segunda-feira, abril 20, 2009

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8 anos à frente da REINA

Era uma terça-feira, dia 10 de Abril de 2001,e eu estava a caminho de São Paulo para mais uma reunião com jogadores de futebol que estávamos discipulando. Abri minha Bíblia, deparei-com o a passagem em que Davi lamenta a morte de Saul e de Jônatas. "Como caíram os valentes...", lamentava o salmista. De repente, uma voz ecoou em meu coração: - Seu pai será recolhido, e você será chamado a liderar aquela obra.- Não pode ser! reagi. Um dia antes, havia estado em sua festa de aniversário na igreja em D. Caxias, onde me pegou de surpresa, pedindo que eu pregasse. De fato, havia um clima de despedida naquela festa. Talvez fosse hora de ele parar, se aposentar, mas não de morrer. Esses foram meus argumentos.

- Além do mais, que história é essa de que eu serei chamado a liderar aquela obra? Argumentei.

Eu havia deixado a Missão Apostólica Mundial há cerca de dois anos, para fundar a Comunidade do Trono da Graça. Meu próprio pai me liberara para isso, por entender que Deus havia me confiado um ministério diferente do dele. Embora estivesse me reaproximando de seu ministério, a ponto de ser convidado a representá-lo em duas convenções nos Estados Unidos, me sentia totalmente deslocado com relação à proposta de sua igreja (mesmo que eu tenha sido um de seus fundadores, 10 anos antes).

A voz persistiu ecoando em meu peito.

Naquela mesma noite, por volta das 4 da manhã, enquanto retornava ao Rio, acordei com as mãos geladas, e sentindo uma sensação mórbida. Não consegui dormir mais.

Ao chegar em casa, assim que deitei, o interfone do prédio tocou. Era um dos nossos auxiliares na igreja da Vila da Penha, informando que meu pai havia falecido. Minha esposa, mesmo reciosa, me deu a notícia, achando que tudo não passava de um mal-entendido.

Atordoado, dirigi-me à sua casa.

Segundo minha mãe, por volta das 4 horas da madrugada, ela acordou assustada, sentindo o corpo de meu pai muito gelado. Ela achou que fosse por causa do ar-condicionado. Levantou-se para cobrí-lo, e desligar o ar, e quando acendeu a luz, viu-o de braços e olhos abertos, e com um sorriso esboçado em seu rosto. Achou que aquilo fosse mais uma brincadeira do meu pai. Chamou-o, mas ele não atendeu. Desesperada, chamou meu irmão caçula, que tentou reanimá-lo. Mas ele havia partido deste mundo. A expressão do seu rosto nos confortou. Como Jesus garantiu, quem n'Ele cresse não viria a morte. Não foi a morte que meu pai viu, mas o próprio autor da vida que veio buscá-lo.

Em pouco tempo, chegaram pastores de várias partes do RJ. A casa ficou tumultuada. E em meio às lágrimas de dor, aqueles pastores me chamaram à varanda e pediram: - Volte para nós, e nos lidere.

Não consegui dizer uma única palavra. Tudo o que o Espírito me dissera um dia antes, estava agora se cumprindo.

A retirada do corpo do meu pai foi acompanhada de aplausos dos vizinhos e daqueles que vieram acompanhá-lo.

Na madrugada seguinte, enquanto velávamos o corpo do Jardim da Saudade de Paciência, meu irmão Elias me chamou à parte e pediu: - Volte para nos liderar. Você sabe que Deus te escolheu para isso.

Afastei-me dele, fui para um lugar deserto, e ali briguei com Deus. Discuti, argumentei, disse que não era aquilo que eu planejara para minha vida. Como eu poderia liderar uma obra da qual eu saíra quase dois anos antes, por divergência doutrinária? Senti-me como Jacó no vale de Jaboque.

Mas Deus me venceu.

- Ok, Senhor. Não vou resistir aos teus planos. Mas quero uma confirmação. Se o Senhor me escolheu para este posto, que na próxima Segunda eu seja eleito por unanimidade em assembléia pelos diretores da igreja.

No fundo, achei que isso seria impossível, pois alguns daqueles diretores não aceitavam minha proposta doutrinária.

Para minha surpresa, no dia 16 de Abril, os diretores foram unânimes, convidando-me para ocupar o cargo de bispo primaz da Missão Apostólica Mundial.

Oito anos se passaram, e posso dizer que valeu a pena.

Um ano depois, a igreja adotou a sigla "REINA", (Rede Episcopal de Igrejas da Nação Apostólica). Entre as realizações concedidas pela graça de Deus, destacamos:

- Reforma Estatutária
- Regimento Interno
- Código de Ética Pastoral
- Escola Bíblica com revista própria
- Sete convenções internacionais
- Três grandes cruzadas, na Pça. dos Patriarcas, no Ginásio do Olaria e na Quinta da Boa Vista
- Abertura de novas igrejas, principalmente fora do Rio de Janeiro
- Abertura da igreja nos Estados Unidos da América
- Organização da Militância Reinista (obreiros)
- Programa de TV e de Rádio durante um tempo
- Lançamento de site e blogs na internet
- Formação de novos pastores
- Organização dos Distritos Eclesiásticos
- Projeto Social Tesouro Escondido
- Três "Dias das Mãos Estendidas".
- Três "Dias dos Braços Estendidos" (Campanha de doação de sangue)

Ainda há muito que fazer, e para isso fomos chamados.

Hoje, quando celebraremos oito anos de nossa gestão à frente da REINA, estaremos dando mais um importante passo, com o lançamento do Projeto IMPACTO GLOBAL RADICAL.

Que a chama ostentada pelo nosso fundador, Bispo Cecílio Carvalho Fernandes, jamais se apague. E que as gerações que nos sucederem a mantenham acesa até o grande Dia.

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