quinta-feira, maio 31, 2007

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Uma Profecia Mal Compreendida


Zacarias 12


Essa passagem tem sido usada pelos defensores do Dispensacionalismo para defender a idéia de que Israel ainda é o povo escolhido de Deus, e que a Igreja de Cristo não o substituiu, sendo apenas um parêntese, uma espécie de plano B.

No verso 3 lemos:“Naquele dia farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos. Todos os que a erguerem certamente serão feridos. E ajuntar-se-ão contra ela todas as nações da terra”.Teria essa promessa sido transferida para a Igreja de Cristo? Vejamos o que Jesus disse aos judeus:“Portanto, vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será entregue a um povo que produza os seus frutos. Aquele que cair sobre esta pedra se despedaçará, mas aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó”(Mt:21:43-44).

Repare no paralelo entre a promessa feita a Jerusalém e a endereçada a esse novo povo que receberia o reino:“Todos os que a erguerem certamente serão feridos”.“Aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó”.

Mera coincidência? Não.

E quanto ao fato das nações se reunirem contra Jerusalém? Ora, se Jerusalém é uma referência à Igreja, então, essa profecia tem paralelo à que Jesus disse aos Seus discípulos: "Sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome"(Mt.24:9b).

A Igreja é o Israel de Deus. Cada promessa feita a Israel, passou para a Igreja.

Por exemplo: Em Êxodo 19:6, o Senhor diz a Israel: “Vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa”. Já em 1 Pedro 2:9, lemos acerca da Igreja: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus”.

Estaria Deus tratando atualmente com duas nações santas? Seria Deus servido por dois sacerdócios distintos ao mesmo tempo? A resposta para ambas as perguntas é não. O sacerdócio levítico foi substituído pelo sacerdócio universal dos crentes.

No verso 7 de Zacarias 12, lemos:“O Senhor salvará primeiramente as tendas de Judá”.Isso parece concordar com o que Paulo diz:“Não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego”(Rm.1:16).Por isso, o ministério de Jesus priorizou os judeus, isto é, “as tendas de Judá”. E os próprios apóstolos priorizaram seus compatriotas.

“Ressuscitando Deus a seu Filho Jesus, primeiro o enviou a vós (judeus), para que nisso vos abençoasse, ao desviar-se, cada um, das suas maldades”(At.3:26).A expressão “naquele dia” encontrada em Zacarias e usada por outros profetas, aponta para o dia da “graça”, o dia da “salvação”, e esse dia foi inaugurado na cruz.

Para os eleitos, é o dia da salvação, mas para os réprobos, é o dia da vingança do nosso Deus. O verso 10 diz:“Sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o Espírito da graça e de súplicas. Olharão para mim, a quem trespassaram, e o prantearão como quem pranteia por seu filho único, e chorarão amargamente por ele, como se chora pelo primogênito”.

Ora, essa profecia encontra eco nas palavras de Joel 3, em que o Senhor promete derramar Seu Espírito sobre toda a carne. E de acordo com Pedro, o fenômeno ocorrido no dia de Pentecostes foi o cumprimento dessa profecia. Creio que Pedro tinha em mente, tanto a palavra de Joel, quanto a de Zacarias. O texto diz que “em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu”(At.2:5). Por isso Pedro, vendo que seus compatriotas faziam juízo errado do que estava acontecendo, levantou-se e disse:“Homens judeus, e TODOS OS QUE HABITAIS EM JERUSALÉM, seja-vos isso notório; escutai as minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo a terceira hora do dia. Mas ISTO É o que foi dito pelo profeta Joel: No últimos dia, diz Deus, do meu Espírito derramarei sobre toda a carne...”(At.2:14b-17a).

Aquele era o “Espírito de Graça” que seria derramado sobre Jerusalém.
Pedro prossegue em seu sermão:“Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus de Nazaré, homem aprovado por Deus (...) Este homem vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, tomando-o vós, o crucificastes, e matastes pelas mãos de injustos”(At.2:22a,23).

E qual foi o resultado desse sermão após o derramamento do Espírito da Graça? “Ouvindo eles isto, COMPUNGIRAM-SE EM SEU CORAÇÃO”(v.37a). E assim, cumpriu-se: “Olharão para mim, a quem trespassaram, e o prantearão como quem pranteia por seu filho único, e chorarão amargamente por ele, como se chora pelo primogênito”.“Olhar” tem o sentido de ter os olhos espirituais abertos, o entendimento iluminado. “Olhai para mim sereis salvos”, disse o Senhor por intermédio de Isaías.

O capítulo 13 de Zacarias começa dizendo que “naquele dia haverá uma fonte aberta para a casa de Davi, e para os habitantes de Jerusalém, contra o pecado, e contra a impureza”. Quem é essa fonte, senão o próprio Espírito Santo? Quando essa fonte irrompeu-se? No Dia de Pentecostes. Isso nos remete para a promessa feita por Jesus de que aquele que n’Ele crer, do seu interior fluirão rios de água viva. Em Zacarias 14:3-4 lemos:

“Então O SENHOR SAIRÁ, e pelejará contra estas nações, como quando peleja no dia da batalha. Naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente". Com que arma o Senhor peleja contra as nações? Apocalipse responde:“Da sua boca saía uma espada afiada, para ferir com ela as nações"(19:15a).

Não podemos interpretar isso literalmente. Seria, no mínimo, cômico, ver uma espada literal saindo da boca de Cristo. Ora, essa espada nada mais é do que a Palavra de Deus, a que Paulo chama em Efésios 6 de “Espada do Espírito”. É com ela que o Senhor vence as nações, e as submete aos Seus pés. E isso se dá através do avanço da Igreja que por meio do anúncio do Evangelho, discipula as nações. Quando diz que o Senhor sai a pelejar contra aqueles que se reúnem contra Jerusalém, o foco é o compromisso que o Senhor tem de defender o Seu povo, a Sua Igreja. É o Senhor que nos defende das investidas do inimigo. Não se trata de uma luta com armas bélicas, mas de um bom combate da fé: de um lado, as forças do mal, as inverdades, as trevas. Do outro lado, os soldados de Cristo, revestidos da Armadura de Deus, descrita em Efésios 6.

Em Joel 3:2 lemos:

"Congregarei todas as nações, e as farei descer ao vale de Jeosafá; e ali com elas ENTRAREI EM JUÍZO, por causa do meu povo, e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam por entre as nações; repartiram a minha terra".

O vale de Josafá não pode ser localizado geograficamente. Ele também é chamado de "vale da decisão". É para lá que as nações estão sendo conduzidas pelo Senhor. Elas terão que DECIDIR entre submeter-se ao Cristo de Deus, ou recusá-lo. As que se recusarem a adorá-Lo serão quebradas como vasos de barro.

terça-feira, maio 29, 2007

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Uma Parábola Mal Compreendida

Uma das parábolas mais usadas para defender a volta iminente de Cristo é das Dez Virgens. De acordo com a interpretação dispensacionalista, a parábola indica que apenas uma porcentagem dos crentes em Jesus participarão do Arrebatamento. Se formos um pouco mais literais, somente 50% dos crentes serão realmente salvos. Os demais estão entre os imprudentes, que serão pegos de surpresa, despreparados, e por isso, inaptos para subir com Cristo.
Será que tal interpretação faz jus àquilo que Jesus intentava dizer aos Seus discípulos?

Nessa parábola, Jesus está falando da chegada do reino, e não de Sua Vinda.

Defendemos que Seu reino foi inaugurado em Seu primeiro advento, e que manifestou-se com poder no juízo divino sobre Jerusalém no ano 70 d.C. Israel foi a primeira nação a experimentar o peso do Cetro do Rei dos reis.

O texto diz que “o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do noivo” (Mt.25:1).

Sôa até estranho, se não atentarmos para o contexto cultural da época. Estaria Jesus defendendo algum tipo de poligamia? Por que “dez virgens”, em vez de apenas uma? Teria Jesus mais de uma noiva?

As virgens da parábola não seriam desposadas pelo noivo. Elas eram como “madrinhas” da noiva. Fazia parte do ritual de bodas judaicas, o encontro das “madrinhas” virgens, com o noivo, para acompanhá-lo até a noiva.

Ora, o noivo da parábola representa o próprio Cristo. E a noiva, embora não figure na parábola, é a Igreja. Quem seriam, então, as virgens? Elas representam o povo judeu.

É interessante que em outra passagem, João Batista se apresenta como “o amigo do Noivo”. Além das virgens madrinhas, o noivo também era assistido por um amigo, geralmente, aquele que fosse considerado o melhor amigo. Assim como não podemos confundir o noivo com o amigo do noivo, também não podemos confundir a noiva com as dez virgens.

Ao ser confundido com o Cristo, João respondeu: “Eu não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dele. A noiva pertence ao noivo. O amigo do noivo, que lhe assiste, espera e ouve, e alegra-se muito com a voz do noivo. Essa alegria é minha, e agora está completa” (Jo.3:28b-29).

De acordo com o protocolo, as virgens madrinhas deveriam sair ao encontro do noivo, portando lâmpadas devidamente acesas.

Segundo a parábola, dentre as dez virgens, cinco eram prudentes, e cinco eram insensatas.
“As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com suas lâmpadas. Demorando o noivo, todas elas acabaram cochilando e dormindo” (Mt.25:3-5).

Repare no detalhe: todas elas acabaram dormindo. Ficaram desatentas, e cochilaram. A diferença entre elas era o suplemente extra de azeite que cinco delas haviam trago. Portanto, a questão não era apenas de vigilância, como bradam os pregadores, mas de prevenção e prudência. Ser prudente aqui, é ser precavido.

Por isso, não parece razoável usar esse texto para amendrontar os crentes, fazendo-os duvidar de sua salvação, temendo que o Senhor lhes flagre “dormindo”.

Paulo escreve acerca disso em sua primeira epístola endereçada à igreja em Tessalônica:

“Mas, irmãos, acerca dos tempos e das épocas, não necessitais de que se vos escreva, pois vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite (sem aviso prévio) (...) Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que esse dia vos surpreenda como um ladrão. Todos vós sois filhos da luz, e filhos do dia. Nós não somos da noite, nem das trevas. Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios. Pois os que dormem, dormem de noite, e os que se embriagam, embriagam-se de noite. Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios (...) Pois Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nís, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele” (5:1-2,4-8a, 9-10).

É claro que devemos “vigiar”, isto é, estar atentos, para que não sejamos surpreendidos. Entretanto, quer vigiemos ou durmamos, nosso encontro com o Senhor é garantido. O risco é o de sermos pegos de surpresa, e não o de sermos condenados.

Voltando à parábola:

“Mas, à meia-noite ouviu-se um grito: Aí vem o noivo, saí ao seu encontro” (Mt.25:6).

Esse “grito-convocação” foi o grito dos profetas, dos quais, João foi o último expoente. Apenas parte do povo judeu deu ouvidos ao alarde profético. A outra parte se manteve surda e insensível ao apelo de Deus. Faltava-lhes o azeite, a luz, a revelação. Seu coração foi endurecido.
Paulo compreendia bem tal situação, pois a havia testemunhado. Em sua última investida evangelística direcionada aos judeus, o apóstolo dos gentios se viu profundamente decepcionado com seus patrícios.

Segundo o relato de Atos, dentre os judeus que vieram ao seu encontro em Roma, “alguns foram persuadidos pelo que ele dizia, mas outros não creram” (28:24). Os que criam eram as virgens prudentes, e os que desdenhavam eram as virgens insensatas. Suas lâmpadas estavam apagadas. Lucas diz que eles “discordaram entre si, e começaram a sair, havendo Paulo dito esta palavra: Bem falou o Espírito Santo a nossos pais pelo profeta Isaías: Vai a este povo, e dize: Ouvindo, ouvireis, e de maneira nenhuma entendereis; vendo, vereis, e de maneira nenhuma percebereis. Pois o coração deste povo está endurecido; com os ouvidos ouviram pesadamente, e fecharam os olhos, para que jamais vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem entendam com o coração, e se convertam e eu os cure” (Atos 28:25-27).

Dentre os filhos de Israel, somente o remanescente pôde entrar no Reino de Deus. Quem são os remanescentes? Os que deram ouvidos ao grito profético, e foram ao encontro do Noivo. Isso é confirmado por outras passagens, como aquela que Paulo menciona aos Romanos: “Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo”( Rm.9:27).

Somente os que atentarem para as profecias, e se derem conta de que elas falam de Jesus de Nazaré, e confiarem em Sua provisão para a salvação, serão, de fato, salvos.

Ninguém será salvo por pertencer a uma etnia, ou por ter o sangue de Abraão correndo em suas veias.

É Paulo quem declara: “Tenho declarado tanto aos judeus como aos gregos que devem se converter a Deus, arrepender-se e ter fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (At.20:21).

Por todo o livro de Atos encontramos o cumprimento da parábola das virgens. Em Antioquia, por exemplo, “muitos dos judeus e dos prosélitos devotos seguiram a Paulo e Barnabé, os quais, falando-lhes, exortavam-nos a que permanecessem na graça de Deus”(At.13:43). Esses equivalem às “virgens prudentes”. Mas logo abraixo no texto, lemos que “os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja, e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava” (v.45). Esses equivalem às “virgens insensatas”.

A parábola prossegue:

“Então todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas lâmpadas. E as insensatas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite; as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam: Não seja o caso que nos falte a nós e a vós. Ide antes aos que o vendem, e comprai-o” (Mt.25:7-9).

De quem elas deveriam comprar o azeite? Onde encontrariam a luz de que suas lâmpadas necessitavam? Com a palavra, Simão Pedro, o apóstolo da circuncisão:

“E temos ainda mais firme a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que ilumina em lugar escuro, até que o dia clareie, e a estrela da manhã surja em vossos corações” (2 Pe.1:19).

Revelação não é algo que se possa receber de terceiros. Não há como terceirizá-la. Tem-se que buscar na fonte. Podemos adquirir informação através de outros, mas só adquiriremos “azeite” para nossas lâmpadas, se buscarmos diretamente na fonte. Por isso Jesus insistia: “Examinai as Escrituras...”

Por muitos séculos, os judeus negligenciaram a Palavra. Por isso, foram incapazes de reconhecer o Messias, quando Ele apareceu nas ruas da Galiléia.

Quando procuraram por Paulo em Roma, queriam um pouco de azeite para suas lâmpadas, mas a porta já se havia fechado. Como disse Jesus, o Reino lhes fora tirado, e entregue a um outro povo, a igreja. Somente os remanescentes “entraram com ele para as bodas”.

Para esse “remanescente”, a porta sempre estará aberta. Como bem afirmou o apóstolo: “Assim, pois, também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da graça” (Rm.11:5).

Como vimos, a parábola das virgens jamais teve a intenção de causar pânico aos seguidores de Cristo. Não estamos nem entre as cinco prudentes, nem entre as cinco insensatas. Somos a única noiva do Cordeiro, aquela que está sendo preparada para ser apresentada “como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2 Co.11:2).

domingo, maio 27, 2007

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20 Anos de Ministério Pastoral

No último dia 26 de Maio, sábado, completei 20 anos de atividades pastorais.

Em comemoração de uma data tão significativa, celebramos um culto de Ação de Graça em nossa igreja mãe no Engenho Novo, RJ.

Louvo a Deus por me haver confiado tão nobre missão.

Pastorear é uma declaração de amor que se faz a Jesus. "Se me amas", disse Jesus a Pedro, "apascenta minhas ovelhas".

Foram vinte anos perdidos! Tive que abrir mão dos melhores anos da minha vida, desistir de meus projetos pessoais, para viver e trabalhar pelo mais importante projeto do Universo: o Reino de Deus.

Não se escandalize com a minha declaração. Foi Jesus quem disse que se alguém quiser aproveitar sua vida neste mundo, vai acabar perdendo-a. Mas aquele que se dispuser a perdê-la por amor d'Ele, esse, de fato, a ganhará.

Eu a perdi! E por isso, a achei. E se tivesse que perdê-la novamente, o faria com o maior prazer.

O que para mim era lucro, considerei-o perda, para poder ganhar o que só se acha em Cristo.

Renúncia! Eis a palavra.

De acordo com as Escrituras, a Graça nos ensina a renunciar, não apenas a impiedade e as paixões mundanas, mas a tudo o que temos, inclusive a nós mesmos.

Estou começando uma nova etapa de mais 20 anos. Quero disperdiçá-los inteiramente à serviço de meu amado Salvador.

Na certeza que tal disperdício, redundará no maior de todos os lucros.

Sou Seu prisioneiro confesso, arrastado por Ele em Seu desfile triunfal, e exibido ao mundo como um inimigo vencido, conquistado e reconciliado.


Christus Victor!

quinta-feira, maio 24, 2007

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Discípulo Highlander

Será que existe algum discípulo Highlander por aí?

O ator Christopher Lambert imortalizou o personagem protagonista do filme "Highlander", um escocês destinado a viver para sempre, sem nunca envelhecer.


Tudo não passa de boa ficção. Entretanto, há versos nas Escrituras que podem ser usados para comprovar que haja algum discípulo de Jesus que jamais experimentaria a morte.

“Em verdade vos digo, alguns dos que aqui estão não provarão a morte até que vejam vir o Filho do homem no seu reino” (Mt.16:28).

Ora, se o reino de Deus é algo futuro, então, teremos que admitir que, de fato, haja algum apóstolo original vivo entre nós.


Há outras passagens que se relacionam a esta, e que podem fazer ruir o argumento de que o reino de Deus esteja no futuro.

Vejamos:

Jesus disse ao Sinédrio:

“Eu sou. E vereis o Filho do homem assentado à direita do Todo-poderoso, e vindo sobre as nuvens do céu” (Mc.14:62).

Essa passagem é paralela a Lc.22:69:

“Mas de agora em diante o Filho do homem se assentará à direita do Deus todo-poderoso”.

E que tal essa?

“Pois vos digo que não mais bebereis do fruto da vide, até que venha o reino de Deus” (Lc.22:18).

E ainda essa?

“Quando, pois, vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que venha o Filho do
Homem”
(Mt.10:23).

Como podemos explicar esses versos enigmáticos? Terá que Jesus Se equivocou?

Será que existe algum discípulo ainda vivo em nossos dias?

Será que a celebração da Ceia, quando participamos do fruto da vide, deveria ser suspensa, por ainda não haver chegado o Reino de Deus?

Será que os doze discípulos originais terão que ressuscitar para terminar de percorrer as cidades de Israel , e assim, cumprir-se o que Jesus predisse?

Só uma resposta satisfatória, capaz de elucidar de uma vez por todas cada uma dessas passagens: O REINO DE DEUS JÁ FOI INAUGURADO.
Lemos no finalzinho do Evangelho de João, que espalhou-se entre os discípulos a crença de que João, o discípulo amado de Jesus, não experimentaria a morte, até que Jesus viesse em Seu Reino. De fato, João foi o último discípulo a morrer. Foi o único que presenciou a queda de Jerusalém em 70 d.C., que foi o sinal visível de que Jesus já estava reinando soberanamente sobre as nações, regendo-as com Cetro de Ferro. A destruição daquela cidade apóstata era a "vinda do Reino de Deus com poder".

Ao ressuscitar, Jesus subiu ao céu, assentou-Se à destra do Pai, de onde está reinando soberanamente. Ele veio em juízo sobre Israel no ano 70 d. C., e virá visivelmente, de forma que todo olho O verá, todo joelho se dobrará, e toda língua confessará que Ele é o Senhor.

quinta-feira, maio 17, 2007

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Coexistir ou Conviver?

Coexistência é a palavra da moda, cada vez mais em voga, desde que vocalista Bono Vox, a usou em sua bandana em um show do U2.
Cristãos, muçulmanos, hindús, espíritas, ateus, devem aprender a existir lado-a-lado, respeitando-se mutuamente.
Não se trata de Ecumenismo, que é, por definição, a fusão de religiões diferentes.
Como cristãos, devemos aprender a respeitar àqueles que pensam diferente de nós. Ninguém é obrigado a abraçar nossa fé. Lembremo-nos que não é por força, nem por violência, mas por obra e convencimento do Espírito.
Diferenças doutrinárias, culturais, sociais, raciais, não devem nos impedir de coexistir respeitosa e pacificamente.
Jamais converteremos alguém à base de discussões calorosas.
Desejar o desaparecimento de alguém, simplesmente por não concordar com seu modo de vida, ou com sua doutrina, é o mesmo que alimentar um sentimento homicida.
O que Deus espera de nós, não é apenas que aceitemos a existência do outro, mas que o convidemos a participar de nossa vida. Coexistir já é um enorme passo. Mas o projeto de Deus para nós vai muito além que a simples coexistência. Ele nos chama à convivência.
Devemos buscar ir além da mera coexistência. Temos que buscar a CONVIVÊNCIA.
A diferença entre conviver e coexistir, é que convivência implica viver juntos, ter vida em comum, enquanto que coexistência implica viver lado-a-lado, cada qual respeitando o espaço do outro.
Convivência só é possível onde haja comunhão. Mas para que haja comunhão, temos que estar em concordância acerca da Verdade. À medida que partilhamos o Evangelho, nosso círculo de convivência vai aumentando.
Talvez a coexistência seja o primeiro passo rumo à convivência. Mas não podemos parar por aí.
Devemos buscar conviver, não apenas coexistir; conviver carinhosamente, em amor, e não apenas em tolerância mútua.
Pra coexistir, temos que aprender a tolerar os outros. Pra conviver, temos que aprender a perdoar.
Pra coexistir, basta respeitar e aceitar a existência do diferente. Pra conviver, tem que amar, e convidar o diferente para que faça parte de nossa vida.
Podemos coexistir, sem nos importar com o outro. Simplesmente ignorar. Fingir que ele não existe, e assim, deixá-lo em paz. Mas para conviver, temos que abrir a porta de nossa casa. Temos que acolhê-lo e amá-lo.

segunda-feira, maio 07, 2007

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sexta-feira, maio 04, 2007

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Mundo tem dinheiro e tecnologia pra frear aquecimento

O mundo tem a tecnologia e o dinheiro necessários para frear as mudanças climáticas perigosas, mas precisa do compromisso político entre os governos para evitar uma catástrofe. Essa é uma das principais mensagens do próximo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), sobre estratégias para lidar com a crise ambiental e que começa a ser debatido hoje em Bangcoc, na Tailândia.

Depois de dois relatórios sombrios sobre o futuro da Terra, divulgados em fevereiro e em abril, o próximo documento trará um plano para reduzir as emissões de gases-estufa e indicará quem deve pagar por ele, a fim de evitar uma catástrofe. O caminho mais factível é a sociedade moderna deixar a dependência dos combustíveis fósseis em prol de estratégias de eficiência energética, promoção da energia renovável e nuclear, além de aplicação de novos padrões na agricultura, construção civil e coleta de lixo.

O Estado obteve, na sede da ONU em Genebra, extratos do documento preliminar do IPCC que será revisto por cientistas e diplomatas em Bangcoc. Eles mostram que as tecnologias existentes, ou aquelas já em desenvolvimento, reduziriam em 26 bilhões de toneladas as emissões dos gases que geram o efeito estufa até 2030. Isso seria suficiente para evitar que o aumento de temperatura no século ultrapasse 2°C. A estratégia deixa clara a importância do biocombustível e especula sobre a possibilidade de que economias ricas financiem o Brasil e outros países tropicais para evitar o desmatamento. A floresta em pé tira carbono do ar, enquanto o corte não apenas impede esse processo físico como promove a liberação do carbono estocado na mata para a atmosfera.

CONTA

Implementar a estratégia custaria menos de 3% do PIB mundial nas próximas duas décadas, ou seja, US$ 1,47 trilhões. Apesar de isso representar quase US$ 60 bilhões de dólares ao ano, é um custo inferior ao pago por danos previstos pelas mudanças climáticas, que chegaria a 20% do PIB, segundo um relatório encomendado pelo governo britânico. “É técnica e economicamente viável estabilizar a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera”, afirma o documento. Segundo o relatório, uma estratégia mais modesta custaria apenas 0,2% do PIB mundial. O problema é que não haveria qualquer garantia de resultados. Um dos principais debates esperados para Bangcoc será sobre quem pagará a conta. Segundo fontes do Programa das Nações Unidas para Prevenção de Desastres Naturais revelaram ao Estado, o governo americano contestará os números do IPCC, alegando que as estimativas reais do custo de “limpar o planeta” são bem maiores. Washington ainda defenderá que a conta não poderá ser paga apenas pelos países ricos.

SOLUÇÃO

Debate econômico à parte, o caminho para evitar as mudanças climáticas perigosas é estabilizar o consumo de energia, com a aplicação de métodos mais eficientes, e permitir que, ao longo dos anos, fontes renováveis substituam o petróleo e o carvão. Para isso, os governos devem deixar de subsidiar combustíveis sujos. “Um portfólio de tecnologias está disponível hoje e outras devem ser comercializadas nas próximas décadas, desde que os incentivos apropriados existam”, diz o documento.

Uma das propostas que mais prometem gerar polêmica é a inclusão de usinas nucleares no escaninho de soluções. Outra é a captação e o estoque de dióxido de carbono em subsolos ou dissolvido no mar. O IPCC acredita que essa tecnologia pode se tornar economicamente viável nos próximos anos, então inclui a captação direta das usinas em suas projeções. O problema é que, atualmente, apenas três usinas modestas contam com a tecnologia, enquanto centenas serão inauguradas na China nos próximos anos sem ela. No setor de transportes, as recomendações apontam para os carros híbridos, elétricos e movidos a hidrogênio ou etanol como alternativas. Os biocombustíveis serão fundamentais para permitir que os níveis de emissões sejam estabilizados, principalmente diante do aumento da frota de carros no mundo. Esse aumento não conseguirá ser freado com impostos mais altos.

No caso do etanol, o IPCC pede investimentos numa segunda geração do combustível. O temor é que o modelo baseado em grãos, como o milho, afete o preço dos alimentos e a disponibilidade de terras. Para evitar o problema, a solução passaria pelo desenvolvimento do etanol com base na celulose, mais eficiente e economicamente viável.

FLORESTAS

O painel considera a proteção das florestas tropicais, assim como o reflorestamento, uma peça-chave para compensar a emissão de gases-estufa. Uma das possíveis soluções seria um financiamento concedido a países tropicais, entre eles o Brasil, para pagar aos governos que mantenham a mata em pé. Segundo diplomatas em Genebra, a possibilidade fará parte tanto dos debates na Tailândia como no que ocorre entre os países ricos no G-8 + 5, que acontece em junho, na Alemanha.Outra sugestão que teria impacto no País é a recomendação para que práticas agrícolas mudem, com a aplicação efetiva de fertilizantes mais eficientes e manejo diferente da terra. O objetivo é diminuir as emissões de metano e óxido de nitrogênio, que também causam o efeito estufa. Diplomatas na ONU em Genebra esperam que o relatório sofra duros ataques nos próximos dias. Segundo um diplomata europeu, as negociações políticas serão intensas, já que se trata da estratégia que governos terão de adotar para suas economias e sociedades nos próximos anos. Prova disso é que mais de mil sugestões de emendas no texto já foram enviadas por cem governos. Bruxelas admite que os países ricos temem a pressão para que paguem pelas reformas devido à sua responsabilidade histórica no problema. Pressão também deve cair sobre a China, que em breve vai se tornar o maior emissor de carbono no mundo. Para o IPCC, está claro que deve haver um compromisso político para que as estratégias funcionem.


Fonte: Estadão

quinta-feira, maio 03, 2007

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A coisa tá ficando quente!

Desde Fevereiro deste ano entrou em circulação o primeiro de três volumes do quarto relatório de avaliação global, feito por um painel de 500 cientistas, todos reunidos em uma conferência da ONU em Paris, que concluiu com 90% de certeza que o aquecimento global tem sido causado pela ação humana. O pior de tudo é que o prognóstico não é nada alentador: a temperatura média da Terra aumentará, até o final do século XXI, entre 1,8°C e 4°C.

Veja abaixo os principais pontos do relatório do IPCC:

- Até o fim deste século, a temperatura da Terra pode subir de 1,8ºC até 4ºC. Na pior das previsões, essa alta pode chegar a 6,4°C.
- O nível dos oceanos vai aumentar de 18 a 59 centímetros até 2.100, o que significa que 200 milhões de pessoas terão de abandonar suas casas.
- As chuvas devem aumentar cerca de 20%.
- O gelo do Pólo Norte poderia ser completamente derretido no verão, por volta de 2100
- Nos ciclones tropicais, a velocidade do vento e as chuvas serão mais intensas.
- O aquecimento da Terra não será homogêneo e será mais sentido nos continentes do que no oceano. O hemisfério norte será mais afetado do que o sul
- No Brasil, o aquecimento mais intenso ocorrerá no final deste século, no Centro-Oeste e no Norte, regiões que abrigam a Floresta Amazônica.
- O sul da Ásia será uma das regiões mais afetadas
- O encolhimento das geleiras ameaçará o suprimento de água para, pelo menos, 50 milhões de pessoas.
- Ao menos 300 mil pessoas morrerão a cada ano devido a doenças relacionadas com as alterações climáticas
- Haverá morte de 80% dos recifes de coral. A Grande Barreira de Corais, na Austrália, irá desaparecer.
- As emissões passadas e futuras de CO2 continuarão contribuindo para o aquecimento global e a elevação do nível dos mares durante mais de um milênio.
- O aquecimento do planeta se deve, com 90% de probabilidade, às emissões de dióxido de carbono e outros gases que causam o efeito estufa, provocado pela mão do homem.
- As geleiras estão derretendo três vezes mais rápido do que na década de 80. Isso provocou uma diminuição de espessura de 60 a 70 centímetros, em média, em 2005.
- O nível do mar subiu 1,8 mm entre 1961 e 2003.
- Onze dos últimos 12 anos foram os mais quentes desde que a temperatura terrestre começou a ser medida, em 1850.
- A temperatura nos oceanos está subindo e eles estão absorvendo 80% do calor que foi adicionado sistema climático da Terra. Isso faz com que o nível dos mares aumente
- A temperatura média no Ártico tem aumentado quase duas vezes mais do que a média global nos últimos 100 anos
- A quantidade de chuvas aumentou no leste das Américas do Norte e do Sul, norte da Europa e centro e norte da Ásia.
- As secas estão mais fortes no Sahel (África), no Mediterrâneo, no sul da África e em algumas áreas do sul da Ásia.