domingo, junho 17, 2007

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O Testemunho de Deus na Ciência

“Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo. Ele não veio só pela água, mas pela água e pelo sangue. E o Espírito é que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade. Pois três são os que dão testemunho no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito; e estes três são um. E três são os que dão testemunho na terra: o Espírito, a água e o sangue; e estes três concordam.” 1 João 5:6-8

Há um testemunho que é de caráter subjetivo, que ocorre na consciência daqueles que crêem. É o próprio Deus Triúno quem concede tal testemunho. O Pai, a Fonte Primeva de tudo, e Cristo, a Sua Palavra Eterna, pela operação do Espírito Santo, testificam acerca da Verdade, imprimindo-a em nossas consciências. Paulo diz que “o mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm.8:16). E em outra parte: “Porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai” (Gl.4:6). Tal testemunho é inalienável, intransferível. Ele não é audível aos demais. Somente o indivíduo é capaz de acolhê-lo. O testemunho dado no céu reverbera em nosso interior.

E quanto aos demais? Que testemunho Deus poderia deixar para o mundo, uma vez que o mundo não está apto a receber o Espírito Santo? Foi Jesus quem afirmou o mundo não pode receber o Espírito da Verdade, porque não o vê nem o conhece (João 14:17). Ora, se Deus deixasse o mundo sem um testemunho de Sua existência, de Seu amor e de Seu poder, como poderia julgá-lo? Foi com isso em vista, que Paulo declarou que “os atributos invisíveis de Deus, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que foram criadas, de modo que eles são inescusáveis” (Rm.1:20). Bastaria ao homem olhar à sua volta para encontrar o testemunho irrefutável de Deus.

O salmista concorda com a declaração paulina: “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos (...) Sem linguagem, sem fala, ouvem-se as suas vozes. Em toda a extensão da terra estende-se a sua voz, e as suas palavras até o fim do mundo” (Sl.19:1,3). Não há ninguém, em todo o orbe terrestre que possa alegar jamais ter tido um vislumbre da glória do Criador. Pois “os céus anunciam a sua retidão, e todos os povos vêem a sua glória” (Sl.97:7).

Quando Paulo e Barnabé foram confundidos pelos habitantes de Icônio com os deuses Júpiter e Mercúrio, eles protestaram dizendo:

“Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há, o qual nos tempos passados deixou andar todas as nações em seus próprios caminhos. Contudo, não deixou de dar testemunho de si mesmo. Ele mostrou misericórdia, dando-vos chuvas do céu, e colheita em sua própria estação, enchendo de mantimento e de alegria os vossos corações”. Atos 14:15-17.

Repare que o testemunho de Deus não se limita às manifestações sobrenaturais, mas abrange a ordem natural das coisas. Ele não demonstra Seu poder apenas por intervir sobrenaturalmente, acalmando uma tempestade, por exemplo, mas também pela Sua providência, dando “chuvas do céu, e colheita em sua própria estação”.

Talvez alguém argumente, dizendo que o testemunho de Deus através da natureza servia às sociedades da antiguidade, com suas superstições. Porém, hoje, com o advento da ciência, não há mais qualquer fenômeno que possa ser atribuído a Deus. Antigamente, por não entender os fenômenos naturais, tais como raios, trovões, terremotos, furacões, a única explicação plausível era a atuação de alguma divindade enraivecida. Algumas sociedades tinham uma cosmovisão politeísta, e por isso, atribuíam cada fenômeno natural a um deus correspondente. Havia o deus do trovão, o deus da colheita, o deus do vinho e etc. Já sociedades como a judaica, com sua cosmovisão monoteísta, atribuíam tudo a uma única divindade.

Se as coisas estavam bem, Deus estava contente. Se elas iam mal, era porque Deus estava zangado. Para muitos, Deus só cabe dentro daquelas lacunas deixadas pela Ciência. Sempre que a Ciência encontra uma explicação para algum fenômeno natural, Deus é posto de lado. Ora, se restringirmos a atuação de Deus aos fenômenos considerados sobrenaturais, tão logo eles sejam devidamente explicados pela Ciência, Deus perderá terreno. Como cristãos que vivem na era da informação, não podemos contentar-nos em apresentar ao mundo uma espécie de “Deus das lacunas”.

É claro que Deus é livre para intervir em Sua criação a hora que quiser. Ele pode suspender temporariamente uma lei natural, ou pode simplesmente transpô-la, como o fez ao andar sobre as águas. A Bíblia está cheia de exemplos de como Deus é capaz de intervir miraculosamente no mundo. Mas não temos o direito de reduzir o escopo de Sua atuação ao sobrenatural. Se há leis naturais que regem o Universo, é porque há um Legislador que as promulgou. As descobertas científicas apenas corroboram com o testemunho divino. Elas jamais seriam capazes de desafiar, ou mesmo incomodar a supremacia do Criador de todas as coisas. Por isso, não há razão em temê-las.

Um comentário:

  1. Rodrigo3:51 AM

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