sábado, fevereiro 28, 2009

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Magnífico! U2 canta louvor em telhado de Londres

O U2 causou sensação na última sexta-feira, 27, ao improvisar um show no topo da BBC Broadcasting House, em Londres, para surpresa das pessoas que transitavam nas proximidades.

A banda de Bono Vox imitou os Beatles, que, em Janeiro de 1969, improvisaram um concerto no telhado do Apple HQ, também na capital britânica.

Uma multidão surpreendida juntou-se para ver e ouvir o conjunto irlandês tocar alguns dos seus hinos e algumas músicas novas. Os fãs dançaram, aplaudiram e guardaram o momento através das câmaras fotográficas dos telemóveis.

Entre as canções cantadas durante os 20 minutos de show, o U2 tocou «Magnificent»,um verdadeiro hino de louvor e adoração a Deus.

Assista ao vídeo abaixo e aprecie a tradução da letra no final do post:



Magnífico

Nasci
Eu nasci para estar com você
Neste espaço e tempo
Depois disso e já que eu não tinha a menor idéia
Só para quebrar a rima
Esta loucura pode deixar um coração negro e azul

Só o amor, só o amor pode deixar tal selo
Mas só o amor, só o amor pode curar tal cicatriz

Nasci
Eu nasci para cantar para você
Não fui eu que escolhhi, mas para Lhe exaltar
E cantar qualquer canção que você queira
Eu Lhe devolvo minha voz
Do útero meu primeiro choro, foi um alegre barulho ...

Só o amor, só o amor pode deixar tal selo
Mas só o amor, só o amor pode curar tal cicatriz

Justificados até morrermos, você e eu glorificaremos
o Magnífico
Magnífico

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O Futuro da África: Desafio de todos nós!





Parabéns Rev. Luiz Correa pelo belíssimo e entusiasmante trabalho.

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Novos valores para nova civilização

No Fórum Social Mundial de Belém se concluiu que as alternativas ao neoliberalismo e à construção do ecossocialismo não se engendram na cabeça de intelectuais ou de programas partidários, e sim na prática social, através de lutas populares, movimentos sindicais, camponeses, indígenas, étnicos, ambientais, e comunidades de base.

Para gestar tais alternativas exigem-se pelo menos quatro atitudes. A primeira, visão crítica do neoliberalismo. Este aprofunda as contradições do capitalismo, na medida em que a expansão globalizada do mercado acirra a competição comercial entre as grandes potências; desloca a produção para áreas onde se possa pagar salários irrisórios; estimula o êxodo das nações pobres rumo às ricas; introduz tecnologia de ponta que reduz os postos de trabalho; torna as nações dependentes do capital especulativo; e intensifica o processo de destruição do equilíbrio ambiental do planeta.

A segunda atitude - organizar a esperança. Encontrar alternativas é um trabalho coletivo. Elas não surgem da cabeça de intelectuais iluminados ou de gurus ideológicos. Daí a importância de se dar consistência organizativa a todos os setores da sociedade que esperam outra coisa diferente do que se vê na realidade atual: desde agricultores que sonham lavrar sua própria terra a jovens interessados na preservação do meio ambiente.

Terceira atitude - resgatar a utopia. O neoliberalismo não visa a destruir apenas as instâncias comunitárias criadas pela modernidade, como família, sindicato, movimentos sociais e Estado democrático. Seu projeto de atomização da sociedade reduz a pessoa à condição de indivíduo desconectado da conjuntura sócio-política-econômica na qual se insere, e o considera mero consumidor. Estende-se, portanto, também à esfera cultural. Como diria Emmanuel Mounier, o individualismo é oposto ao personalismo. Pascal foi enfático: “O Eu é odioso”.

No seu apogeu, o capitalismo mercantiliza tudo: a biodiversidade, o meio ambiente, a responsabilidade social das empresas, o genoma, os órgãos arrancados de crianças etc, e até mesmo o nosso imaginário. Um exemplo trivial é o que se gasta com a compra de água potável engarrafada em indústria, dispensando o velho e bom filtro de cerâmica ou mesmo a coleta da limpíssima água da chuva após um minuto de precipitação.

Sem utopias não há mobilizações motivadas pela esperança. Nem possibilidade de visualizar um mundo diferente, novo e melhor.

Quarta atitude - elaborar um projeto alternativo. A esperança favorece a emergência de novas utopias, que devem ser traduzidas em projetos políticos e culturais que sinalizem as bases de uma nova sociedade. Isso implica o resgate dos valores éticos, do senso de justiça, das práticas de solidariedade e partilha, e do respeito à natureza. Em suma, trata-se de um desafio também de ordem espiritual, na linha do que apregoava o professor Milton Santos, de que devemos priorizar os “bens infinitos” e não os “bens finitos”.

O projeto de uma sociedade ecossocialista alternativa ao neoliberalismo exige revisar, a partir da queda do Muro de Berlim, os aspectos teóricos e práticos do socialismo real, em particular do ponto de vista da democracia participativa e da preservação ambiental.

O ecossocialismo se caracterizaria pela capacidade de incorporar conceito e práticas de igualdade social e desenvolvimento sustentável a partir de experiências dos movimentos sociais e ecológicos, assim como da Revolução Cubana, do levante zapatista do Chiapas, dos assentamentos do MST etc.

É vital incluir no projeto e no programa os paradigmas ora emergentes, como ecologia, indigenismo, ética comunitária, economia solidária, espiritualidade, feminismo e holística. Este sonho, esta utopia, esta esperança que chamamos de ecossocialismo, não é senão a continuação das esperanças daqueles que lutaram pela defesa da vida, como Chico Mendes e Dorothy Stang, dois lutadores cristãos que deram suas vidas pela causa dos pobres, dos explorados, dos indígenas, dos trabalhadores da terra e dos povos da floresta.

Frei Betto é escritor, autor de “Cartas da Prisão” (Agir), entre outros livros.

[Via Pavablog]

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O que se tem pra celebrar...


Composição: Renato Russo

Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...

Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...

Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...

Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone
e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...

Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...

Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E seqüestros...

Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...

Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...

Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...

Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada...

Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...

Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!..."


Infelizmente a descrença em um futuro promissor nos impende de enxergar as profundas verdades mencionadas nessa bela canção.

Enquanto muitos (especialmente os mais religiosos) celebram o aumento da violência, o advento de cataclismos, a fome, as guerras, alegando que tais coisas são necessárias para que esse mundo seja substituído por um novo mundo pacífico e renovado, eis que Deus levanta no meio do cenário do rock popular uma voz profética (sim - eu disse pro-fé-ti-ca) para nos despertar a esperança de um mundo perfeito. Um mundo que não se trata de um rascunho divino, mas de um cenário perfeito criado por um Deus perfeito, como dizem as Escrituras: "Geração vai e geração vem; mas a terra permanece para sempre" (Ec 1:4). Um mundo que, gradativamente, resplandece a paz e a harmonia de Deus - "Todavia, vos escrevo novo mandamento, aquilo que é verdadeiro nele e em vós, porque as trevas se vão dissipando, e a verdadeira luz já brilha" (1 Jo 2:8) e a consciência de que o amor de Deus mantém sempre a porta aberta nos convidando a desfrutar o novo.

Então venha que o que vem é perfeição!

"Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar uma esperança e um futuro" (Jr 29:11).

Texto de Rodrigo Jardim - Via Revolution

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Jesus nos prega cada peça!


Jesus poderia ter aproveitado enquanto Pedro estava frustrado, com suas redes vazias. Não haveria momento mais "oportuno", do ponto de vista humano, para chamar Pedro a segui-Lo.

Em vez disso, Jesus preferiu encher antes sua rede de peixes, e seu coração de alegria.
Por um momento, Pedro sentiu-se realizado novamente. Seu coração dizia que ele nascera mesmo para aquilo. A pesca era sua vida, o ofício que escolhera quando ainda criança assistia a seu pai pescar.

A vida fazia sentido novamente. A rede cheia. Já não precisaria dar a desculpa esfarrapada que planejara dar à esposa por ter passado a noite fora de casa e voltado de mão vazia. Ali estava a prova de que ele não estava nos braços de outra, mas trabalhando para sustentar sua família.

- De onde veio esse homem? pergunta Pedro em seu íntimo. Que magia é esta capaz de atrair os peixes sem precisar de isca? Será que Ele aceita sociedade?

De repente, Aquele misterioso Galileu fixa em seu olhar e diz: - Segue-me, pois te farei pescador de homens.

- Só faltava essa! Por que não me chamou quando a rede estava vazia? Seria mais fácil aceitar o desafio de segui-Lo. Mas agora... veja só estas redes! Nunca as vi tão cheias! Precisei que amigos me ajudassem a puxá-las.

O texto bíblico não diz que Pedro arrazoou em seu coração, como sugiro hipoteticamente. Mas qual de nós na reagira assim?

Seria esse o modus operandi de Cristo?

É muito fácil renunciar redes vazias. Difícil é deixá-las cheias na praia para aceitar a proposta de Jesus.

Bem que Jesus avisou: "Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me".

Jesus nos prega cada peça!
Cerca de três anos depois desse episódio, Pedro levantou-se no Dia de Pentecostes, e numa única tacada, conduziu a Cristo três mil pessoas. Na segunda vez que lançou sua rede evangelística, outras cinco mil se renderam. Quando encontrá-lo na glória eterna, pergunte se valeu a pena deixar a rede de peixes pela rede de vidas.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

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See His Love - JesusCulture

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Criacionismo x Evolucionismo: Questão Superada

Há questões que só vêem para dividir. Algumas delas já não têm qualquer relevância, ainda que tenham tido em algum período da história. O fato é que já foram superadas, ficaram pra trás.

Mas sempre tem gente querendo ressuscitá-las.

Constatamos isso na conversa entre Jesus e a Samaritana. Quando percebeu que Jesus a conhecia de maneira sobrenatural, ela tentou desviar o foco para uma questão que já deveria ter sido superada. Afinal de contas, onde se deveria adorar a Deus, no Templo em Jerusalém, como alegam os judeus, ou no Monte Gerizim, onde a bênção do pacto foi proferida?

Obviamente, ela esperava que Jesus tomasse partido pela opinião dos judeus, porém Ele percebeu sua tentativa de desviar o foco da conversa, e respondeu:

“Mulher, crê-me, a hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai (...) Vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade” (Jo.4:21,23a).

Hoje temos nossas próprias questões. Algumas delas remontam séculos de discussão acalorada.

Batismo por aspersão x batismo por imersão.

Arminianismo x Calvinismo (Livre arbítrio humano x Soberania Divina)

Cessacionismo x Contemporaneidade dos dons

E tantas outras!

Mas talvez a que mais tem rendido pano pra manga ultimamente seja Criacionismo x Evolucionismo, ou se preferirem, Fé x Ciência.

Imagine se naquela época, Jesus insistisse com a Samaritana que o lugar correto de se adorar a Deus era o Templo em Jerusalém. Ora, samaritanos não eram bem-vindos ali. Sua entrada era vetada pelos sacerdotes. E a recíproca era verdadeira. Judeus não eram bem-vindos nas cercanias de Samaria.

De maneira análoga, não podemos insistir com a idéia de que os cientistas de nosso tempo aceitem o criacionismo da maneira como tem sido exposto e acreditado por séculos. E nem podemos exigir que seja ensinado nas escolas como ciência. Lugar de se ensinar o Criacionismo é na igreja!

Posicionar-se radicalmente contra os postulados científicos é adotar uma postura anacrônica. Basta deixar cada coisa em seu devido lugar.

As questões com que lida a Ciência são distintas das questões com que lida a Fé.

A Ciência se preocupa em responder “onde”, “quando”, “como”. Enquanto a Fé se preocupa
em responder “quem” e “por que”.

Feito do barro, a Bíblia apresenta o homem como um vaso em processo de modelagem. Quiçá a roda usada pelo oleiro para modelar-nos ao longo das eras tenha sido a evolução. Isso não muda o fato de que fomos feitos para o louvor de Sua glória.

Tal qual fez Jesus em Sua sábia resposta à Samaritana, podemos antever o dia em que Fé e Ciência caminharão de mãos dadas, deixando para trás os antigos conflitos, e reconhecendo sua dependência mútua. Onde a ciência se cala, a fé se pronuncia. Onde a fé se cala, a ciência investiga.

Vai chegar a hora, e já chegou, em que o importante não será se o homem foi feito diretamente do pó da terra, ou se foi fruto de um longo processo evolutivo, mas o propósito para o qual veio a existir.

Vai chegar a hora, e já chegou, em que teólogos e cientistas deixarão suas trincheiras, e unirão esforços para atenuar o sofrimento humano, e prover-lhe esperança de dias melhores.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

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Participando dos sofrimentos de Deus no Mundo

Carta escrita por D. Bonhoeffer no presídio de Tegel (Berlim) para Eberhard Bethge em 21 de julho de 1944.

"Lembro-me de uma conversa que tive há 13 anos na América com um jovem pastor francês".
Simplesmente, nos pusemos a perguntar um ao outro sobre o que afinal desejávamos da vida.

Então ele disse: eu gostaria de tornar-me um santo (e eu acredito que ele o conseguiu).

Aquilo me impressionou profundamente. Mesmo assim eu me opus e disse, com efeito, que eu gostaria de aprender a crer. Por muito tempo não compreendi a profundidade deste contraste.

Pensei que pudesse aprender a ter fé, vivendo eu mesmo algo como uma vida santa....

Mais tarde eu experimentei e experimento até este momento que só vivendo plenamente neste mundo aprendemos a crer. Quando desistimos completamente de fazer algo importante de si mesmo, ou seja, ser um santo ou um pecador convertido ou um eclesiástico, um justo ou um injusto, um doente ou são.

Viver plenamente neste mundo significa viver na plenitude das tarefas, dos problemas, dos sucessos e fracassos, das experiências e perplexidades, assim nos lançamos completamente nos braços de Deus, e não mais levamos tão a sério os nossos próprios sofrimentos, mas levamos a sério o sofrimento de Deus no mundo, e então vigiamos com Cristo no Getsêmani e penso que isto é fé, isto é arrependimento. Assim nos tornamos cristãos e homens. Quem se tornaria arrogante com os sucessos ou desanimado com os fracassos, tendo uma vida assim, participando dos sofrimentos de Deus?

Creio que entendes o que quero dizer, mesmo que o diga assim em poucas palavras. Sou muito grato por ter podido descobrir isso e sei que só o pude mesmo reconhecer no caminho que tive de andar.

Por isso lembro com gratidão e em paz do que passou e permaneço assim no presente....

Deus nos guie com sua bondade através dessa época, mas acima de tudo Deus nos guie até a sua presença.

Fonte: Sociedade Bonhoeffer

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Exterminador do Futuro encontra Cristo

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Renovação que emerge no Horizonte

"Um dia há de chegar em que os homens novamente serão chamados a proferir a Palavra de Deus, de tal maneira que o mundo, sob sua influência, se transforme e se renove. Será uma linguagem nova, talvez completamente a-religiosa, mas será uma linguagem libertadora e redentora como a fala de Jesus.

Então os homens hão de se espantar com ela, mas mesmo assim serão dominados por seu poder.

Será a linguagem de uma nova justiça e verdade, a linguagem que anuncia a paz de Deus com os homens e a proximidade do seu reino.

"Espantar-se-ão e tremerão por causa de todo o bem e por causa de toda a paz que lhe dou" (Jer.33:9).

Palavra profética escrita da prisão em 1944 por Dietrich Bonhoffer, teólogo protestante, condenado à morte por haver participado de um complô contra Hitler.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

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Imagens que chocam...


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Gastar a vida

Jesus Cristo disse: "Quem quiser economizar a sua vida, vai perde-la; e quem gastar a sua vida por Mim, vai recuperá-la na vida eterna".

Mas nós temos medo de gastar a vida, entregá-la sem reservas.

Um terrível instinto de conservação nos conduz ao egoísmo, e nos ameaça quando queremos lançar-nos.

Temos seguros por toda parte, para evitar os riscos.

E acima de tudo está a covardia...

Senhor Jesus, temos medo de gastar a vida. Mas a vida nos foi dada por Ti, para que a gastemos; não podemos economizá-la num egoísmo estéril.

Gastar a vida é trabalhar pêlos outros, mesmo que não nos paguem; fazer um favor a quem não vai nos retribuir; gastar a vida é lançar-se mesmo no fracasso, se for necessário; sem falsas prudências; é queimar os pavios para o bem do próximo.

Somos tochas. Só temos sentido quando nos queimamos; somente assim seremos luz. Livra-nos da prudência covarde, que nos faz evitar o sacrifício e buscar a segurança.

Gastar a vida não se faz com gestos grandiosos e falsa teatralidade.

A vida se doa simplesmente, sem publicidade, como a água da fonte, como a mãe dá o peito ao seu neném, como o suor humilde do lavrador.

Treina-nos, Senhor, para lançarmo-nos no impossível, porque por detrás do impossível está a tua graça, tua presença; não podemos cair no vazio.

O futuro é um enigma, nosso caminho se perde na névoa; mas queremos continuar doando-nos porque Tu estás esperando na noite, com mil olhos humanos encharcados de lágrimas.


Luis Espinal, sacerdote boliviano, defensor dos direitos do povo, seqüestrado por paramiliates e encontrado no dia 22 de Março de 1980, torturado e com 17 perfurações.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

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OTIMISMO

É mais prudente mostrar-se pessimista: assim as desilusões são esquecidas e não temos de nos envergonhar diante dos homens.

Por esta razão o otimismo é visto com desaprovação pelos prudentes.

Otimismo, entretanto, não é essencialmente uma opinião sobre a presente situação, mas representa uma força vital, uma energia da esperança, onde outros resignam, uma resistência de manter erguida a cabeça, quando tudo parece querer fracassar, uma força que jamais entrega o futuro ao adversário, mas o reclama para si.

Sem dúvida alguma existe um otimismo covarde, estúpido, tolo que não pode colher aprovação de ninguém.

O otimismo, entretanto, que equivale a uma vontade para o futuro, ninguém deverá menosprezar, mesmo que erre centenas de vezes.

Eis que é a saúde da vida, que o doente não deve contaminar.

Homens há que julgam ser condenável; até cristãos existem que consideram ser ímpio esperarmos um futuro terreno melhor e prepararmo-nos para tanto. Eles acreditam no caos, na desordem, na catástrofe como no sentido dos acontecimentos presentes e assim se recolhem para a resignação e fuga piedosa do mundo, escapando assim da responsabilidade para com a continuação da vida, a reconstrução e as gerações a vir.

Pode ser que o Dia do Juízo seja amanhã, pois bem, então será de bom grado que desistimos do trabalho em favor de um futuro melhor, mas antes disso não.


Texto de Dietrich Bonhoeffer

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Charles Chaplin, Pateta ou Profeta?



Difícil foi segurar as lágrimas enquanto assistia a este discurso profético vindo dos lábios de um pateta.

Oh, Senhor, levanta mais patetas/profetas entre nós!

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Ler devia ser proibido!

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Faz sentido sofrer?

«Deus sussura nos nossos prazeres, fala na nossa consciência, mas grita no nosso sofrimento: ele é o Seu megafone para despertar um mundo surdo. (...)

(...) Não há dúvida de que o sofrimento como o megafone de Deus é um instrumento terrível, podendo levar à rebelião final, que não dá lugar ao arrependimento. Mas ele fornece também a única oportunidade que o perverso pode ter de emendar-se. Ele remove o véu, planta a bandeira da verdade na fortaleza de uma alma rebelde.

Se a primeira operação do sofrimento destroça a ilusão de que tudo está bem, a segunda faz cair a ilusão de que aquilo que temos, quer seja bom ou mau em si mesmo, é nosso e basta para nós. Todos sabem como é difícil voltarmos os pensamentos para Deus quando tudo vai bem connosco. A expressão "temos tudo o que queremos" é uma frase terrível quando esse "tudo" não inclui Deus. Nós achamos que Deus é uma interrupção. Como diz Sto. Agostinho em algum lugar: "Deus quer dar-nos algo, mas não pode, porque as nossas mãos estão cheias - não há nelas lugar para colocá-lo". Ou como afirmou um amigo meu: "consideramos Deus como um aviador considera o seu pára-quedas; ele o leva para as emergências, mas não espera jamais ter de usá-lo."»

C.S. Lewis, em "O problema do sofrimento" [Via Conhecer e Seguir Jesus]

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

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O Governo que dá!









Vais ter relações sexuais?

O governo dá preservativo.


Já tiveste?

O governo dá a pílula do dia seguinte.


Engravidou?

O governo dá o aborto.


Teve filho?

O governo dá o Bolsa Família.


Estás desempregado?

O governo dá Bolsa Desemprego.


És viciado e não gostas de trabalhar?

O governo dá Rendimento Mínimo Garantido!


AGORA… experimenta estudar, trabalhar, produzir e andar na linha para ver o que é que te acontece!!!!!

VAIS GANHAR UMA BOLSA DE IMPOSTOS NUNCA VISTA EM LUGAR ALGUM DO MUNDO!!!!!

Ontem, o Presidente Luís Inácio Lula da Silva foi ao Sambódromo prestigiar o maior carnaval do mundo. Até aí, tudo bem. O que ninguém imaginava é que ele seria capaz de chegar à Apoteose, distribuindo camisinhas, ao lado do Ministro da Saúde.

Pra que sabe ler...

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Por trás da fantasia, o Medo

Batman e a Teologia do Medo

A arma mais eficiente de Batman não está guardada no seu uniforme, nem no seu carro, nem na caverna onde aprimora suas técnicas de luta. Também não é de outro planeta, como presente de um alienígena, nem foi desenvolvida nas modernas indústrias de Bruce Wayne. Veio com muito estudo e sem essa arma Batman não seria o mito que conhecemos.

Ela é tão eficiente que compensa a falta de capacidades extra-humanas. Usada até contra os aliados do herói, é unanimidade entre os roteiristas das histórias do personagem. Basta qualquer um se aproximar do homem-morcego para sofrer os efeitos dela.

A arma mais eficiente de Batman é o medo.

“Criminosos são supersticioso e covardes; então meu disfarce deve ser capaz de levar terror aos seus corações; eu devo me tornar uma criatura de noite, negra, terrível (...) Eu devo me tornar um morcergo.”

Essa frase clássica do herói está na sua origem. É assim que Bruce Wayne justifica sua decisão pelo uniforme do homem-morcego. Movendo-se pela escuridão, com habilidade alcançada por um treinamento intenso, Batman surpreende os marginais. Quando os encontra, se ainda estiverem conscientes, não vão conseguir esconder nada. Nem dinheiro, nem drogas, nem as mais sigilosa informação. Não é preciso ser rápido, nem selvagem.

Freqüentemente, o cavaleiro das trevas não diz nada. O medo invade o ambiente assim que sua presença é notada. Tem sido assim desde que ele começou sua jornada, como está registrado na história “Ano Um”:

“O uniforme funciona melhor do que eu esperava; eles ficam estarrecidos e me dão
todo o tempo do mundo”.

Parece que Batman fez escola, no cristianismo. Usar essa mesma arma também é uma habilidade que alguns líderes religiosos vêm desenvolvendo, à altura do herói dos quadrinhos. Do alto dos púlpitos, ou no interior de suas células familiares, plantam o medo no coração dos cristãos.

Encontram terreno fértil, assim como Batman, nos corações supersticiosos, que se movem longe das leis – da lei de Deus e da lei dos homens – e nas mentes pouco informadas. Ao contrário do herói, à luz do dia, sem vergonha alguma, pregam a barganha santa. É obedecer, cumprir, seguir, ofertar, cantar – para ganhar, crescer, alcançar, curar. Uma coisa tem sempre relação com a outra.

“Não recebeu a benção? Tome cuidado, examine sua vida! Tem aí um pecado não confessado!”
“Você continua caindo por causa do pecado? Vai brincando com Deus, um dia ele perde a paciência com você!”
“Deus está de olho em você, no que você está fazendo, e daí o que vai acontecer?”
“O diabo está ao seu redor, no seu trabalho, na sua casa, até aqui nossa igreja!”
“Não vem na igreja para ir ao cinema? Um dia Deus vai te cobrar isso!”

Tudo isso pode ser verdadeiro.

O temor de Deus aparece na Bíblia desde o Éden: “Respondeu-lhe o homem: 'Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu; e escondi-me'” (Gênesis 3:10). Pelo Velho Testamento, o Senhor deixou claro que havia motivo para ser respeitado.

Alguns, pela falta de temor, sofreram. É verdade, o povo tinha medo de Deus. Até que Ele resolveu mostrar de que forma gostaria de se relacionar conosco. E o professor, o Mestre, foi o próprio Filho. Porque ninguém sabe mais a respeito de um Pai, que o filho que conviveu com Ele desde o começo de tudo.

E o que o Filho nos ensinou é que a nossa relação com Deus não deve ser orientada por medo. Temer ao Criador, como reconhecimento de sua grandeza e justiça, é um dever cristão. Porém viver como se a mão poderosa de Deus nos aguardasse atrás da porta, pronta a nos esmagar, e não houvesse solução alguma, é desprezar o sacrifício da cruz. O cristão tem que viver em santidade por amor a Deus, e não pelo medo de sua condenação.

Quando Jesus deu a vida por nós, colocando ao fim qualquer intermediação entre o ser humano e o Criador, também nos deu a chance de nos aproximarmos diariamente de uma fonte de perdão e amor.

Se você já foi a uma piscina, em um clube, deve lembrar que em alguns lugares só é possível entrar na água depois de caminhar por um tanque raso, para os pés, ou passar por um ducha, para o corpo. É quando somos lavados da gordura e da sujeira, para que isso não contamine a piscina.

Essa “teologia do medo” vive de pregar, enfaticamente, que nossos corpos vão sujar a água, e se esquece de defender o lavar maravilhoso que nos é oferecido para mergulharmos em profunidade na vida.

“No amor não há medo, antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor” (I João 4:18). Temos que trocar o medo pelo amor. O medo tem relação com o castigo e a culpa. E a culpa, às vezes, esconde uma frustração pessoal de não se alcançar uma perfeição religiosa.

Será que o nosso Deus não sabe que jamais seremos perfeitos? Será que nós não sabemos que é impossível alcançar um padrão de santidade, sem errar nunca? Será que o medo nos faz esquecer da benção que é receber o perdão de Deus?

“Pastor, não consegui, eu pequei novamente”, disse a mulher, assim que entrou no gabinete. Trazia um rosto de medo e arrependimento, e aguardava uma repreensão. O pastor respondeu com amor: “Glória a Deus, porque você reconhece isso; e saiba que não vai ser última vez que caiu, e quantas vezes ainda precisar você vai poder contar com o amor de Deus para lhe perdoar, e dar uma segunda chance. Não tenha medo”.

[Via Pavablog]

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

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Tendo tudo, sem nada ter

“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra”.
Mateus 5:5

A palavra traduzida por manso no Sermão da Montanha é praus, que pode significar “gentil”, isto é, aquele que cede seu lugar, ou que não exige seus direitos, ou ainda, que não está apegado à coisa alguma. Do versículo 38 ao 42, Jesus nos oferece um quadro do que é mansidão. Ele diz:

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: Não resistais ao homem mau. Se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra. E se alguém quiser demandar contigo e tirar-te a túnica deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a caminha uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes”.

Somente quem não faz questão de nada, está pronto para possuir tudo. Os mansos é que herdarão a terra!

E é por não ter o coração em absolutamente nada, que o manso encontra descanso para a sua própria alma. Foi Jesus quem disse: “Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas” (Mt.11:29b).

A Bíblia dá testemunho de que Moisés foi o homem mais manso da Terra em seu tempo (Nm.12:3). E podemos verificar alguns traços distintivos de sua personalidade. Tomando Moisés como referência, podemos afirmar que o manso manifesta as seguintes características:

1. Não está apegado a nada“Pela fé Móisés, sendo já homem, recusou ser chamado filho da filha de Faraó. Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que, por algum tempo, ter o gozo do pecado. Teve por maiores riquezas o opróbrio de Cristo do que os tesouros do Egito, porque tinha em vista a recompensa” (Hb.11:24-26).

2. Não é monopolizador “Moisés (...) ajuntou setenta homens dos anciãos do povo (...) Então o Senhor desceu na nuvem, e lhe falou, e tirou do Espírito que estava sobre ele, e o pôs sobre aqueles setenta anciãos. Quando o Espírito repousou sobre eles, profetizaram (...) Josué, filho de Num, servidor de Moisés deste a juventude, disse: Moisés, meu Senhor, proíbe-os! Moisés respondeu: Tens ciúmes por mim? Oxalá que todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o seu Espírito!” (Nm.11:24-29).

3. Não guarda rancores“Miriã e Arão falaram contra Moisés (...) Diziam: Porventura falou o Senhor somente por Moisés? Não falou também por nós? (...) Então o Senhor desceu numa coluna de nuvens, pôs-se à entrada da tenda, e chamou a Arão e a Miriã (...) A ira do Senhor se acendeu contra eles, e ele se retirou (...) Quando a nuvem se afastou de sobre a tenda, Miriã se achou leprosa (...) Então disse Arão a Moisés: Ah! Senhor meu, não ponhas sobre nós este pecado, que loucamente cometemos (...) Moisés clamou ao Senhor: Ó Deus, rogo-te que a cures” (Nm.12:1-13).

As qualidades manifestadas no caráter de Moisés encontram sua maior expressão em Jesus. Nunca houve, nem haverá alguém tão manso quanto Jesus. Ele abriu mão de tudo. Em nenhum momento advogou em causa própria. Por isso, o escritor sagrado nos conclama a olhar firmemente para Jesus, “autor e consumador da nossa fé, o qual pelo gozo que lhe estava proposto suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus” (Hb.12:2). Devemos aprender d’Ele, para sermos verdadeiramente mansos e humildes de coração.

Enquanto Moisés trocou o palácio de Faraó pelo deserto, Jesus trocou Sua glória pela dor da humilhação. Com muita mestria, Paulo nos pinta um quadro real do que Jesus foi capaz de fazer para que o propósito de Deus fosse executado. E diz que devemos ter “o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas a si mesmo se esvaziou, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz” (Fp.2:5-8). De acordo com o apóstolo, ter o mesmo sentimento que houve em Cristo significa:

a) Nada fazer por contenda ou por vanglória, mas por humildade (v.3a);
b) Considerar os outros superiores a si mesmo (v.3b);
c) Não cuidar apenas do que é seu, mas também do que é dos outros (v.4)

Pode parecer simples, mas não é. Implica abrir mão de uma vida centrada no ego, na satisfação pessoal, para viver em função do bem comum.

O manso é aquele cuja escala de valores difere da do mundo. Para ele, o que faz a vida valer a pena é o propósito para o qual ela foi criada, e não os bens ou a reputação.

Paulo descobriu este novo estilo de vida, e foi capaz de abrir mão de tudo o que possuía. No capítulo 3 de sua epístola aos Filipenses, ele nos apresenta seu currículo, para depois rasgá-lo com a declaração: “Mas o que para mim era lucro, considerei-o perda por causa de Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como refugo, para que possa ganhar a Cristo” (vv.7-8). Afinal, como disse o Senhor Jesus, “a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lc.12:15b).

Não há nada de errado em ter bens, o que não podemos é ser possuído por eles. Paulo diz que é chegado o tempo em “os que compram”, devem portar-se “como se nada possuíssem; os que usam deste mundo, como se dele não abusassem. Pois a aparência deste mundo passa” (1 Co.7:30b-31). Se tivermos que nos apegar a alguma coisa, apeguemo-nos à Palavra de Deus, pois ela não passa. As demais coisas, todas passarão um dia. Dinheiro, fama, conforto material, tudo isso é passageiro. Quando não nos apegamos a tais coisas, Deus tem prazer de confiá-las a nós. Afinal, são os mansos que herdam a Terra.

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A luz da escuridão

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Pelo avesso


À medida que envelheço
Mais e mais eu reconheço
Dependente sou de Ti

Não és prata, pau ou gesso
És caminho sem tropeço
Meu prazer é te seguir

Vês o fim desde o começo
Me conheces pelo avesso
E me fazes prosseguir

De Ti nada eu mereço
Por amor pagaste o preço
Pra minh’alma redimir

Toda vez que me entristeço
Sendo rico, empobreço
Mas meus olhos ponho em Ti

Do passado me esqueço
Me tornei Seu endereço
Neste mundo e no porvir

Em Tua chama me aqueço
Na Palavra permaneço
Até vê-la se cumprir
Autor: Hermes C. Fernandes

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

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Bring me to life (Evanescence)



Preste atenção na letra e tire suas conclusões.

Ei-la:

Traga-Me Para A Vida

Como você pode ver através dos meus olhos como portas abertas
direcionando você até minha essência
Onde estou tão intorpecida
Sem uma alma
Meu espirito está dormindo em algum lugar frio
Até que você o encontre lá e o traga de volta pra casa

(Refrão)
(Acorde-me)
Acorde-me por dentro
(Eu não consigo acordar)
Acorde-me por dentro
(Salve-me)
Chame meu nome e salve-me da escuridão
(Acorde-me)
faça meu sangue correr
(Eu não consigo acordar)
Antes que eu me desfaça
(Salve-me)
Salve-me do nada que eu me tornei

Agora que eu sei o que me falta
Você não pode simplesmente me deixar
Dê-me fôlego e me faça real
Traga-me para vida

(Acorde-me)
Acorde-me por dentro
(Eu não consigo acordar)
Acorde-me por dentro
(Salve-me)
Chame meu nome e salve-me da escuridão
(Acorde-me)
faça meu sangue correr
(Eu não consigo acordar)
Antes que eu me desfaça
(Salve-me)
Salve-me do nada que eu me tornei

Traga-me para a vida
(eu tenho vivido uma mentira,
não há nada por dentro)
Traga-me para a vida

Congelada por dentro, sem seu toque, sem seu amor
Querido, somente você é a vida entre os mortos

Todo esse tempo, não posso acreditar que não pude ver
Mantido na escuridão, mas você estava lá na minha frente
parece q eu estive dormindo há mil anos
Tenho que abrir meus olhos para tudo
Sem um pensamento, sem uma voz, sem uma alma
Não me deixe morrer aqui, deve haver algo mais
Traga-me para vida

(Acorde-me)
Acorde-me por dentro
(Eu não consigo acordar)
Acorde-me por dentro
(Salve-me)
Chame meu nome e salve-me da escuridão
(Acorde-me)
faça meu sangue correr
(Eu não consigo acordar)
Antes que eu me desfaça
(Salve-me)
Salve-me do nada que eu me tornei

Traga-me para a vida
(eu tenho vivido uma mentira,
não há nada por dentro)
Traga-me para a vida

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Igreja do futuro?



[ Via Charges Protestantes]

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

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Agulha e Linha - Um apólogo

Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:

- Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma coisa neste mundo?

- Deixe-me, senhora.

- Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.

- Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.

- Mas você é orgulhosa.

- Decerto que sou.

- Mas por quê?

- É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?

- Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?

- Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...

- Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e mando...

- Também os batedores vão adiante do imperador.

- Você é imperador?

- Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...

Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana - para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:

- Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima.

A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.

Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E quando compunha o vestido da bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, perguntou-lhe:

- Ora agora, diga-me quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.

Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:

- Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.

Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: - Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

Machado de Assis - Obra de domínio público

[Via Pavablog]

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Jesus is love - The Commodores (live)



Esta linda canção de louvor a Deus me remete ao início do nosso namoro.

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Ela & eu: 24 anos de Namoro

Hoje completa 24 anos que conheci a mulher da minha vida.

Era uma Segunda-feira, e meu pai havia programado uma reunião especial em sua igreja em Quintino. O templo estava superlotado. E eis que de cima do púlpito, avistei uma linda morena, cujos olhos me cativaram no primeiro momento.

Fiquei tão entusiasmado que fiz tudo para chamar sua atenção. Cantei, toquei minha guitarra, mas ela só me notou quando assumi a bateria.

Percebi que outros rapazes também ficaram impressionados com sua beleza, principalmente com seus olhos. Mas saí na frente!

Após o culto, entrometi-me no meio da multidão. Não foi fácil, mas consegui alcançá-la. Dei-lhe meu cartão cor de madeira que trazia a frase "Mais triste que um sorriso triste é a tristeza de não poder sorrir".

Fiz que ela me prometesse voltar na semana seguinte.

Dito e feito! Uma semana depois, eu estava ansioso para revê-la. Porém, ela demorou a chegar.

De repente, ela adentra a igreja ao lado de sua mãe. Tudo ficou mais colorido!

Mas para a minha tristeza, ela se sentou atrás de uma coluna, de modo que não podíamos trocar olhares.

Quase fico com torcicolor de tanto esticar o pescoço pra vê-la.

Fiz sinal pra que ela me encontrasse na cantina durante o ofertório. Meio sem graça e tímida, ela atendeu.

Confesso que estava ofegante. Era uma sensação nova pra mim. Quando ela segurou minha mão, meu coração quase pula pela boca.

Contei-lhe minha pretensão, e perguntei se ela gostaria que eu a visitasse em casa pra conversarmos melhor. Foi quando soube que ela morava em Paciência.

Eu não tinha idéia de onde ficava isso! Só sabia que ficava muito longe de Piedade, onde eu morava.

Piedade e Paciência, duas virtudes que teríamos que cultivar para seguirmos juntos em nossa jornada de amor.

No dia 28 de fevereiro, iniciamos nosso namoro.

Quando sua mãe me viu, ficou pálida e nervosa. Jamais ela poderia imaginar que sua filha namoraria o filho do líder daquela denominação.

Ser nervosismo foi tanto, que ela pôs água em lugar de leite na vitamina de mamão que me ofereceu pra tomar.

Jamais poderia imaginar que minha vida estava sofrendo uma guinada, e que cinco anos depois, estaríamos nos casando e constituindo uma família.

Louvo a Deus por você, Tânia. Nesses vinte e quatro anos enfrentamos muitos desafios, mas em tudo Deus nos concedeu vitória.

Ainda nem chegamos na metade da nossa jornada. Há muito que se viver. E que bom saber que envelheceremos juntos, e veremos os filhos dos nossos filhos.

Amo-te hoje, mais do que nunca.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

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Babel às avessas!

Tão logo as águas do dilúvio baixaram, Deus ordenou que a humanidade repovoasse a Terra. Com uma ênfase maior do que na ordem dada ao primeiro casal, Deus disse a Noé e à sua família: “Povoai abundantemente a terra” (Gn.9:7).

Tal façanha só seria possível se eles se espalhassem pelo orbe terrestre. Em vez disso, resolveram construir uma torre.

Dizem que o propósito era o de alcançar o céu. Porém, não é isto que o texto bíblico afirma.
Confira:

“Então disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo cume toque no céu, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra” (Gn.11:4).

A torre teria que ser muito alta, não pra que eles subissem ao céu, mas para servir-lhes de referencial geográfico. Eles imaginavam que uma torre daquele porte poderia ser vista de qualquer lugar da terra, e assim, jamais se perderiam.

Seu objetivo era construir uma civilização ao redor da torre. Portanto, aquele empreendimento se constituía numa atitude rebelde contrária à ordem divina.

O que tornava possível tal empreitada era o fato de todos falarem a mesma língua. O capítulo que relata o episódio começa dizendo: “Ora, a terra toda tinha uma só língua, e uma só maneira de falar”.

É interessante observar que o próprio Deus reconhece a potencialidade que havia naquele povo devido à uniformidade lingüística: “O povo é um e todos têm uma só língua (...) agora não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer” (v.6).

A única maneira de impedir que aquele projeto se tornasse realidade era confundir as línguas.

Foi dito e feito! Quando não entendiam mais o que se falava entre eles, a edificação foi embargada, e eles, finalmente, se espalharam pela Terra.

Não me interessa aqui discutir o caráter desta passagem, se é mítico ou literal. Em vez disso, quero focar no caráter simbólico e em sua mensagem para nós.

O propósito de Deus não é que edifiquemos uma civilização ao redor de uma torre, mas ao redor do Trono de Sua Graça.

Os vinte e quatro anciãos vistos por João estavam assentados ao redor do Trono de Deus. Eles representam a civilização do reino.

E para que esta civilização seja construída, faz-se necessária a união de todas as línguas. Algo como uma “Babel às avessas”. E isso aconteceu no dia de Pentecostes.

Enquanto a Torre de Babel representa o projeto humano, o Pentecostes é o lançamento da Pedra Fundamental na construção do Reino de Deus.

Babel almejava ser o umbigo da Terra, um monumento à arrogância daqueles cujo deus é o ventre.

A civilização babelesca é voltada para si mesma, enquanto a civilização do amor é voltada para fora; daí o nome “igreja” (eklessia, no grego) significar “os tirados pra fora”.

Se em Babel Deus confundiu as línguas, em Pentecostes Deus as unificou.

De acordo com a reportagem creditada a Lucas, “todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At.2:4). Não eram línguas angelicais, como deduzem alguns. Eram línguas humanas. Se não, que razão haveria para que os estrangeiros ali reunidos se pasmassem, ouvindo os discípulos indoutos falando em seus próprios idiomas?

É verdade que Paulo fala de línguas espirituais, e que tal dom era exercitado pela igreja primitiva. Porém, o que se ouviu em Pentecostes foram línguas de homens.

Entretanto, Deus não apenas unifica os vernáculos humanos, mas também unifica a língua dos homens e dos anjos. É sobre isso que Paulo fala em 1 Coríntios 13. É o amor a tecla SAP que faz com que compreendamos ambos os vernáculos, de anjos e de homens.

Céu e Terra foram reunificados, como antes da Queda do primeiro homem.

Agora, com homens e anjos falando a mesma língua ( o amor ), podemos juntos trabalhar pela implementação do projeto celestial: o Reino de Deus.

Em Babel, Deus desce para confundir, em Pentecostes, o Espírito desce para unificar línguas e propósitos.

Se aquele povo rebelde, por falar a mesma língua e ter o mesmo propósito, seria capaz de qualquer proeza, imagina um povo reunido e capacitado pelo Espírito Santo!

Duvidar que a igreja cumprirá a sua suprema missão de discipular as nações e conduzi-las ao Reino é subestimar o poder do Espírito Santo operante em nós.

Porém, não podemos ignorar que há forças malignas que encontram lacunas no egoísmo humano e se aproveitam para tentar confundir novamente as línguas. A igreja em Corinto enfrentou tais forças. Por isso Paulo admoestou-a: “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos as mesma coisa, e que não haja entre vós divisões, para que sejais unidos no mesmo sentido e no mesmo parecer” (1 Co.1:10).

A confusão de línguas entre o povo de Deus só serve àqueles que em vez de trabalharem pelo Reino, estão preocupados em construir seus impérios particulares.

Não precisamos de uma torre ideológica ou denominacional para nos manter unidos. Qualquer projeto neste sentido será desbaratado. O que nos une é o projeto do Reino, infinitamente maior do que qualquer projeto pessoal.

Arregacemos as mangas e trabalhemos, tijolo a tijolo, na edificação e expansão do império de Cristo e da civilização do Amor.

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Jesus não é uma marca

Porque é perigoso fazer do evangelismo uma forma de marketing


Meses depois de ter me mudado para Nashville, um outdoor na I-40 anunciava um centro de recuperação para dependentes de álcool. Mas o que chamou minha atenção foi a foto que estava no cartaz: um belíssimo retrato de uma cerveja gelada, como eu jamais tinha visto em minha vida. Eu nunca quis tanto uma cerveja como naquele dia, depois de passar pelo outdoor. Eu não sou alcoólatra. Fiquei imaginando as centenas de pessoas com dependência de álcool, que passam por ali todos os dias e são perversamente tentadas – não a abandonar a bebida, mas a desejar ainda mais um gelado copo com cerveja.

Marketing tem um problema, caso ele leve as pessoas a fazer exatamente o oposto do que desejaria que elas fizessem.

Um dilema inevitável – Esta é a questão que se levanta quando pesamos as estratégias de evangelismo público por parte de igrejas marcadas pela cultura ocidental, saturadas pelo marketing. Por marketing, me refiro a todas as atividades que ajudam organizadores a identificar e moldar o desejo dos consumidores alvo e, então, satisfazer os consumidores mais do que seus competidores o fazem. Isso geralmente envolve pesquisas de mercado, análise das necessidades do cliente, e, então, decisões estratégicas sobre o design do produto, preço, promoção, propaganda e distribuição.

Ao pesquisar a marca Jesus, descobri que a igreja enfrentou – e enfrenta – questões inevitáveis por escolher manter o evangelismo pessoal e testemunho público em uma sociedade marcada por uma cultura consumista. A primeira questão é: Será que devemos transformar em mercado a igreja e sua mensagem? (Neste artigo, eu assumo que a mensagem evangelística da igreja é conhecer a Cristo e fazer parte de seu corpo. Todavia, se nós estamos especificamente encorajando as pessoas a considerarem a Jesus ou algum aspecto da mensagem do evangelho e a frequentarem alguma igreja específica, também estamos praticando alguns aspectos-chave do evangelismo). Particularmente, nós podemos usar técnicas de marketing? Podemos ser ajudados por elas? Podemos mudar o meio sem afetar a mensagem? Ou será que o próprio meio do marketing mancha nossa mensagem, fazendo-nos resistir até o último suspiro a toda acomodação à nossa cultura de consumo?

Logo, a menos que nos abstenhamos de toda forma de evangelismo, o marketing é inevitável. Se o marketing é a linguagem da nossa cultura, nós devemos ter fluência nele, certo? Afinal de contas, quando você vai ser missionário em um lugar estrangeiro, você aprende a língua daquele lugar. O marketing é apenas a última encarnação dos clássicos modelos evangelísticos, como persuasão e exemplo.

Por esta perspectiva, o erro estaria em fazer um marketing da igreja de forma pobre, o que a faria parecer menos do que ela é – como uma marca indesejável – para um público de não cristãos.

Conflitos com a vida cristã – Em outros termos, as pessoas que respondem ao marketing eclesiástico encaram Jesus como uma mercadoria. Este é o primeiro e grande problema, pois isso é blasfêmia: Nós estamos falando sobre o Logos encarnado, e não sobre uma logo. Além disso, (caso blasfêmia não seja o suficiente) isso deveria nos preocupar pelo problema que traz para o discipulado. O consumismo não é apenas um fenômeno social – é espiritual. Ele vem dos hábitos e práticas espirituais que conflitam com as práticas particulares da vida cristã.

Existem vários conflitos desta natureza, mas nós olharemos para apenas quatro deles:

1. “Eu sou o que eu compro” vs. O senhorio de Cristo – Em uma sociedade consumista, minha identidade vem do que eu consumo. O principal foco de uma sociedade consumista sou eu – o que é essencial. O ideal americano de auto-suficiência e responsabilidade corre desenfreadamente.

Marcas comerciais não fazem nada para abalar essa auto-suficiência fundamental; na verdade, elas dependem disso. Nós pagamos pelo privilégio de algumas marcas porque nós gostamos do que elas fazem por nós. Em contrapartida, as marcas estão bastante satisfeitas em receber nosso dinheiro.

Consumidores espirituais, portanto, haverão de se aproximar da igreja com o mesmo narcisismo com o qual se aproximam das demais marcas. O que estou expressando a meu respeito, caso eu compre a marca Jesus? Como o cristianismo completará a visão que eu tenho de mim mesmo?

A implicação teológica é: eu pertenço a mim mesmo. Sou meu próprio projeto, meu próprio produto. Essa é uma terrível rejeição à glória dada a Deus como criador. Em um nível psico-espiritual, esse narcisismo acaba por promover uma adolescência sem fim. O embaraçoso assunto de descobrirmos quem somos – antes restrito ao período da adolescência e às crises da meia idade – passa a durar por toda a vida.

O perigo está no fato de que a igreja passa, com isso, a transformar rapidamente o evangelho em mero preenchimento pessoal. Pregações e evangelismos que enfatizam apenas os benefícios de se tornar um cristão apresentam uma mensagem não muito diferente das propagandas que falam sobre os benefícios de determinados carros, por exemplo.

Essa atitude prejudica o crescimento dos discípulos para viver uma vida centrada em Deus e no próximo. Sim, a vida cristã traz plenitude para além da imaginação. Contudo, essa plenitude será estranhamente elusiva caso seja sua prioridade como cristão. Certamente, ela vem apenas quando buscamos a Deus mais do que a nós mesmos. Aqueles que vêm à igreja esperando satisfações de mercado, procurando salvar sua vida, não encontrarão nenhuma destas duas coisas.

É claro, se nós resistirmos à tentação de pregarmos o que não é evangelho, ainda teremos um desafio: Como convencer pessoas dedicadas apenas a si mesmas que a vida é, na verdade, sobre a graça e o poder de Deus?

Talvez a resposta esteja no reconhecimento de que uma vida consumista dedicada a si mesmo é, na verdade, uma busca por significado. Nós temos tido a oportunidade de encontrar consumidores ao reconhecermos que o evangelho é a porta de entrada para a história de Deus como um todo - e não apenas um ticket de entrada para os céus. É o reconhecimento – a partir do arrependimento – de que pertencemos a Deus.

2. Descontentamento vs. Suficiência de Cristo – Embora o consumismo prometa plenitude pessoal, os ciclos econômicos dependem inteiramente de um descontentamento contínuo. No fundo, o consumismo não se trata apenas de comprar um carro novo - trata-se de comprar um carro para que você se sinta novo. As pessoas que trabalham com o marketing sabem disso e planejam seus produtos de tal forma que você sempre deseja o novo que está por vir.

Consumidores descontentes também carregam uma armadilha espiritual semelhante. Inicialmente, nossa busca perpétua por conforto e felicidade, na verdade, aniquila toda chance de satisfação de nossos desejos. O prazer de comprar um novo produto ou serviço, na verdade, durará pouco tempo. Depois, vai embora e passamos a desejar algo novo.

Em seguida – uma questão perversa –não conseguimos lidar com o desconforto. Nós buscamos novos produtos quando percebemos os primeiros sinais de irritação. Como as clinicamente identificáveis dependências de compras, esse é um espantoso indicador de uma cultura decadente. A maioria das pessoas, nos mais diversos lugares, não tem o luxo de lutar por vidas livres do sofrimento e da dor.

Evidentemente, termos todas as nossas necessidades sempre supridas é precisamente o oposto do que o discípulo deve experimentar. Paulo mostra uma indiferença quanto às circunstâncias, fruto de sua maturidade espiritual: “Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece” (Fl 4:11b-13).

A questão de Paulo não é que veremos todas as nossas necessidades prontamente assistidas, mas que incrivelmente precisaremos cada vez de menos para termos nossa satisfação completa. Os hábitos consumistas nos levam a um constante descontentamento e a uma busca incansável pelo novo. Todavia, o discipulado, presente na comunidade cristã, tem como objetivo satisfazer com uma só coisa: o senhorio de Cristo em sua vida.

3. O relativismo das marcas vs. Senhorio de Cristo – Um bom profissional do marketing busca formar um tipo de pessoa que se identifica tanto com sua marca que passa a considerar algo inimaginável a possibilidade de viver sem ela.

Em se tratando de valores, esse tipo de entusiasmo parece indicar uma superioridade das marcas na vida de alguém. Entretanto, subjacente a esse fanatismo pelas marcas está o relativismo inerente no consumismo.

Isto é, a marca Chevy não é inerentemente melhor do que a marca Ford, ou vice-versa. Uma logo pode até fazer um melhor trabalho de capturar as mentes e os corações; produtos precisam ter certa dose de competição técnica. Todavia, dizer que uma marca é inerentemente melhor do que a outra é tão ridículo quanto afirmar que os moradores de Boston são melhores do que os moradores de Chicago. Por quais padrões? Para ser honesto, as marcas comunicam coisas diferentes umas das outras: Mercedes representa luxo, enquanto a Honda representa confiança. Ambas, porém, fazem o que devem fazer. Portanto, a superioridade de uma sobre a outra está única e exclusivamente na cabeça do consumidor.

O consumidor que compra nosso marketing fará de Jesus sua marca escolhida, e o zelo resultante dessa escolha parecerá fé apaixonada. Aparências nos desapontam. Uma fé genuinamente apaixonada está enraizada em quem Cristo de fato é. Um zelo pela marca, por sua vez, está centrado na própria pessoa, pois a superioridade de uma marca sobre a outra depende tão somente do entusiasmo do seu devoto. O zelo existente mascara a arbitrariedade da escolha.

Entretanto, a escolha por Cristo não é arbitrária. Se um homem descontente com a Chevy escolhe a Ford, a primeira perde e a segunda ganha. Se uma pessoa deixa de escolher a Cristo para servir a outros deuses, Cristo não é diminuído.

Consumidores espirituais não têm porque achar que o cristianismo não é uma opção entre muitas. Entretanto, a santidade na vida de uma igreja é um grande testemunho do contrário – talvez de forma mais evidente na celebração da ceia do Senhor, quando nos lembramos que aquele que estamos consumindo, na verdade, já nos consumiu. A igreja revela a supremacia de Cristo em um mundo que nega seu poder quando – creditando tudo a Deus – ama o que não é amado, perdoa o imperdoável, reconciliações aparentemente impossíveis acontecem e a alegria triunfa em meio à tristeza, quando a perseverança triunfa sobre as dificuldades e o batismo e o ensino são mais importantes do que o consumo e o descartável.

4. Fragmentação vs. Unidade de Cristo – A chave para o sucesso no marketing é a segmentação: dividir a população em grupos identificáveis por suas preferências relacionadas ao consumo. Trata-se de uma análise demográfica. Um profissional do marketing pode olhar para seus recibos mensais, em algumas ocasiões apenas para o CEP do seu endereço, e descobrir algumas coisas importantes para ele acerca de seu perfil para o consumo.

Porque as segmentações em nichos permitem aos profissionais do marketing concentrar suas mensagens em públicos mais restritos, isso é refletido em nossa propaganda. Além disso, isso nos tem permitido viver vidas praticamente alocadas dentro de nossas preferências pessoais. Vivemos em bairros residenciais com pessoas que se parecem conosco, vamos a igrejas de pessoas como nós, consumimos os mesmos produtos que tais pessoas. Tudo isso contribui para relutarmos contra a vida em contextos nos quais as pessoas não são como nós.

Isso, é claro, é um problema para a igreja. A unidade cristã é um valor bíblico inegociável. Pense na oração de Jesus em João 17, na exortação de Paulo aos filipenses para que fossem um com a mente de Cristo, ou a metáfora da igreja como o corpo de Cristo, com diferentes membros igualmente importantes em suas funções. Como Paulo afirmou em Gálatas 3:28, a unidade de Cristo rompeu todas as principais diferenças da sociedade romana: de tribo, classe e gênero. Nenhuma identidade importa tanto quanto a identidade cristã.

Precisamos, portanto, estar atentos para as infiltrações da segmentação do marketing nas nossas igrejas. Isso tem provocado duas inaceitáveis conseqüências: igrejas extremamente homogêneas representando tendências consumistas, e pequenos grupos homogêneos dentro de grandes igrejas.

Ambas as conseqüências nos dividem racial, sócio-economicamente, com base em idade e sexo, dentro dos padrões de consumo. Isso é, certamente, “conformação com este século” (Rm 12:2).

As divisões ao redor do mundo não estão restritas aos cristãos que vivem em sociedades consumistas. Todavia, reconhecer a segmentação em nosso contexto é o primeiro passo para combater as divisões existentes. Essa questão, na cultura que for, compromete a proclamação central do cristianismo acerca da justificação: até que ponto estamos dispostos a conformar nossas vidas com a graça de Deus?

Desafiando as expectativas – O consumismo veio para ficar. Os hábitos descritos acima – auto-criação, descontentamento, relativismo e fragmentação – se tornarão mais dominantes, e não menos, nos próximos anos. Essa é a forma que a economia global e as transações comerciais julgam ser interessante. Não podemos derrotar nossa realidade; podemos, sim, viver de forma fiel em meio a esse contexto.

Para isso, é fundamental nos lembrarmos da natureza da igreja de Cristo. Em todas as épocas, cristãos têm lutado para definir a igreja; uma tarefa difícil porque é a única instituição divino-humana. Portanto, trabalhamos com similitudes para compreendê-la: a igreja é como uma família, um reino, uma organização social, uma reduto de vida, de companheirismo e – para os nossos dias – um mercado.

O problema se instaura quando procuramos definir a igreja como um todo a partir de apenas um de seus aspectos. Ou seja, tratando a igreja como um mercado que tem uma marca a ser vendida. Se tratarmos o evangelho como um produto, não estaremos levando os não-cristãos a pensarem na cruz como apenas mais uma logo?

Nós também precisamos entender, porém, que não importa o que façamos o consumismo inevitavelmente estará presente na forma pela qual as pessoas vêem a igreja em nossa sociedade consumista. Toda comunicação será encarada como um marketing. Toda apresentação será tida como um produto. Toda abordagem evangelística será vista como uma venda. Nada há que possamos fazer para mudar esse contexto.

Há ainda mais razões para desafiarmos as expectativas. Consumidores espirituais virão às nossas igrejas como vão às vitrines das lojas nos shoppings, procurando um produto que combine com suas preferências. Eles desejarão isso porque consumir é a única salvação que eles conhecem. Eles trarão todos os seus recursos e terão grande dificuldade em entender a graça de Deus, porque não conseguem conceber algo que não pode ser comprado.

Eles virão à nossa vitrine buscando o que querem, da mesma forma como fizeram aqueles que foram a Jesus, em seus dias, buscando “comprar seus produtos”. Naquela época, eles estavam procurando por um mestre, um homem louco, um profeta, um revolucionário, e – no fim – por um cadáver. Hoje, eles estão buscando uma marca espiritual.

Nos dias de Jesus eles encontraram um Messias vivo e um Senhor. Eles encontraram o Deus pelo qual nem mesmo estavam procurando. A pergunta que nos cabe, hoje, é se aqueles que buscam haverão de achar o corpo de Cristo, chamado para transformar o mundo – se, procurando algo novo para comprar, serão surpreendidos por Deus.


Tyler Wigg-Stevenson é director do Two Futures Project. Ele é um ministro batista e autor de “Brand Jesus: Christianity in a Consumerist Age” (Seabury Press).

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Entre dois Mundos

Estendera o Eterno, de um a outro extremo, a sua potência creadora - desde os puros espíritos até à matéria bruta.

Desde a mais alta vida intelectual - até à mais profunda negação do intelecto.

Entretanto, não atingira ainda o Eterno o extremo limite de sua divina audácia...

Restava-lhe ainda o mais temerário e paradoxal de todos os atos - a união do espírito e da matéria.

Seria possível fundir em um único ser a luz dos puros espíritos - e a noite da matéria inerte?...

Reduzir a uma síntese essas duas antíteses?...

"E disse o Senhor: Façamos o homem - e fez Deus, da substância da terra, um corpo e inspirou-lhe na face o espírito vivente"...

E ergueu-se, no meio da natureza virgem, esse paradoxo ambulante, esse enigma anônimo, essa indefinível esfinge, semi-animal e semi-anjo - o homem...

Quando os espíritos celestes viram o homem, exultaram sobre a sua grandeza e choraram sobre a sua miséria......

Cristalizaram-se, na alma humana, essas centelhas de júbilo e essas lágrimas de dor - e formaram um mar imenso de doce amargura e inextinguível nostalgia...

Principiou, então, neste mundo visível, a luta entre a luz e as trevas - entre o bem e o mal...

A história da humanidade......

Têm os puros espíritos sua pátria - lá em cima......

Tem a matéria bruta sua sede - cá embaixo...

Mas onde está a pátria do espírito-matéria?...

Na terra? - protesta o espírito!

No céu? - protesta a matéria!

Entre o céu e a terra? - mas lá se erguem os braços duma cruz!

É por isto mesmo que o mais humano e mais divino dos homens expirou entre o céu e a terra - na sua pátria cruciforme...

"Não havia lugar para ele" - em outra parte...

E é por isso mesmo que os melhores dentre os homens são sempre crucificados...

Não os compreende a terra - nem os acolheu ainda o céu...

E assim, entre o céu e a terra, vive o homem esta vida dilacerada de angústias e paradoxos.

Sem pátria certa

Em perene exílio

Oscilando entre a matéria e o espírito

Lutando

Sofrendo

Amando

Até que a matéria volte à matéria

E o espírito ao Espírito

Sintetizando dois mundos

Em Deus.

(Texto extraído do livro "De Alma Para Alma";
Huberto Rohden; Editora Martin Clare)

[Via Julio Zamparetti]

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

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Um beijo molhado entre a terra e o céu



Que canção extraordinária! Letra impecável e melodia envolvente.

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Encontro de Casais em Caxias do Sul

Na última sexta-feira (13/02), estivemos palestrando em nosso quarto Encontro de Casais, desta feita, realizado na linda cidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. O tema abordado foi "Família, presente de Deus, futuro do Mundo".

O evento é fruto de uma parceria entre a REINA e atletas do mundo futebolístico, e foi idealizado por Marcos Denner, jogador engajado na causa do Reino de Deus.

Outros três encontros já foram realizados em São Paulo, Jundiaí e Sertãozinho. Em cada clube por onde passa, Denner reúne colegas, e promove o encontro que tem como objetivo abençoar as famílias, tanto dos atletas quanto de moradores da cidade.

Desta vez, o encontro contou não apenas com jogadores do clube onde Denner atua, mas também de outros clubes da cidade e da região.

O local escolhido não poderia ter sido melhor. O Centro de Convenções da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Caxias do Sul oferece vários ambientes, o que possibilitou que as crianças tivessem uma programação especial, com muita diversão, palhaços, brinquedos, enquanto os pais assistiam à nossa palestra.

Esperamos que o Encontro de Casais renda muitos frutos na vida de todos os que lá estiveram.
Um dos momentos mais especiais, foi quando chamei ao palco a minha eterna namorada, Pra. Tânia Cristina, para presenteá-la com uma rosa. Todos os esposos tiveram a oportunidade de fazer o mesmo.


Outro momento igualmente especial foi quando as crianças vieram para o salão principal, apresentaram uma canção e foram recebidas aos abraços e beijos dos pais. Por um instante, eu me senti como Raul Gil.

Se Deus permitir, em breve teremos outro encontro.

Quero agradecer de coração à todos os que contribuíram para que o encontro fosse um sucesso. Entre as pessoas que trabalharam com afinco, destaco o Pr. Leandro e sua esposa Fabiana, da Igreja do Nazareno, e o jogador Demas e sua esposa Mônica.

Parabenizo Marcos Denner e sua esposa Patrícia por ser este canal de bênção para o nosso ministério, para tantas vidas.

Um dia após o evento, tivemos a alegria de celebrar o casamento de Daniel e Raquel. Ambos se conheceram via internet, e depois de um tempo de namoro (não apenas virtual!), decidiram unir-se diante de Deus e dos homens.


Daniel é filho do Pr. Athanázio, da REINA do Éden, São João de Meriti. Morador da Vila da Penha, foi encontrar sua amada no extremo Sul do País.
Tanto a cerimônia, quanto a recepção, estavam memoráveis. Parabéns! Vocês merecem!

sábado, fevereiro 14, 2009

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Se...

Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires;
De sonhar -sem fazer dos sonhos teus senhores;
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!";

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao mínimo fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!


JOSEPH RUDYARD KIPLING (1865-1936), escritor e poeta britânico vencedor do prêmio britânico, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1907, e autor, entre outros, de "The Jungle Book" ("O Livro da Selva").
tradução para o português: Guilherme de Almeida

[Via
Pavablog]

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Consumo de bens x Consumo de pessoas











No início, a igreja era um grupo de homens centrados no Cristo vivo. Então, a igreja chegou à Grécia e tornou-se uma filosofia. Depois, chegou à Roma e tornou-se uma instituição. Em seguida, à Europa e tornou-se uma cultura. E, finalmente, chegou à América e tornou-se um negócio. Richard Halverson

Acabei de ver o filme História das Coisas e fiquei "abobado" com a riqueza das informações transmitidas no filme, mas o que mais me chamou atenção é a fala da apresentadora que diz que este sistema de consumo que aí está não nasceu do acaso, foi pensado, estrategizado e implementado e cita que no começo da era que se seguiu à Segunda Guerra Mundial, um consultor de vendas americano chamado Victor Lebow declarou:

"A nossa economia enormemente produtiva... requer que nós façamos do consumo o nosso modo de vida, que nós convertamos a compra e o uso de mercadorias em rituais... que nós busquemos a nossa satisfação espiritual ou do nosso ego no consumo... nós precisamos de coisas consumidas, destruídas, gastas, substituídas e descartadas numa taxa continuamente crescente."

O curioso é que de onde saiu essa mentalidade e todas as produções midiáticas para o mundo inteiro engolir via TV, cinema, revistas e jornais , saiu também o sistema religioso capitalista que predomina hoje em nosso país. E e não é muito diferente, como se tratou a questão do consumo de bens , se tratou também a do consumo da fé.

O círculo vicioso do consumo desenfreado que destrói o planeta e gera pessoas cada vez mais desconsoladas e tristes é muito similar ao vÍcio religioso que é sustentando também pela mídia "gospel" . As vezes nos chegam no mesmo pacote, vende se a fé junto com refrigerante e vende–se Bíblia que faz ganhar mais dinheiro pra gastar mais ou para comprar vários tipos de bíblias diferentes... lucro, lucro, lucro.

Ir ao shopping ou ir a igreja ?

Tanto faz.

Produtos, serviços e praça de alimentação, você encontra nos dois lugares. Promessa De uma vida melhor e mais confortável idem, a diferença é que o mercado religioso hoje é mais lucrativo, porque além de ganhar aqui você, (se comportando e pagando todos os carnês em dia), ganha também uma mansão celestial toda mobiliada.

O pior de tudo é que no meio religioso se descarta pessoas como se fossem coisas usadas que após algum tempo não tem mais valor, se perde o potencial de consumo.

O mesmo status que tem o consumidor em potencial, tem o dizimista e ofertante em potencial , porque os dois tem carro, celular e bens tecnológicos de ultima geração. Pelo menos na propaganda feita na TV ou na que é feita nos púlpitos. Mas é tudo mentira.

Consumidores de produtos e consumidores da fé compartilham da mesma angústia e recorrem à drogas similares para sustentarem essa mentira.

No final do filme "História das Coisas" a apresentadora nos confronta a iniciar, estrategizar e promover uma nova mentalidade de consumo sustentável e uma nova relação com o planeta.

No que diz respeito a uma nova espiritualidade é preciso também ter coragem para levantar a bandeira de uma nova postura, onde as pessoas que lucram com a fé, aprendam a viver com e para ela, compartilhando-a e não vendendo-a.

Nos dois casos é certo que alguns poucos perderão muito, para que muitos possam viver dignamente e não enganados e iludidos.

Tente imaginar como uma religião que mantém um país com um próprio banco e latifúndios no mundo inteiro e outras religiões que são detentoras de canais de TV , radio, jornais e até fabricas de refrigerante, irão sobreviver...

De forma humilde, assim como o mestre nos ensinou.

Um novo mundo, um novo planeta , uma nova humanidade, passa por uma nova postura que começa em atitudes individuais e locais com repercussão global .

Quem vai querer? É de graça.

O que é História das Coisas?

Da extração e produção até a venda, consumo e descarte, todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos. História das Coisas é um documentário de 20 minutos, direto, passo a passo, baseado nos subterrâneos de nossos padrões de consumo.

História das Coisas revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais, e é um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo. História das Coisas nos ensina muita coisa, nos faz rir, e pode mudar para sempre a forma como vemos os produtos que consumimos em nossas vidas.

Texto de Jorge Moreno via Comunidade 2