terça-feira, junho 01, 2010

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A Onda... Evangélica!


“Com ou sem religião, pessoas boas farão coisas boas e pessoas ruins farão coisas ruins. Mas para pessoas boas fazerem coisas ruins é preciso religião.” Steven Weinberg

Estes dias assisti a um filme que se chama “A Onda”, é um filme de produção alemã, que trata da história de um professor de uma escola pública que bola uma estratégia mirabolante como forma de provar suas teorias não ortodoxas. Ele convoca os seus alunos há viver uma semana com algumas regras, a fim de formarem um grupo distinto, sem diferenças, onde todos vestiriam naquela semana a mesma cor, falariam dos mesmos assuntos, e andariam juntos a se ajudar. Logo como grupo se cognominou como “A onda”, só que o interessante é que com o decorrer da semana o que era um exercício de sala de aula se tornou uma bola de neve descontrolada, ao ponto de no final da semana um grupo gigante de pessoas estarem formando um grupo paramilitar, que só veio a acabar com o suicídio de um aluno integrante do grupo, devido a tentativa do professor em parar aquele movimento.

Para mim pessoalmente foi chocante a experiência, pois pouco a pouco comecei a me identificar com as experiências vividas pelos adolescentes, e vou citá-las para vocês. A convivência daquele grupo como uma proposta de vida onde as diferenças sociais seriam extintas, onde não haveria mais classes sociais e desigualdades, tomou uma proporção na mente daqueles jovens, que logo eles sentiram um sentimento de superioridade de propósito, e passaram a um segundo estagio de descriminação dos diferentes. Em sala de aula havia uma proposta de ordem, que era passada como uma idéia de harmonia, onde a partir de uma obediência cega entendia-se que estes, eram padrões eram significado de fidelidade a um propósito maior. Logo sob um pretexto de harmonia e singularidade, como que entorpecidos por uma droga o grupo começou a exercer atos de barbárie contra os diferentes, e estipular os limites de liberdade para os outros colegas da escola.

Por mais que pareça cômico e até meio trágico, as semelhanças não são mera coincidência, mas impressões do que uma filosofia de conquista que pretexte melhoras em base da exclusão é verdadeiramente destrutiva, não só para os meios onde são exercidas, mas acima de tudo para as pessoas que participam. Por minha experiência pessoal, posso dizer sem medo de que os evangélicos são campeões em vender estes perfis de ideologia. Conquistam adeptos sobre pretextos de uma vida melhor, afirmando que a partir da agregação ao grupo, passa-se a ser uma “raça superior”, ou na linguagem evangélica; “nação santa”, “sacerdotes”, “reis”, “Príncipes”, e sobre esta idéia constroem uma realidade que oprime o diferente. Nestes meios assim como nestes sistemas ditatoriais, não existe espaço para questionamentos e discordâncias, a fidelidade é exigida acima de tudo, fidelidade esta que também é sinônimo de comungar com atos de barbárie que são tidos como justiça, endossadas pelos líderes como vontade divina.

Dentro destes ambientes ilusórios, multidões que caíram no enredo deste mundo fictício criado por religiosos fanatizados, vivem uma inverdade que mais é uma cadeia, pois nele se negam a questionar a imperfeição e desconexão com a realidade do sistema ao qual estão inseridos. Os lideres por sua vez, não aceitam serem questionados, e impõem-se de forma massiva sobre seus opositores, e quando sofrem resistência perdem o rumo de suas convicções, partindo para atos de ignorância ou para perda de suas referencias. Este sistema “evangélico” é uma verdadeira ditadura religiosa, que a meu ver às vezes passa a ser pior que uma filosofia “talibã” ou aristocracia radical. Pois sobre uma mensagem de bondade e amor ao próximo, subjetivamente distorcem a mesma, tornando-se instrumentos de segregação e ganância.

Talvez para uma mente mais evangélica o meu texto vai soar como heresia ou blasfêmia, mas para quem foi vitima do mesmo, trará uma compreensão e capacidade maior de lidar com esta realidade. Sim por mais triste que seja grande parte de nós cai no “conto do vigário”, e sobre um falso pretexto de bondade, uma ânsia de encontro com Deus, acaba por cometer atrocidades até o dia em que somos vítimas das mesmas. Creio que nosso maior desafio “e falo por experiência pessoal”, é encontrar Deus em meio a toda esta bagagem e informações as quais fomos por anos condicionados. De todas as minhas experiências, em toda minha caminhada, posso afirmar com garantia que Deus não é propriedade exclusiva dos evangélicos.

Quero desafiar a você a um requestionar de valores, a parar e perceber se você não é apenas mais um integrante da “Onda”, que esta tão cego ao ponto de não ter mais empatia e tato para sentir que existe um mundo a sua volta. Deus não criou você para ser um covarde que foge da vida, mas alguém que vive o seu “mundo” com caráter, sem precisar da proteção da “onda” ou da indicação de cegos guiando cegos, para ser apenas humano.

Bem e Paz

Leandro Barbosa (Via Emeurgência)

19 comentários:

  1. ser evangélico não é facil , é renuncia!

    olá, estou disposto a fazer parceria, qualquer coisa entre em contato comigo pelao meu blog
    Igreja Batista Getsêmani estarei aguardando!

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  2. ouvi falar do filme e quero assistir para escrever algo a respeito. Mas penso que você já disse quase tudo: vivemos um momento de "vida de gado, povo marcado, povo feliz".

    Que a verdadeira onda nos alcance, poder vivo do Evangelho de Cristo.

    Graça e paz, sempre
    Marcus Vinicius

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  3. "As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo?"(Mahatma Gandhi)
    Concordo com você! Estudei com uma menina evangélica, que se tornou uma grande amiga, conversávamos muito sobre religiões, e não é preconceito meu, mas percebi que o que ocorre é uma lavagem cerebral. Não sei quantas pessoas irão ler esse meu comentário, e quantas irão pensar que isso serve como uma difamação da religião evangélica, mas infelizmente, como Hermes veio a citar, as pessas que estão ligadas a essa religião, realmente estão presas a só uma forma de pensar que é a do líder que, como foi citado também, não permite ser qustionado. Um exemplo disso, é que o homossexualismo, não é aceito de forma nenhuma por eles, e quem for irá pra o inferno, todos dizem essa mesma coisa, pelo menos com os quais eu tive contato, e não foram poucos, o que vem a se tornar ignorância.

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  4. muito bom o texto... e o filme é muito muito bom...
    assisti a mais ou menos um ano com a patroinha ai...

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  5. Oi Hermes, ainda não vi o filme, mas quero discordar de parte do comentário da Maria. Usar a frase do Ghandi fora de contexto é um esforço grande para justificar a tese final dela (defesa do homossexualismo).

    Na verdade Maria, a religião como concebida pelo HOMEM não o conduz a Deus. O que nos conduz a Deus, ache você isto preconceito ou não, é o que a Palavra de Deus determina: seguir o ensino e a lei de Cristo, que afirmou sobre si mesmo: EU SOU, o caminh, a verdade, a vida. NINGUÉM vai ao Pai se não for por mim.

    Sou cristão há mais de 30 anos. Sou um ser pensante. Sou poeta, cronista, contista, amo pizza, música, cinema e literatura. Não me considero alguém que "fizeram lavagem cerebral". Acho que você deveria nos conhecer um pouco mais.

    Grande abraço Maria, graça e paz de Deus, em Cristo, sempre.
    Nada de religião, muito do amor de Cristo.

    Marcus Vinicius
    http://marcusviniciuscomenta.blogspot.com/

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  6. No filme, um só se suicida. No meio evangelico, multidões se suicidam, outros tantos são jogados pra fora como lixo quando discordam do "ungido" e outros tantos que tentam ficar em cima do muro acabam enlouquecendo e indo para um manicômio, quando não dá tempo para por fim a propria vida. Um verdadeiro desastre, que Deus levante líderes verdadeiros comprometidos com o Deus da Palavra e com A Palavra de Deus.

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  7. Marcus Vinícios, já conheceu algum bêbado que já admitiu seu alcoólatra?
    Na verdade todos alegam beber por "esporte", então Marcus, você é evangélico por "esporte?"

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  8. oi Santos, sou evangélico por convicção. E confesso que não entendi sua ironia, me escapou: vc juntou bêbado com evangélico para sutilmente afirmar que os evangélicos (nos quais me incluo) são bêbados, ou simplesmente pq eles não sabem pq são o que são?

    Sigo a Cristo por ser alguém que não encontra esperança em outra força amigo. Não sou proselitista da fé, não sou idiota da fé, não sou preconceituoso da fé. penas exerci meu direito de discordar. Mas parece que a gente realmente vive a ditadura da opinião. Se discordamos somos reputados como anátemas.

    Só pos esporte Santos, te convido a me conhecer um pouco melhor. Se voc~e quiser e for aberto o suficiente para isto. Veja meu blog.

    Graça e paz, sempre.
    Marcus

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  9. E Santos, perdão, não te respondi: já conheci sim, aqueles que entram na jornada da redenção, como eu.

    Abraços, e paz.

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  10. Quero voltar aqui só mais uma vez, e desculpe chatear vocês. Relendo o texto do Hermes chego a conclusão que realmente parece que todos os evangélicos são manipuladores e intensificadores de um projeto de "bestificação" da mente humana.

    Mas o Hermes sabe que não é assim. Muita gente, inclusive ele, se esforça para pregar o Reino e a Verdade. Nem sempre com a eficácia e alcance dos arrebanhadores de multidões: esses sim são eficazes em produzir massa de manobra.

    De minha parte ouso dizer que já faço a reflexão sobre os efeitos de ser massa apenas já há alguns anos e tenho a clareza de meu papel dentro de uma instituição macro: levar a Graça que liberta no micro.

    Consegui uma cópia do filme. Vou ver amanhã, no feriado. Graça a todos.

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  11. Marcus Vinícios não se exaspere amigão, você tem direito de ter sua opinião, é Livre para acreditar até na "maçaneta sagrada" se assim quiser, meu questionamento só foi uma forma de questionar (para todos) o quanto evangélico as vezes somos, pegando o gancho de suas afirmações e criticas a Maria... Mas quanto a você por sua delicadeza, aparentemente já me convenceu. “Se super afirmou”, (sou um cara bom, comedor de Pizza, leio bastante livros, sou um cara culto) coisa típica de quem tem medo da própria fragilidade. Sua atitude foi generalizada quando afirmou que eu não conhecia a “cristo”, então me indicou seu miraculoso blog, coisa que revelou que você estava surto por receber uma pequenina critica...
    Em suma: você é o típico evangélico grosseiro, ignorante, que adora se fizer de vitima (síndrome de perseguido) ou (todos odeiam os evangélicos) peseguição do fim do mundo, “apo-calipso” hehehe, estas coisas... Coisa que nada mais comprovam teu desprezo e desrespeito por quem possa te criticar. Cuidado, pois pode estar virando patologia amigo!

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  12. Por isso que sempre digo:

    Não sou crente
    e tenho nojo de evangélico

    Se você me chamar de Crsitão, aí sim
    podemos começar a conversar...

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  13. Oi Santos, bom dia. Eu posso até ser idiota, grosseiro e ignorante por ser evangélico (coisas que vc listou como qualidades minhas). Mas uma coisa eu sei fazer: ler.
    E relendo minha resposta inicial a você não achei sequer uma linha onde eu por acaso afirme ou insinue que vc não conheça a Cristo. Me mostre please, porque eu te pediria perdão na hora mano, sabe por quê? Porque não te conheço para afirmar tal sandice.
    Em segundo lugar, se você não entendeu, te explico melhor: te convidei para conhecer meu blog para você ME CONHECER, não para conhecer a Cristo (me mostre tbm onde está isto). Coloquei o convite para você tentar conhecer uma pessoa que ama a Cristo no meio da bagunça que carrega em sua alma - mas parece que esta foi a única parte que você na grandeza de sua "pequena crítica" resolveu desprezar e disse uma coisa que eu não disse.
    Então mano, não me exaspero, internet tem dessas coisas, dessas e de outras. Continua o convite: se quiser conhecer um ser humano em construção, que tem vontade de viver o evangelho mesmo sendo só um maltrapilho, estou por aí.
    Caso contrário, como sempre digo,

    Graça e paz, sempre.
    Marcus Vinicius

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  14. Ah Santos, e se você realmente me conhecesse além dessas pequenas linhas saberia que não me faço de vítima - vivendo a experiência de igreja que vivo (realmente um lugar onde não se pode expressar opiniões). E ainda assim lutando por coerência.

    Então, não sou patológico não mano. Mais uma coisa: gostei da ironia do livre escrito com s primeira letra em maiúscula. Voc~e é fino, não é que nem eu....

    Graça e paz, Nele, sempre.
    Marcus Vinicius
    (P.S. amei trocar idéias com vc)

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  15. Santos12:14 PM

    Ta bom Marcus, você è um Cara bom, Só não é perfeito por quetões de estar na esfera Errada, tirando as mentirinhas e distorções como eu ter te chamado de "idiota" você esta próximo da santidade. Quanto ao "evangélico grosseiro, ignorante," minha afirmação só veio a se corroborar mais uma vez com sua dramaturgia do perdão e as continuas agressões em sua postura,acredito deveria se dar um pouco o respeito para um homem de sua idade. Vou deixa-lo por aqui Marcus devagando nas tuas patologias imerso no teu super EGO!

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  16. Santos, pega meu e-mail pessoal e me escreve aí. Se te agredi, de verdade, quero reparar meu erro.
    Não tive a intenção em nenhum momento. Mas continuo achando que o que deveríamos discutir em termos de idéias vc não discutiu as minhas.
    Apenas insiste em dizer que sou agressivo. Então coloco publicamente meu e-mail pessoal e te peço a gentileza de tentar conhecer um pouco minha vida. Se você quiser, claro.
    Eu gostaria de te conhecer um pouco mais: prmarcus@gmail.com

    Um abraço.
    Gostaria de poder dialogar com você.

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  17. Publiquei no meu Twitter:

    Assisti o filme "A Onda" e realmente se assemelha muito com os fatos atuais RT @HermesFernandes A Onda... Evangélica! http://bit.ly/bK2i4S

    Abraços
    @reiversuri

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