sábado, janeiro 31, 2009
Toda pedra no caminho você pode retirar
Vocalista da banda gaúcha Tanlan, Fábio Sampaio brincou legal c/ É preciso saber viver (Erasmo e Roberto Carlos). Criatividade titânica! =)
[via - Pavablog]
sexta-feira, janeiro 30, 2009
Traficante é enterrado ao som de música gospel
Pitbull foi morto na quarta-feira, durante operação de policiais civis no Morro da Mangueira. A invasão provocou um onda de violência na cidade, com quatro ônibus incendiados.
Duas coisas chamaram a atenção durante o enterro. A primeira foi a faixa que havia numa coroa de flores, e que trazia as letras da facção criminosa a qual pertencia Pitbull. Um tenente do Serviço Reservado do 2o BPM (Botafogo) impediu que a faixa fosse colocada sobre o caixão. Houve revolta por parte de alguns manifestantes, que gritavam palavras de ordem contra a PM. Depois de retiradas as letras, a faixa foi colocada sobre o caixão.
A segunda coisa que chamou a atenção, inclusive da imprensa, foi a canção evangélica entoada no momento em que a sepultura estava sendo lacrada. A canção "Faz um milagre mim", do cantor evangélico Regis Danese tem tocado até em rádios seculares, a pedido de ouvintes. Mas jamais se poderia imaginar que seria cantada numa ocasião como esta.
Alguns bailes funk realizados nas comunidades sob a bênção do tráfico, também começam e terminam com louvores como este. Entre uma batida e outra, o DJ solta um gospel.
O fato é que muitos traficantes são filhos de crentes, criados na igreja, mas que se afastaram atraídos pela oferta do crime organizado. Mesmo afastados, alguns conservam certo respeito para com o trabalho desenvolvido pelas igrejas. Basta visitar um presídio, pra se dar conta de que muitos internos têm nomes bíblicos.
Espero que tal fato não provoque nenhum tipo de insinuação que coloque em xeque o trabalho social e evangelístico que muitas igrejas sérias realizam nessas comunidades.
Mas vale aqui uma reflexão: se as igrejas atuassem no campo social tanto quanto têm atuado no campo espiritual, talvez tal situação fosse atenuada.
O que esses jovens precisam não é apenas que alguém lhes apresente o Evangelho, mas também que alguém lhes dê oportunidade de estudar, trabalhar e progredir.
Tocar canções evangélicas em bailes funk não vai produzir transformação, e talvez até colabore para a alienação dos seus freqüentadores.
Melhor seria se cada igreja cedesse suas intalações nas horas em que não há cultos, para cursos profissionalizantes, palestras sobre drogas e sexo, acompanhamento psicológico, etc.
A canção cantada no enterro de Pitbull diz em uma de suas estrofes: "Me ensina a ter santidade..." Antes de aprender a ter santidade, esses jovens precisam aprender o que é solidariedade.
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Alegria, alegria, alegria - Parte 2
Retornemos à analogia do triângulo. Observe a ilustração abaixo:
O triângulo não está completo. Por isso, devemos nos esforçar para conduzir as pessoas que amamos a Cristo.Nada nos impede de nos relacionar com pessoas que não professem nossa fé. Para que não nos relacionássemos com elas, teríamos que deixar o mundo (Confira 1 Co.5:9-11). Mas a comunhão requer um nível de relacionamento onde ambas partes estejam vinculadas em Deus.
Refiro-me aqui à comunhão estritamente espiritual. Podemos e devemos partilhar com qualquer pessoa, independente da sua condição espiritual. Mas como poderemos comungar as mesmas idéias e ideais, a menos que estas estejam em consonância com os propósitos divinos?
É possível encontrar pontos convergentes que possibilitem algum grau de envolvimento, ou que pelo menos promovam o diálogo. Porém, a comunhão requer muito mais que isso.
Como poderemos comungar com valores e princípios destoantes com a Palavra de Deus?
Nas palavras de Paulo, “que comunhão tem a luz com as trevas?” (2 Co.6:14b).
Por isso, urge conclamarmos os homens a se reconciliarem com Deus, por meio de Cristo.
Deus já deu o primeiro passo em direção ao homem: “E tudo isto provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação, isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens os seus pecados, e nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamos-vos da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus” (2 Co. 5:18-20).
Deus está aberto e disposto a construir novos relacionamentos, desde que tenham como ponto de partida o sacrifício de amor realizado por Seu Filho Jesus.
Basta somente que o homem se volte para Ele. Este voltar-se para Deus é o que chamamos de conversão.
Nossa alegria se completa quando as pessoas a quem amamos se voltam para Deus. O triângulo se fecha, se completa, e nossa satisfação alcance seu ápice.
Nada mais gratificante do que ser um canal de reconciliação entre nosso semelhante e Deus.
O que completa nossa alegria não é a aquisição de bens materiais, ou a realização profissional, ou o reconhecimento social.
Definitivamente, o que completa a nossa alegria são relacionamentos cujos vértices se encontrem em Deus.
Uma vez formado o triângulo relacional, há que se buscar o seu preenchimento.
A vida só faz sentido quando preenchida de propósito.

Mesmo um relacionamento com Deus, seguido de relacionamentos saudáveis com nossos semelhantes, não são suficientes para que nossa alegria seja completa.
Precisamos descobrir o propósito de nossa existência.
Há um episódio envolvendo João Batista e Jesus que nos ajudará a compreender isso.
João era um homem atípico, a começar pela forma de se vestir, sua dieta, e os lugares inóspitos que freqüentava. Sua mensagem atraiu muita gente ao deserto. Pessoas oriundas das mais diferentes classes sociais, deixavam o conforto dos grandes centros urbanos em direção ao deserto para ouvir o que aquele profeta excêntrico tinha a dizer.
Em linhas gerais, podemos concluir que João teve um ministério bem-sucedido.
Porém, esse sucesso teve uma guinada seguida por uma queda acentuada.
Ao declarar que Aquele jovem Galileu que descia às águas do Jordão para ser batizado era ninguém menos que o Cordeiro de Deus, o tão esperado Messias, João condenou seu próprio ministério ao desaparecimento.
Aos poucos, a multidão que o acompanhava o deixou para seguir a Jesus.
Alguns de seus discípulos, incomodado com a queda da popularidade de seu mentor, foram a João e reclamaram: “Rabi, aquele que homem que estava contigo além do Jordão, do qual deste testemunho, está batizando, e todos vão ter com ele” (Jo.3:26). Eles o acusavam de haver cometido uma espécie de suicídio ministerial.
Observe a reação inusitada de João Batista:
“O homem só pode receber o que lhe for dado do céu. Vós mesmos sois testemunhas de que vos disse: Eu não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dele. A noiva pertence ao noivo. O amigo do noivo, que lhe assiste, espera e ouve, e alegra-se muito com a voz do noivo. Essa alegria é minha, e agora está completa. É necessário que ele cresça, e que eu diminua” (vv.27-30).
Eis um homem que conhecia exatamente o propósito de sua vida! Não havia motivo de se lamentar. Seu objetivo havia sido alcançado.
Nossa sociedade fez do sucesso o supremo objetivo da vida. Confunde-se “sucesso” com fama, popularidade, aquisição de bens de consumo.
É triste ver alguém que um dia esteve no apogeu da fama, e hoje passa sem ser percebido. A Casa dos Artistas está cheia de casos assim. Não há nada tão efêmero que a fama.
Aqueles que têm a “sorte” de morrer no auge do sucesso, deixam o mundo dos mortais para se tornarem membros do panteão dos mitos. Exemplos como Elvis Presley, John Lennon, Che Guevara, Martin Luther King, Jr. são prova disso.
Outros, porém, vivem uma derrocada em suas carreiras, e acabam morrendo na obscuridade.
João Batista não se lamentou por ver sua popularidade cair. O que o alegrava era saber que o propósito de sua existência havia sido alcançado.
Nosso propósito assemelha-se ao de João: preparar caminho para os que viram depois. Preparar o cenário onde as próximas gerações atuarão.
E quando chegar a hora de ceder nosso espaço a outros, não nos sentiremos frustrados, desprezados, ou mesmo fracassados.
Nossa alegria será completa!
Alegria, alegria, alegria! - Parte 1
Chegara a hora de preparar os discípulos para a Sua ausência: “Um pouco, e não me vereis mais, e um pouco ainda e me vereis” (Jo.16:16). Por mais claro que Jesus fosse, os discípulos não conseguiam ( ou mesmo não queriam ) compreender Sua mensagem. Talvez fosse apenas mais uma de Suas parábolas. Que história é essa de partida? Que conversa é essa de “vou para o Pai”?Percebendo o incômodo deles, Jesus Se antecipou a respondê-los, mesmo antes que tomassem coragem de perguntar: “Indagais entre vós acerca disto que disse: Um pouco, e não me vereis, e ainda um pouco, e ver-me-eis? Em verdade, em verdade vos digo que vós chorareis e vos lamentareis enquanto o mundo se alegra. Vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria” (vv.19-20).
Mais claro que isso, impossível. Não dava mais pra poupar Seus discípulos da dor. Eles teriam que aprender a lidar com a Sua ausência física.
O ser humano não logra lidar bem com a ausência. Mesmo os cristãos, cientes da vida eterna, sofrem pela perda de um ente querido. E tal sofrimento é legítimo, e não significa falta de fé. Não sofremos pela pessoa que parte, pois sabemos que ela vive e desfruta da presença imediata de Deus. Sofremos pela ausência. Como é doloroso lidar com ela. Seja a ausência provocada pela morte, por um divórcio, ou mesmo por uma viagem. É como se algo em nós fosse quebrado ou um pedaço nos fosse arrancado.
Jesus não poderia poupá-los daquela dor. Era imprescindível que Ele partisse, para que o Espírito Santo viesse. Haveria, portanto, dois momentos de ausência: o primeiro, quando Ele foi sepultado. Após três dias, Ele voltaria à vida. Por isso diz: “Um pouco, e não me vereis, e ainda um pouco e ver-me-eis”. Uma vez ressurrecto, Jesus passaria mais 40 dias caminhando com eles neste mundo. Ao cabo deste período, enquanto ainda falava com Seus discípulos, Ele fora envolvido numa nuvem e assunto ao céu. De lá pra cá, já são quase dois mil anos de ausência. Porém, Ele prometeu que estaria conosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Teria Ele Se esquecido desta promessa? De maneira alguma. Ele está ausente fisicamente, porém, através do Seu Espírito, Ele permanece entre nós.
Como Ele mesmo predisse, nossa tristeza se converteria em alegria. A satisfação de Sua presença física não pode ser comparada com a alegria provocada pela presença do Seu Espírito em nós.
Enquanto estava aqui em carne, Ele era Emanuel, isto é, Deus conosco. Agora Ele é Deus em nós, e Sua presença nos possibilita experimentar uma alegria completa.
Não se trata de uma alegria fugaz como aquela que o mundo dá. Trata-se, antes, de uma alegria permanente, que “ninguém poderá tirar” (v.22).
“Naquele dia”, garante Jesus, referindo-se ao dia em que o Espírito Santo nos fosse dado, “nada me perguntareis”. O nível de intimidade que teríamos com Ele seria de tal ordem que muitas dúvidas dariam lugar às certezas. Certeza acerca dos cuidados de Deus. Certeza de que somos amados. De que Ele jamais nos abandonará. Certeza de que o vazio da ausência fora preenchido pela presença do Seu Espírito.
Ele continua: “Em verdade, em verdade vos digo que tudo o que pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vos dará. Até agora nada pedistes em meu nome. Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa” (vv.23-24).
Em outras palavras, Jesus estava dizendo: “Não fiquem tristes por eu ter que partir. É necessário que eu vá para garantir que tudo o que vocês pedirem ao Pai, ele conceda. A presença do meu Espírito em vocês produzirá certeza de fé, de maneira que o que vocês pedirem esteja em linha com a vontade do Pai. E a minha presença física na glória do Pai será a garantia de que Ele atenderá a seus pedidos. Essa química resultará numa alegria completa para vocês. Por isso, parem de se lamentar. O que agora parece motivo de tristeza, em breve será motivo de alegria.”
É melhor uma tristeza que se converta em alegria, do que uma alegria que se converta em tristeza.
Não importa se outros se alegram, enquanto estamos tristes. Mesmo que a razão de sua alegria seja exatamente a mesma razão da nossa tristeza.
Deus sabe como transformar lágrimas de pranto em lágrimas de alegria. E Seu desejo é que nossa alegria seja plena, tanto em qualidade, quanto em durabilidade.
É a Ele que devemos recorrer para que nossos anseios sejam atendidos. Ele é a fonte de onde jorra a alegria perene.
Entretanto, nosso relacionamento com Deus é apenas o ponto de partida para que alcancemos uma alegria completa. Deixe-me explicar: Para que sejamos plenamente realizados, precisamos desenvolver uma relacionamento trinitário.
Deus é um Ser trinitário. Pai, Filho e Espírito Santo Se relacionam entre Si num vínculo perfeito de amor desde a eternidade.
O homem, por sua vez, foi feito à imagem e semelhança do Criador. E para que alcance realização plena, ele necessita desenvolver relacionamentos trinitários.
Imagine um triângulo. No ângulo superior está Deus. Nos ângulos de base estão você e o seu semelhante.

Somos seres incompletos. E nossa completude depende de nossa relação com Deus e com nosso semelhante.
Não basta estarmos bem com Deus. Temos que buscar criar vínculos de amor com nossos semelhantes, e só assim seremos pessoas plenas.
Sem esse vínculo, nossa alegria não será completa.
Em Filipenses 2:1-2, Paulo diz:
“Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, completai a minha alegria, para que tenhais o mesmo modo de pensar, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, pensando a mesma coisa”.
Observe que neste texto, o apóstolo aponta 7 elementos que resultam da construção de vínculos com nossos semelhantes:
1 – Conforto – Embora seja encontrado em Cristo, esse conforto se manifesta através dos relacionamentos que construímos firmados n’Ele.
2 – Consolação – É obra do Espírito Santo nos consolar. Porém, Ele nos faz instrumentos do Seu consolo: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus” (2 Co.1:3-4). As tribulações permitidas por Deus nos provém experiências para que possamos ajudar a outros que estiverem enfrentando o mesmo.
3 – Comunhão – Nossa comunhão com Deus deve resultar em comunhão com nossos semelhantes. Comunhão é partilha tanto de coisas espirituais, quanto de coisas materiais. Devemos partilhar nossos dons, nosso conhecimento, nosso pão. Tudo o que nos chega às mãos deve visar o bem comum, e não apenas o nosso aprazimento. “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos (partilha do conhecimento adquirido), para que também tenhais comunhão conosco. E a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. Estas coisas vos escrevemos, para que a nossa alegria seja completa” (1 Jo.1:3-4). E quando nos deparamos com alguém necessitado? De quê adianta orar por ele, se não agirmos no afã de prover-lhe o que falta? João arremata: “Quem tiver bens do mundo e, vendo o seu irmão necessitado, cerrar-lhe o seu coração, como estará nele o amor de Deus?” (1 Jo.3:17; leia ainda Tiago 2:15-16). Deus não vai suprir a necessidade de ninguém a não ser através daqueles em cujos corações foi derramado Seu amor (Rm.5:5).
4 – Afetos e Compaixões – Uma das maiores pragas do nosso século é a apatia. As pessoas simplesmente não se importam com o que acontece às outras. “Não é da minha conta!”, dizem alguns. Porém, o caminho da alegria completa passa pelo afeto e pela compaixão. Deixar-se tocar e se compadecer são atitudes imprescindíveis pra quem almeja vida plena. As intervenções miraculosas de Jesus sempre foram motivadas pela compaixão. Jesus nunca fez um milagre para suprir a curiosidade da platéia. Ele nunca foi dado a espetáculos. Ele Se deixava tocar por leprosos, cegos, hemorrágicos. Ele chegou a chorar diante do túmulo de Lázaro. Há tristezas que têm o potencial de se converter em alegria. Por isso, bem-aventurados são os que choram. Não por chorarem apenas, mas porque serão consolados. Temos que aprender a “chorar com os que choram”, para que na hora certa possamos celebrar com os que celebram (Rm.12:15).
5 – Mesmo modo de pensar – À medida que partilhamos o que ouvimos e aprendemos, as opiniões vão se unificando. Com isso, a discórdia acaba e a união prevalece. Daí o tom dramático no apelo feito por Paulo: “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos a mesma coisa, e que não haja entre vós divisões, para que sejais unidos no mesmo sentido e no mesmo parecer” (1 Co.1:10). Se um diz “é pau”, e outro diz “é pedra”, está armada a confusão. A igreja de Cristo tem que ser o inverso da Torre de Babel. Enquanto no episódio de Babel, Deus confundiu as línguas para que aquela obra funesta fosse interrompida, em Pentecostes Deus unificou as línguas, fazendo do AMOR a linguagem do Seu reino.
6 – Amor – Não se trata de um acessório da vida cristã, mas da ênfase principal da mensagem de Cristo. No dizer de Paulo, o amor é o caminho mais excelente (1 Co.12:31). Mas como desenvolvê-lo, senão através de relacionamentos? Nossa alegria é completa quando amamos desinteressadamente. Amar é dar-se sem exigir nada em troca. Não se trata de um investimento, como alegam alguns. Trata-se, antes, da disposição em perder tudo pelo bem de quem se ama. Paulo declara: “Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado” (2 Co. 12:15).
7 – Ânimo – “Tenha bom ânimo!” Geralmente, era isso que Jesus dizia a alguém que recorria a Ele em busca de alívio para o seu sofrimento. Todos precisamos ser constantemente estimulados. Os relacionamentos que construímos provêem esse estímulo. O escritor sagrado nos admoesta: “Consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras” (Hb.10:24). Por isso, não devemos deixar de congregar. O ambiente congregacional é o mais propício ao estímulo mútuo. Nem mesmo uma carta, um e-mail, um recado entregue por terceiro, são suficientes. Precisamos desfrutar da presença daqueles a quem amamos. Isso nos reanima. Veja o recado que João envia através de sua segunda carta: “Tenho muito que vos escrever, mas não quero fazê-lo com papel e tinta. Antes, espero ir ter convosco e falar face a face, para que a nossa alegria seja completa” (v.12).
De maneira surpreendentemente humilde, Paulo se dirige aos irmãos de Filipos, e pede: “Completai a minha alegria” (v.2). Nem mesmo alguém como Paulo se bastava.
O triângulo relacional não estará completo enquanto um dos ângulos estiver aberto.
Ora, se sabemos que nossa alegria só é completa mediante os relacionamentos que construímos com Deus e com nossos semelhantes, devemos nos esforçar para sermos motivo de alegria para eles.
Nossa felicidade está em buscar a felicidade alheia.
Em sua segunda carta aos Coríntios, Paulo revela sua decisão em não visitá-los mais “em tristeza”. Reflita sobre suas conclusões:
“Pois se eu vos entristeço, quem é que me alegrará, senão aquele que por mim foi entristecido? E escrevi-vos isto mesmo, para que, quando lá for, não tenha tristeza da parte dos que deveriam alegrar-me. Tenho confiança em vós todos, que a minha alegria é a de todos vós” (2 Co. 2:2-3).
Em vez de ficar esperando que nossas expectativas sejam supridas, que tal se priorizarmos as expectativas daqueles que compõem nosso círculo de relacionamentos?
Não exija ser amado. Apenas, ame. Não exija satisfação. Busque satisfazer. Não exija que outros lhe façam feliz. Faço-os felizes.
Nada há mais gratificante que isso. Você descobrirá que, de fato, há maior prazer em dar do que em receber.
Busque ser motivo de alegria para todos ao seu redor. Quando você menos esperar, sua própria alegria será completa.
Continua...
quarta-feira, janeiro 28, 2009
Dia dos Braços Estendidos

Doação que gera renovação!
O próximo dia dos Braços Estendidos será na Sexta-feira da Paixão, quando cristãos do mundo inteiro celebram o maior gesto de amor da História.
Um só Coração
Quem disse que sentimento não importa? Já ouvi de vários pregadores que a fé só funciona quando os sentimentos são ignorados. Segundo eles, os sentimentos poderiam inibir, e até impedir a eficácia da fé. Tal argumentação carece de respaldo bíblico, e é totalmente desbaratada quando nos deparamos com Jesus, cujos milagres eram sempre motivados pela compaixão. E o que é ‘compaixão’, senão um sentimento?A própria fé deve ser operada pelo amor (Gl.5:6). Uma fé que não seja motivada por amor, nada mais é do que exibicionismo, se contenta com o espetáculo, sem se preocupar em beneficiar o semelhante.
Se os sentimentos não fossem importantes em nosso caminhar cristão e no exercício de nossa fé, Paulo não recomendaria que tivéssemos “o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus” (Fp.2:5).
É claro que o nosso culto a Deus deve ser ‘racional’, mas isso não significa que devamos deixar de lado as emoções. Temos a mente de Cristo, mas também devemos ter o Seu coração.
O Espírito do Evangelho propõe a integração entre o que é racional e o que é emocional. Mente e coração devem locupletar-se no Espírito de Cristo.
Em Ezequiel 11:19 encontramos a promessa de que sob a Nova Aliança, Deus nos daria “um mesmo coração”, e um “espírito novo”. No lugar do “coração de pedra”, Ele colocaria um “coração de carne”.
Não há lugar para apatia numa espiritualidade saudável. O coração de carne é aquele que se compadece, que “chora com os que choram”, que lamenta o que deve ser lamentado, que se abre à possibilidade da entrega.
O que Deus quis dizer com “um só coração”?
Ao sermos batizados em Cristo, tornamo-nos um só espírito e um só corpo com Ele. Somos, por assim dizer, o Corpo Místico de Cristo. Ele é a Cabeça, nós somos os membros. Parafraseando Paulo, “há um só corpo e um só Espírito (...) um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai”, e... um SÓ CORAÇÃO! (Ef.4:4-6).
Na simbologia bíblica, o coração é a sede das emoções, dos sentimentos. Só podemos ter o mesmo sentimento que houve em Cristo, por sermos parte de Seu Corpo. E em Seu Corpo só há lugar para UM coração.
Os cristãos primitivos experimentaram uma revolução em seu modo de vida por conta disto.
Lucas, em sua reportagem relatada em Atos dos Apóstolos, diz que “era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns” (At.4:32).
A maior evidência da presença do Espírito Santo em suas vidas não eram as línguas, como defendem alguns, nem mesmo os poderes miraculosos, mas a maneira como compartilhavam seus bens. De fato, “o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm.5:5).
Era esse novo coração que fazia com que eles se dessem mutuamente em amor. Não fazia sentido dizer que algo pertencia unicamente ao indivíduo. Tudo era comum! Não por imposição dos apóstolos, mas pela disposição gerada em seu novo coração. Eis o caminho da revolução!
Não se trata de imposição, mas de disposição.
Eles não apenas pregavam a mensagem, senão que eram a própria mensagem encarnada.
Paulo nos oferece um exemplo disso:
“Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas também as nossas próprias almas, porque nos éreis muito queridos” (1 Ts. 2:8).
Só se pode pregar a verdade, quando se vive o amor. Caso contrário, a verdade se torna insuportável e destruidora. Temos que seguir a verdade em amor (Ef.4:15), e assim, comunicaremos muitos mais do que palavras.
Um olhar compassivo é infinitamente mais eloqüente que um sermão bem construído. Mãos estendidas comunicam mais do que dedos apontados.
Imagine se todos fôssemos batizados com este mesmo batismo! Se todos experimentássemos o que Paulo chamou de “caminho mais excelente”!
Não haveria traições, falsidade, desonestidade, inveja, simplesmente porque tais sentimentos não encontram abrigo no coração de Cristo.
terça-feira, janeiro 27, 2009
Ainda bem que eu vou morar no céu?
Ainda bem que eu vou
Morar no céu
Ainda bem que eu vou morar com Deus
O mundo está cheio de horror
Os mentirosos reinam sem pudor
Mentes brilhantes planejando o mal
Mas eu não desanimo pois sou sal
A integridade foi pro além no mundo ninguém
Ama mais ninguém
Mas Jesus disse filho, eu vou voltar, pra te buscar
Ainda bem...
Restaura a tua casa oh senhor
Acabe o show, restaura o louvor
Riqueza e fama agora é a pregação
Já não se fala mais em salvação
O mundo esta tentando enganar
Aquele que o bom Deus virá buscar
Mas permaneço firme, forte eu levo a minha cruz
Pois eu sou luz.
Esta canção cantada pelo ex-Olodum Lázaro reflete a crença da maioria dos cristãos evangélicos no Brasil. É uma pena que ele e tantos pensem assim. E é por esta postura escapista por parte dos cristãos, que o mundo está desta maneira. Enquanto isso, alguns compositores seculares demonstram preocupar-se muito com mais com a realidade, com questões como ecologia e justiça social.
O que um pessoa que não professe a fé cristã deve pensar ao ouvir uma canção como esta? Que sentido faz? Parece indicar que os cristãos não se importam nem um pouco com o estado atual deste mundo.
O compositor sequer percebe a incoerência de sua canção. Ele afirma que é sal, e por isso não desanima. Ora, pra quê serve o sal? Para preservar e realçar o sabor. Não é o céu que precisa ser salgado, e sim o mundo em que vivemos.
Não fomos deixados aqui para nos conformarmos ao mundo, mas para o transformarmos. Há esperança para o mundo por quem Deus foi capaz de dar o Seu Filho Unigênito.
Não julgo a intenção do compositor. Ele é fruto do tipo de mensagem escapista que tem sido pregado nos púlpitos atuais.
Quer saber o que se prega em um púlpito, basta prestar atenção no que a igreja está cantando.
Por essas e outras que um número cada vez maior de cristãos tem preferido deixar de ouvir música "gospel", para ouvir música secular.
Em se tratando de música, há tanto lixo do lado de fora quanto do lado de dentro do mercado cristão. À medida que os cristãos lêem e se informam, ficam com um gosto musical mais apurado e exigente. O mercado gospel que se cuide!
Ainda bem que... também há pérolas preciosas tanto do lado de fora, quanto do lado de dentro.
Quem tem ouvidos e bom gosto, garimpe, ouça e desfrute.
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Samba-enredo pede socorro pela Terra
Enquanto compositores cristãos se concentram em temas repetitivos e cada vez mais distantes da realidade, alguns compositores de samba-enredo têm se dedicado a temas atuais, convidando os foliões à reflexão. É verdade que muitas das composições carnavalescas falam de temas religiosos e exaltam valores nem sempre virtuosos e cristãos. Mas não podemos ignorar algumas pérolas cantadas durante o desfile das Escolas de Samba.Um desses enredos relevantes e interessantes é o da Acadêmicos de Santa Cruz, intitulado S.O.S. Planeta Terra - Santuário da Vida
Confira:
Santa Cruz pede atenção
Em prol da vida
E faz meu canto de paz
Ecoar muito mais na avenida
Eu vejo a flor do amor
Despetalada pela ambição
A dor pairar sobre a Terra
Nos campos a desolação
O tesouro maior da criação
Pede em coro a luz de um guardião
E que a voz da razão ao ressoar
Fale de amor, de dar valor e preservar
Sou filho dessa terra tão verde a serra
Traz esperança
Que a água mande ondas de consciência
Feito criança
Quero correr pelos quintais da Amazônia
Sou brasileiro e aqui é o meu lugar
O meu planeta está ferido
E eu não vou cruzar os braços
Um novo tempo eu mesmo faço
O meu pedido de perdão não vou calar
Vai meu samba
Dar um alerta à humanidade
Vai meu samba vai
Em verde e branco e traz felicidade
Eis a multiforme graça em ação, inspirando pessoas comuns a comporem preciosidades como esta.
sábado, janeiro 24, 2009
Eduardo Paes pede ajuda a médium da Fundação Cacique Cobra Coral contra os temporais na cidade
RIO - O Plano Verão da prefeitura para evitar enchentes ganhou um aliado do outro mundo. Após ficar até as 2h de quinta-feira monitorando os estragos do primeiro temporal que castigou a cidade em sua administração, o prefeito Eduardo Paes decidiu convocar uma antiga colaboradora de Cesar Maia. Por carta, ele pediu socorro à médium Adelaide Scritori, da Fundação Cacique Cobra Coral (FCCC), que afirma ter o poder de controlar o tempo e desviar as tempestades.No texto, Paes pede a renovação do convênio de monitoramento do tempo, gratuito, que o município mantinha com a FCCC desde 2001. Em dezembro passado, porém, o atual secretário de Obras e Serviços Públicos, Luiz Guaraná, descartara a possibilidade de manter a ajuda espiritual, por considerar que a cidade deveria priorizar investimentos reais na conservação.
O assessor especial da FCCC, Osmar Santos, disse que a ONG atuou emergencialmente nos últimos dois dias na cidade. E mais: há uma previsão de que ocorram no Rio pelo menos mais 32 temporais semelhantes ao da última quarta-feira.
Fonte: Jornal Extra
Isso explica muita coisa! Queria ver a cara de alguns colegas ao ler esta notícia. Como eles vão se explicar no púlpito no próximo domingo, por haver hipotecado seu apoio à candidatura deste cidadão. Ai eu lembro da velha canção de Tim Maia: "Eu bem que te avisei pra não levar a sério..."
Engulam esse camelo, gente! Recomendo a leitura deste link, pra não dizer que não avisei.
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Não perca o trem da História!

As vagas para o Fórum são limitadas. Garanta já sua participação, escrevendo para igrejadofuturo@hotmail.com
Click na imagem para aumentar.
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Vivendo à frente do seu tempo
Temos dito que o destino da igreja é tornar-se protagonista da História. Não podemos continuar na retaguarda, mas ocupar o lugar de vanguarda. E para isso, urge resgatarmos a credibilidade da mensagem cristã, alvo de tantas chacotas.O movimento da igreja emergente buscou aproximar o cristianismo das questões que inquietam a sociedade pós-moderna. Anos de atraso tiveram que ser superados, para que se abrissem canais de diálogo entre a igreja e a sociedade. Passamos por um processo de contextualização.
Éramos como um vagão descarrilado. Voltamos ao comboio. Porém, nossa vocação não é de sermos apenas mais um vagão do trem, e sim a locomotiva da História. Pode até parecer presunção, mas apenas revela a vontade de Deus revelada nas Escrituras. Lá encontramos que as nações deveriam andar à nossa luz.
Para isso, temos que deixar nossa postura reativa ( pra não dizer reacionária ), e adotar uma postura proativa.
O papel profético da igreja não se limita a denunciar os erros de nossa sociedade, mas também de apontar um caminho, anunciar um novo tempo.
Após haver derrotado os profetas de Baal, o profeta Elias dirigiu-se ao rei Acabe, e anunciou: “Sobe, come e bebe, pois há ruído de abundante chuva” (1 Reis 18:41).
Israel vivia uma das piores secas da sua história. Desde que Elias havia profetizado, fazia três anos que não chovia.
Com a mesma autoridade com que fechou as comportas do céu, Elias profetizou a sua reabertura.
Acabe era a maior autoridade civil em Israel. Porém, a autoridade de Deus estava sobre os ombros do excêntrico profeta.
Ao afirmar que ouvia ruído de abundante chuva, Elias não estava sendo sensacionalista (como alguns pregadores da atualidade). Deus lhe permitira vislumbrar o que estava pouco à frente. O futuro se descortinava ante seus olhos.
Porém, não bastava fazer prognósticos. O futuro precisa ser engendrado, gerado através da oração.
Enquanto Acabe saiu a comer e a beber, “Elias subiu ao cume do Carmelo e, inclinando-se por terra, meteu o rosto entre os joelhos” (v.42). O profeta entrara em “trabalho de parto”. A palavra proferida era o sêmen, que fecundou a alma de Elias.
Da mesma forma, a igreja de Cristo deve engravidar-se do futuro. Paulo diz que o Espírito produz em nós gemidos característicos de uma gestante prestes a dar a luz.
A oração, sem dúvida, é parte de nosso trabalho na construção do Reino de Deus. Eu disse “parte”, não o trabalho completo.
Temos que orar, denunciar o erro, anunciar o caminho a seguir e trabalhar pela execução dos propósitos divinos.
O texto prossegue:
“Disse ao seu moço: Sobre, e olha para a banda do mar. E ele subiu, olhou e disse: Não há nada. Então disse Elias: Volta lá sete vezes. À sétima vez, disse: Levanta-se do mar uma nuvem, do tamanho da mão de um homem. Então disse Elias: Sobe, e dize a Acabe: Aparelha o teu carro, e desce, para que a chuva não te apanhe” (vv.43-44).
Embora estive compenetrado, Elias não perdeu a visão da realidade. Ele orava, e buscava por sinais que indicassem que ele havia sido respondido. Era como a mulher grávida em trabalho de parto, que com o rompimento da bolsa, espera pelo coroamento da criança.
O problema da igreja é que ela ora, mas não acredita que será atendida. Ela prefere buscar sinais que indiquem o contrário daquilo pelo que ela ora. Em vez de buscar sinais que evidenciem a chegada do Reino, ela busca por sinais que indiquem que é o diabo que está no comando do mundo.
O assistente do profeta teve que conferir sete vezes, até que encontrou uma minúscula nuvem. Aquele era o sinal que Elias esperava. Era o coroamento da criança. Chegara a hora do parto.
“Levanta-se do mar uma nuvem...”. Na simbologia bíblica, “mar” representa os povos, as nações. Repare: a oração subia ao céu, mas a nuvem se levantou do mar.
O moço de Elias tinha que olhar na direção do horizonte, e não para o céu. Assim deve proceder uma igreja voltada para o futuro. “Porque, como a terra produz os seus renovos, e como o jardim faz brotar o que nele se semeia, assim fará o Senhor Deus fará brotar a retidão e o louvor perante todas as nações” (Is. 61:11). E mais: “As nações caminharão à tua luz, e os reis ao resplendor que te nasceu. Levanta em redor os teus olhos, e vê (...) a abundância do mar se tornará a ti, e as riquezas das nações a ti verão” (Is. 60:3-4a,5b).
A igreja cristã deixou de “olhar ao redor”. Perdemos o contacto com a realidade. E por isso, não percebemos que as coisas já começam a mudar. Ainda que esta mudança pareça tímida, ínfima como uma nuvem do tamanho da mão de um homem.
Nós gostaríamos que fosse uma nuvem do tamanho da mão de Deus. Preferiríamos o espetáculo de uma mudança drástica e imediata. Mas Deus escolheu o processo, a mudança gradual.
Outra coisa que não pode passar despercebida: Elias se preocupou com o bem-estar de Acabe. Por isso, pediu que seu moço saísse ao seu encontro, avisando que deveria apressar-se em aparelhar seu carro, pra que não ficasse atolado na lama provocada pela chuva.
Não podemos ser daqueles que acham que quanto pior, melhor. Nossa responsabilidade profética abarca toda a realidade, e não apenas o que consideramos ser espiritual.
“Em pouco tempo os céus se enegreceram de nuvens e vento, e caiu uma grande chuva. Acabe subiu ao carro e foi para Jezreel. O poder do Senhor veio sobre Elias e, cingindo ele os lombos, correu adiante de Acabe, até a entrada de Jezreel” (vv.45-46).
Uau! Elias, revestido do poder de Deus, conseguiu correr mais rápido que o carro aparelhado de Acabe!
Quando Acabe chegou em Jezreel, Elias já estava lá. Parecia mágica! Mas era o poder de Deus.
Todos queremos ser cheios deste poder. Porém, uma das razões pelas quais Deus nos disponibiliza Seu poder é possibilitar que avancemos e ultrapassemos a marcha do mundo.
Quando a ciência chegar, já estaremos lá. Quando os políticos encontrarem uma saída para a crise financeira mundial, perceberão que a igreja já há muito havia proposto a mesma saída.
Em vez de nos conformar aos moldes do mundo, estaremos conformando o mundo aos moldes do Reino.
A velocidade com que o mundo avança é extraordinária. Mas nós avançamos pelo poder de Deus. O mundo tem seus carros aparelhados, e assim como Elias, devemos incentivar seu avanço. Porém, nosso dever é chegar primeiro.
Nossa vocação é a de ser o povo do futuro! Aqueles que vivem à frente do seu tempo.
Devemos responder não apenas aos anseios da pós-modernidade, mas também prever quais as questões com que teremos que lidar na próxima era. Somos o povo que traz respostas para os séculos vindouros (Ef.2:7).
McCulto Infeliz
A moda da comida rápida e pronta veio para ficar. As lanchonetes, os “por quilo”, os rodízios de massa e de carne se espalham por toda a parte atendendo uma clientela cada vez maior e cada vez com menos tempo para esperar por um prato “a la carte”. O ritual do comer, que envolvia um tempo de relaxamento, de descanso ao sentar e esperar pela comida, cedeu lugar à pressa, o sentar-se cedeu ao comer em pé, andando ou dirigindo. É o sinal dos tempos. Vida moderna caracterizada pela azia, gastrite e úlceras do comer atabalhoado.Outro problema dos tempos modernos é a massificação dos temperos e sabores. Há multinacionais fazendo comida para ser esquentada por cozinheiros e chefs, com molho pronto e sabor igual para todos. O toque pessoal, a criatividade, o tempero, o paladar refinado, vai cedendo espaço para os paladares acostumados ao “pret-a-porter” da comida. Muda-se de restaurante, muda-se o nome do prato, mas o sabor é o mesmo em toda parte. Cada vez fica mais difícil a individualidade, o gosto pessoal. Alfaiates, costureiras, cozinheiros, doceiros, sapateiros, são profissões que estão a se extinguir pela inércia geriátrica. Morrem os velhos e não há gente nova para substituí-los.
Este tipo de comportamento massivo e massificante também tem chegado às igrejas. Tenho estado em contato com muitas igrejas em função de convites para pregar e dar palestras. Nos últimos tempos, por ter tido folga nos finais de semana, estive visitando várias igrejas de Campinas. Há em todas elas uma incrível similaridade na forma de conduzir a liturgia e em apresentar suas mensagens. Para quem se acostumou a liturgias bem feitas, estruturadas, com forte base teológica e unidade, ir a um culto pret-a-porter é algo nada edificante. Houve um empobrecimento das liturgias.
Aquilo que se construiu ao longo da história da igreja, os hinos, as litânias, as doxologias, as leituras responsais, cederam espaço a três momentos bem marcados: o louvor, os anúncios e a mensagem. O período de louvor é o tempo do barulho, da excitação, da empolgação. Há uma abundância de letras de adoração, mas faltam os cânticos dedicados ao arrependimento, à confissão, à consagração, à instrução. A moderna corinhologia tem se caracterizado pela abundância de cânticos que repetem jargões, lugares comuns e carecem de reflexão teológica.
Um estudo que serviu de tese de mestrado de um colega, mostrou que o hinário de uma das maiores igrejas evangélicas de Campinas não cobria a temática teológica existente no Credo Apostólico, mas havia profusão de cânticos de vitória e de adoração e muitos deles contrariavam a teologia pregada pela sua denominação.
As pregações são algo de se lamentar. Talvez tenha sido a coisa que mais empobreceu. Os sermões expositivos cederam lugar aos temáticos, onde é mais fácil o pregador dizer o que quer. E não são poucos os púlpitos onde se usa o texto por pretexto e não se tem sermão, mas arenga. O estudo cedeu lugar ao testemunho, a reflexão à empolgação, a instrução à confusão, a edificação à quantificação. A igreja é hoje avaliada pela sua platéia e não pela fidelidade a Deus e à Palavra.
Temos McCultos. Tudo pronto, embrulhado, ao gosto do freguês, digo, fiel. E fidelidade dos membros se mede pelas ofertas que faz. O McCulto é tanto mais abençoado quanto maior for o faturamento do dia.
***
Texto de Marcos Inhauser
Fonte: Qadosh [Via: Tomei a pílula vermelha]
quarta-feira, janeiro 21, 2009
O Futuro está nos assistindo!
Que privilégio tive de assistir ao vivo à cerimônia de posse do novo presidente dos Estados Unidos da América.
terça-feira, janeiro 20, 2009
McJesus: FastFaith da igreja brasileira
“Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles e um pão com gergelim!” Essa é a oração que muitos tem feito. Oração? Ficou doido de novo! Pode até ser, mas pessoas têm feito essa oração e talvez até você mesmo! “Como assim”, você se pergunta. Explico: Somos a geração da pressa, da rapidez da velocidade, da correria, do FAST FOOD! Você já comeu em um restaurante assim em sua vida, tenho certeza. Quem não gosta de um Big Mac? Alguns raros seres humanos. Em grande maioria, todos gostamos. E por quê? Porque é gostoso, mas principalmente porque é rápido de ser feito. Aliás, se você escolher Big Mac não precisa nem esperar. Na verdade ele já está lá naquela prateleira de inox esperando ansioso para ser devorado por você! Comemos sem nos importar com o fato de que se trata de um dos alimentos menos saudáveis que existem! Mas é rápido! Se eu estiver com pressa, me atende no mesmo instante. Você simplesmente chega lá e diz: “Me dá uma número um!”. Não é? E você devora aquilo em questão de segundos! Nem percebe, mas se brincar em três mordidas... Acabou! Só restam as calorias inflamadas em seu interior!A síndrome do FAST tomou conta da Igreja, e juntos, em uníssono, oramos a preciosa oração do McJesus (Jesus in English!). “Dois milhões de Euros, palácio, jato, benção especial, flash e clicks, mansão com limosine". É o MacJesus! É o MacJesus!
É a mais pura verdade: Querem o que chamam de bênçãos divinas na mesma hora, no mesmo segundo. Querem as riquezas que esse mundo pode oferecer, afinal de contas, são filhos do Rei. Como filhos do Rei, não podem sofrer, não podem passar por provações e privações. São seres prósperos e intocáveis. Pessoas que acham que acharam Jesus, e por isso se acham, mesmo não tendo ele se achado. Lê de novo essa frase; eu sei que ficou embolada! Rs, rs. A moderna FAST FAITH (Fé rápida) é perigosa e seus desdobramentos serão responsáveis pelo aniquilamento da igreja e de sua missão. Você não precisa concordar comigo. Já estou meio acostumado a remar contra a maré.
Nós somos um bando de palhaços, essa é a verdade. Achamos que o certo é eu ter um jato particular e ir até a África demonstrar minha prosperidade e a fidelidade de Deus na minha vida. Chegando lá prego para as pessoas mais miseráveis do planeta e afirmo que Jesus vai prosperá-los se o reconhecerem como Salvador.Essa fé mentirosa, que acha que Deus é máquina de CocaCola que você põe 1 real e ela cospe a sua benção imediatamente, pode ser responsável pelo maior fracasso da Igreja em toda sua história. Nunca se teve tanto dinheiro e se fez tão pouco! Se ensinamos aos jovens e crianças de hoje que eles têm que ser os mais prósperos do mundo, que têm de ter todos os itens da oração do MacJesus atendida, como essas pessoas serão capazes de viver e conviver em situações de privação por causa da Missão que nos foi designada, seja aqui, seja na África. “Mas isso não ocorrerá”, pode dizer um pregador. Palhaço, sem vergonha, mentiroso, canalha, enganador, suplantador, aproveitador (parece que estou descrevendo Satanás!). Faço a você o convite de ler Hebreus 11. Se não concordar, queime sua Bíblia e vá viver no Reino Encantado de Ronald McDonald e seus amigos.
Minha fé não é macarrão instantâneo, não é Nissin Miojo. Ela não está interessada no que Ele pode me dar. Ela não se baseia nas condições de minha vida, se sofro, se não, se sou rico, ou não. Próspero sou, porque tenho a pérola de grande valor. Isso me basta. Do resto, quero simplesmente me submeter a sua preciosa vontade, seja para o que for. Quero entrar na galeria dos heróis da fé, dos quais o mundo não é digno, saca? Não me interessa nem um pouco outra coisa. Oro assim: “Dois testemunhos, ou mais, tesouro e morada celestial, completei e guardei a carreira até o fim”. É ser como Cristo, como Cristo!
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Fonte: Crente Q.I. Pensa! [Via: Púlpito Cristão]
Discurso de posse de Barack Obama em Português
Meus compatriotas,Aqui me encontro hoje humilde diante da tarefa à nossa frente, agradecido pela confiança depositada por vocês, atento aos sacrifícios feitos por nossos ancestrais. Agradeço ao presidente Bush pelos seus serviços a esta nação, assim como pela generosidade e pela cooperação mostradas durante esta transição.
Quarenta e quatro americanos, até hoje, prestaram o juramento presidencial. Suas palavras foram ditas durante a maré ascendente da prosperidade e nas águas calmas da paz. Mas frequentemente o juramento é prestado em meio a nuvens crescentes e tempestades ruidosas. Nestes momentos a América foi em frente não apenas graças ao talento e à visão daqueles no poder, mas porque nós, o povo, permanecemos fiéis aos ideais de nossos antecessores e aos nossos documentos fundadores.
Foi assim e deve ser assim com esta geração de americanos.
É bem sabido que estamos no meio de uma crise. Nossa nação está em guerra contra uma rede de violência e ódio de longo alcance. Nossa nação está bastante enfraquecida, uma consequência da ganância e da irresponsabilidade de alguns, mas também da nossa incapacidade coletiva de tomar decisões difíceis e preparar a nação para uma nova era. Lares foram perdidos; empregos foram cortados; empresas destruídas. Nossa saúde é cara demais; nossas escolas deixam muitos para trás; e cada dia traz novas evidências de que a forma como usamos a energia fortalece nossos adversários e ameaça nosso planeta.
Estes são os indicadores de uma crise, tema de dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo, é o solapamento da confiança por todo o nosso país. Um medo persistente de que o declínio da América seja inevitável, e que a próxima geração deva ter objetivos menores.
Hoje eu lhes digo que os desafios diante de nós são reais. São sérios e são muitos. Eles não serão superados facilmente ou num curto período de tempo. Mas saiba disso, América: eles serão superados. (aplausos)
Neste dia nós nos unimos porque escolhemos a esperança e não o medo, a unidade de objetivo, e não o conflito e a discórdia.
Neste dia viemos proclamar o fim de nossos choramingos e falsas promessas, as recriminações e os dogmas desgastados, que por tempo demais estrangularam nossa política.
Ainda somos uma nação jovem, mas, nas palavras das Escrituras, chegou a hora de acabar com as coisas de menino. Chegou a hora de reafirmar nosso espírito resistente; de optar pela nossa melhor história; de levar adiante esse dom precioso, essa nobre ideia, passada de geração em geração: a promessa divina de que todos são livres, todos são iguais e todos merecem a chance de lutar por sua medida justa de felicidade.
Ao reafirmar a grandeza de nossa nação, compreendemos que ela não é um presente. Deve ser conquistada. Nossa jornada nunca foi aquela de atalhos ou de quem se contenta com pouco. Nunca foi o caminho dos fracos de coração – daqueles que preferem o ócio ao trabalho, ou buscam apenas os prazeres da fortuna e da fama. Foi, isto sim, o dos que correm risco, dos que fazem, dos que executam coisas – alguns célebres, mas mais comumente homens e mulheres obscuros em seu trabalho, que nos levaram pelo longo e áspero caminho da prosperidade e da liberdade.
Por nós eles empacotaram suas pequenas posses mundanas e viajaram pelos oceanos em busca de uma nova vida.
Por nós eles trabalharam em condições ruins e se estabeleceram no oeste; suportaram o estalar do chicote e araram a terra dura.
Por nós eles lutaram e morreram em lugares como Concord e Gettysburg; na Normandia e em Khe Sahn.
Mais de uma vez esses homens e mulheres lutaram, se sacrificaram e trabalharam até que suas mãos estivessem em carne viva para que nós vivêssemos uma vida melhor. Eles viram uma América maior que a soma de nossas ambições individuais; maior que todas as diferenças de nascença ou riqueza ou partido.
Esta é a jornada que continuamos hoje. Ainda somos a nação mais próspera e mais poderosa na face da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos que no início desta crise. Nossas mentes não são menos inventivas, nossos bens e serviços não são menos necessários que na semana passada, no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade permanece intacta. O tempo de deixar as coisas como estão, ou de proteger pequenos interesses e adiar decisões desagradáveis, esse tempo certamente passou. A partir de hoje, temos que nos levantar, sacudir a poeira e começar de novo o trabalho de refazer a América.
Para onde quer que olhemos, há trabalho a fazer. O estado da economia exige ação, ousada e rápida, e nós vamos agir – não apenas para criar novos empregos, mas para estabelecer novas fundações para o crescimento. Construiremos as estradas e pontes, as linhas elétricas e digitais que alimentam nosso comércio e nos unem. Recolocaremos a ciência em seu devido lugar, e usaremos as maravilhas da tecnologia para elevar a qualidade de nosso atendimento de saúde e reduzir seu custo.Usaremos o sol, os ventos e o solo para abastecer nossos carros e fazer funcionar nossas fábricas. E transformaremos nossas escolas e universidades para atender as exigências de uma nova era. Podemos fazer tudo isso. E faremos tudo isso.
Ora, alguns questionam a escala de nossas ambições. Sugerem que nosso sistema não pode tolerar planos demais. Suas memórias são curtas. Pois esquecem o que este país já fez; o que homens e mulheres livres podem obter quando a imaginação se une a um objetivo comum, e a necessidade à coragem.
O que os cínicos não conseguem entender é que o chão moveu-se sob seus pés. Que as disputas políticas vazias que nos consumiram por tanto tempo não servem mais. A questão que se deve perguntar hoje não é se o governo é grande demais ou pequeno demais, mas se funciona – se ajuda as famílias a encontrar empregos com salários decentes, assistência que possam pagar, aposentadorias dignas. Onde a resposta for sim, nossa intenção é seguir em frente. Onde a resposta for não, os programas serão cortados. E aqueles que administram os dólares da população terão que assumir suas responsabilidades: gastar com sabedoria, mudar os maus hábitos, fazer negócios à luz do dia. Porque só então poderemos restaurar a confiança que é vital entre um povo e seu governo.
Ora, alguns questionam a escala de nossas ambições. Sugerem que nosso sistema não pode tolerar planos demais. Suas memórias são curtas. Pois esquecem o que este país já fez; o que homens e mulheres livres podem obter quando a imaginação se une a um objetivo comum, e a necessidade à coragem.
O que os cínicos não conseguem entender é que o chão moveu-se sob seus pés. Que as disputas políticas vazias que nos consumiram por tanto tempo não servem mais. A questão que se deve perguntar hoje não é se o governo é grande demais ou pequeno demais, mas se funciona – se ajuda as famílias a encontrar empregos com salários decentes, assistência que possam pagar, aposentadorias dignas. Onde a resposta for sim, nossa intenção é seguir em frente. Onde a resposta for não, os programas serão cortados. E aqueles que administram os dólares da população terão que assumir suas responsabilidades: gastar com sabedoria, mudar os maus hábitos, fazer negócios à luz do dia. Porque só então poderemos restaurar a confiança que é vital entre um povo e seu governo.
Tampouco a pergunta diante de nós é se o mercado é uma força do bem ou do mal. Seu poder para gerar riqueza e expandir a liberdade não tem igual, mas esta crise nos fez lembrar que, sem um olhar atento, o mercado pode sair do controle – e que uma nação não pode prosperar por muito tempo se favorece apenas os prósperos. O sucesso de nossa economia sempre dependeu não apenas do tamanho do nosso Produto Interno Bruto, mas do alcance de nossa prosperidade; e da nossa capacidade de levar as oportunidades a todos os corações desejosos - não por caridade, mas porque é o caminho mais seguro para nosso bem comum.
Quanto à nossa defesa comum, rejeitamos como falsa a escolha entre nossa segurança e nossos ideais. Nossos pais fundadores, diante de perigos que mal conseguimos imaginar, elaboraram uma carta para assegurar o império da lei e os direitos do homem, uma carta difundida pelo sangue de gerações. Esses ideais ainda iluminam o mundo, e não vamos abandoná-los em nome da praticidade. Assim, a todos os outros povos e governos que estão assistindo hoje, das maiores capitais ao vilarejo onde meu pai nasceu: saibam que a América é amiga de toda nação e todo homem, mulher e criança que busca um futuro de paz e dignidade, e que nós estamos prontos para liderar uma vez mais.
(aplausos)
Lembrem-se que as gerações anteriores encararam o fascismo e o comunismo não apenas com mísseis e tanques, mas com alianças resolutas e convicções duradouras. Elas entenderam que nosso poder, por si só, não pode nos proteger, nem nos autoriza a fazer tudo como queremos. Em vez disso, elas sabiam que nosso poder cresce quando usado com prudência; que nossa segurança emana da justeza de nossa causa, da força do nosso exemplo, as sóbrias qualidades da humildade e do comedimento.
Somos os mantenedores desse legado. Guiados por esse exemplo uma vez mais, podemos superar estas novas ameaças, que exigem um esforço ainda maior, uma cooperação e uma compreensão ainda maiores entre as nações.
Começaremos de forma responsável a deixar o Iraque para seu povo, e forjaremos uma paz duramente conquistada no Afeganistão. Com velhos amigos e ex-inimigos, trabalharemos incansavelmente para reduzir a ameaça nuclear e fazer recuar o espectro de um planeta em aquecimento.
Não pediremos desculpas por nosso modo de vida, nem fraquejaremos em nossa defesa, e para aqueles que buscam atingir seus objetivos induzindo ao terror e massacrando inocentes, dizemos a vocês que nosso espírito é mais forte não pode ser quebrado; vocês não sobreviverão a nós, e nós os derrotaremos.
(aplausos)
Pois sabemos que a colcha de retalhos de nossa herança é uma força, não uma fraqueza. Somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus - e ateus. Somos formados de todas as línguas e culturas, trazidas de todo canto desta Terra; e porque provamos o fel amargo da Guerra Civil e da segregação, e emergimos desse capítulo sombrio mais fortes e mais unidos, não podemos deixar de acreditar que os velhos ódios um dia passarão; que as linhas tribais logo dissolver-se-ão; que à medida que o mundo se torne menor, nossa humanidade em comum revelar-se-á; e que a América deve exercer seu papel no surgimento desta nova era de paz.
Ao mundo muçulmano: buscamos uma nova trilha adiante, baseada em interesses mútuos e respeito mútuo. Àqueles líderes mundo afora que buscam semear o conflito, ou pôr no Ocidente a culpa pelos males de suas sociedades: saibam que o povo os julgará por aquilo que vocês podem construir não pelo que vocês destruírem. Àqueles que se agarram ao poder por meio de corrupção e trapaças, e que silenciam opositores: saibam que vocês estão do lado errado da história; mas que estendermos a mão se vocês estiverem dispostos a descerrar seus punhos.
Aos povos das nações pobres: comprometemo-nos a trabalhar ao lado de vocês para que suas fazendas floresçam e águas limpas possam fluir; para alimentar corpos esfomeados e mentes famintas. E àquelas nações como a nossa, que gozam de relativa abundância, dizemos que não podemos mais aceitar a indiferença ao sofrimento fora de nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos do mundo sem pensar nos efeitos disso. Pois o mundo mudou, e precisamos mudar junto com ele.
No momento em que divisamos a estrada que surge diante de nós, lembramo-nos com gratidão daqueles bravos americanos que neste exato momento patrulham desertos longínquos e montanhas distantes. Eles têm algo a nos dizer hoje, assim como os heróis caídos que repousam em Arlington murmurarão até o fim dos tempos. Nós os homenageamos não apenas porque são os guardiões de nossa liberdade, mas porque eles encarnam o espírito do serviço; uma disposição para encontrar sentido em algo maior que eles mesmos. Neste momento, um momento que definirá uma geração, é exatamente este espírito que devemos ter dentro de todos nós.
Pois, por mais que os governos possam e devam fazer, no fim das contas é na fé e na determinação do povo americano que esta nação confia. É a gentileza de socorrer um estranho quando um dique é destruído, a generosidade dos trabalhadores que aceitam reduzir sua jornada de trabalho para que um amigo não perca seu emprego, que nos fazem superar os piores momentos. É a coragem do bombeiro que atravessa uma escadaria cheia de fumaça, mas também a disposição de um pai para criar um filho, que decidem afinal a nossa sorte.
Nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com que os enfrentamos podem ser novos. Mas os valores de que nosso êxito depende – honestidade e trabalho duro; coragem e ética; lealdade e patriotismo; essas coisas são antigas. Essas coisas são verdadeiras.
Elas têm sido a força silenciosa do progresso ao longo de nossa história. O que se exige, então, é um retorno a essas verdades. O que se exige de nós agora é uma nova era de responsabilidade – um reconhecimento, por parte de todo americano, de que temos deveres para conosco, para com nossa nação e o mundo, deveres que não devemos aceitar de mau grado, mas sim agarrar com alegria, firmes na percepção de que não há nada mais satisfatório para o espírito, mais definidor de nosso caráter, que darmos o máximo de nós mesmos em uma tarefa difícil.
Este é o preço e a promessa da cidadania.
Esta é a fonte de nossa confiança – a noção de que Deus nos pede que definamos um destino incerto.
Este é o significado de nossa liberdade e de nosso credo - razão pela qual homens, mulheres e crianças de todas as raças e religiões podem reunir-se em celebração nesta magnífica avenida, e a razão pela qual um homem cujo pai, menos de 60 anos atrás, não poderia fazer um pedido num restaurante local, pode agora comparecer diante de vocês para prestar um sacratíssimo juramento.
Marquemos, pois, este dia, com a lembrança, daquilo que somos e do quão longe chegamos. No ano do nascimento da América, no mês mais frio do ano, um pequeno grupo de patriotas juntou-se diante de fogueiras que se apagavam às margens de um rio congelado. A capital fora abandonada. O inimigo avançava. A neve estava manchada de sangue. No momento em que o resultado de nossa revolução parecia mais incerto, o pai de nossa nação ordenou que estas palavras fossem lidas ao povo:
"Façam saber ao mundo futuro... que nas profundezas do inverno, quando nada a não ser a esperança e a virtude poderiam sobreviver.. que a cidade e o país, alarmados por um perigo comum, ergueram-se para vencê-lo".
América. Diante de nossos perigos comuns, neste inverno de dificulades, lembremos estas palavras atemporais. Com esperança e virtude, vamos enfrentar uma vez mais as correntes geladas e suportar quaisquer tempestades que surgirem. Que os filhos de nossos filhos possam dizer que, quando fomos testados, nos recusamos a permitir o fim desta jornada, que não viramos as costas nem fraquejamos; e com os olhos fixos no horizonte e a graça de Deus sobre nós, levamos adiante o grande dom da liberdade e o entregamos em segurança às gerações futuras.
Muito obrigado. Deus os abençoe. E Deus abençoe os Estados Unidos da América."
(aplausos)
Fonte: Revista Época
Quantos tetos ainda vão cair? Deus, por quê?
O desabamento do teto da Igreja Renascer em Cristo trouxe profundo pesar à comunidade evangélica de todo o Brasil.Muitos se perguntam “por quê”? Por que Deus não interferiu em favor do povo que por Ele clamava?
Sabemos que a soberania de Deus não exclui a responsabilidade humana. Ainda assim, queremos entender a razão pela qual Deus não impediu que acontecesse a tragédia.
O que muitos desconhecem é que não foi a primeira vez que uma igreja sofreu uma tragédia como esta.
Em 1976, 21 pessoas morreram com a queda da laje na inauguração de um templo da Igreja Pentecostal Deus é Amor no Rio de Janeiro.
Em 1998, durante uma vigília de oração, o teto da Igreja Universal do Reino de Deus em Osasco desabou, provocando a morte de 22 pessoas, e deixando outras 400 feridas.
Em 2005, o teto da Catedral da Bênção em Taguatinga, DF, desabou. Graças a Deus não houve vítimas fatais.
Ora, se Deus permitiu tudo isso, que mensagem Ele pretende nos transmitir?
Acredito que a tragédia seja o último recurso usado por Deus para nos chamar a atenção. Geralmente, Ele começa com um sussurro, que vai aumentando gradativamente, até que logremos discernir a Sua voz.
Deus não foi a causa dessas tragédias. Mas se as permitiu, não foi em vão.
As igrejas citadas aqui têm em comum a ênfase na prosperidade e nas manifestações miraculosas provocadas pela fé.
Para um pregador da teologia da prosperidade, explicar uma fatalidade dessas é muito mais complicado. Estaria alguém em pecado? Seria coisa do demo?
Quando acontece com os outros, é fácil julgar, apontar erros. Mas quando acontece com um de nós? E quando é conosco? Deixemos de lado o uso do pronome "eles", e comecemos a usar com mais freqüência o pronome "nós". Independente das variações doutrinárias, somos um só povo, que adora a um mesmo Deus. E ainda que houvesse acontecido em uma mesquita ou em um centro kardecista, deveríamos sentir como se fosse conosco. Somos todos passageiros de um mesmo barco, a humanidade.
As tragédias existem para nos lembrar de nossa pequenez, de nossa vulnerabilidade. Aconteceu lá, mas poderia ter acontecido aqui. Não somos melhores do que eles. Esta foi a mensagem que Jesus intentou passar para aqueles que comentavam a queda da Torre de Siloé, que havia ceifado a vida de dezoito pessoas.
Cabe-nos, agora, chorar com os que choram.
Não há explicações a serem dadas, nem *teodicéias que sirvam no momento de dor desmedida. Só nos resta chorar. Não pelos que foram, pois estes certamente estão com Aquele a quem serviam. Mas chorar pelos que ficam, e que terão que lidar com a dor da saudade.
Um teto desabou na casa dos filhos de Jó, ceifando suas vidas enquanto festejavam. Os amigos de Jó tentaram advogar a causa de Deus, justificando-o enquanto acusava a Jó.
Deus não precisa de advogados! Não há instância que possa julgá-lo. Não temos o direito de apontar o dedo pra ninguém. Em vez de dedos a riste, que tal mãos estendidas e olhares compassivos?
O que fez Jesus diante do túmulo de Lázaro? Chorou.
O que fez Jesus ao avistar de longe Jerusalém, que poucos anos depois seria sitiada e destruída pelos romanos? Chorou.
E o que faremos diante das tragédias sem explicação?
Se não há explicação, só nos resta a compaixão.
Choremos.
* Teodicéia - Tentativa de criar argumentos que comprovem a existência de Deus
O Paraíso será mais quente que o Inferno?
É possível calcular exatamente a temperatura do Paraíso. Para isso, abramos a Bíblia: Isaias 30-26, "E a luz da Lua será como a luz do Sol, e a luz do Sol sete vezes maior, como a luz de sete dias".Donde se deduz que o Paraíso recebe da Lua tantas radiações quanto nós recebemos do Sol, e além disso 7 x 7 (49) vezes a quantidade de radiações que a Terra recebe do Sol (isto é 1 vez + 49 vezes = 50 vezes ao todo). A luz que a Terra recebe da Lua é 1/10000 da luz que a Terra recebe do Sol.
As radiações recebidas pelo Paraíso irão aquecê-lo até o ponto em que o calor perdido pela radiação for igual ao calor recebido pela radiação, isto é, o Paraíso perde 50 vezes a quantidade de calor que a Terra perde por radiação.
Se usarmos a lei de Stefan-Boltzmann para as radiações, (H/E)^4 = 50, onde E é a temperatura absoluta da Terra (-300K), obtém-se para H 798K (isto é, 525 °C). Estes 525 °C são a temperatura do Paraíso.
Calculemos agora a temperatura do Inferno... Na Bíblia, em Revelações 21-8 é dito: "mas os que temem, e os que não crêem... serão jogados num lago de enxofre e fogo".
Um lago de enxofre em fusão, isto significa que o enxofre está a uma temperatura inferior ao seu ponto de ebulição que é de 444,6 °C.
Concluindo, esta é a prova de que o Paraíso é mais quente do que o Inferno em 525 °C - 445 °C, ou seja, 80 °C.
Fonte: Humor na Ciência [Via Amenidades da Cristandade]
A Guerra Fria de todos os dias
A Guerra Fria foi um conflito que compreendeu o período entre o final da Segunda Guerra Mundial (1945) e a extinção da União Soviética (1991). Este conflito se iniciou quando as duas potências (EUA e União Soviética) tentaram influenciar outros países acerca de seus sistemas políticos, econômicos e militares.Somente essas duas potências tinham capacidade nuclear para ataque. De um lado a URSS buscava implantar o socialismo em outros países para que pudessem expandir a igualdade social, enquanto os EUA tentavam influenciar outros países com o sistema capitalista que se baseava na democracia e na economia de mercado.
É assim chamada de Guerra Fria, pois não houve uma guerra direta entre as superpotências. E caso houvesse ocorrido, não teríamos um vencedor (já que num eventual embate nuclear pouco sobraria do planeta).
O confronto não ocorreu pela via tradicional de guerra, antes foi uma guerra de ameaças. Militarmente, as duas potências, a fim de garantir suas áreas de influência, colocavam seus arsenais bélicos, inclusive nucleares, em permanente exposição. Um clima de tensão pairava no ar, devido à iminência de uma guerra nuclear.
Muitas vezes ficamos a mercê das ameaças que nos cercam, vivemos pressionados por um clima de tensão em muitas áreas de nossas vidas, fazendo com que o medo seja uma companhia diária. A qualquer momento uma “guerra” ou uma “tragédia” pode acontecer.
Quem diria quase 20 anos após o fim da Guerra Fria seu espírito ainda esta em voga nos nossos dias (na verdade já existia antes mesmo da Guerra). Veja que foi o mesmo artifício usado por Golias contra Davi:
Diz a bíblia que de repente “saiu do arraial dos filisteus um homem guerreiro, cujo nome era Golias, de Gate, que tinha de altura seis côvados e um palmo. Trazia na cabeça um capacete de bronze, e vestia uma couraça de escamas; e era o peso da couraça de cinco mil siclos de bronze. E trazia grevas de bronze por cima de seus pés, e um escudo de bronze entre os seus ombros. E a haste da sua lança era como o eixo do tecelão, e a ponta da sua lança de seiscentos siclos de ferro, e diante dele ia o escudeiro.” (1 Samuel 17; 4 – 7)
Repare como Golias colocava seus arsenais bélicos em permanente exposição a fim de impressionar seus inimigos. A princípio ele vencia seus inimigos no psicológico.
E não obstante, ele ainda “parou, e clamou às companhias de Israel, e disse-lhes: Para que saireis a ordenar a batalha? Não sou eu filisteu e vós servos de Saul? Escolhei dentre vós um homem que desça a mim. Se ele puder pelejar comigo, e me ferir, a vós seremos por servos; porém, se eu o vencer, e o ferir, então a nós sereis por servos, e nos servireis. Disse mais o filisteu: Hoje desafio as companhias de Israel, dizendo: Dai-me um homem, para que ambos pelejemos” (1 Samuel 17: 8 – 10).
O resultado foi que “Ouvindo então Saul e todo o Israel estas palavras do filisteu, espantaram-se, e temeram muito.”
Aqueles homens se deixaram levar pelas ameaças frias de Golias, nenhum deles se lembraram do poder que existe no Senhor dos Exércitos. Deixaram-se levar pela vista, e isso acabou gerando dúvida e por fim medo.
Mas Davi ousou enxergar além. Enquanto aqueles homens se impressionaram com o arsenal bélico de Golias, Davi enxergou o verdadeiro cenário daquela batalha e afrontou o Gigante dizendo:
“Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu venho a ti em nome do SENHOR dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado" (1 Samuel 17:45).
Diz a Bíblia que “Davi apressou – se e correu a encontrar- se com Golias. E Davi pôs a mão no alforje, e tomou dali uma pedra e com a funda lha atirou, e feriu o filisteu na testa, e a pedra se lhe encravou na testa, e caiu sobre o seu rosto em terra" (versos 48 e 49).
“Assim Davi prevaleceu contra o filisteu, com uma funda e com uma pedra, e feriu o filisteu, e o matou; sem que Davi tivesse uma espada na mão.” (verso 50)
A Fé é antítese da dúvida, se a primeira vem pelo ouvir a Palavra de Deus, a segunda vem em dar ouvido à voz do nosso adversário. Não podemos levar em conta as ameaças que nos são lançadas, seja em qualquer situação. O único objetivo delas é provocar neutralidade em nosso agir.
Lemos em Tiago 4:7 :
“Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.”
Sujeitar a Deus implica em dizer sim a ELE, é falar a favor da Fé, que por sua vez é profetizar!
Etimologicamente falando ( pro.fe.ti.zar ) é isso: falar a favor da Fé.
É essa postura que devemos tomar perante as demandas da vida, pois muito mais que falar uma palavra mágica como sendo um “abracadabra”, profetizar nos conecta à Vontade do Pai, o que nos leva a ter uma consciência da verdadeira noção da realidade. Isso faz com que corramos para e não da situação que nos ameaça.
Por outro lado resistir ao Diabo implica em dizer não as ameaças provenientes dele. Pois a mentira é a principal ferramenta de trabalho do mal, não é a toa que o Diabo é o pai dela. Mal comparando é a mesma essência da Guerra Fria, uma guerra de ameaças.
Portanto devemos confiar naquilo que O Senhor prometeu para nós, pois ELE é Fiel com sua Palavra. Com isso muitos dos perigos e medo que nos assombravam deixarão de existir.
Assim chego à mesma conclusão que Robinson Crusoé, amadurecido por sua experiência, isolado na ilha, teria comentado com o amigo Sexta-Feira: “se há uma coisa que aprendi aqui, é que o medo do perigo é sempre muito maior do que o próprio perigo”.
segunda-feira, janeiro 19, 2009
Espiritualidade Atraente ou Repelente?
Que expectativas o Mundo tem acerca da igreja cristã? Será que temos correspondido a elas? Ou temos estado aquém ou mesmo além delas?Sabe qual o comentário que se fazia quando os discípulos chegavam a uma cidade? “Estes que têm alvoroçado o mundo, chegaram também aqui” (At.17:6).
Temos vivido uma espiritualidade atraente ou repelente?
As principais características da igreja primitiva eram:
a) Tinham tudo em comum (amor) – Atos 2:44
b) Perseveravam na doutrina apostólica (verdade) – v. 42
c) Oração (espiritualidade e fé) – v. 42
d) Ambiente alegre impregnado de louvor (alegria) – vv. 46-47
e) Caíam na graça de todo o povo (simpatia) – v.47
Aquela era uma igreja atraente. Todas à sua volta se deixavam contagiar pela graça que se sobressaía entre eles.
Os únicos que nutriam antipatia contra a igreja eram os religiosos invejosos, que se viam ameaçados pelo seu crescimento.
Um episódio extraído do Antigo Testamento para exemplificar o que estamos falando, é o que narra o encontro entre Salomão e a Rainha de Sabá.
O texto bíblico diz que “quando a rainha de Sabá ouviu a fama de Salomão, no que se refere ao nome do Senhor, veio prová-lo por enigmas” (1 Reis 10:1).
A fama do rei a intrigou. Ela queria tirar a prova dos nove. O que a atraía em Salomão não era sua aparência física, ou mesmo a riqueza que ostentava, e sim o que referia ao nome do Senhor. Jamais podemos nos esquecer que carregamos esse nome. Ser “cristão” é carregar a reputação de Cristo.
É vergonhoso para nós ouvir alguém como Gandhi, confessar admirar Jesus, mas não se sentir atraído pelo modo de vida daqueles que dizem segui-lo.
A rainha de Sabá chegou a Jerusalém cercada por uma enorme comitiva. Ela jamais empreenderia uma viagem tão longa sozinha. Da mesma forma, quando atraímos alguém, não podemos perder de vista aqueles que o acompanham.
O carcereiro que se rendeu a Cristo na prisão através do testemunho de Paulo e Silas, levou consigo toda a sua família.
O problema é que enfatizamos demais a salvação individual, e nos esquecemos de que o propósito de Deus abarca toda a nossa rede social, o inclui nossa família e nossos amigos.
“Chegou a Jerusalém com uma grande comitiva, com camelos carregados de especiarias, e muitíssimo ouro e pedras preciosas. Apresentou-se a Salomão, e lhe disse tudo o que lhe ia no coração” (v.2).
Não se abre o coração pra qualquer um! Para que alguém chegue ao ponto de desnudar sua alma, é necessário que haja confiança. Acredito que a rainha de Sabá trazia não apenas curiosidades, mas também questões existenciais que a atormentavam. Se Salomão não desfrutasse de alguma credibilidade, ela jamais se atreveria a abrir-lhe o coração.
Uma igreja atraente deve gozar da confiança da sociedade. Portanto, urge resgatarmos a credibilidade da igreja cristã.
“Salomão respondeu a todas as suas perguntas; nada houve difícil demais que o rei não pudesse explicar” (v.3).
Perdemos a sintonia com o mundo. Este foi o preço do nosso isolamento. Já não nos preocupamos com suas questões. Dizemos em alto e bom som: Cristo é a resposta! Mas sequer procuramos saber quais são as perguntas. Queremos que o mundo nos ouça, porém não paramos para ouvi-lo.
Vale aqui a recomendação de Pedro: “Estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pe.3:13b).
“Vendo a rainha de Sabá toda a sabedoria de Salomão, a casa que edificara, a comida da sua mesa, o assentar dos seus oficiais, o serviço de seus criados e os trajes deles, seus copeiros, e os holocaustos que ele oferecia na casa do Senhor, ficou fora de si” (1 Reis 10:4-5).
Gostaria de propor aqui um paralelo entre este texto e aquela que é considerada a rainha das epístolas de Paulo, a carta aos Efésios.
Ao todo, são sete itens observados pela Rainha de Sabá que comprovavam a sabedoria de Salomão:
1 – A casa que edificara
2 – A comida da sua mesa
3 – O assentar dos seus oficiais
4 – O serviço de seus criados
5 – Os trajes deles
6 – Seus copeiros
7 – Os holocaustos que oferecia na casa do Senhor
Cada um desses itens pode ser encontrado em Efésios. Eles são sombras de uma realidade que só nos foi plenamente revelada no Novo Testamento.
Exploremos cada um deles:
1 – A casa que edificara – Em Efésios 2:19-22 lemos: “Assim já não sois estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra angular. Nele todo edifício bem ajustado cresce para templo santo no Senhor. E nele também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito”. Apesar de toda a suntuosidade, o Templo erguido por Salomão era apenas uma figura do verdadeiro templo que seria construído por outro descendente de Davi, a saber, Jesus. Este novo e definitivo templo é a igreja de Deus, a nova humanidade. Bastava olhar a obra empreendida por Salomão para ter uma idéia de quão extraordinária era a sua sabedoria. Semelhantemente, o mundo tem que olhar para nós, para o nosso modo de vida, e perceber que através dele a sabedoria de Deus se expressa. E mais: a casa construída por Cristo deve ser acolhedora. Ninguém deve sentir-se estrangeiro ou forasteiro. Afinal de contas, é casa de oração para todos os povos! Além de acolhedora, deve ser ordeira, organizada. Os veteranos devem ser referenciais para os novatos. Era esta a preocupação de Paulo, ao advertir Timóteo: “Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te em breve; para que, se eu tardar, saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e esteio da verdade” (1 Tm.3:14-15).
2 – A comida da sua mesa – Talvez o que tenha causado mais admiração na Rainha de Sabá não tenha sido propriamente os pratos, ou os talheres, mas a maneira como as pessoas repartiam o pão sentados à mesa. Lembre-se que em Atos, lemos que uma das características marcantes da igreja primitiva era o “partir do pão”e o compartilhar todas as coisas. Este é o sentido original de “comunidade”. Somos uma comunidade edificada ao redor do Trono da Graça. Por isso, temos tudo em comum. A mesa está posta, e o que nela for colocado deve ser repartido. Isso é comunhão. Em Efésios, Paulo adverte: “Aquele que furtava, não furte mais, antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o necessitado” (4:28). Nossa preocupação deve ser sempre com a necessidade do outro, e não com a nossa. Não vale entre nós o ditado que diz “a farinha é pouca, meu pirão primeiro”. E esse “partir do pão” não deve ser apenas no aspecto material, mas também no espiritual. Paulo diz em outra epístola: “O que eu recebi do Senhor, isso também vos dei” (1 Co.11:23). Tudo o que vemos e ouvimos, deve ser compartilhado com outros, caso contrário, não haverá verdadeira comunhão. “O que vimos e ouvimos”, disse João, “isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco” (1 Jo.1:3a). Assim como não devemos furtar, isto é, nos apropriar do que é de outros, também não deve sair de nossa boca qualquer palavra torpe, “mas só a que for boa para promover a edificação, conforme a necessidade, para que beneficie aos que a ouvem” (Ef.4:29). A mesa está posta, todos são convidados!
3 – O assentar dos seus oficiais – A rainha de Sabá ficou impressionada com a disciplina que havia entre os oficiais do Rei. O fato de serem autoridades, não lhes conferia a liberdade de fazer o que quisessem. Eles só poderiam exercer autoridade, se estivessem sob autoridade. E era por reconhecer em Salomão a autoridade outorgada por Deus, que esses oficiais primavam pelo respeito e pela reverência. Em outras palavras, a rainha admirou a maneira como os oficiais exerciam seu ofício, sempre respondendo àquele que estava sobre eles. O trono de Salomão estava acima de seus assentos. Era de lá que vinha a autoridade que lhes fora delegada. Em Efésios 1:18-23, lemos: “Oro também para que sejam iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos, e qual a suprema grandeza do seu poder para conosco, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e fazendo-o sentar-se à sua direita nos céus, acima de todo principado, e autoridade, e poder, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro. E sujeitou todas as coisas debaixo dos seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche tudo em todos.” Toda autoridade provém daquele que está acima de tudo e de todos. Os vinte e quatro anciãos de Apocalipse reconhecem isso ao dispor de suas coroas, e depositá-las aos pés d’Aquele que está no Trono. O fato de Cristo estar assentado em Seu trono de glória é que nos dá a possibilidade de com Ele reinarmos. Se não nos submetemos a Ele, e às autoridades por Ele estabelecidas, tampouco podemos exercer qualquer autoridade. A autoridade de Cristo provém do Pai. Foi Ele quem O exaltou e Lhe deu um nome sobre todo o nome. A nossa autoridade provém de Cristo, que nos elevou juntamente com Ele, e “nos fez assentar nas regiões celestiais, em Cristo Jesus” (2:6).
4 – O serviço de seus criados – Os criados de Salomão buscavam o padrão da excelência. Nada era feito de qualquer maneira. Mesmo na ausência do Rei, eles trabalhavam com afinco para que tudo correspondesse às suas expectativas. Serviam aos convivas, como se servissem ao próprio Rei. Paulo também fala sobre isso em sua epístola aos Efésios. Confira: “Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo. Não obedeçais a vossos senhores apenas quando estão olhando, só para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus” (6:5-6). Uma igreja atraente é aquela que se dispõe a servir a todos à sua volta. Infelizmente, o que temos visto é uma igreja voltada para si mesma. A única razão de estarmos aqui é o mundo. E nosso serviço é constantemente avaliado, não apenas pelo Rei, mas por aqueles a quem servimos. E jamais haverá um tempo em que seremos promovidos de “servos” a “senhores”. Mesmo aqueles que usufruem certa autoridade, nada mais são do que servos do seu povo.
5 – Os trajes deles – Que elegância! Deve ter sido o comentário da rainha. Não é por serem criados, que eles devem andar maltrapilhos. A excelência deve se manifestar tanto no seu serviço, quanto na sua apresentação. Como temos nos apresentado ao mundo? Quais têm sido nossas vestes? Encaremos essas roupas como uma alegoria do nosso modo de vida. Paulo diz aos efésios que eles deveriam se despir do “velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano”, e se renovarem no “espírito do entendimento”, revestindo-se do “novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Ef.4:22-24). Esta nova roupagem, que nada mais é do que a nova vida em Cristo, deve atrair a atenção do mundo. Não se trata de uma santidade legalista, repelente, nauseante, mas de uma santidade atraente e contagiante. Porém, deve-se ter muito cuidado, porque há peças que não combinam com nossa nova vida. Uma delas é a mentira. Daí a admoestação paulina: “Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo” (v.25). A mentira destoa com o resto da nossa roupa espiritual. Além de “toda amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfemais e toda a malícia”, que devem ser igualmente “tiradas” de entre nós (Ef.4:31). Despidos desses trapos imundos, devemos nos vestir da justiça de Cristo, e “sobre tudo isso”, nos revestir de amor, “que é o vínculo da perfeição” (Cl.3:14).
6 – Seus copeiros – A atenção da rainha de Sabá se volta para os copeiros. Ela os destaca dentre todos os demais criados de Salomão. Por quê? Aquele era um cargo de alta confiança. Ele era o responsável por tudo o que o rei bebia. Naquela época, havia sempre conspirações para derrubar o rei. E uma das armas usadas pelos conspiradores era o veneno que geralmente era colocado na bebida do rei. Antes de servi-lo, o copeiro tinha que provar o vinho em sua frente. Se ele continuasse vivo, era porque o vinho estava puro, sem veneno. Portanto, era um cargo ocupado por pessoas de muita confiança. Não podia haver qualquer mistura na bebida servida ao rei e aos seus convidados. Além disso, as taças tinham que estar permanentemente cheias. Paulo escreve aos Efésios: “E não vos embriagueis com vinho, em que há devassidão, mas enchei-vos do Espírito” (5:18). Mas como se dá esse enchimento? Como manter nossas taças cheias? Eis a resposta: “...falando entre vós com salmos e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo” (vv.19-21). Ninguém mantém sua taça cheia isolando-se dos demais. O enchimento do Espírito se dá de maneira coletiva. É “falando entre vós”. Fora do contexto congregacional, estaremos fadados a uma espiritualidade vazia. Mas é quando nos voltamos para os demais, buscando encher suas taças, que nossa taça é repleta. Lembre-se que “estavam todos reunidos no mesmo lugar”, quando “todos foram cheios do Espírito Santo” (At.2:1,4). Eis a razão porque o escritor de Hebreus é tão enfático: “Consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixando de congregar-nos, como é costume de alguns” (Hb.10:24-25a).
7 – Os holocaustos que oferecia na casa do Senhor – Acredito que nada chamou mais a atenção da rainha de Sabá do que este item, a qualidade da oferta e do culto que se ofereciam ao Senhor. Aquela era a prova final de que a sabedoria de Salomão excedia à de todos de sua época. Vivemos sob a égide da Nova Aliança, em que os sacrifícios levíticos cessaram. O sacrifício do Filho de Deus foi definitivo, e maneira que não há mais a necessidade de qualquer sacrifício meritório. Entretanto, um novo tipo de sacrifício foi instituído, que Pedro chama de “sacrifícios espirituais” (1 Pe.2:5). O mesmo escritor sagrado que diz que “não resta mais sacrifício pelos pecados” (Hb.10:26b), também diz: “Portanto, ofereçamos sempre por meio dele a Deus sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome” (Hb.13:15). Os sacrifícios atuais não são motivados pela culpa, mas por gratidão e louvor. Não é por serem espirituais, que tais sacrifícios não devam ter algum aspecto físico e material. Paulo diz aos Romanos que devemos apresentar os nossos corpos “como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”, que é o nosso culto racional (Rm.12:1). Portanto, nosso culto a Deus envolve aspectos físicos, e não apenas espirituais. Nossos corpos são oferecidos como instrumentos do Seu amor e da Sua justiça. Já não estamos entregues às nossas paixões e apetites desenfreados. Negamos a nós mesmos, tomamos a nossa cruz, e O seguimos. Esses mesmos sacrifícios espirituais também incluem aspectos materiais. Paulo diz aos Filipenses que a oferta que lhe fora enviada chegou a Deus “como cheiro suave, como sacrifício agradável e aprazível a Deus” (Fp.4:18). Se não fosse assim, não faria sentido a admoestação: “Não vos esqueçais de fazer o bem e de repartir com outros, pois com tais sacrifícios Deus se agrada” (Hb.11:16). Não concordamos que as pessoas devam ser motivadas a sacrifícios como barganha para serem abençoadas. Isso tem provocado escândalo entre os de fora da igreja. Trata-se, antes, de sacrifício de amor, não apenas pela causa do Reino, através de ofertas, mas também pelo bem do próximo, sem importar a fé que professe. É, de fato, uma questão de amor. Paulo diz aos Efésios: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados, e andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave” (Ef.5:1-2). O exemplo foi dado, agora nos cabe segui-lo.
Voltando para o relato do encontro entre Salomão e a rainha de Sabá, deparamo-nos com esta confissão: “Foi verdade a palavra que ouvi na minha terra, acerca dos teus feitos e da tua sabedoria. Porém eu não acreditava naquelas palavras, até que vim, e vi com os meus olhos. Deveras, não me disseram metade; sobrepujaste em sabedoria e bens a fama que ouvi” (1 Reis 10:6-7).
Repare nisso: ela não foi ao encontro de Salomão porque cria. Pelo contrário. Ela foi porque não cria. Se quisermos atrair os que não crêem, devemos, no mínimo, buscar ser coerentes com aquilo que pregamos. E quando as pessoas vierem, que fiquem igualmente surpreendidas! Pois afinal de contas, o Deus a quem servimos é “poderoso para fazer tudo muitos mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera” (Ef.3:20).
Que fiquemos além, e jamais aquém das expectativas que o mundo tem a nosso respeito.
