sexta-feira, julho 31, 2009

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O Despertar de uma Consciência Iluminada

quinta-feira, julho 30, 2009

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Um brinde à igualdade racial na Casa Branca

Obama faz 'cúpula da cerveja' na Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se encontrou nesta quinta-feira com o professor Henry Louis Gates e o policial Jim Crowley, para uma cerveja na Casa Branca na tentativa de apaziguar a disputa racial que dominou a mídia americana nos últimos dias. O presidente disse que teve uma conversa amigável com os dois.

Eles foram acompanhados ainda pelo vice-presidente americano, Joe Biden.

Obama foi criticado depois de ter afirmado que a prisão de Gates, um professor negro da Universidade de Harvard, foi "estúpida".

Segundo o presidente, o encontro "informal" desta quinta-feira é uma chance para auto-reflexão.
"São três pessoas tomando uma cerveja no fim do dia e eu espero, dando a oportunidade para que um escute o que o outro tem a dizer", afirmou.

Prisão

Há duas semanas, o renomado professor foi preso ao tentar entrar na sua própria casa, na cidade americana de Cambridge, após passar uma semana viajando pela China.

Ao chegar à residência, Gates e seu motorista tiveram dificuldades ao abrir a porta. A polícia recebeu a denúncia de que dois negros estariam tentando arrombar uma casa.

Após pedir os documentos ao professor, Crowley o teria prendido. Segundo o policial, Gates o teria desrespeitado e o acusado de discriminação racial.

Ele foi preso por acusações de conduta imprópria.

Depois da detenção, Obama disse que "a polícia de Cambridge agiu de for a estúpida ao prender alguém quando havia prova de que ele estava em sua própria casa".

Mas críticos dizem que o presidente não deveria se envolver em casos individuais, especialmente quando não está de posse de todos os fatos.

Na última sexta-feira, o presidente lamentou ter feito os comentários e afirmou que chamaria os dois para uma cerveja.

Segundo a correspondente da BBC em Washington Jane O'Brien, a forte cobertura da mídia sobre o caso, classificando o encontro como a "cúpula da cerveja" acabou ofuscando os esforços de Obama de reativar as discussões sobre a aprovação das reformas no sistema de saúde do país.

Fonte: BBC - Brasil

Talvez alguns irmãos mais sensíveis se sintam desconfortáveis com o fato deste brinde ter sido regado à cerveja. Eu prefiro focar no que realmente importa. Fosse com água mineral, coca-cola, ou até caipirinha, o importante foi o exemplo deixado por Obama neste episódio, convidando a sociedade americana a dialogar. Perguntado se estava servindo como mediador, Obama afirmou em tom de brincadeira que servia apenas como garçom.

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No que a igreja se tornou...

"No início, a igreja era um grupo de homens centrados no Cristo vivo. Então, a igreja chegou à Grécia e tornou-se numa filosofia. Depois, chegou a Roma e tornou-se uma instituição. Em seguida, à Europa e tornou-se uma cultura. E, finalmente, chegou à América e tornou-se um negócio" (Richard Halverson).

Vou um pouco mais longe: Quando chegou ao Brasil, tornou-se um circo!
Com tanto malabarismo teológico, palhaçadas, milagres tirados da cartola, só poderia dar nisso.
* A imagem usada é apenas ilustrativa. Muitas igrejas sérias se reúnem sob lonas circenses. Como não encontrei outra imagem, resolvi correr o risco de ser mal compreendido, e usei esta que encontrei na internet.

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Avião: eu tenho, você não tem...

Se antes o sonho de todo pastor era construir uma catedral, agora é adquirir seu próprio avião. Repentinamente, a classe pastoral foi tomada por um complexo de Ícarus.

Ora, se fulano pode, por que eu não?

E assim, cresce a cada dia o número de pastores que desfilam pra baixo e pra cima em suas aeronaves particulares.

O que antes só era visto do lado de cá da linha do Equador (EUA), agora está cada vez mais comum nas terras tupiniquins.

Ter um avião passou a ser sinônimo de estar sob a bênção e a aprovação divinas.

Quanta tolice!

O que pensa o mundo acerca de nossas megalomanias?

Um desses líderes* que acaba de adquirir um jato, afirmou em uma mensagem recente:

"Somos [sic] entre os quinhentos homens mais bem-sucedidos do Brasil que possuem um jato. A visão desatou novos líderes e milionários. Pastores e líderes que possuem casa, patrimônio, empresas e templos (como Igreja) acima de milhões, o que fez ministérios e líderes milionários. Sabe por quê? Deixamos de ser tímidos, saímos dos decretos de morte e entramos no decreto de vida. Por isso, estamos ousando conquistar no sobrenatural."

Que credibilidade teremos para pregar o Evangelho da Graça e do Reino de Deus, se nos prostramos ante a Mamom?

Estou corado de vergonha.

Nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, almejou tanto luxo. Poderiam ao menos ser discretos. Mas em vez disso, sentem a necessidade de ostentar.

Qual será o próximo sonho de consumo dos mega-pastores? Um transatlântico?

E o que mais me incomoda é saber que a maioria deles prega pra gente muito humilde, que mal consegue adquirir um carro usado. É o dinheiro dessa gente humilde que sustenta a megalomania dos seus líderes.

Enquanto isso, as convenções e seminários em hotéis continuam servindo como feira de vaidade, onde cada qual quer ter mais vantagem pra contar aos seus colegas.

Vale aqui a exortação de Cristo à igreja em Laodicéia:

"Dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta. Mas não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu" (Apocalipse 3:17).

Lembremos que o sonho de Ícarus tornou-se no seu maior pesadelo. Um dia as asas derretem...

O mito de Ícarus encontra paralelo no Oráculo de Deus acerca do Rei da Babilônia:

"Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono (...) Subirei acima das mais altas nuvens; serei semelhante ao Altíssimo. Mas serás levado à cova, ao mais profundo do abismo" (Is.14:13a,14-15).

Que Deus levante em nossos dias uma geração de líderes segundo o Seu coração, que não se corrompam com as ofertas do Mundo, mas que sejam verdadeiros agentes transformadores do Reino.


* O líder citado é Renê Terra Nova, de acordo com o site Voz Profética

quarta-feira, julho 29, 2009

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A razão de existirmos...



Entre muitas coisas, a canção diz: "Meu pequenino, Eu vivo para mudar seu mundo, Eu vivo para mudar seu mundo. Oh, como mudaste meu mundo! Saiba que a bondade de Deus fará um caminho. Ele já fez um caminho".

Peço a Deus que desperte o Seu povo ao redor do Mundo, para que assuma seu papel transformador. Em vez de ficar de braços cruzados, esperando ser tirado daqui, deveríamos nos envergonhar e proclamar um cristianismo engajado na restauração do mundo, e na edificação da Civilização do Reino de Deus.

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Passados pra trás: a indústria do arrebatamento segue vigorosa

Você já pensou em armazenar documentos, imagens, mensagens que você queira deixar para seus parentes ou amigos que não serão arrebatados? Pois então, seus problemas acabaram!

A empresa You´ve Been Left Behind da cidadezinha de Harwich no estado americano de Massachusetts provê esse serviço para seus assinantes.

O assinante pode criar mensagens de e-mail para seus queridos que, na opinião dele, não são aptos a participar do arrebatamento. Cada assinante passa a ter uma conta com 250MB de espaço de armazenamento e pode carregar qualquer tipo de documento e deixar previamente ajustado para ser entregue para até 62 endereços de e-mail. Um blog também está disponível para os assinantes no qual eles podem encontrar documentos pré-formatados, coisa útil para aqueles que não têm tempo e nem um conhecimento suficiente das profecias para que possam redigir suas próprias cartas. O custo do serviço fica ao redor de 40 dólares por ano. Os operadores do website juram que vão reduzir o preço assim que aumentar o número de assinantes. Ah! E eles garantem que nunca menos que 10% de todo do dinheiro arrecadado anualmente será destinado à instituições de caridade cristãs.

Interessante notar que a premissa de negócio da empresa é que a internet continuará no ar e funcionando!

Como pode-se ver, desde a concepção da série de livros e fimes "Deixados para trás" o arrebatamento tornou-se num negocião; a cada dia novos produtos e serviços sendo lançados em sua esteira.

terça-feira, julho 28, 2009

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Será que a igreja atual tem jeito?

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Precisa-se de um Herói

É... Nada será como era antes. Sinto falta de ver na nova geração os sonhos que sonhei em minha mocidade. Não que não me sinta mais jovem (claro! rsrs), ou que tenha deixado de ser um sonhador, mas os sonhos que ainda sonho e os sonhos que já realizei começaram muito cedo. Embora não soubesse exatamente como realizar, sabia muito bem o que queria. Não me faltava utopia, nem ícones em quem pudesse me inspirar.

Queríamos mudar o mundo, gritamos “diretas já”, “abaixo a ditadura”, fomos às ruas, unimos nosso povo, mobilizamos nossas igrejas, lutamos por liberdade de expressão, contra o preconceito racial, denunciamos a corrupção, derrubamos a ditadura, elegemos um presidente, pintamos nossa cara e derrubamos o presidente que elegemos.

Tínhamos ícones na política e na cultura. Verdadeiros heróis! A música que ouvíamos era boa e carregada de utopia, sonhos e fome de justiça. Ah, como era bom estar na rua cantando “vem vamos embora que esperar não é saber...”!

Não só sonhávamos com um mundo melhor como também com uma igreja de fiéis mais ativos, que transpassassem os limites das quatro paredes do templo, que acolhessem o sofredor e não fossem tão fúteis e mesquinhos.

O que aconteceu?

Aconteceu que, como disse Cazuza, “meus heróis morreram de overdose” e ninguém mais se levantou para agitar a grande massa. Hoje temos uma geração carente de um herói. Seus objetivos resumem-se em ouvir música de péssima qualidade, cuidar da própria vida, com pés no chão, sem cometer os mesmos erros utópicos de seus pais.

Quanto a minha geração, a grande maioria, abandonou o sonho, “tá em casa, guardada por Deus, contando vil metal”, exatamente como constatou Belchior, em ‘Como Nossos Pais’, que ainda dizia que “apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”.

Onde foi que erramos?

O problema é que não precisávamos de heróis. Precisávamos de pais. Tivemos verdadeiros heróis na política e na cultura, mas não na família. E, diga-se de passagem, dentre os poucos filhos afortunados que tiveram pais heróis, a maioria, não soube reconhecer o heroísmo de seus pais. Minha geração foi marcada pela despaternidade, vivendo num processo de transição social onde a estrutura familiar abalada oscilou entre os extremos de pais ausentes (separados) e pais presentes, porém, austeros e incompreensíveis, tão heróis quanto bandidos. Na falta deste ícone familiar, buscamos ícones pop-stars, ao som de quem caminhamos e cantamos e seguimos a canção. Porém, quando estes ícones se calaram, muitos de nós ficamos caminhando ao vento “sem lenço e sem documento”, sem ter em quem se espelhar e sem servir de espelho para ninguém.

Então, QUE NADA SEJA COMO ERA ANTES!

Nossos filhos não precisam dos heróis da TV, nem da música, nem da política. Só precisam de pais... pais heróis, presentes, que os ensinem a sonhar, a serem livres e libertadores, a “amar as pessoas como se não houvesse amanhã”, a serem justos e denunciarem as injustiças, a serem responsáveis, honestos e jamais deixarem de crer no futuro.

O SONHO NÃO ACABOU!

Texto de Julio Zamparetti Fernandes

segunda-feira, julho 27, 2009

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Que outro grande salto devemos esperar?

sábado, julho 25, 2009

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Bob Esponja vai ao Culto

Introdução

Semana passada, quando entrei em casa, vi a Gabi se esbaldando de rir na sala. Curioso, entrei no cômodo e percebi que ela estava assistindo a um desenho do Bob Esponja. Sentei ao seu lado e comecei a assistir também. No episódio, Bob Esponja havia saído do mar para ir a terra seca e, por conta disto, estava desidratado, quase morrendo.

Bob Esponja é uma série televisiva, criada por Stephen Hillenburg, que é veiculada no Brasil pela Rede Globo. Bob é uma esponja do mar quadrada, amarela e que vive no fundo do Oceano Pacífico, numa cidade submarina. Ele é um sujeito bonachão e ingênuo, que mora num abacaxi e trabalha num restaurante.

Nos próximos parágrafos, vou fazer correlações entre esse episódio do Bob Esponja, o “crente de igreja” e a mentalidade consumista dos nossos dias. Agora, para você compreender o porquê de tudo isto, leia o texto até o final...

Decifra-me ou te Devoro

“O fim material de toda atividade humana é o consumo”. William Beveridge. O termo “sociedade de consumo” é muito utilizado por economistas e sociólogos para definir o tipo de civilização que se encontra num avançado nível de desenvolvimento industrial. Lendo um pouco mais sobre o assunto, você poderá facilmente observar que uma das críticas mais comuns sobre a sociedade de consumo diz respeito a sua incapacidade de resistir às pressões do sistema capitalista.

De forma sintética, o objetivo do capitalismo é transformar o desejo do indivíduo, como consumidor, no desejo da massa, multiplicando exponencialmente o potencial de consumo. Para obter esse “milagre”, dentre outras coisas, aplica técnicas de marketing, inovadoras e inteligentes, para produzir nas pessoas a “necessidade” de consumir o que elas precisam e, não raro, o que nem imaginavam ter.

Do meu ponto de vista, a questão já assumiu proporções desastrosas. Estamos sendo movidos pelo que chamo de “concupiscência dos olhos”, ou seja, um desejo desenfreado de possuir coisas, muitas das quais, sequer precisamos. Você entra no shopping para tomar um sorvete e sai com uma calça jeans, um forno microondas e um belíssimo tapete para a sala de jantar. E haja cheque especial para “segurar a onda”!

A impressão que tenho, sem querer ser místico, é que há uma potestade espiritual atuando por trás deste sistema perverso. Existe uma espécie de “overdose de desejos” sendo projetada, ainda que de forma subliminar, na mente das pessoas, nos planos das empresas, nas leis dos governos e nos objetivos das nações.

Olhe para o que está acontecendo no mundo! Do ponto de vista ambiental, por exemplo, temos hoje uma situação insustentável, pois, para podermos saciar o apetite da sociedade de consumo, estamos exaurindo os recursos naturais do planeta, além de despejar indiscriminadamente resíduos tóxicos que ameaçam, seriamente, toda e qualquer possibilidade de regeneração da natureza e dos elementos imprescindíveis à sobrevivência humana. Tal cenário, não é fruto apenas do vazio e egoísmo humano, mas de projeções psíquicas, articuladas por “camadas espirituais”, que visam fomentar desejos incontidos nos indivíduos, não raro, contra si mesmos.

Este capitalismo “selvagem”, que nos empurra na direção de estar sempre adquirindo bens e serviços, impregnou de tal forma a nossa consciência que, como “efeito colateral”, passamos a existir condicionados a essa “espiral de consumo”. Em função disto, todas as interações que fazemos com o meio são baseadas em fluxos de interesses, os quais sempre se movem em nossa direção, como se fôssemos buracos negros, atraindo para nós mesmos tudo o que gravita ao nosso redor. É por isso que achamos tão natural comprarmos coisas indiscriminadamente, usarmos pessoas despudoradamente e explorarmos o planeta até a sua total exaustão!

Cristianismo à La Carte

Buscando correlacionar as implicações dos fenômenos psicossociais de nosso tempo com a vida religiosa, comecei a analisar a relação que existe entre o “crente” e a “igreja”. De antemão, quero lhe afirmar que, em muitos casos, trata-se de uma relação tipicamente patológica, que tem como uma das características principais o “espírito de consumo”, ou seja, esse arquétipo de, em qualquer circunstância, buscar apenas tirar proveito e extrair o máximo possível.

Costumeiramente, a relação desse indivíduo – que passarei a chamar de “Crente Bob Esponja” – com a comunidade, é uma relação baseada no “abuse e use”, na troca desigual, no benefício próprio, no egoísmo, na acomodação, na lei do menor esforço, no “venha a nós e Vosso Reino nada”. Minha conclusão não está baseada apenas em estudos de caso do gabinete pastoral. Pelo contrário, trata-se de uma análise de campo respaldada por anos de observação, por estudos de modelos conceituais, por conversas, discussões, e pela experimentação prática de processos organizacionais, métodos e formas de estruturação eclesiológica.

A conclusão a que cheguei, para minha tristeza, é a de que o “Crente Bob Esponja” é um consumidor voraz! Uma simples análise, por exemplo, sobre como ele escolhe a igreja a qual irá pertencer, já revela clara e objetivamente o problema. Exposto a esse tipo de situação, o “Crente Bob Esponja” levará em consideração apenas aspectos que atendam as suas conveniências e bem-estar. Dessa forma, o local onde irá congregar precisa ter, pelos menos, as seguintes características: bom estacionamento, ótima localidade – prioritariamente perto de casa – segurança, ar-condicionado, boa música, escola dominical para crianças, berçário, excelente pregação – de preferência que não fale em dinheiro nem de aspectos da fé como cruz, renúncia ou sacrifícios – bons programas e movimentos, além de recursos multimídia, é claro!

Na verdade, a relação do “Crente Bob Esponja” com a comunidade é uma relação baseada apenas no receber, e nunca no dar. Ele imagina que a igreja tem como função primordial servi-lo, que os programas foram criados para entretê-lo, que a mensagem foi feita para animá-lo, que os outros membros existem para confortá-lo, e que o pastor presta-se, apenas, a atendê-lo. Tudo gira em torno dele, inclusive Deus, que está ali, de plantão, como se fosse um maître, a sua inteira disposição, para solucionar todos os seus problemas.

Para o “Crente Bob Esponja”, questões como: compromisso, renúncia ao conforto, abrir mão do descanso, sacrificar a agenda, abdicar regalias, empreender recursos financeiros, servir aos necessitados, estão totalmente fora de questão, pois invertem o fluxo “natural” das coisas, não permitindo que ele seja o “centro do universo”. Por isso a grande maioria das igrejas experimenta uma dinâmica funcional (20/80), ou seja, 20% dos membros sobrecarregados, atarefados com uma infinidade de programas institucionais, para manter satisfeitos os 80% restantes, que não se envolvem com absolutamente nada, pois querem apenas “consumir”.

“Arqueologia” do Culto Cristão

Não seria possível, nesta reflexão, analisar os desdobramentos desta questão em todas as instâncias da vida eclesiástica e institucional. Portanto, para poder aprofundar um pouco a discussão, resolvi circunscrever o tema há alguns aspectos da celebração do culto. Para tal, preciso lhe fornecer um brevíssimo resumo sobre a evolução do mesmo.

Quando olhamos para as expressões cúlticas da fé judaico-cristã, partindo do Antigo Testamento, até os nossos dias, percebemos, claramente, um avanço gradativo e conceitual. Antes de mais nada, para alinharmos saberes, quero fornecer-lhe a definição de James Stanley Moore sobre culto. Ele afirma que: “cultuar é vivificar a consciência da santidade de Deus, nutrir a mente com a verdade de Deus, purificar a imaginação pela beleza de Deus, abrir o coração ao amor de Deus, e dedicar à vontade ao propósito de Deus”.

A primeira manifestação de culto nas Escrituras foi individual, através da oferta de sacrifícios em altares, no tempo dos Patriarcas. Na seqüência, surgiu o tabernáculo, que se constituía num “centro de adoração”, meticulosamente construído, com cerimônias simbólicas, sacerdotes paramentados, elementos litúrgicos, rituais de sacrifícios e expiação.

Com a construção do Templo de Jerusalém, iniciou-se uma nova etapa na vida do povo de Israel. As celebrações continuaram com seus aspectos rituais, acrescidas da música como elemento de adoração a Deus. Com a queda de Jerusalém, destruída pelos Assírios, e o consecutivo período do cativeiro babilônico, a alternativa encontrada pelo povo de Israel para a celebração do culto foi à construção de sinagogas, lideradas pelos anciãos, onde funcionavam escolas que ensinavam a guardar os preceitos e rolos das Escrituras, mas ali não se faziam sacrifícios.

No período neo-testamentário, com a irrupção da era apostólica, as reuniões e cultos foram gradativamente passando das sinagogas e do Templo para as casas, sobretudo por causa da perseguição e do martírio dos fiéis. As reuniões eram realizadas aos domingos, em função de ser o dia da ressurreição do Senhor, sem instrumentos musicais, mas com cânticos em uníssono. Nelas havia a oportunidade de se partilhar a fé com outros irmãos e celebrar a Ceia.

Nos séculos que se seguiram, o culto tomou formas mais elaboradas, com leituras, orações e pregações cada vez mais litúrgicas. Iniciou-se a veneração dos mártires, o batismo de crianças, e o estabelecimento dos sacerdotes como intermediários entre Deus e os homens.

Com a “conversão” de Constantino, no século IV, o cristianismo passou a atingir as altas classes da sociedade Romana, o que acelerou seu processo de institucionalização como religião estatal, demandando assim a elaboração de uma liturgia mais esmerada e a realização de cerimônias mais pomposas, com a presença de elementos protocolares, como incenso, vestimentas, gestos e procissões.

Na Idade Média, as igrejas tornaram-se enormes e ricamente ornamentadas, servindo tanto para o culto como para cemitério. As cerimônias eram cada vez mais suntuosas, acompanhadas pelo canto gregoriano, e as formas litúrgicas acabaram substituindo os seus significados. A partir deste momento, o culto passou a perder, de forma acentuada, os elementos mais preciosos que possuía, tornando-se assim uma celebração oca, baseada em ritos tolos, banais, dessignificados, esvaziados de sentidos para Deus e, porque não dizer, até para os homens.

A Reforma Protestante, no século XVI, tentou trazer algumas mudanças na estrutura do Culto, sobretudo em termos da liturgia, que passou a ser mais simples e objetiva. A música voltou a ter um caráter mais significativo, com o retorno do cântico congregacional, e a pregação do Evangelho passou a ser a parte mais importante dos ofícios divinos. De fato, algumas coisas mudaram, mas, em minha opinião, mudou muito pouco, sobretudo, porque não continuou mudando...

Igrejas Cheias de Pessoas Vazias

Nos dias atuais, quando olho para algumas celebrações da igreja, tenho a impressão de que Deus não está nelas! Sendo verdadeiro, se eu pudesse, em muitas ocasiões, também não estaria, ou, dependendo do “andar da carruagem”, tentaria me retirar de maneira incólume. “Culto”, no século XXI, se tornou algo tão despropositado e esvaziado de conteúdos que não é de admirar que a grande maioria das pessoas sinta calafrios só de pensar em ter que ir a um de nossos encontros. Faça o teste! Pergunte aos seus amigos, que não freqüentem igrejas, o que eles acham de um “culto” de igreja?! Você verá que o que eu estou lhe dizendo é a mais pura verdade.

Pensando sobre isso, lembrei do profeta Isaías: “não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniqüidade associada ao ajuntamento solene”. Quem está falando, não é o profeta não, mas o Deus do profeta! É a fala angustiada de alguém que está entediado com o culto que Lhe é prestado, pois ele se transformou numa reunião cansada, “mofada”, sem discernimento, entendimento, ou quebrantamento.

Não sei se você sabe, mas, durante 20 anos, servi a igreja como ministro de música. Uma das regras mais básicas para quem executa esta tarefa é estar sempre atento as reações das pessoas, pois o objetivo principal é conduzi-las a um momento de comunhão e adoração a Deus. Na teoria, essa “técnica” é maravilhosa. Na prática, entretanto, se tornou desastrosa...

A questão foi a seguinte: imagina você gastar tempo com Deus em seu quarto, orar, pegar seu instrumento, buscar se aperfeiçoar, ir ao ensaio, elaborar os arranjos, chegar mais cedo no culto, passar o som, motivar a banda e, na hora do “vamos ver”, encontrar uma igreja apática e sonolenta. Eu começava o louvor e 2/3 da congregação se quer havia chegado ao culto e, quando chegava, atrapalhava a mim, que estava dirigindo, e aos que estavam tentando adorar.

Mais trágico ainda é quando você está dando o melhor, e se depara com alguém a sua frente que, irreverentemente, está lendo o boletim, ou conversando com o vizinho, brincando com os filhos, ou, para a desgraça ser total, está dormindo! Por essas e outras, resolvi ministrar louvor de olhos totalmente fechados, pois, assim, nem via a “desgraceira” que estava acontecendo no meio do templo, e o povo ainda me achava super-espiritual!

Ora, tudo que não procede do interior do ser, não tem qualquer significado para Deus. É por isso que o “vinho novo”, ou seja, valores e verdade do Evangelho, não pode ser contido nos “odres velhos” da religião. Mais cedo ou mais tarde, arrebenta! Deus não está buscando freqüentadores de igreja, mas “adoradores que O adorem em espírito e verdade”. Não quer ouvir vãs repetições de credos, ou orações que mais se parecem com ladainhas, não deseja louvores mecânicos, nem ofertas materiais, que saíram do bolso, mas não procederam do coração.

Quebrando Paradigmas

Esses problemas não são novos; sempre existiram. Quando olhamos para algumas epístolas de Paulo, vemos claramente que o culto entre os cristãos primitivos também parecia estar perdendo o seu significado maior. No texto de Coríntios, por exemplo, existe forte ênfase do apóstolo quanto à disciplina necessária para se realizar os encontros. Na sua exortação, aparecem questões ligadas à irreverência, Ceia deturpada, maledicência, abusos, sectarismos, divisões, problemas morais, eclesiásticos e até doutrinários.

Na Idade Média, as questões eram outras, mas giravam em torno do mesmo eixo. O culto sofreu a adição de elementos do paganismo, surgiram doutrinas heréticas, como esmolas garantindo o perdão dos pecados, as ordenanças foram pervertidas, atribuiu-se poderes mágicos ao batismo, além de muitas outras distorções.

O resultado projetado de tudo isto foi o estabelecimento de uma religião adoecida, calcada numa espiritualidade totalmente desprovida de conseqüências para a vida. É por isso que o “Crente Bob Esponja”, herdeiro desta “fé”, acha que já faz muito freqüentando um culto de igreja. Ele entra pela porta, não raro atrasado, senta-se na cadeira, e prepara-se para “consumir” o que vier pela frente.

O “Crente Bob Esponja” não tem qualquer expectativa de participar ativamente de uma celebração. Na verdade, para ele, duas horas de culto são um verdadeiro tormento, por isso consulta tanto o relógio. Às vezes ele fica inquieto, sonolento, e se a pregação tiver mais do que 30 minutos, provavelmente, não voltará mais, pois isto lhe deixa profundamente entediado. Ele participa da Ceia do Senhor, mesmo sem compreender muito bem o que ela significa e, na confissão de pecados, pede displicentemente a Deus que o perdoe. Além disto, no momento do ofertório, que representa uma parte “crítica” da liturgia, sempre sai pela tangente, ou seja, ou vai beber água, ou se dirige ao toalete.

Diante de tudo isso, ainda há algo que possa ser feito? Há. Mas tem que se ter coragem. O ponto de partida, no meu entendimento, está associado à necessidade de quebrarmos um perigoso e antigo paradigma: que culto é um momento feito apenas para se receber, e não, prioritariamente, para oferecer!

No meu entendimento, esta inversão de valores talvez esteja associada à impregnação de nossa consciência pela “bendita” mentalidade consumista. Acredito também que, para nos libertarmos do problema, precisamos passar por uma espécie de “quimioterapia doutrinária”, ou seja, uma overdose de verdades das Escrituras sendo inoculadas em nossa mente e coração para quebrar os conceitos e valores equivocados nos quais acreditamos.

Vejamos, então, o que diz as Escrituras: “Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para edificação”. 1ª Co. 14:26.

Paulo está falando sobre a celebração do culto. Não me parece ser um encontro onde tudo já está pronto, e os ouvintes vão para lá apenas para ser “atores” coadjuvantes, espectadores imparciais ou “consumidores” passivos. Não! Ele nos aconselha a fazer a celebração de forma participativa, para que cada membro do Corpo possa contribuir com aquilo que o Senhor tem lhe dado, na intimidade da oração, nos momentos devocionais, nas experiências de livramento, no aconchego frente à dor da perda, na gratidão pelo perdão imerecido, na alegria decorrente da certeza da vitória, na paz que conforta o coração quebrantado. Creio ser esta a dinâmica que Deus deseja se, de fato, pretendemos cultuá-lo!

Ora, isso é possível? É! Mesmo que sua igreja seja litúrgica, como a minha, isto pode ser feito! Sim, o culto não precisa ser realizado apenas pelos sacerdotes! O culto é o somatório da oferta de dons e talentos de todo o povo de Deus! E mais, o melhor momento do culto, é o culto, ou seja, cada parte é singular naquilo a que se propõe. Creio firmemente que é possível desenvolver uma liturgia livre, não obstante ordenada, espontânea, não obstante organizada, de tal forma a conceder ao Espírito de Deus a liberdade que Ele deseja para agir poderosamente em nosso meio.

Portanto, quebre os paradigmas! Vá ao culto querendo contribuir com algo! Peça para dar um testemunho, ou para fazer a leitura de um texto. Ore por quem está ao seu lado, bata palmas no louvor, ajude a receber os que estão chegando, ou, quem sabe, a arrumar o templo, operar o datashow, contribuir com a montagem do som, distribuir o boletim, etc. Há tanta coisa que você pode fazer! Então, por que não faz? Quer começar com algo importante? Que tal chegar na hora?

A Conversão do “Crente Bob Esponja”

Chegou à hora de voltar ao Bob Esponja! No episódio que estava vendo com a Gabi, o pobre coitado se encontrava à beira da morte, pois estava na terra e precisava, desesperadamente, voltar para o oceano. A questão é que a superfície epitelial esponjosa do Bob é capaz de captar toda a água que ele necessita para estar bem e confortável. Na terra seca, entretanto, isso não é possível. Assim, por conta do calor do sol, ele começou a ficar fraco, dispnéico, quase perdendo os sentidos. Não tivesse voltado para o mar, certamente teria morrido.

Quando o episódio acabou, em meio às gargalhadas da Gabi, saí pensando sobre a semelhança que há entre o Bob Esponja e o “crente de igreja”. É que ambos são bonachões, ingênuos, e precisam de sua “zona de conforto” para sobreviver. Se você tentar tirar o “crente de igreja” de seu habitat natural, que é o banco da igreja, ele começará a passar mal e ficará sem fôlego. Sua “rotina eclesiástica” já está definida e, por isso, você não deve dar-lhe qualquer atribuição ou desafio, pois isso pode, simplesmente, “matá-lo”!

Não pense que será possível, a não ser que o “Crente Bob Esponja” se converta, tirá-lo do seu “oceano” de confortos e regalias, para botar a “mão na massa”. É que, via de regra, é mais fácil ele morrer totalmente desidratado, ou seja, esvaziado de significados para viver a existência, sobretudo pela aridez de sua relação com Deus, que foi apenas capaz de produzir uma religiosidade esturricada, do que se lançar em fé e amor numa comunhão íntima e prazerosa com o Pai, fruto de uma disciplina constante baseada em oração e adoração, que é o “culto racional”.

Creio que se isso não acontecer, ou seja, uma transformação de dentro para fora, o “Crente Bob Esponja” continuará a viver nesse grande “abacaxi” que se tornou a sua vida, assim como o personagem do desenho também vive num. A conseqüência disto é que ele será eternamente criança, ingênuo, praticando uma fé desprovida de propósitos, uma espiritualidade esvaziada de sentidos, um cristianismo apenas de retórica. Poderá ir aos cultos, ou até freqüentar outras reuniões de igreja, porém, quanto mais fizer isso, mas “seco” se tornará!

Não se esqueça, todavia, que Deus é poderoso e pode, num momento de crise, quando o “Crente Bob Esponja” estiver “agonizando” em “terra seca”, se usufruir da situação para levá-lo a ter um encontro que mude, de forma definitiva, toda a sua vida, ressignificando assim os seus dias. Por isso, nunca desista dos “Bob Esponjas” de sua comunidade, pois amanhã, quem sabe, um deles poderá se tornar até o pastor da igreja! Comigo foi justamente assim...

Conclusão

Certa vez, conversando com um pastor amigo, alguém já calejado no ministério, ouvi o seguinte: “rapaz, às vezes eu me sinto como se fosse um animador de auditório, ou um palhaço de circo, tentando motivar as pessoas para que elas prestem um culto com o mínimo de significados para Deus. Me esforço, faço “malabarismos”, “pirotecnias” e tudo o mais, contudo, confesso: é difícil...”. Achei a afirmação curiosa, sobretudo, porque essa é a impressão que tenho, por vezes, quando estou celebrando cultos. Sinto-me como se estivesse com uma enorme mangueira, jogando água sobre uma multidão de “Bob Esponjas”. Dá para entender?!

Sonho em ver uma igreja transformada pelo Espírito Santo, com pessoas que entenderam o significa que há em oferecer um culto a Deus. Sonho com homens e mulheres que desejem ir além do banal, do corriqueiro, que professem uma fé que não seja apenas verborragia, que pertençam a uma comunidade que não seja uma sacola de membros esquartejados, que possuam uma consciência apaziguada em fé, sem julgamentos, presunções ou disfarces. Sim, como Martin Luther King, eu também tenho um sonho...

Contudo, sei que para chegar até este ponto, muita “borracha” ainda tem que ser queimada. Digo isso porque creio que o concerto na Casa de Deus começa pelos pastores e líderes, por aqueles que influenciam pessoas, tomam decisões, exercem autoridade e ensinam a Palavra. Chegou à hora de chamarmos para nós mesmos a responsabilidade de produzir, nesta geração, arrependimento e quebrantamento, enquanto ainda há tempo. Façamos como fez o profeta Amós, quando afirmou: “prepara-te ó Israel para te encontrares com o teu Deus”!

Quanto a mim, a impressão que tenho é que quanto mais rezo, mas assombração me aparece! Por isso, não ficarei assustado se, qualquer dia desses, quando estiver entrando na igreja para celebrar o culto, encontrar entre os presentes o Mickey Mouse, o Pato Donald, o Zé Colméia e o Pernalonga. É que eu já vi tanta esquisitice em igreja que, uma a mais, uma a menos, não vai fazer qualquer diferença...

Agora, medo mesmo vou ter se alguém da comunidade, querendo ser hospitaleiro e cordial com essa turma, se arriscar a perguntar a um deles o que estão fazendo ali. Sim, é que eu tenho a nítida impressão que a resposta será algo do tipo: “viemos hoje aqui porque nos disseram que o “Pateta” iria pregar!”. É, amigo, não se iluda não, por vezes, pastor parece mesmo é com pateta! Durma com um barulho desses...

Sola Gratia !

Carlos Moreira [via A Nova Cristandade]

sexta-feira, julho 24, 2009

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A Conquista do Cosmos

Há quarenta anos, o homem pisava pela primeira vez em solo lunar. Ao dar seus primeiros passos, Armstrong declarou: “Um pequeno passo para o homem, um gigantesco salto para a humanidade”.

E ele estava certo.

Mas o que nos levou à Lua, afinal? Simples curiosidade científica? Não. Bem mais que isso.
Estávamos em plena guerra fria, e a competitividade entre as duas potências mundiais, Estados Unidos e União Soviética, foi o combustível que impulsionou o foguete da Apolo 11.

Fincar a bandeira americana, antes que os russos pusessem seus pés na Lua, era questão de honra para a NASA.

Já que a invasão da Baia dos Porcos em Cuba havia sido um fiasco, somente uma realização grandiosa e sem precedentes na História da humanidade, poderia lavar a honra da América diante da ameaça comunista.

Os russos já haviam colocado em órbita o primeiro satélite artificial doze anos antes. 1x0 para eles. Foi dos lábios de um cosmonauta russo, Iuri Gagarin, que no início nos anos 60 soubemos a Terra era azul. 2x0 em cima dos Estados Unidos.

Chegara a hora de dar uma virada no jogo.

Uma nave tripulada percorreu 384 mil Km, pousando na superfície da Lua, num espetáculo assistido ao vivo pela TV por mais de um bilhão e duzentos milhões de pessoas no Mundo inteiro.
Quem diria que um dia a raça humana seria capaz de tal proeza?

E não pára por aí. Somos seres insaciáveis. Não nos rendemos à imposição das fronteiras. Queremos sempre ir além.

Foi por isso que deixamos o velho mundo, e descobrimos o continente americano há cinco séculos. Por isso deixamos a África e conquistamos até as partes mais remotas e inóspitas do planeta.

Agora queremos pisar em Marte.

Imagine o espetáculo que será assistir a chegada do homem ao planeta vermelho, acompanhado de bilhões de internautas no Mundo!

E se a nossa raça sobreviver à adolescência tecnológica, vamos atravessar as fronteiras do Sistema Solar.

Desde que deixamos o Paraíso, tornamo-nos peregrinos na Terra.

Embora veja com bons olhos o avanço tecnológico, fico a me perguntar: o que será mais fácil e menos custoso do ponto de vista econômico, colocar nossos pés em Marte, o salvar nosso planeta de um colapso ambiental?

E mais:

Fomos capazes de ir tão longe, deixando pegadas na lua, mas temos sido incapazes de ir ao encontro do próximo, seguindo as pegadas de Cristo.

Uma nova aventura espacial custa muito caro, e até pode ser adiada. Mas reverter o processo autodestrutivo em que a humanidade se encontra é inadiável.

Em vez de lançar foguetes que alcancem o céu, que tal estendermos nossas mãos na direção do próximo. Foguetes se alimentam de hidrogênio, e gestos solidários são movidos pelo combustível do amor.

O mais significante passo que a humanidade poderia dar é na direção de Deus, e isso só é possível quando rompermos com nosso egoísmo, e caminharmos na direção do outro.

Lindo seria se chegássemos a Marte, e até a um planeta de fora do sistema solar, como representantes de uma civilização que venceu o ódio, o desamor, a injustiça, e agora estaria pronta para conquistar o Cosmos.

Em vez de içar a bandeira de uma nação, fincaríamos lá a bandeira da civilização do amor.
Quem sabe não fomos destinados a isso?

quarta-feira, julho 22, 2009

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Como atribuir uma manifestação ao Espírito Santo?

Pra início de conversa, quero deixar claro que creio na contemporaniedade dos dons espirituais. Em outras palavras, não sou cessacionista. Os dons devem permanecer na igreja até que tenhamos chegado à perfeita varonilidade, à estatura de Cristo (Ef.4:13). A meu ver, ainda estamos longe disso.

Entretanto, considero uma blasfêmia atribuir certas manifestações bizarras ao Espírito de Deus.

É deprimente assistir pelo Youtube a cultos onde as pessoas são tomadas de êxtase, girando de um lado pro outro, em gestos e expressões corporais muito parecidos com os encontrados no candomblé.

Por que razão o Espírito Santo, meigo do jeito que é, levaria pessoas a se contorcerem no chão, ou a descaracterizarem suas fisionomias?

O Apóstolo Paulo afirma que as manifestações do Espírito são para aquilo que for útil (1 Co.12:7). Então, que utilidade tem derrubar as pessoas? Que utilidade tem ficar rodopiando pelo salão da igreja?

Recuso-me a crer que tais bizarrices sejam provocadas pelo Espírito de Deus.

Você imaginaria os discípulos de Jesus fazendo tais coisas? Ou mesmo Jesus, o Filho de Deus, com Sua face desfigurada, falando em línguas aos berros?

Tais manifestações devem ser atribuídas à infantilidade de alguns crentes. Não duvido de sua sinceridade, nem mesmo ponho em xeque sua experiência com Deus. Porém, a maneira como extravasam suas experiências se deve mais ao condicionamento adquirido em suas congregações.

Se numa determinada igreja, as pessoas possuem manias excêntricas de expressar o gozo do Espírito, um novo crente acabará assimilando os seus trejeitos.

Há também uma pitada generosa de exibicionismo. Em certas comunidades, a espiritualidade é aferida pelo volume do grito, ou pela habilidade em sapatear de olhos fechados. Isso acaba produzindo gente doente, que no afã de chamar atenção, é capaz de qualquer coisa, por mais ridícula que seja.

E o pior é o escândalo que isso pode provocar na comunidade.

Paulo diz que nosso culto a Deus deve ser racional (Rm.12:1), e que devemos deixar de lado as coisas de menino (1 Co.13:11).

Em vez de pular, rodopiar, fazer caras e bicos, que tal nos prostrar diante do Senhor e adorá-lO em espírito e em verdade?

Ademais, Jesus disse que o Espírito Santo não chamaria a atenção para Si mesmo, mas para Cristo (Jo.16:13-14). Ele é como um holofote sobre Jesus, e não Alguém que queria ser o centro das atenções. Por isso, Ele costuma ser tão discreto.

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O Amor próprio não está com nada

Dizem que para amarmos ao nosso próximo temos que amar a nós mesmos. Entretanto, devemos nos lembrar que quando Deus ordenou que amássemos ao semelhante como a nós mesmos, Ele estava tratando com seres espiritualmente mortos, que não tinham uma referência maior de amor do que o amor próprio.

Mas agora Cristo nos deu um novo mandamento: “Novo mandamento vos dou: que vos amei uns aos outros; assim como eu vos amei” (Jo.13:34). O mandamento é basicamente o mesmo, mas o referencial é outro. Em vez do amor próprio, nossa nova referência é o amor com que Cristo nos amou, a ponto de dar Sua própria vida por nós.

Devemos ter cuidado para não sermos cúmplices daqueles que são “amantes de si mesmos”. Lembremo-nos que segundo a Palavra, os que vencem as investidas de Satanás, o fazem por não amarem as suas próprias vidas (Ap.12:11). E o próprio Jesus disse que quem amar a sua vida neste mundo, perdê-la-á. Ame a Deus sobre tudo, e ao próximo como Ele nos amou.

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Já chega!

terça-feira, julho 21, 2009

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Que venha a próxima convenção!

Ontem foi o último dia da convenção reinista. Quem venceu a chuva e o trânsito caótico, não se arrependeu. Mesmo tendo sido a tarde mais fria do ano, fomos surpreendidos com um expressivo número de pessoas, nas duas reuniões.

À tarde, a preleção ficou por conta do Pr. Julio Zamparetti, da REINA - Santa Catarina. O título de sua mensagem foi "Quem vive por vista, perde a visão". Fomos desafiados a não nos conFORMARMOS ao status quo, e a sermos transFORMADOS, mantendo nosso foco para além daquilo que nossos olhos constatam.

À noite, tivemos a grata satisfação de trazermos uma reflexão sobre o tema da convenção. O texto que nos respaldou foi Números, do capítulo 22 ao 24. Servimo-nos da história de Balaão para demonstrar o significado de percorrer um caminho estreito, sem perder a visão ampla de um horizonte sem limites.

Pra fechar com chave de ouro, assistimos à apresentação do grupo infantil da REINA - Parque Fluminense, que falou sobre a importâncias das missões transculturais, e depois assistimos à apresentação do grupo teatral da REINA - Guapimirim, que inspirou-se em Charles Chaplin, para falar da esperança que devemos ter quanto ao futuro da humanidade. Foi emocionante e surpreendente.

Terminamos cantando juntos: "Coisas que ninguém já viu, coisas que jamais se ouviu, nem sequer imaginei... eu espero do meu Rei."

Em Dezembro, estaremos retornando ao Brasil com nossa família, para a celebração dos 18 anos de fundação da REINA, aproveitando para comemorar meus 40 anos. Preparem-se reinistas. Já, já, estaremos juntos novamente.

Christus Victor! Semper Invictus!

domingo, julho 19, 2009

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Reinistas fazem sua maior Convenção

Hoje foi o terceiro dia da VIII Convenção Internacional da REINA - Igreja do Futuro.

Foram dias incríveis e inesquecíveis. A começar pelo jantar servido na sexta-feira, com os líderes, milantes, e suas respectivas famílias. A casa estava completamente lotada, com as mesas criteriosamente decoradas. Foi o maior evento desta natureza realizado pela povo reinista. O tema da mensagem que pregamos foi "Estrado do Futuro", em que realçamos o compromisso desta geração com a memórias das gerações anteriores, e com o sucesso das gerações que a sucederão.

No sábado, pela manhã tivemos a plenária das mulheres, com a preleção da nossa episcopisa Mirian de Carvalho Fernandes, e à tarde o encontro jovem, com várias apresentações de dança, coreografia, bandas, e até uma demonstração de artes marciais (Kung Fu). A preleção ficou por conta do Pr. Cecílio Jr.

À noite tivemos a cerimônia de abertura oficial da Convenção, que ficou a cargo do VII Distrito, presidido pelo Bispo José Mauro Luciano. Além do desfile das bandeiras, tivemos também uma belíssima apresentação coreográfica do grupo de dança da REINA - Santa Margarida. Aproveito para agradecer à emocionamente homenagem que nos foi prestada. Foi difícil conter as lágrimas.

O III Distrito, sediado em Vargem Grande, sob a batuta do Pr. Martins, apresentou-se com a projeção de um filme, mostrando o trabalho social que a REINA tem realizado numa comunidade carente de Pedra de Guaratiba. Parabenizo os pastores deste distrito pela iniciativa brilhante de adotar aquele povo. Entre eles, destaco o Pr. Valmir e sua esposa Pra. Vanda, o Pr. Mariano e sua esposa Pra. Graça, o Pr. Rodrigo Jardim e sua esposa Pra. Mirilayne, o Pr. Roberto e sua esposa Ednéia, e a Pra. Fátima Bastos, esposa do Pr. Martins. Também agradeço pela homenagem.

O II Distrito, agora sediado em D. Caxias, sob a batuta do Pr. Everaldo Silva, apresentou uma peça, contrastando o que é a vida cristã sob a ótica da graça e do reino, e sob a ótica do legalismo. Rendeu boas risadas, e muita reflexão.

O VI Distrito, dirigido pelos bispos Celso e José Geraldo, apresentou dois grupos infantis, fruto do trabalho social da REINA, que levou a multidão às lágrimas.

A preleção ficou por conta do Rev. Marcos Amaral, psicólogo, pastor da Presbiteriana de Jacarepaguá. Apoiado no Salmo 128, falou-nos sobre a necessidade de prezarmos nossa relação com Deus, o trabalho e a família, para que tenhamos um horizonte ilimitado.

Confesso que ao chegar à igreja hoje cedo, fiquei surpreso ao deparar-me com a casa superlotada. Imaginei que, pelo fato de termos terminado ontem por volta das 22h. o povo certamente chegaria atrasado. Me enganei, graças a Deus. O culto já começou com a casa cheia, mesmo antes das caravanas chegarem.

Tivemos várias apresentações surpreendentes. Entre elas, a do VIII Distrito, sob a superintendência do Pr. Rangel, e o apoio dos pastores daquela região. O desfile organizado pelo Pr. Joaquim, começou com a entrada de representantes de várias corporações, entre elas, o exército, a marinha, a aeronáutica, os bombeiros e a PM, seguidos de representates de várias profissões, entre eles, jogadores de futebol, vestidos a caráter, fazendo embaixadinha, e crianças com becas de formatura. Tivemos também um bela apresentação de Street Dance.

A caravana de Minas Gerais também nos brindou com a apresentação do seu grupo de dança. Obrigado Missionária Maria Opala, Pr. Sidney, e o bispo Mauro, pelo trabalho desenvolvido em Cataguases. No último batismo, 35 pessoas foram incorporadas à igreja. Obrigado também pela cesta repleta de queijos, pé-de-moleques, linguiças, doces, e outras guloseimas. Querem mesmo me engordar, hein?

O IV Distrito, sediado em P. Fluminense, sob a liderança do Pr. Alexandre de Paula apresentou uma canção composta especialmente para a convenção. Foi emocionante ouvir a declaração feita pelo Pr. Alexandre após a apresentação.

Todas as apresentações foram lindíssimas. Mas, sem dúvida, uma roubou a cena, e fez estremecer a igreja. O II Distrito, liderado pelo Pr. Cecílio Jr., com o apoio de todos os pastores da zona norte, em especial, do Pr. Carlos Eduardo, surpreendeu-nos com três apresentações. Na primeira, alguns adolescentes entraram com o rosto pintado, metade preto, metade branco. Fez também duas fileiras de pessoas, sendo que cada uma representava o oposto da outra. De um lado, um flamenguista, do outro um vascaíno. De um lado, um pastor vestido a caráter, do outro lado uma seguidora de religião afro-brasileira (vestida de bahiana). E outros personagens, como rico e pobres, branco e negro, capitalista e socialista, etc.

De repente, começou a tocar a música Back or White, de Michael Jackson. Os adolescentes dançaram de acordo com a coreografia original. Ao término, o Pr. Carlos Eduardo falou sobre as fronteiras que existem com o objetivo de separar as pessoas. Entre elas, a fronteira religiosa, social, racial, política, etc. Depois de ler seu discurso, o Pr. Carlos cantou IMAGINE, de John Lennon. E diante do olhar curioso de uma multidão, aqueles casais que representavam opostos, começaram a dançar. Foi, no mínimo curioso (e pra mim, emocionante), assistir ao pastor tomando a umbandista pra dançar. Só não gostei muito de ver a flamenguista dançando com o vascaíno. rs

Quando terminaram a dança, o coral Sofia, da REINA do Engenho Novo, adentrou a igreja, vestido de lindas becas (idealizadas pela Pra. Tânia). Via-se na expressão das pessoas a expectativa sobre o que viria. As componentes do coral, a maioria mulheres idosas, oriundas de comunidades humildades, provocaram fortes emoções na platéia, quando entoaram WE ARE THE WORLD. Eu sabia que elas podiam! Não apenas cantaram em inglês, mas com divisão de vozes, digna de um coral profissional. Até eu me intrometi, e dei uma de Bruce Springsteen. Parabéns, Viviane (regente)! Você conseguiu! Parabéns, Pr. Cecílio, pela coragem de mostrar o que ninguém mostrou. Parabéns, Pra. Tânia, pela iniciativa do coral. Você foi a primeira a acreditar.

A mensagem do Pr. Luciano Manga, da Vineyard, abordou o reino de Deus como enfoque do ministério de Jesus, mesmo após Sua ressurreição. Valeu demais!

Ainda tivemos a ordenação de quatro novos diáconos, e a separação de um novo pastor de Cataguases, MG, além da celebração da Santa Ceia do Senhor.

Sem contar as apresentações impecáveis do Hizayon. Uau!

Obrigado a todos que tornaram este sonho realidade. Obrigado Bispo Elias Fernandes, vice-presidente da REINA, que trabalhou arduamente durante nossa ausência nos EUA. Obrigado pastores Everaldo e Marcely, Martins e Fátima, Flavia, Cláudia, Bispo José Luiz e Missionária Edna, e toda a militância reinista. Sem o apoio de vocês, não seria possível.

Amanhã tem mais! Às 15h. com a preleção do Pr. Julio Zamparetti, da REINA - Santa Catarina, e às 18:30h com a nossa preleção.

O endereço é Rua Piratini, 75, Centro, Duque de Caxias, RJ, em frente à quadra da Escola de Samba Grande Rio.

Encontro você lá.

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Você pode mudar o Mundo!



O verbo "to cry" também pode ser traduzido por "clamar". Penso ser este o sentido que Michael Jackson quis dar. Não se trata de um choro propriamente, mas de um clamor.

sábado, julho 18, 2009

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Represas


Abra as comportas do Rio de Vida
Não há por quê represar !
Toda barreira por nós construída
É hora de derrubar !

Onde esse Rio passar
Tudo reviverá
Deserto se tornará jardim
Frutos surgirão em fim !

Águas que fluem de nós
No mundo vão desaguar
Quem tem pressa seja veloz
Já é tempo de restaurar

Quem foi que nos deu o monopólio
do poder do Espírito Santo?
Quem tem recebido Seu óleo
não pode calar o seu canto


Autor: Hermes C. Fernandes


sexta-feira, julho 17, 2009

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Chegou o dia!



Entre os preletores da VIII Convenção da REINA, estão o Rev. Marcos Amaral, psicólogo, pastor da Presbiteriana de Jacarepaguá, e o Bispo Luciano Manga, da Vineyard da Barra da Tijuca, escritor e fundador e primeiro vocalista do Oficina G3.

Hoje teremos um jantar com os líderes, militantes e familiares da REINA, a partir das 19h. Preletor: Bispo Hermes C. Fernandes. Infelizmente, não há mais vagas pra hoje.

Mas amanhã, teremos três reuniões:

9h. Encontro das Mulheres Reinistas - Preletora: Episcopisa Mirian de Carvalho Fernandes 15h. Encontro dos Jovens Reinistas - Preletor: Pr. Cecílio Jr.
18:30h. Abertura Oficial da Convenção - Preletor: Rev. Marcos Amaral, fazendo o pré-lançamento do seu novo livro

Domingo teremos apenas uma reunião, às 9h. com a celebração da Ceia do Senhor, e a ordenação de novos ministros. Preletor: Bispo Luciano Manga

E na Segunda, teremos duas reuniões, às 15h. e às 18:30h. tendo como preletores o Bispo Hermes C. Fernandes e o Pr. Júlio Zamparetti (REINA - Santa Catarina).

A participação na Convenção é completamente gratuita.

Serão caravanas de várias partes, e participação de centenas de pastores e ministros.

O tema é: "A porta é estreita, o caminho apertado. Mas a visão é ampla, e o horizonte ilimitado."

Endereço: Rua Piratini, 75 Centro, Duque de Caxias, RJ. Em frente à Quadra da Escola de Samba Grande Rio.

quarta-feira, julho 15, 2009

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Teologia "Rocky Balboa"

A teologia do tipo “Rocky Balboa” diz que na Cruz, Cristo foi à lona, completamente nocauteado, mas que antes que o Juiz terminasse sua contagem, Ele ressuscitou, e finalmente virou o jogo, dando uma surra no Diabo.

Para os expoentes desta teologia equivocada, a Cruz foi um plano arquitetado por Satanás, e enquanto Jesus era crucificado, o inferno festejava.

Nada mais enganoso que isso. Pelo contrário, o adversário fez de tudo para impedir que Cristo fosse crucificado. Chegou a Lhe oferecer os reinos deste mundo, sem que fosse necessário passar pelo Sacrifício da Cruz. Mas foi ali, naquele madeiro, que Cristo liquidou de vez com a fatura. Foi ali que os principados e potestades foram despojados e definitivamente derrotados. O aparente fracasso de Cristo, foi, na verdade, a Sua mais gloriosa vitória. A Cruz foi a pista, onde Ele venceu. A Ressurreição foi o podium, e Sua ascensão o troféu.

Também há uma espécie de Escatologia "Rocky Balboa". Segundo esta linha de pensamento, o Evangelho vai perdendo round após round, até que no round final, pouco antes de soar o sino, ele vence de virada. Recuso-me a acreditar nisso. Cristo não vence de virada.

Se servimos a um Cristo apresentado em Apocalipse como Aquele que sai vencendo e pra vencer (isto é, que vence do início ao fim), logo, também somos mais que vencedores em nossa empreitada de transformar o mundo através da proclamação do Evangelho do Reino de Deus.

A Escatologia Reinista acredita na vitória do Evangelho durante a História, e não, na prorrogação (também conhecida como "Milênio").

terça-feira, julho 14, 2009

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Hermes Fernandes na Melodia FM

Estaremos hoje, 14/07, às 11h. da manhã no Debate da Rádio Melodia 97FM. Pra quem está fora do Rio, basta acessar www.melodia.com.br e ouvir ao vivo de qualquer parte do Mundo.

domingo, julho 12, 2009

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Salvação Self-service

Se nossa salvação dependesse de nós mesmos, de nossas boas ações, então, teríamos de que nos vangloriar diante de Deus. E isso alimentaria o ciclo do pecado, do orgulho, da vaidade. O Apóstolo Paulo escreve em Efésios 2:8-10, a razão pela qual a salvação deve ser exclusivamente pela Graça, independente dos méritos humanos.

Se é por nossos esforços pessoais, temos motivo pra nos gloriar; mas se é por iniciativa d'Ele, e por Sua graça, só nos resta agradecer.

A gratidão é o resultado de uma salvação gratuita, independente de obras. Orgulho seria o resultado de uma salvação adquirida por boas ações.

A Graça rompe o ciclo do pecado, que nada mais é do que o viver-pra-si, e nos libera a viver pra Deus e para o nosso próximo, pelas motivações corretas.

Devo praticar boas obras, não pra ser salvo, mas em gratidão a Deus por me haver salvo. Sou salvo pela graça, mas para as boas obras.

O que faço de bom, não é para ser salvo, mas porque sou salvo.

sábado, julho 11, 2009

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Longa vida ao rei Roberto Carlos



Ofereço esta canção à minha esposa, que hoje está há mais de 8 mil Km de distância.

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Comparação: Raiz de muitos males

Comparação entre pessoas gera ciúmes, como foi entre Esaú e Jacó.

Entre realizações gera inveja, como foi entre Saul e Davi.

Entre pertences gera cobiça, como entre Ló e Abraão.

Entre tempos e lugares gera saudosismo, como foi com os hebreus no deserto.

Entre virtudes e defeitos gera complexo de inferioridade e orgulho.

O remédio para tudo isso é a Graça.

A graça traz contentamento com o que temos, com o que somos nEle, e satisfação de viver o tempo presente sem olhar para trás.

sexta-feira, julho 10, 2009

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Já estaríamos na contagem regressiva para o Fim?

quinta-feira, julho 09, 2009

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O marketing gospel às últimas consequências

...Agora me diz se não é exatamente nisso que transformaram o evangelho.


DESPERTA, IGREJA! Acordem, crentes! O Evangelho não é estratégia de marketing; ele é o poder de Deus para a salvação do mundo!

Fonte: A igreja sômu nozes via Púlpito Cristão


Como o Mundo pode dar crédito a uma igreja que faz de Cristo seu produto?

Até quando vamos banalizar a única mensagem capaz de transformar o Mundo, e dar esperança para as próximas gerações?

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We are the World



Só pra matar saudade dos anos 80.

quarta-feira, julho 08, 2009

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Será o surgimento do Anticristo?

Bento XVI defendeu a constituição de uma "Autoridade Política Mundial" para "sanear as economias afectadas pela crise".

Com esta ideia, iremos de certo, assistir ao recrudescer de opiniões que vêm neste pressuposto, a intenção de criar uma figura mundial, aliado a um governo mundial, que domine tudo e todos para preparar o aparecimento da figura histórica mais temida: O Anticristo!

Com efeito, Bento XVI, até parece mesmo estar a propor tal, pelo que, será natural quem receie tal figura tão maligna, possa ver nestas palavras o campo teórico para a sua realização.

A certa altura, na sua "Encíclica" o Papa afirma; "É urgente que seja criada uma verdadeira autoridade política mundial" o que levanta todos os fantasmas que existem nos defensores dos tempos trabalhosos que antecederão o fim do mundo.

Todos os sinais parecem mostrar que afinal quem previa a vinda de tal figura maléfica, encontram aqui os argumentos e a sustentabilidade suficiente para mostrar a razoabilidade deste receio milenar.

O que possibilita relacionar este discurso – que têm uma carga muito poderosa por causa do seu autor – com a tal figura, não são os pontos defendidos, mas, uma ideia; melhor, um pressuposto, que constrói uma série de eventos, perseguições, manipulações, etc. só possíveis de serem perpetrados por uma figura que, possua um poder tão imenso e uma aceitação tal, que leva o mundo a permitir fazer-se coisas impossíveis e inimagináveis.

O outro pressuposto que cola a este discurso essa possibilidade, tem sido a tentativa de apontar para o futuro a vinda de tal estadista mundial.

Este é um aspecto teológico e exegético fundamental, pois não se encontra no texto bíblico tal afirmação ou pressuposto.

O Apóstolo João – o único autor neotestamentário que usa a expressão "anticristo" – não o refere como uma figura mundial que no futuro iria governar o planeta terra numa derradeira revolta contra o Rei dos reis; Jesus o Senhor.

O autor das três cartas mostra que não é um mas muitos, que não é uma personagem mas um sistema doutrinal que nega a essência do cristianismo e nem sequer o coloca no futuro, mas como algo que já estava presente na altura em que escreveu as cartas.

(Aconselho a leitura das cartas de João com a observação aos textos que usam a expressão: Anticristo)

Quem não tiver uma doutrina solidamente firmada nas escrituras sagradas, certamente, sempre que surgem afirmações idênticas, fica confuso e consegue descortinar uma conspiração mundial para o surgimento de tal figura.

Com esta mentalidade, surgem no meio cristão alguns que, em vez de aguardar a vinda de Cristo na consumação dos séculos; aguardam o aparecimento do anticristo.

Podemos ver aqui uma "anticristocentricidade" em vez de uma salutar cosmovisão cristocêntrica.

Este discurso de Bento XVI só revela confusão do autor e falta de crédito no domínio histórico de quem tem o mundo nas suas mãos: Deus.

O interessante é que, o mesmo posso dizer dos que antevêem o aparecimento de figura tão macabra para transformar o mundo num caos. Afinal os opostos atraem-se.

Quem está seguro na revelação bíblica através de uma interpretação histórico-gramatical que leva a uma visão pós-milenista, não se assusta quando surgem ideias ou discursos deste género.
A minha expectativa é confiante, optimista. Creio numa igreja triunfante que domina e enche a terra da presença de Deus, transformando-a cada vez mais à imagem d'Aquele que tudo criou e sustenta pela sua palavra.

Não estou distraído a tentar descortinar neste ou naquele sinal o surgimento do mal ou quem o represente, mas a viver pela fé em cada situação, sabendo que, tudo está no controlo de quem está sentado à direita do Pai governando em autoridade até que todos os inimigos lhe sejam sujeitos.

Não estou á espera do anticristo, mas de Cristo!!!

Bem-haja

João Pedro Robalo [via "uma terra sem fim"]

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Lei & Graça


O papel da Lei era diagnosticar a condição humana, antes de lhe prescrever o remédio. A Lei jamais se propôs a salvar ninguém. Ela é o instrumento pelo qual o homem descobre a gravidade de sua situação perante Deus.

Não se pode acusar uma máquina de Raio X por haver revelado nossa tuberculose. Como também não se pode exigir que ela cure o doente.

O único remédio capaz de restaurar o homem é a Graça. Portanto, a Lei é boa no cumprimento de seu papel. Ninguém jamais foi salvo por ela, como também ninguém poderia ser salvo sem ela. Pois para sermos salvos, temos que admitir que somos pecadores. E só sabemos que somos pecadores, porque a Lei nos diz. Lei e Graça andam de mãos dadas, pois se originam no mesmo Deus. Se a Lei revela Seu caráter santo, a Graça revela Sua disposição amorosa.

terça-feira, julho 07, 2009

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Salve-se quem puder!

A humanidade é um transatlântico que está afundando, depois de atingido pelo iceberg do pecado.

Os arminianos dizem: cada um pegue um bote salva-vidas, e salve-se quem puder.

Os calvinistas radicais dizem: os botes já estão contados, e somente alguns serão escolhidos pelo comandante para serem salvos.

Enquanto os arminianos e calvinistas discutem, Deus conserta o navio.

Os eleitos são os que o comandante escolheu para ajudar na recuperação do barco.

segunda-feira, julho 06, 2009

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A Ciência dá testemunho do Criador

“Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo. Ele não veio só pela água, mas pela água e pelo sangue. E o Espírito é que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade. Pois três são os que dão testemunho no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito; e estes três são um. E três são os que dão testemunho na terra: o Espírito, a água e o sangue; e estes três concordam.” 1 João 5:6-8

Há um testemunho que é de caráter subjetivo, que ocorre na consciência daqueles que crêem. É o próprio Deus Triúno quem concede tal testemunho. O Pai, a Fonte Primeva de tudo, e Cristo, a Sua Palavra Eterna, pela operação do Espírito Santo, testificam acerca da Verdade, imprimindo-a em nossas consciências. Paulo diz que “o mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm.8:16). E em outra parte: “Porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai” (Gl.4:6). Tal testemunho é inalienável, intransferível. Ele não é audível aos demais. Somente o indivíduo é capaz de acolhê-lo. O testemunho dado no céu reverbera em nosso interior.

E quanto aos demais? Que testemunho Deus poderia deixar para o mundo, uma vez que o mundo não está apto a receber o Espírito Santo? Foi Jesus quem afirmou o mundo não pode receber o Espírito da Verdade, porque não o vê nem o conhece (João 14:17). Ora, se Deus deixasse o mundo sem um testemunho de Sua existência, de Seu amor e de Seu poder, como poderia julgá-lo? Foi com isso em vista, que Paulo declarou que “os atributos invisíveis de Deus, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que foram criadas, de modo que eles são inescusáveis” (Rm.1:20). Bastaria ao homem olhar à sua volta para encontrar o testemunho irrefutável de Deus.

O salmista concorda com a declaração paulina: “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos (...) Sem linguagem, sem fala, ouvem-se as suas vozes. Em toda a extensão da terra estende-se a sua voz, e as suas palavras até o fim do mundo” (Sl.19:1,3). Não há ninguém, em todo o orbe terrestre que possa alegar jamais ter tido um vislumbre da glória do Criador. Pois “os céus anunciam a sua retidão, e todos os povos vêem a sua glória” (Sl.97:7).

Quando Paulo e Barnabé foram confundidos pelos habitantes de Icônio com os deuses Júpiter e Mercúrio, eles protestaram dizendo:

“Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há, o qual nos tempos passados deixou andar todas as nações em seus próprios caminhos. Contudo, não deixou de dar testemunho de si mesmo. Ele mostrou misericórdia, dando-vos chuvas do céu, e colheita em sua própria estação, enchendo de mantimento e de alegria os vossos corações”. Atos 14:15-17

Repare que o testemunho de Deus não se limita às manifestações sobrenaturais, mas abrange a ordem natural das coisas. Ele não demonstra Seu poder apenas por intervir sobrenaturalmente, acalmando uma tempestade, por exemplo, mas também pela Sua providência, dando “chuvas do céu, e colheita em sua própria estação”.

Talvez alguém argumente, dizendo que o testemunho de Deus através da natureza servia às sociedades da antiguidade, com suas superstições. Porém, hoje, com o advento da ciência, não há mais qualquer fenômeno que possa ser atribuído a Deus. Antigamente, por não entender os fenômenos naturais, tais como raios, trovões, terremotos, furacões, a única explicação plausível era a atuação de alguma divindade enraivecida. Algumas sociedades tinham uma cosmovisão politeísta, e por isso, atribuíam cada fenômeno natural a um deus correspondente. Havia o deus do trovão, o deus da colheita, o deus do vinho e etc. Já sociedades como a judaica, com sua cosmovisão monoteísta, atribuíam tudo a uma única divindade.

Se as coisas estavam bem, Deus estava contente. Se elas iam mal, era porque Deus estava zangado. Para muitos, Deus só cabe dentro daquelas lacunas deixadas pela Ciência. Sempre que a Ciência encontra uma explicação para algum fenômeno natural, Deus é posto de lado. Ora, se restringirmos a atuação de Deus aos fenômenos considerados sobrenaturais, tão logo eles sejam devidamente explicados pela Ciência, Deus perderá terreno. Como cristãos que vivem na era da informação, não podemos contentar-nos em apresentar ao mundo uma espécie de “Deus das lacunas”.

É claro que Deus é livre para intervir em Sua criação a hora que quiser. Ele pode suspender temporariamente uma lei natural, ou pode simplesmente transpô-la, como o fez ao andar sobre as águas. A Bíblia está cheia de exemplos de como Deus é capaz de intervir miraculosamente no mundo. Mas não temos o direito de reduzir o escopo de Sua atuação ao sobrenatural. Se há leis naturais que regem o Universo, é porque há um Legislador que as promulgou. As descobertas científicas apenas corroboram com o testemunho divino. Elas jamais seriam capazes de desafiar, ou mesmo incomodar a supremacia do Criador de todas as coisas. Por isso, não há razão em temê-las.

Retornando ao texto que inspirou este artigo:

“Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo. Ele não veio só pela água, mas pela água e pelo sangue. E o Espírito é que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade. Pois três são os que dão testemunho no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito; e estes três são um. E três são os que dão testemunho na terra: o Espírito, a água e o sangue; e estes três concordam.” 1 João 5:6-8

Jesus, o Filho Eterno de Deus, veio ao mundo através do mesmo processo que Ele predeterminou para todos os seres vivos. Vir por “água e sangue” é o mesmo que vir ao mundo através de processos químicos e biológicos.

Ele poderia ter simplesmente aparecido na Terra. Mas em vez disso, Ele submeteu-Se a todo o processo de concepção, gestação e parto, como todo ser humano.

O óvulo de Maria teve que ser fecundado pelo espermatozóide[1] divino. Ele experimentou todas as fases inerentes à formação humana, da concepção à vida adulta. Como atestou o escritor de Hebreus, “visto que os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas (...) convinha que em tudo fosse semelhante a seus irmãos, para ser misericordioso...” (Hb.2:14a, 17a).

É claro que houve uma intervenção sobrenatural na concepção de Jesus. Afinal, não houve participação masculina no processo. Porém, em Cristo, humano e divino se fundem. Natural e sobrenatural se acoplam perfeitamente. Ele não é metade humano, metade divino. Ele é 100% humano e, ao mesmo tempo, 100% divino.

O Verbo Se fez carne! O Deus invisível mostrou Sua cara aos homens. E para isso, Se valeu do DNA humano.

E é o Espírito Santo quem dá testemunho em nosso interior de que Aquele jovem Galileu é o Filho do Deus Vivo. Por isso, ninguém pode afirmar que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo. É Ele quem faz ecoar em nosso coração o testemunho dado no céu pelo Deus Triúno.
Pai, Filho e Espírito Santo não são apenas concordes entre Si. Eles são Um!

Entretanto, “três são os que dão testemunho na terra: o Espírito, a água e o sangue; e estes três concordam”.

Se o testemunho dado no céu só ecoa no coração dos que crêem, o testemunho dado na terra está destinado a todos os homens.

Sendo assim, o que significa “o Espírito” nesse caso em particular? Ora, já vimos que o mundo não é susceptível ao testemunho do Espírito.

Em grego, não existem letras maiúsculas, nem artigo. Portanto, “espírito” aqui pode não referir-se ao Espírito Santo. O vocábulo grego pneuma, traduzido por “espírito”, também pode ser traduzido por “vento”, “fôlego”.

Na sentença anterior, João se refere a terceira Pessoa da Trindade como “Espírito Santo”, mas nessa sentença ele diz apenas “espírito”. Por isso, sou levado a crer que o apóstolo esteja se referindo ao vento. Lembremo-nos de que o salmista afirma que Deus “faz dos ventos os seus mensageiros” (Sl.104:4).

Que testemunho ventos inanimados poderiam dar acerca do Criador? O mesmo que a água, igualmente inanimada.

Quando se fala de vento, está se falando de energia, das forças naturais que a tudo movem. Quando se fala de água, está se falando do elemento primordial, do berço de toda vida, das interações químicas entre os diversos elementos da natureza. Quando se fala de sangue, está se falando de vida, do mistério dos mistérios, conhecido unicamente pelo seu supremo autor.

Em outras palavras, João está falando sobre o testemunho de Deus revelado nas leis da Física, nas interações da Química, e nos mistérios da Biologia.

Todas as ciências repousam sobre o tripé da Física, Química e Biologia.

Física

Se perguntarmos a um Físico de que o Universo é construído, ele dirá que tudo é formado por quatro forças básicas: a gravidade, o eletromagnetismo, as interações nucleares fortes e as interações nucleares fracas. Estas forças se originam em Deus, e constroem toda a realidade do Universo criado.

A gravidade é o que nos prende ao solo, mantém os planetas em suas órbitas. As interações nucleares fortes são responsáveis por manter o núcleo atômico unido e estável. Sem ela o núcleo explodiria, e toda a matéria se desfaria. As interações fracas são as forças responsáveis pela transmutação dos elementos e pelo descaimento radioativo. O eletromagnetismo é o que nós experimentamos como luz, calor e eletricidade. Portanto, tudo o que existe, planetas, estrelas, galáxias, flores, pássaros, e o próprio ser humano, são criados e mantidos através destas forças.
E por trás de tais forças está ninguém menos que o Espírito Santo, o mesmo que no princípio pairava sobre a face das águas.

Química

Química é a ciência que trata das substâncias da natureza, dos elementos que a constituem, de suas características, de suas propriedades combinatórias, de processos de obtenção, de suas aplicações e de sua identificação. Estuda a maneira que os elementos se juntam e reagem entre si, bem como, a energia desprendida ou absorvida durante estas transformações. Diferentemente da Física, que se dedica a um estudo integral da matéria, da sua natureza e leis fundamentais que a regem, o interesse principal da Química está na estrutura principal de organização da matéria: o átomo. [2]

Toda a matéria existente no Universo se apresenta em quatro estados: sólido, líquido, gasoso e o plasma. [3]

Compete à Química investigar as interações entre as substâncias de que a matéria é feita.

Biologia

É atribuição da Biologia descobrir como a “vida” se organiza.

Como sabemos, os seres vivos são compostos de células, e é isso que os difere das coisas inanimadas. Se abríssemos o núcleo de uma célula, lá encontraríamos uma seqüência de códigos secretos que a ciência denominou DNA.

O DNA é o responsável pelas características físicas de todos os seres vivos. Desde de um inseto até o maior mamífero, todos são compostos dos mesmos elementos básicos. O que os difere uns dos outros é o código secreto existente em cada célula. Como pode uma bactéria ser formada dos mesmos elementos que compõe o homem? O que os distingue é a forma como esses elementos se arrumam para formar o código, ou melhor, o DNA.

Para facilitar a compreensão, tomemos, por exemplo, algumas letras do nosso alfabeto. Com as letras A, M, O e R, podemos formar a palavra AMOR. Mas se invertermos a ordem das letras, poderemos formar a palavra ROMA. Ora, trata-se de palavras com sentidos completamente diferentes, mas com as mesmas letras. A mesma idéia pode se aplicar ao DNA. Embora todos os seres vivos possuam os mesmos elementos deste código, estes são arrumados em seqüências diferentes.

O DNA é formado por quatro nucleotídeos conhecidos como adenina, citosina, timina e guanina, representados por suas iniciais A, C, T e G. Por incrível que pareça, apenas quatro (4) elementos compõem o código da vida!

Outra coisa que difere os seres vivos é o número de elementos que possuem. O ser humano, coroa da criação, é o que apresenta o maior e mais complexo número de elementos entre todos os demais seres vivos.

Os genes são responsáveis por características tais como nossos traços físicos. O código que trazemos no núcleo de todas as nossas células é resultado da combinação de genes que recebemos do nosso pai e da nossa mãe. Viemos de uma única célula, a célula-ovo, que se dividiu inúmeras vezes até que estivéssemos prontos para nascer. E a célula-ovo, por sua vez, resulta do encontro da célula reprodutora masculina (espermatozóide), que continha genes do seu pai, com a célula reprodutora feminina (óvulo), que continha genes da sua mãe.

Recordando:

A Física nos revela um Universo formado a partir de:
- 4 forças básicas: a gravidade, o eletromagnetismo, as interações nucleares fortes e as interações nucleares fracas.

A Química nos revela que toda a matéria se apresenta se apresenta em 4 estados:
- Sólido, líquido, gasoso e plasma

A Biologia nos revela que a vida está organizada a partir de 4 nucleotídeos:
- Adenina, citosina, timina e guanina (A, C, T e G).

Revisando:

4 forças básicas, 4 estados da matéria, 4 nucleotídeos (DNA).

Tudo isso está devidamente representado arquetipicamente pelos Quatro Seres Vivos vistos por João em sua magnífica visão da Sala do Trono de Deus.

Sem contar que o registro histórico da vida de Jesus está dividido em 4 Evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João.

Coincidência? Não! Testemunho.

[1] O termo “espermatozóide” é de origem grega, e significa literalmente “semente”. Portanto, quando Pedro fala que fomos gerados pela semente divina, ele está dizendo que somos frutos do espermatozóide divino.
[2] Definição extraída da Wikipédia, a maior enciclopédia virtual disponível na Internet.
[3] É denominado o quarto estado da matéria, que, dentre outros lugares, pode ocorrer no interior das estrelas, como o Sol, e todo o espaço interestelar, sendo o estado mais abundante no Universo. Consiste numa "sopa" de elétrons livres e íons, o qual pode ser visto como um gás condutor.

sábado, julho 04, 2009

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Colateral

Ultimamente, a Igreja cristã tem procurado resgatar sua relevância na sociedade, manifestando-se contra algumas tendências e comportamentos. Manifestos contrários à Lei de Homofobia, ao aborto, à pesquisa com célula-tronco extraída de embriões humanos, à corrupção, à violência e outros. Não questionamos a motivação que tem levado a Igreja a posicionar-se perante a sociedade com relação a esses assuntos. Contudo, cremos que devemos avaliar a eficácia de tais manifestos.

Antes de buscarmos respostas nas Escrituras Sagradas, devo expor minha insatisfação ao perceber que a Igreja cristã contemporânea parece tão preocupada com questões de cunho moral, ao passo que deixa de dar a devida importância a questões relacionadas à justiça social, tais como, a má distribuição de renda, a reforma agrária, a política econômica, os juros altos, etc.

Cremos piamente que a Igreja faz bem em envolver-se com qualquer questão que diga respeito ao ser humano. Não podemos ser um povo alienado, indiferente aos problemas deste mundo. Temos o dever cristão de participar, arregaçar as mangas e trabalhar por um mundo mais justo, e, conseqüentemente, mais seguro e próspero.

Como devemos posicionar-nos quanto a temas importantes como esses?

Quando a Igreja Primitiva dava seus primeiros passos, uma das instituições mais antigas e perversas da sociedade estava em pleno vigor. Trata-se da escravidão.

Como os crentes deveriam reagir diante da injustiça da escravidão?

Não vemos os apóstolos promovendo manifestos públicos para denunciar a escravidão, nem mesmo comparecendo perante as autoridades para reivindicar o seu fim.

Todas as sociedades da época eram constituídas de classes, das quais os escravos eram a base. Se a escravidão fosse abolida repentinamente, o mundo ruiria.

Mesmo sabendo que tal instituição era contrária à justiça do Reino, os cristãos preferiram conviver com ela por algum tempo, até que ela se definhasse por completo, através da proclamação do Evangelho. À medida que a mensagem libertária de Cristo era pregada, e a sociedade obtinha a consciência de que todos os homens eram iguais, a escravidão ia perdendo sua força.

A carta de Paulo a Filemom nos revela a maneira como o maior evangelista da época tratou deste assunto.

Filemom era um novo convertido, que devido à sua privilegiada situação econômica, possuía escravos.

Paulo não começa sua epístola criticando-o por isso. Pelo contrário, ele dá testemunho de que o que ouvira falar de Filemom, revelava um homem íntegro, cheio de “amor e fé” para com Cristo e todos os santos (v.5).

De maneira discreta, o apóstolo revela sua preocupação através de uma oração:

“Oro para que a comunicação da tua fé seja eficaz no conhecimento de todo o bem que em nós há para com Cristo” (v.6).

Como podemos comunicar a nossa fé de maneira eficaz? Como podemos tornar conhecido todo o bem de que Cristo nos tem feito participantes?

Eis a questão principal dessa epístola! E eis a questão sobre a qual quero me debruçar neste estudo.

Não basta comunicar nossa fé através de um conjunto de doutrinas. É necessário comunicar a nós mesmos. E para que isso seja possível, devemos amar àqueles com quem desejamos compartilhar os valores do Reino de Deus. O mesmo apóstolo escreve aos Tessalonicenses:

“Antes fomos brandos entre vós, como a mãe que acaricia seus próprios filhos. Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas também as nossas próprias almas, porque nos éreis muito queridos” (1 Ts.2:7-8).

Ninguém vai conquistar corações descrentes tentando impor suas crenças e valores. Temos que conquistar seus corações, antes de tentarmos conquistar suas mentes. Temos que expor nosso amor, antes de propor nossos valores.

Ora, embora Paulo estivesse tratando com um fiel, e não com um descrente, ele preferiu dirigir-se primeiro ao coração de Filemom.

“Pelo que, ainda que tenha em Cristo grande confiança para te mandar o que te convém, prefiro, todavia, solicitar em nome do amor, sendo o que sou, Paulo, o velho e, também agora, prisioneiro de Cristo Jesus” (vv.8-9).

Se com um fiel deve-se falar desta maneira, imagina com descrentes!

Hoje em dia, muitos pastores, além de quererem dominar o rebanho de Deus, querem também impor sua autoridade ao mundo. Bem fariam se dessem ouvidos ao velho Pedro: “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente, não por torpe ganância, mas de boa vontade; não como dominadores dos que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho” (1 Pe.5:2-3).

Impetuosidade não nos leva a lugar algum. Tanto Paulo, quanto Pedro, chegaram a esta conclusão depois de velhos.

Em vez de simplesmente “mandar”, “ordenar”, Paulo preferiu “solicitar em nome do amor”.

As pessoas só deixarão determinadas práticas, quando tiverem suas consciências iluminadas pelo amor.

Quem pensa, por exemplo, que proibindo o aborto vai coibir o avanço desta prática nefasta, está equivocado. As clínicas clandestinas agradecem qualquer tentativa de impedir que o aborto seja regularizado no País.

A carta de Paulo não tinha a pretensão de condenar a instituição da escravidão. Pelo menos, não diretamente. Seu objetivo era interceder por um escravo em especial, Onésimo.

“Peço-te por meu filho Onésimo, que gerei em minhas prisões. Outrora ele te foi inútil; mas agora a ti e a mim muito útil. Mando-o de volta a ti, a ele que é o meu coração” (vv.10-12).

Onésimo era escravo de Filemom. Por algum motivo que não é revelado, Onésimo foi preso. Talvez tenha desfalcado seu senhor, ou cometido algum outro crime. Na prisão, conheceu o apóstolo, e acabou se convertendo a Cristo. Após cumprir pena, Onésimo voltaria às ruas. Mas pra onde iria? Um escravo não tinha alternativa, senão a casa de seu amo. Ele trazia marcas em seu corpo que o identificava como escravo, e por isso, estava fadado a ser reconhecido como tal pelo resto de sua vida. Ninguém se atreveria lhe abrir as portas.

Na casa de seu amo, ele teria trabalho, comida e moradia.

Seu dilema agora era saber se seu amo o receberia de volta. Caso não o recebesse, sua única opção seria a mendicância.

Era assim que a sociedade da época era estruturada. Isso não mudaria de uma hora pra outra.
Quando o Brasil, pressionado pela coroa inglesa, promoveu a abolição da escravatura, os escravos alforriados não tiveram pra onde ir, e foi isso que deu origem aos bolsões de miséria, hoje conhecidos como favelas, nas encostas dos morros das grandes cidades.

Imagine como a igreja cristã deveria se portar diante de uma questão social como a poligamia. Em alguns países, a poligamia não apenas é aturada, mas também estimulada. Países onde o número de mulheres é muito maior do que de homens, devido às constantes guerras. Sem a possibilidade da poligamia, muitas mulheres morreriam de fome, pois em algumas dessas sociedades, elas sequer podem trabalhar pela sobrevivência. Não bastaria a igreja se manifestar contrária a este modelo familiar. Se os maridos resolvessem liberar suas várias esposas, pra onde elas iriam? E se os pais não as recebessem de volta?

É claro que tanto a escravidão, quanto a poligamia são práticas condenadas pelas Escrituras. Mas isso não nos dá o direito de simplesmente impor nossos valores de maneira inconseqüente e irresponsável.

Antes de enviar Onésimo de volta ao seu amo, Paulo apela à sensibilidade de Filemom. “Eu bem quisera conservá-lo comigo, para que por ti me servisse nas prisões do evangelho. Mas nada quis fazer sem o teu consentimento, para que o teu benefício não fosse como que por força, mas voluntário” (vv.13-14).

Pelo jeito, nosso amigo Onésimo deu um grande prejuízo a Filemom. Paulo queria que ele fosse recebido de volta, mas com o valor que lhe era conferido pelo Evangelho. Então, o que fez Paulo? O valorizou. Mostrou ao seu antigo senhor o quão útil Onésimo lhe seria, caso o mantivesse consigo.

Se quisermos revelar ao mundo o valor que tem o casamento, não precisamos sair por aí condenando os adúlteros, mas valorizar nossos cônjuges aos olhos de todos.

Feridas não precisam ser ainda mais abertas, mas devidamente tratadas.

“Bem pode ser que ele se tenha separado de ti por algum tempo, para que o retivesses para sempre, não já como escravo, antes, mais do que escravo, como irmão amado, particularmente de mim, e quanto mais de ti, assim na carne como no Senhor” (vv.15-16).

Paulo intentava convencer Filemom que receber Onésimo na condição de irmão representaria lucro em vez de prejuízo.

Precisamos convencer o mundo que o casamento não é uma instituição falida, e que é melhor ter uma esposa do que uma amante. Temos que mostrar ao mundo o prejuízo que é fazer as coisas de maneira inversa àquilo que Deus planejou. As pessoas devem ser convencidas de que vale a pena fazer as coisas do jeito certo.

Um filho é melhor do que um aborto. Um casamento é melhor do que uma aventura amorosa. É melhor a justiça com segurança e paz, do que a corrupção acompanhada de pavor e violência.
Finalmente, Paulo dá o retoque final ao seu argumento em nome do amor:

“Portanto, se me tens por companheiro, recebe-o como a mim mesmo. E, se te fez algum dano, ou te deve alguma coisa, lança-o na minha conta. Eu, Paulo, escrevo de meu próprio punho, eu o pagarei, para não te dizer que ainda a ti mesmo a mim te deves” (vv.17-19).

Quem paga a conta?

Todos sonhamos ver este mundo restaurado, com suas instituições devidamente reformadas, livre da injustiça, da corrupção, e de todo mal.

Entretanto, quem se dispõe a pagar o preço por isso?

Ninguém quer ficar no prejuízo.

É muito fácil dizermos a uma menina grávida de seu estuprador para que não aborte. Mas quem se dispõe a ajudá-la a criar seu filho?

Lembro de uma mulher que ligou para um programa de rádio que eu conduzia. Ela chorava muito, e dizia que estava diante de uma janela, pronta a se arremessar. Tentei acalmá-la, e pedi que me contasse o que estava havendo. Ela me explicou que havia crescido em uma igreja evangélica extremamente legalista, mas que se desviara e se tornara numa garota de programa. Pra piorar as coisas, ela se engravidou de uma dos seus clientes, mas tinha a menor idéia de qual deles era a criança. Foi um momento muito difícil para mim, pois nossa conversa estava sendo ouvida por milhares de pessoas, e se ela resolvesse pular da janela, eu me sentira culpado pro resto de minha vida. Deixei que o Espírito Santo pusesse palavras em meus lábios, que a dissuadiram de pular. Instei com ela para que voltasse pra igreja. Ela argumentou comigo, dizendo que todas as vezes que ela pôs os pés em sua antiga igreja, as pessoas lhe olhavam de cima a baixo, julgando-a e condenando-a. Em vez de amor, ela só encontrava juízo. Mesmo sustentando sua família com o dinheiro advindo da prostituição e de filmes pornográficos, sua família a rejeitava.

Depois de muitas lágrimas, ela aceitou orar comigo, reconciliando-se com Deus. Após a oração, ela pediu pra conversar comigo fora do ar. Contou-me que tinha um contrato com uma produtora internacional de filmes pornôs, e que, se ela resolvesse abandonar aquela vida, teria que pagar uma alta soma por quebra de contrato. Procurei mostrar a ela que todo o dinheiro que aquela vida lhe dava não valia a pena, e que, mesmo sofrendo eventuais prejuízos, nada seria melhor do que voltar-se para Cristo.

Será que a igreja está preparada para receber pessoas assim?

Outra vez, recebi um homossexual em meu gabinete. Ele começou a chorar, e a dizer que sentiu confiança em nos ouvir pelo rádio. Segundo ele, todas as igrejas por onde passara, o rejeitaram. Ninguém se dispusera a ajudá-lo.

É muito fácil julgar, condenar, ou mesmo ignorar tais pessoas. Difícil é amá-las e acolhê-las como Jesus teria feito em nosso lugar.

Paulo se dispôs a pagar por qualquer prejuízo que Onésimo houvesse dado a Filemom. E quanto a nós, será que estamos prontos a arcar com os custos e implicações da mensagem do Reino de Deus?

Estaríamos prontos para lidar com os efeitos colaterais de um verdadeiro avivamento, como aquele que varreu o País de Gales, encerrando as portas dos prostíbulos e bares?