso ao decidir devolver quadruplicadamente tudo o que havia extorquido de seus patrícios.

Não sei como chegaram à conclusão de que o evangelho não foi pregado naquela manhã. Meus críticos deveriam ter visto os olhos lacrimejados da multidão que acompanhava a cerimônia. Mesmo os jornalistas se mostraram emocionados. A presença de Deus era notória em nosso meio. A cerimônia foi precedida de louvores e de uma palavra abordando a mensagem central do evangelho: o amor.

Fui acusado de dar um sentido distinto e praticamente antibíblico ao lava-pés. Ora, desde quando o lava-pés recebeu o status de sacramento? A lição que Jesus intentou dar aos Seus discípulos era de humildade. Alguns objetarão: mas eram discípulos, não pagãos! Ok. Mas respondam-me com honestidade: qual seria maior, a distância entre Jesus e os Seus discípulos ou entre nós e os que consideramos pecadores? Se Deus feito homem pode descer a ponto de Se fazer o serviçal da casa, por que eu, um mero mortal, cheio de pecados, não poderia descer de meu pedestal episcopal para lavar os pés de gente como eu, tão dependente da graça como qualquer outro?

Mesmo tendo visto Jesus entrar na casa de alguém como Zaqueu e ter Se oferecido para ir à casa de um centurião pagão, Pedro não quis ir à casa de Cornélio pelo simples fato de ser um gentio. Um santo como ele não poderia ser flagrado na companhia daquela gentalha. Foi necessário que Deus lhe desse uma visão e lhe advertisse: "Não chame impuro ao que eu purifiquei" (At.11:9).

Ora, Cornélio ainda não havia ouvido o evangelho! Não havia se arrependido de seus pecados. Nem confessado a Cristo como Salvador. Contudo, Deus o declara purificado. Será que Pedro se recusaria a lavar-lhe os pés?

O fato é que cansei de ficar desentulhando poços já cavados, como fez Isaque por um tempo (Gn.26). Dá um trabalhão remover o entulho, aí vem alguém e o lança de volta para interditar o poço. Resolvi abrir novos poços. Não vou ficar em Roma discutindo com judeus (Leia At. 28), enquanto há um mundo de gentios à nossa espera. Já que os convidados para ceia estão tão ocupados para comparecer, saiamos em busca dos excluídos, oprimidos, marginalizados. Ninguém naquela época daria um banquete sem que antes lavasse os pés dos convidados (Lc.14:23). Há lugar para todos. Se quisermos alcançar os que estão vacinados contra o evangelho, teremos que romper com este discurso exclusivista, construindo pontes em vez de escavar abismos.

Querem perder tempo discutindo o sexo dos anjos ou um gesto simbólico, que percam. Enquanto isso, uma guerra nada santa parece prestes a eclodir.

Fui acusado de ecumenismo. Houve quem dissesse até que eu não deveria ter recebido pessoas daquelas em nossa igreja. Sugeriram que receber uma mãe-de-santo me colocava na obrigação de corresponder à visita e, ainda por cima, submeter-me a algum ritual religioso.

Parafraseando Paulo, como ouvirão se não forem convidados? E quer saber? Se me convidarem a ir a um centro espírita, irei com o maior prazer. O Jesus a quem sirvo foi capaz de descer ao inferno e pregar aos espíritos em prisão (1 Pe.3:19). Por que eu me recusaria a entrar num ambiente onde as pessoas se dispusessem a me receber amorosamente? Perguntaram-me em tom jocoso se eu pregaria numa “igreja gay”. Ora, ora... o que haveria lá, senão seres humanos carentes da mesma graça que nós? E digo mais; convidem-me para uma mesquita, e irei com prazer. Convidem-me para uma missa, e lá estarei. Alguns dos paladinos da ortodoxia andam frequentando ambientes nada recomendados, e não o fazem com o afã de anunciar o evangelho... Deveriam se envergonhar de frequentar alguns gabinetes em busca de favores, negociando os votos de seu rebanho...

Pouco antes de meu pai falecer, ele entrou num centro espírita vizinho à sua casa e saiu abraçando todo mundo. Todos ficaram pasmos. Que pastor era aquele que não os discriminava? Quando seu corpo foi removido de casa, aquela família veio para a calçada despedir-se dele com um caloroso aplauso. No domingo passado, quando fui buscar minha mãe para trazê-la para o culto, deparei-me com um dos donos daquela casa saindo com uma bíblia debaixo do braço. Catorze anos se passaram. Aqueles abraços frutificaram. Sem dedos à riste. Sem condenação. Sem intolerância. Hoje aquela família abraçou a fé cristã. E ainda que não houvesse se convertido, jamais deixaria de ser amada.

Por fim, alguns demostraram incômodo pelo fato de tal gesto ter sido feito ante a câmera da Rede Globo. Recorreram à passagem onde Jesus diz que o que mão direita fizesse, a esquerda não deveria saber. Para os meus críticos, tudo o que fiz foi em busca de fama, de notoriedade, de aplausos. Para os tais, agi politicamente correto para ser aceito e aclamado. Definitivamente, não conhecem o meu coração. A mesma passagem pinçada do Sermão da Montanha, também diz que a nossa luz deve resplandecer diante dos homens, para que vejam nossas boas obras, e, assim, glorifiquem a nosso Pai que está nos céus (Mt.5:16). E não é que funciona mesmo? Minha caixa de mensagem ficou lotada de manifestações de carinho e admiração que partiram de umbandistas, candomblecistas, homossexuais e até de ateus, além de inúmeros irmãos conscientes e solidários. 

O que Jesus diria se O criticassem por haver lavado os pés de pecadores? Não tenho dúvida de que diria algo do tipo: “Não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom?” (Mt.20:15). Em nosso caso, devo admitir que não somos bons, nem tampouco melhores do que aqueles de quem lavamos os pés ou dos que nos criticam. Todavia, nosso amor não pode ficar restrito aos que nos amam. Como disse Jesus, "se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim? Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus" (Mt.5:46-48). O que motivou Jesus a lavar os pés de Seus discípulos não foi outra coisa se não o amor. Como diz o texto, "ele os amou até o fim". Que este mesmo amor nos impulsione, não apenas a lavar os pés dos que devemos amar, mas até a dar nossas vidas por eles. 


P.S. Tenho que dar as mãos à palmatória! De fato, Ele não lavou os pés de prostitutas. Mas teve Seus pés lavados pelas lágrimas e o perfume de uma delas. E foi severamente julgado pelo fariseu dona da casa.

19 comentários:

  1. Excelente Bispo! Abraços meu mano...

    ResponderExcluir
  2. Hermes,
    Boa tarde!

    Só uma correção, não sou pastor!
    E mais uma vez entendo que essa discussão mantém um bom nível! E como disse no meu artigo, discordar de ti não me faz inimigo. Ok?

    ResponderExcluir
  3. Não seu se esse comentário será liberado pela moderação, mas foi o que externei em rede social e achei por bem reproduzir.


    Respeito o Bispo Hermes, mas mostrei essa publicação para pessoas não-crentes e o comentário foi que o meio evangélico é desunido demais: na opinião deles enquanto alguns evangélicos lutam porque pensam que LGBTS, praticantes de cultos afro e ateus precisam mudar de vida e deixarem essas situações existenciais para estarem dentro da possibilidade de salvação por Deus, outros evangélicos dizem que os primeiros é que estão errados, que todos devem ser acolhidos e só "depois" olhar para o fato de terem essas condições pessoais e aí ficam sem saber se esses grupos precisam ou não mudar ou se ficando como estão, assim mesmo podem ser salvos por Deus (pergunta básica: "LGBTS, umbandistas, quimbandistas e ateus, todos praticantes, dividirão um terreninho no céu com Abraão e Jesus? Se não, então porque fingir que são bem vindos como são se isso é só conversinha para atrair?")...

    Alguns evangélicos pra quem mostrei opinaram que uma deve ser a posição da igreja local, que é o acolhimento a todos, mas que os requisitos da fé permaneceriam os mesmos, ou seja, algo como "venha como estás, mas chegando saiba que terá que deixar Deus te mudar". Precisaríamos de consenso.

    Concordo que odiando não espalhamos o Evangelho aos necessitados, mas fico com o pé atrás com essas manifestações de inclusivismo que não são bem explicadas ao povo comum. Aos olhos de pessoas não evangélicas isso soa como "divisão" na igreja ou como paparicos aos demais cultos.

    Pra fazer o que fez, talvez faltou sabedoria ao Bispo Hermes em explicar melhor os fatos com muita antecedência e só depois, fora do calor do momento, fazer uma cena dessas. E que foi cena isso é inegável porque não é prática litúrgica ou corriqueira na igreja dele.

    ResponderExcluir
  4. Excelente resposta Bispo Hermes.

    Excelente trabalho que o Senhor continue lhe abençoando grandemente.

    ResponderExcluir
  5. Irmãos Hermes, sua percepção de que o evangelho foi corretamente pregado se resume nessa afirmação:

    "Minha caixa de mensagem ficou lotada de manifestações de carinho e admiração que partiram de umbandistas, candomblecistas, homossexuais e até de ateus, além de inúmeros irmãos conscientes e solidários."

    Todavia, o que a experiência dos discípulos de Cristo (para não mencionar os Profetas que também pregaram o Cristo que havia de vir) demonstraram ao longo da história foi que a pregação do evangelho na fé em Jesus "Como diz as Escrituras" (Jo 7:38), produz outro tipo de resultado, esse abaixo:

    "Bem-aventurados sois, quando as pessoas vos ODIAREM, vos EXPULSAREM do convívio delas, vos INSULTAREM, e EXCLUÍREM vosso nome, julgando-o execrável, por causa do Filho do homem. Lucas 6:22

    Como também advertiu o próprio Cristo: "E sereis odiados por todas as nações por serem meus seguidores (...) " Mt 10:22

    E também:

    "Bem-aventurados sois vós quando vos insultarem, e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa." Mt 5:11

    "Contudo, o mundo vos tratará mal por causa do meu Nome, pois eles não conhecem Aquele que me enviou." Jo 15:21

    Ora, o que isso quer dizer? Que devemos ficar felizes com o ódio a nós, cristãos, e que os insultos e desprezos são agora termômetro do quanto estamos certos ou errados na pregação da Palavra? CLARO QUE NÃO. Querem dizer apenas que a a mensagem da cruz, de tão enfática e dissociável ao discurso de pecado do mundo, produz sentimentos de rejeição, desconforto e revolta. Odiar e perseguir cristãos não é uma regra, mas é um SINTOMA evidente e provável do quanto o Cristo está se misturando, sim, para ser DIFERENTE em essência, e não igual.

    Concordo plenamente que um cristão, se convidado, possa ir a qualquer lugar, isso inclui até templo satânico. Ora, mas o que esse cristão irá fazer lá e os resultados que isso irá produzir é o que irá dizer se estará "fundamentado pela Palavra" ou não.

    Paulo esteve no Areópago, para tomar vinhos e discutir o sincretismo pagão com os ensinamentos de Jesus? Tomar vinho talvez, mas para anunciar, sem O DEUS DESCONHECIDO, o qual personificou em Cristo a única condição de salvação. Esse é o tipo de "oikoumene" bíblico aceitável. Os demais são "politicagens", exacerbação do ego, vaidades e nada mais!

    Me Perdoe a chatice Hermes, mas creio que isso faz parte de quem considera o outro como irmão, por mais "azedas" que sejam as palavras.

    Se eu estiver errado, me corrija. Aceito! Do contrário, Deus me julgará.

    Graça e paz.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Irmão, se você chegar quebrando esculturas de santos em uma igreja católica, espatifando utensílios de rituais de umbanda e rasgando o Corão em uma mesquita em nome de uma suposta "fé em Jesus" (ou "defesa da Palavra") também será odiado, expulso e excluído, e nem por isso estará agindo como um discípulo de Jesus. De fato, e-mails não validam uma mensagem ou uma atitude, mas tampouco a validam a rejeição e o sofrimento, como você admitiu, mas pareceu, no fundo, não acreditar (perdoe-me pelo julgamento), pois parece não querer assumir que um discípulo que procura agir como Jesus atrairá rejeição, ódio e exclusão (pois o mundo é mau, caído...Ou melhor, nós todos somos), mas nem todos os odiados, rejeitados e excluídos assim o são por causa de Jesus.

      Por exemplo, o Hermes (e qualquer um que prega o amor) não é tolerado pela religião popular, pela massa religiosa (ou seja, ele poderia dizer que está enquadrado no texto que citou), mas os intolerantes religiosos (embora batizem esse preconceito como "zelo pela família, pela Palavra...") também são odiados e rejeitados pelo povo no geral. Ou seja, ambos usam os mesmos termos cristãos, mas pregam cristianismos opostos. Ambos são rejeitados, o que prova que rejeição por causa do "nome de Jesus" não é "patognomônico" de "ser discípulo de Jesus" (repito: sei que admitiu isso, mas a crítica sua foi toda baseada nesse pilar, como se, no fundo, não admitisse).

      Mas fique em paz, pois Deus já te (e me) julgou na Cruz, amado. Descanse na sombra dela, pois nela vc foi (e eu tbem) condenado e, ao mesmo tempo, justificado. E ela foi suficiente e definitiva.

      Já que citou Paulo, é útil lembrar também que ele adorava usar os filósofos gregos (pagãos? Rsrs) como citações e contextualizações de suas mensagens. A forma deve ser sempre relativizada pela essência.

      E pecado é transgressão da Lei, logo, pregar sobre pecado é apenas dizer o óbvio: ninguém de nós cumpre a Lei, o que mostra que TODOS somos igualmente pecadores e carentes da Graça divina. Antes ou depois da conversão, não importa. 100% pecadores e 100% justificados em Cristo. Preguemos o arrependimento (mudança de mentalidade e expansão de consciência) a fim de que todos possam abrir suas mentes para essa realidade já implantada, embora ainda não consumada. Abraço

      Excluir
    2. Wesley, graça e paz de Deus irmão.

      É com pesar que leio muitos comentários e interpretações de outros comentários, pois entendo de forma muito clara que são resultado da influência negativa que muitos líderes do relativismo teológico radical tem exercido em nosso meio. Triste.

      O amigo cita o que considerou meu "pilar" no questionamento e, embora também admita que eu, em momento algum coloquei o "ódio, a exclusão, rejeição, perseguição, etc", como critérios para a pregação de um evangelho correto, mesmo assim o amigo julga fazendo parecer que essa foi a ênfase.

      Teu argumento é desproporcional à realidade meu amado. Você inseriu os elementos negativos como vindo de igual proporção da própria igreja, religiosos, das "massas do legalismo", as quais o Cristo combateu, querendo igualar a relação dessa PEQUENA parcela, com o resto do mundo. As passagens que citei não especificam qual é o povo pelo qual seremos odiados, perseguidos, o que dá a entender, evidentemente, se tratar do social como um todo. Isso inclui religiosos e não religiosos. Todavia, é crucial entender (se houver honestidade intelectual para isso), que a ênfase das passagens dizem respeito ao fato de que, ao pregar o Cristo, ASSIM COMO DIZ AS ESCRITURAS, o tipo de perseguição e ódio que sofremos por isso é tão específico que não encontra correspondência alguma com o pensamento religioso cristão, por mais ortodoxo que seja.

      Olhe para a nossos patriarcas, os cristãos primitivos, onde não havia liberdade de culto e a "democracia ideológica" em face das tradições das religiões cívicas, e veja o quanto foram perseguidos pelo social pelo simples fato de anunciarem o Cristo com única condição de salvação. Qual foi o resultado disso? ALINHAMENTO IDEOLÓGICO, adaptação, sincretismo religioso (catolicismo), em face do medo de Constantino de ver seu império definhar em face de uma possível guerra provocada pela "seita dos cristãos".

      Conquistamos a liberdade para voltar a anunciar o evangelho tal como era (Reforma), mas assim como descrito pela Bíblia, continuamos enfrentando perseguições e sendo odiados por pregar a Cristo como ÚNICA Verdade. A diferença é que hoje essa perseguição se dá por vias ideológicas, cujo objetivo não é mais destruir/eliminar o cristianismo, fazendo desaparecer as bíblias (como tentaram no passado), mas sim MOLDÁ-LO às conveniências do mundo pós-moderno. Na prática, o que isso significa? Um novo SINCRETISMO. Mas dessa vez não feito apenas por um Constantino, mas sim por MILHARES deles, todos fazendo acordos "comuns", afim de que o Cristo possa ser interpretado e "usado" conforme a conveniência de cada um.

      Ironicamente, o esfriamento do amor e a apostasia profetizados por Cristo, não dizem respeito a falta de fé ou da ideia de amor, mas sim a concepção de equivocada deles sob a ótica cristocêntrica, para ser "antropocentrica", onde tudo sob o pretexto "legal" de um falso amor se torna possível, relativo e "humano". Na prática, um desprezo pela JUSTIÇA divina centrada no AMOR GENUÍNO em Cristo, provado no sacrifício por TODOS, sim, porém condicionado "a todos os que CREEM", repito: "como diz as escrituras".

      Para um bom entendedor isso basta.

      Que Deus nos dê muita sabedoria para compreender e a humildade necessária para considerar e reconsiderar, sempre.

      Abraço e paz.

      Excluir
  6. Will,

    Bem-aventurados sois, quando as pessoas vos ODIAREM, vos EXPULSAREM do convívio delas, vos INSULTAREM, e EXCLUÍREM vosso nome, julgando-o execrável, por causa do Filho do homem. Lucas 6:22

    Como também advertiu o próprio Cristo: "E sereis odiados por todas as nações por serem meus seguidores (...) " Mt 10:22

    E também:

    "Bem-aventurados sois vós quando vos insultarem, e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa." Mt 5:11

    "Contudo, o mundo vos tratará mal por causa do meu Nome, pois eles não conhecem Aquele que me enviou." Jo 15:21


    Te olhe no espelho e veja que quem está perseguindo e lutando contra o amor é você próprio...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Graça e Paz HP.

      Sempre me vejo no espelho quando olho nos olhos das pessoas carentes por um Cristo real, como diz as escrituras, e não como dizem os homens.

      Abraço e paz.

      Excluir
  7. Show de bola, Bispo! Continua quebrando tudo, chega desse evangeliquês rançoso, que bom que o Senhor está levantando homens como você. Vai fundo, véio, Jesus é o Senhor! Só esse nome basta!!!

    ResponderExcluir
  8. Parabens Hermes Carvalho Fernandes , lembrando que no meio dos doze havia um que o Sr. Jesus chamou de diabo e era ladrão e ainda assim lavou-lhe os pés e o chamou de amigo quando deste recebeu um beijo de traiçao e o que dizer do apóstolo Paulo no aeropago em Atenas no meio de diversos altares idólatras , prostituição cultal e homoxexualismo ele simplesmente não prega o inferno ou as condenações mas diante do altar do Deus desconhecido ele prega a Grandeza do Deus Criador e seu sublime Amor e o que dizer de seu ensino então : me fiz de tolo para ganhar os tolos , porem era duro contra o pecado no meio da igreja como na carta severa a igreja de Corinto (carta essa perdida ) aos galatas quando os mesmo aderiam a ensinos distorcidos da verdade e sofismas como infelizmente esta acontecendo em boa parte da igreja de hoje .

    ResponderExcluir
  9. Anônimo11:03 PM

    É nisso que eu creio!!!!!!!

    ResponderExcluir
  10. Fomos chamados a pregar o ministério da Reconciliação. É lindo ver que há um remanescente de pessoas que se preocupam mais em ser como Cristo e não incutir a fé cristã como uma norma e manual. É tempo de Amar porque no final dos tempos é o Amor que fará diferença.

    Bispo Hermes, o senhor tem meu total apoio nessa atitude. Literalmente, agindo dessa forma, o senhor me representa.

    Um abraço!

    #MinhaReligiãoÉOAmor

    ResponderExcluir
  11. 6. Porquanto, se é pela graça, já não o é mais pelas obras; caso fosse, a graça deixaria de ser graça.
    15. Porque, se a rejeição deles significa a reconciliação do mundo, o que será a sua aceitação, senão vida dentre os mortos?
    (Romanos, 11)o ler na bíblia onde Jesus Cristo pratica o lavar pés nos discípulos, ele deixa bem claro q é um ato de comunhão com comuns. Ele só lavou os pés aos discípulos, os q o seguiam de contínuo. Relutante em lavar o corpo todo como pediu Pedro, após ser ameaçado.
    Se essa prática fosse aos neófitos ou aos q se achegam ao evangelho, deve-se então, instaurar uma doutrina com a prática de lavar os pés ao entrar na igreja para o culto. Ou até mesmo mudar a forma de batismo, para que se faça evidente nosso sentimento de AMOR cristão.
    Não sejamos praticantes de uma demagogia espiritual.

    ResponderExcluir
  12. Anônimo1:21 AM

    O Senhor está às portas. O evangelho deve ser pregado e pessoas precisam crer em Jesus como seu único Salvador. O que passar disto é perda de tempo.

    ResponderExcluir
  13. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  14. Anônimo2:07 PM

    André, disse:
    Prezado, a cerimônia em questão, como todos sabem, é uma prática comum na Igreja Católica. Sempre no período da Páscoa. Foi por isto que alguns ficaram incomodados. Para eles, não basta ser bom cristão, tem que usar o rótulo "evangélico". "Deixou" de parecer evangélico, já não serve. E depois gritam que placa de igreja não salva ninguém.
    Parabéns pela coragem.

    ResponderExcluir
  15. Pastor,

    Eu quero lhe pedir perdão pois fui um dos que lhe atiraram pedras. Que Deus continue lhe abençoando.

    ResponderExcluir