quinta-feira, agosto 28, 2008

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Homenagem a Martin Luther King Jr.

Em nome do Amor (Pride do U2, cantado por John Legend)

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Por que sou um sonhador?

Hoje faz 40 anos do famoso discurso do Rev. Martin Luther King Jr, em favor dos direitos civis. King é do time de Abel, que mesmo depois de morto, seu testemunho não perdeu a eloqüência. Em homenagem a este grande homem, escrevi um singelo texto, revelando o motivo pelo qual me classifico como um sonhador.

Por que sou um sonhador?

Porque a alternativa é aceitar a realidade tal como é, sem qualquer esperança de mudança.

Prefiro ser um sonhador a ser um cínico, que se entrega cegamente ao fatalismo.

Sonhadores são cúmplices de Deus na realização de Sua obra restauradora.

Sonhadores são seres subversivos, que não se ajustam aos padrões vigentes.

São rebeldes com causa! São seres pertencentes a outro mundo... um mundo ainda a ser criado.

São seres de outro tempo. Vieram do futuro pra nos avisar que tudo pode ser diferente.

É verdade que os sonhadores são ingênuos. Mas é essa ingenuidade infantil que subverte a ordem. É das crianças o Reino dos céus!

Sonhos são a matéria prima de que é feito o futuro.

Deixar de sonhar é suicidar-se, é morrer estando vivo, é desistir de viver.

E quando os velhos sonham, os jovens têm visões. Adultos sonhadores produzem jovens visionários.

Prefiro o legado dos sonhadores à herança dos perversos.

Sou um sonhador, e nada mais. Mas estando em Cristo, sei que sou capaz.

terça-feira, agosto 26, 2008

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"Me engana que eu gosto..."

Uma boa campanha publicitária é capaz de transformar pedras em pão. E por incrível que pareça, o povo gosta de ser enganado.

A Pepsi tinha um refrigerante chamado Seven-up, que mesmo tendo relativo sucesso em outros países, foi um completo fracasso aqui no Brasil. Os clientes reclamavam que era muito fraco, com pouco sabor do limão. Preferiam o Sprite, da Coca-cola, mais forte e concentrado. O que a Pepsi fez? Em vez de colocar mais limão do Seven-up, mudaram o nome do refrigerante para H2OH!, e em vez de anunciá-lo como refrigerante, passaram a anunciá-lo como "água com leve toque de limão". Resultado: sucesso absoluto de vendas.

Outro exemplo é da cerveja Schincariol. O novo slogan desta cerveja é "Pega leve!", ótimo pra disfarsar o fato de que a cervejaria resolveu colocar mais água no produto.

E o banco "que nem parece banco"? Tudo pra disfarsar a incompetência de um banco que não consegue fazer a fila andar.

A igreja finalmente se rendeu ao marketing. E não era de esperar outra coisa, pois hoje em dia, tudo gira em torno do marketing.

Que tal usar o termo "sessão" em vez de simplesmente "culto"? Isso não atrairía mais espíritas à igreja? E que tal armarmos uma tenda na praia durante a passagem de ano, com uma placa escrita "Pai das Luzes", ou "Cabana de Yeshua"?

O problema é que tais estratégias marketeiras não passam de embustes. Não podemos usar a mentira como método pra se pregar a verdade.

Não temos o direito de lesar quem quer que seja em nome de nossa fé.

Por causa de todo esse marketing imoral, a igreja cristã está perdendo a credibilidade junto à sociedade.

Urge resgatarmos esta credibilidade, pregando o velho e bom Evangelho da Graça e do Reino de Deus, de maneira transparente, honesta, sem segundas intenções.

quarta-feira, agosto 20, 2008

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"Eu me amo, eu me adoro..."

Identificando a raiz do problema

Segundo o diagnóstico dos reformadores do século XVI, o problema central do ser humano era a justiça própria. Foi a partir dessa conclusão, que eles estabeleceram a “Justificação pela fé” como a bandeira principal do cristianismo protestante.

Se fosse possível ao homem salvar-se mediante boas obras, isso retroalimentaria seu orgulho, cativando-o para sempre em um ciclo do pecado. Somente a graça seria capaz de romper com este ciclo, pois a mesma seria um golpe desferido por Deus no orgulho humano, salvando-o de si mesmo.

Embora concorde com as doutrinas defendidas pelo protestantismo histórico, acredito que houve um erro de diagnóstico. O problema humano não repousa sobre a justiça própria. Na verdade, a justiça própria equivale a um remédio errado que foi ministrado em cima de um sintoma.

Sabemos, pelas Escrituras, que o problema humano se chama “pecado”. Ainda que o conceito seja exclusivo das religiões originárias em Abraão (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo), todas as outras religiões concordam que alguma coisa esteja errada com o ser humano. E todas elas, exceto o cristianismo bíblico, acreditam que o remédio para isso é a justiça própria. Para superar sua alienação espiritual, o homem teria que praticar boas obras, que expressassem seu senso de justiça e retidão.

De acordo com as Escrituras, nossas boas obras são como trapos de imundícia (Is.64:4). Era assim que se chamava o pano usado pelas mulheres para conter o fluxo menstrual. Em outras palavras, nossas boas obras são uma tentativa inútil de conter nossa hemorragia espiritual. E por melhores que sejam, estão sempre manchadas pelo nosso pecado. Por isso, a salvação não poderia ser pelas obras, pois elas estariam manchadas pelo nosso orgulho e vaidade.

Quando os reformadores se aperceberam disso, resolveram combater a justiça própria, mostrando aos homens que a única maneira de serem salvos é confiar na justiça divina, demonstrada na Cruz, onde Cristo recebeu nossos pecados e suas conseqüências, e nos imputou Sua justiça e santidade. Aos olhos de Deus, tornamo-nos justos, a despeito de nossas obras, quando reconhecemos nossa bancarrota, e nos fiamos na justiça de Seu Filho Jesus. É pela fé, e tão somente por ela, que Sua justiça é computada em nossa conta.

Até aí, tudo bem. Não há o que rebater. Basta ler Romanos, Gálatas, e toda a Bíblia, para dar-se conta de que a justificação pela fé é uma doutrina imprescindível e inegociável.

A Justificação pela Fé estanca a hemorragia provocada pelo pecado, mas não nos cura de nossa anemia.

É importante combater a justiça própria, pois ela nada mais é do que um placebo, um “me-engana-que-eu-gosto”. É importante estancar a hemorragia, em vez de tentar contê-la com boas obras. Mas acima de tudo, é importante restaurar a saúde espiritual do ser humano. E pra isso, tem-se que combater o pecado. E o que seria o “pecado”?

Ora, o termo “pecado” significa “errar o alvo”. Mas acerca de quê alvo estamos falando? Qual o alvo original estabelecido por Deus à criatura humana?

Essa resposta pode ser encontrada nos dois principais mandamentos de Deus. Eles se constituem no alvo de nossa existência.

“...Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas” (Mt.22:37-40).

Eis o alvo! Fomos feitos para o amor. E o alvo deste amor é Deus, e, por conseguinte, nossos semelhantes.

Porém, ao cair, o homem desvirtuou o alvo, e introduziu um novo alvo: seu próprio eu.

Quem disse que Deus ordenou que o homem amasse a si mesmo? O amor próprio é a essência do pecado. É o próprio pecado. Deus jamais nos ordenaria que pecássemos. Ao dizer que deveríamos amar a nosso próximo como a nós mesmos, ele não está endossando o amor próprio, mas condenando-o. Com efeito, Ele disse: O amor que vocês nutrem por si mesmos, devem dedicar aos outros em vez de a si. O “amor próprio” aqui entra apenas como um referencial, e não como algo louvável e que deva ser estimulado.

As religiões aparam os ramos, e eles continuam a frutificar. O golpe desferido pelos reformadores atingiu o tronco da árvore, e não a sua raiz. Urge desferirmos um golpe na raiz da árvore, o amor próprio.

Todos os pecados têm no amor próprio seu ponto de partida.

Por exemplo: a mentira. Geralmente, a mentira visa a auto-promoção ou a auto-preservação. O indivíduo mente para promover-se, exagerando em seus dotes, enfatizando suas proezas. Ou mente para proteger-se. Portanto, a mentira é filha do amor próprio.

E o adultério? Quem se entrega a uma relação adúltera busca por auto-satisfação, sem importar com a dor que causará ao seu cônjuge e filhos.

Auto-promoção, auto-preservação e auto-satisfação são os principais alvos estabelecidos pelo amor próprio.

Há ainda a filha caçula do amor próprio, a auto-estima, um nome mais sofisticado para o velho orgulho. E há ainda o sobrinho do amor próprio, a auto-ajuda, tão em voga em nossos dias. Em vez de buscar ajuda do auto, o homem pós-moderno prefere acreditar em seu próprio potencial para resolver todos os seus problemas.

O antídoto para a justiça própria é a graça. Através dela a justiça humana é desbancada, e em seu lugar é entronizada a justiça de Deus. E qual seria o antídoto para a o amor próprio?
O antídoto para o amor próprio é a cruz.

Os reformadores protestantes enfatizaram a morte de Jesus em nosso lugar, mas se esqueceram de dar igual ênfase à nossa co-crucificação. Dizer que Jesus morreu por nós é a mais pura verdade, mas não expressa toda a verdade. Ele morreu por nós, mas nós também fomos crucificados com Ele.

O apóstolo Paulo conjuga com maestria essas duas verdades:

“Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressurgiu” (2 Coríntios 5:14-15).

O amor revelado na Cruz deve constranger-nos a ponto de não mais vivermos para nós. A Cruz é um golpe fatal no amor próprio.

Paulo compreendeu isso perfeitamente: “Estou crucificado com Cristo, e já não vivo, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl.2:20).

Onde foi parar a auto-estima de Jesus? Como Ele pôde entregar-Se de tal maneira por gente que sequer merecia?

Jesus estabeleceu um novo referencial de amor. Antes da Cruz, a referência mais eloqüente que o homem tinha era o amor próprio. Mas agora, Jesus o desbancou, entregando-Se por nós sem reservas.

E é este o tipo de amor que devemos dispensar aos nossos semelhantes.

Pela Cruz, somos salvos não apenas da condenação do inferno, ou da ira divina, mas somos salvos de nós mesmos.

Pelas pisaduras de Cristo, fomos curados de nossa hemorragia e de nossa anemia espiritual.
Agora somos instados a amar a Deus sobre todas as coisas e aos nossos semelhantes da maneira como Ele nos amou, e não como a nós mesmos.

Tudo isso sugere que o que a igreja cristã necessita não é de mais uma reforma, nos moldes do século XVI, mas de uma revolução de amor, onde o amor próprio seja deposto, e em seu lugar seja entronizado o Novo Mandamento de Jesus.

sexta-feira, agosto 15, 2008

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Hora de apagar as velas! O Dia raiou!

Jesus introduziu uma nova ordem no Mundo. Agora, o antigo mandamento do amor foi substituído por um novo mandamento, onde a referência já não é o amor próprio, mas o amor de Cristo.

O amor próprio nos serviu como uma vela acesa durante uma noite longa e escura. Mas com o raiar do dia, já não faz sentido manter a vela acesa.

É sobre isso que João fala em sua primeira epístola:

“Amados, não vos escrevo novo, mas um mandamento antigo, que desde o princípio tivestes. Este mandamento antigo é a palavra que ouvistes. Contudo vos escrevo novo mandamento, que é verdadeiro nele e em vós, porque as trevas vão passando, e já brilha a verdadeira luz” (1 Jo.2:7-8).

o que João diz aqui pode parecer contraditório. Afinal de contas, trata-se de um ‘novo’ ou um ‘antigo’ mandamento? Veja, o mandamento é o mesmo: amar ao próximo. Entretanto, o referencial é que mudou. Em vez de amá-lo como a si mesmo, deve-se amá-lo como Jesus nos amou.

A chegada do novo dia faz desnecessária outra referência de amor que não seja aquela demonstrada na Cruz. Qualquer outra referência é ofuscada pela a maior e mais contundente prova de amor de que se tem notícia. E é este amor que nos constrange para que deixemos de viver para nós mesmos, e vivamos em função d’Ele e do bem-estar dos nossos semelhantes. Paulo diz que “o amor de Cristo nos constrange (...) E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si” (2 Co.5:14a,15a).

Diferente da luz proporcionada pela vela, que alumia apenas em um pequeno raio, a luz solar é capaz de dissipar todas as trevas, tornando noite em dia.

Quando arrebatados do império das trevas para o reino do Filho do Amor de Deus, somos batizados, imersos em Seu amor. No dizer de Paulo, “o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm.5:5). É um caminho sem volta. O sol que acaba de nascer, jamais se porá novamente. Deixamos de viver para nós mesmos, para viver em função do objeto amado, nesse caso, Deus e nossos semelhantes.

O amor próprio deve ser dissipado. O vento do Espírito deve apagá-lo, para que em seu lugar possa arder o genuíno amor de Deus.

Ora, se deixamos de nos amar, por que razão deveríamos cuidar de nossa saúde, aparência, finanças e tudo o que diz respeito ao nosso bem-estar particular?

Será que deveríamos nos tornar pessoas relaxadas? Isso glorificaria a Deus? Não! Absolutamente.

Só que agora, nossas motivações são outras.

Deixar de amar a si mesmo para amar a Deus e a seus semelhantes não significa deixar de viver, ou mesmo preferir morrer.

O que nos motiva agora é a busca pela glória de Deus e pelo bem comum.

Vejamos o exemplo de Paulo, registrado em sua carta aos Filipenses:

“A minha ardente expectativa e esperança é de em nada ser confundido, mas ter muita coragem para que agora e sempre, Cristo seja engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Pois para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Fp.1:20-21).

Repare nisso: a única coisa de que Paulo fazia a mais absoluta questão era que Cristo fosse engrandecido através dele, não importava se pela sua vida ou pela sua morte. Paulo não temia a morte. Ela tinha consciência de que a deixar este mundo era lucro.

Ora, se morrer é lucro, por que não devemos todos desejar a morte?

Por que não buscamos por lucro. Viver em função daquilo que nos é vantajoso é guiar-se pelo amor próprio, e não pelo amor à Deus e aos nossos semelhantes.

Paulo prossegue em seu raciocínio:

“Mas, se o viver na carne trouxer fruto para a minha obra, não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, o que é muito melhor; mas julgo mais necessário, POR AMOR DE VÓS, permanecer na carne. E, tendo esta confiança, sei que ficarei, e permanecerei com todos vós para o vosso progresso e gozo na fé” (Fp.1:22-25).

À luz desta perspectiva, podemos concluir que todo bem que procuramos para nós mesmos, deve ser motivado pelo bem que isso vá causar aos nossos semelhantes.

Por exemplo: sou pai de três lindos filhos. Eu poderia pensar: se não devo amar a minha própria vida, então, por que não posso fumar? Que mal haveria nisso? Isso apressaria minha passagem para o mundo porvir. Porém, pensando assim, eu estaria me suicidando à prestações, e dando um péssimo exemplos aos meus filhos a quem devo amar incondicionalmente. Portanto, é por amor a eles que devo me cuidar. Eles precisam de mim por muito tempo nesta vida.

Se pretendo ficar muito tempo neste mundo, para poder servir aos meus semelhantes, devo me cuidar, praticar exercícios, alimentar-me bem, abandonar qualquer vício prejudicial à saúde, etc.
E quanto à busca por estabilidade financeira? Haveria alguma justificativa plausível à parte do amor próprio? Óbvio que sim!

É Paulo quem de novo nos oferece uma razão em linha com o novo mandamento:

“Aquele que furtava, não furte mais, antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o necessitado” (Ef.4:28).

Eis a razão porque devemos trabalhar e buscar estabilidade financeira: ter o que repartir com quem precisa.

Não é pecado ser rico. Pecado é fazer da riqueza um fim em si mesmo. Lembre-se que “o amor do dinheiro é a raiz de todos os males” (1 Tm.6:10a). As coisas estão aí para serem usadas, e não amadas. As pessoas que devem ser amadas! Usemos as coisas para beneficiar as pessoas, e não usemos as pessoas para adquirir as coisas.

Vale aqui a advertência paulina:

“Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as cosias para delas gozarmos; que façam o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir, que acumulem para si mesmos um bom fundamento para o futuro” (1 Tm.6:17-19a).

Se quisermos garantir um futuro promissor para nós e para o resto da humanidade, temos que mudar nosso paradigma, apagar a vela do amor próprio, e receber com gratidão o raiar do Sol da Justiça e do Amor trazendo o novo dia.

Embora novo dia já tenha raiado, estamos aguardando o momento em que ele atingirá o seu apogeu, o que costumo chama de meio-dia profético, quando já não haverá mais sombras.

Urge despertarmos do nosso sono indolente e aprendermos a praticar o novo mandamento do amor. Não basta dizer que ama, tem que expressar esse amor em gestos e atitudes. Temos que aprender a repartir nosso pão, a viver em função do nosso semelhante, e não em função de nosso aprazimento pessoal.

Trata-se da prática do jejum prescrito em Isaías 58. Quando repartirmos nosso pão com o faminto, recolhermos em casa os sem-teto, vestirmos o nu, e deixarmos de nos esconder do nosso próximo, cumprir-se-á a promessa: “Então romperá a tua luz como a alva (...) se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita, então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia” (Is.58:8a,10).

O novo dia começou na Cruz, com a maior demonstração de amor de todas as Eras. A Igreja Primitiva vivenciou, durante o tempo de tribulação, a madrugada do novo dia, quando Jesus lhes parecia como a Estrela da Manhã. Somos convidados a vivenciar a alvorada desse Dia chamado Hoje, e aguardar pelo momento em que o Sol se posicionará no centro do Céu, dissipando as sombras, e trazendo avaliação e juízo a todas as obras. Quando isso se der, não apenas nossas obras serão julgadas, mas também as motivações que as produziram.

quarta-feira, agosto 13, 2008

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Espírito Olímpico? Qual?

Espírito Olímpico. Foi a ele que Hu Jing Tao, presidente da China, apelou, ao pedir que o presidente da Rússia ordenasse o cessar fogo na Geórgia, onde um pequeno território chamado Ossétia, foi invadido por tropas russas, e duas mil pessoas tiveram suas vidas ceifadas. E tudo isso, em pleno período de Jogos Olímpicos.

Fico a pensar. E quanto aos mortos nos protestos em favor da independência do Tibet do domínio chinês? Será que o presidente chinês se esqueceu do “espírito olímpico”?
Afinal, o que seria esse tal “espírito olímpico”?

Confesso que fiquei emocionado ao assistir à entrada das comitivas de mais de 200 países no show de abertura dos Jogos. É bonito de se ver. Seria isso o “espírito olímpico”? A união das nações em torno de um ideal? Mas, quê ideal?
Para muitos, a Pira Olímpica representa o tal “espírito olímpico”. Foi nos Jogos de 1936, sediados em Berlim, que a primeira pira olímpica foi acesa. Foi também lá que Hitler intentou provar para o mundo inteiro a superioridade da raça ariana (branca) e a supremacia dos alemães sobre todos os povos. Para sua decepção, os negros foram os vencedores na maioria das provas. O americano Jesse Owens, o exemplo mais famoso, conquistou quatro títulos no atletismo. Hitler, contrariado, se negou a entregar as medalhas. Aonde foi parar seu “espírito olímpico”?

Se traduzirmos o termo “espírito” por “propósito”, então, ficará mais fácil decifrar o seu sentido.
Todos os atletas estão ali em busca de algo: medalhas. Essas representam a superação dos limites, e a prova da superioridade de uns sobre os outros. A comemoração dos vencedores se dá simultaneamente ao choro dos perdedores. Portanto, podemos supor que a única palavra que traduz perfeitamente o tal “espírito” seja competitividade.

Esse tem sido o paradigma que tem guiado as nações ao longo dos séculos.

Ninguém aceita perder. Todos querem ganhar. E é assim desde sempre.

É desse “espírito olímpico” que Paulo fala em sua epístola aos Coríntios:

“Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade correm, mas um só leva o prêmio?” (1 Co. 9:24).

O que Paulo usa como analogia para a vida cristã não é o espírito competitivo verificado nos Jogos da Grécia antiga, e sim a determinação que leva os atletas a superarem seus limites. Por isso, o apóstolo admoesta a seus leitores: “Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo aquele que luta, em tudo se domina. Eles para alcançar uma coroa incorruptível, nós, porém, uma incorruptível” (vv.24b-25).

Se o atleta for indisciplinado, dificilmente alcançará seu objetivo. Seu maior oponente não é o atleta que corre na raia ao lado, e sim sua própria natureza indisciplinada.

Naquela época, o atleta vencedor era coroado com um arco de louros verdes, recém colhidos das cercanias do Monte Olimpo. Dias depois, as folhas se amarelavam, e, finalmente, se secavam e se desfaziam. Por isso Paulo chama a coroa de louros de “corruptível”.

Para dar um aspecto menos fugaz às premiações, os louros foram substituídos por medalhas, umas de ouro, e outras de prata e bronze. Embora não sejam tão desvanescentes como os louros, elas também não são eternas. Até a taça de ouro recebida pela Seleção Brasileira na Copa de 70 foi derretida! Imagine medalhas!

Paulo diz que ao contrário dos atletas olímpicos, nós corremos por uma coroa incorruptível. Porém, não estamos numa disputa. O paradigma do Reino de Deus é o da cooperação, e não o da competição. Nossa prova está mais para uma corrida de revezamento, do que para uma corrida solo. O importante não é o lugar do podium que conquistaremos, ou com que medalha seremos condecorados. O importante é concluirmos a corrida. Não importa quem chega primeiro. O que importa é chegarmos, e podermos dizer como Paulo:

“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a TODOS os que amarem a sua vinda” (2 Tm. 4:7-8).

Tem “medalha” pra todo mundo! Todos os que houver acabado a carreira (corrida), sem abandonar sua raia, serão plenamente premiados.

Para entendermos melhor o “espírito do Reino”em detrimento do “espírito olímpico”, temos que investigar em que consiste a coroa incorruptível que receberemos ao fim da corrida.

É claro que não se trata de uma coroa literal, cravada de pedras preciosas, como imaginam alguns.

Também não se trata de receber uma cobertura triplex na Nova Jerusalém, com vista para o palácio do Rei dos Reis. Tudo isso é muito romântico, mas não tem qualquer suporte bíblico.

Então, o que seria tal coroa?

Deixemos que o apóstolo Paulo, o autor da alegoria, nos dê a resposta:

“Pois qual é a nossa esperança, ou gozo, ou coroa de glória na presença de nosso Senhor Jesus na sua vinda? Não sois vós? Na verdade vós sois a nossa glória e o nosso gozo” (1 Ts.2:19-20).
Epa! Foi isso mesmo que você leu? Leia de novo. Confira.

Paulo está dizendo que as pessoas com quem se relacionava, sendo-lhes canal do amor de Deus, eram a sua coroa de glória.

Aos Filipenses ele também se dirigiu nesses termos:

“Portanto, meus amados e mui saudosos irmãos, minha alegria e coroa, estais assim firmes no Senhor, amados” (Fp.4:1).

Veja: elas não são “pedras preciosas” em nossas coroas. Elas são nossas coroas. E mais: elas não devem ser disputadas, como as coroas incorruptíveis. Elas podem ser nossas coroas, ao mesmo tempo em que são coroas de todos aqueles que conosco e com elas cooperaram.

Na seqüência do texto aos Filipenses, Paulo escreve:

“E peço-te também a ti, meu leal companheiro de jugo, que ajudes a essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os outros COOPERADORES, cujos nomes estão no livro da vida” (Fp.4:3).

Quem corre conosco na raia ao lado é nosso companheiro e cooperador, e não nosso oponente e concorrente.

Estamos no negócio de conquistar vidas para o Reino de Deus. E não estou falando de fazer proselitismo, e sim de promover conexões entre as pessoas, a fim de que essas se beneficiem umas as outras, vivenciando assim a justiça do Reino.

E quanto ao fato de Paulo afirmar que essas coroas serão recebidas por nós na vinda do Senhor em glória? Pedro corrobora com a alegoria paulina, ao afirmar: “E, quando se manifestar o sumo Pastor, recebereis a imarcescível coroa de glória” (1 Pe. 5:4).

Ora, se essa “coroa de glória” são as próprias pessoas de nosso círculo, de que maneira elas nos serão dadas no último dia?

Jesus nos responde essa importante questão em sua parábola do mordomo infiel. Ele salienta que aqueles a quem beneficiarmos neste mundo serão os mesmos que nos receberão “nos tabernáculos eternos” (Lc.16:9).

Quando chegarmos à Glória Definitiva seremos recepcionados por aqueles a quem servimos neste mundo. Portanto, recepcionaremos uns aos outros. Seremos a coroa de glória uns dos outros. Foi nesse “espírito olímpico do reino” que Paulo declarou: “Embora eu seja livre para com todos, fiz-me servo de todos, para ganhar ainda mais” (1 Co.9:19).

Fazer de todos nossos amigos, e nós mesmos servos de todos é a única maneira de sermos plenamente premiados ao atravessarmos a linha de chegada e subirmos ao podium da glória eterna.

terça-feira, agosto 12, 2008

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O Fuso-horário do Reino de Deus

Durante as transmissões dos Jogos Olímpicos, fiquei a meditar sobre a diferença do fuso-horário entre nosso País e Pequim, Sede Olímpica. São onze horas de diferença. Enquanto aqui são 23 h. lá já são 10 da manhã do dia seguinte. Quem quiser assistir ao vivo a algumas das principais provas olímpicas, terá que ficar acordado madrugada a dentro. Ninguém merece!

Lembrei-me de quando morei nos Estados Unidos, e tinha que vir ao Brasil a cada mês. Embora a diferença no fuso-horário fosse bem menor, não posso negar que me trouxe muitos problemas. Os comissários de bordo chamam de Jet-leg o efeito causado no organismo humano pela diferença de fuso-horário. Pessoas que viajam constantemente sabem do que estou falando. Temos um relógio biológico em nosso corpo, que se adéqua ao nosso fuso local. Quando trocamos esse fuso regularmente, nosso relógio biológico fica desequilibrado, e a gente começa a trocar a noite pelo dia, e vice-versa.

Não haveria também uma espécie de fuso-horário distinto entre o Reino de Deus e o resto do mundo?

Ora, sabemos pelas Escrituras, que quando abraçamos a fé em Jesus, fomos “arrebatados do império das trevas, e transportados para o Reino” (Cl.1:13). Portanto, fomos introduzidos em uma nova realidade, em um novo território (ainda que espiritual!). Nada mais coerente do que supor que essa nova realidade tenha seu próprio fuso-horário.

Dada a rotação da Terra, o Sol aparece primeiro no Oriente. Por isso, a Austrália comemora a chegada do Ano Novo algumas horas antes de nós.

Como Igreja de Cristo, somos a Nação Santa, a Nova Jerusalém, lugar onde se vê primeiro o raiar do Novo Dia. É para nós, que tememos o nome do Senhor, que nasce “o sol da justiça, trazendo salvação debaixo das suas asas” (Ml.4:2).

Ainda que o Mundo esteja mergulhado nas densas trevas de uma noite que pareça eterna, para nós o dia já raiou:

“Levanta-te, resplandece, pois já vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti. As trevas cobrem a terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti o Senhor vem surgindo, e a sua glória se vê sobre ti. As nações caminharão à tua luz, e os reis ao resplendor que te nasceu” (Is.60:1-3).

E mais: somos informados que este Sol que acaba de nascer, jamais se porá. Portanto, o novo dia que raiou vai durar para sempre.

“Nunca mais se porá o teu sol (...) O Senhor será a tua luz perpétua” (Is.60:20).

Porém a Terra não pára de girar. O novo dia que surgiu para nós, há de raiar para todas as nações do Globo.

Para nós, que vivemos no fuso-horário do Reino de Deus, Paulo escreve:

“A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz” (Rm.13:12).

É hora de aposentarmos nossos pijamas, e despertarmos para vivermos o novo dia, o hoje eterno.

E esse novo dia começou quando Cristo rendeu Seu espírito na Cruz, dizendo: Está consumado. O velho aión (era) teve seu fatídico fim. As trevas encontraram o seu apogeu. No relógio profético, a Cruz se deu à meia-noite. Por isso Jesus afirmou ao ser preso: “Esta, porém, é a vossa hora e o poder das trevas” (Lc.22:53).

A partir da Cruz, começa-se o novo dia, o Dia do Senhor.

Portanto, a tendência é que as coisas clareiem, em vez de escurecerem.

Quando começa um novo dia? Não é no primeiro segundo após a meia­-noite? Entretanto, a noite continua tão escura quanto antes. Porém, a partir daí, gradativamente, as trevas vão cedendo à luz. Ainda que os olhos não percebam, dado o caráter paulatino com que o dia vai clareando. As horas que se seguem testemunham o embate entre as trevas e a luz. Invariavelmente, as trevas são vencidas.

“A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram sobre ela” (Jo.1:5).

Horas depois, surge no horizonte a estrela da manhã, anunciando que a qualquer momento, os primeiros raios solares serão vistos.

Não é debalde que Jesus Se apresenta nas páginas de Apocalipse como a Estrela da Manhã (Ap.22:16).

Sempre que o Evangelho chega a novos rincões, Jesus Se apresenta ali como a estrela matutina.

A Igreja dos dias de João presenciou a alvorada do novo dia. Por isso João, o mesmo autor de Apocalipse, escreveu em sua epístola:

“...as trevas vão passando, e já brilha a verdadeira luz” (1 Jo.2:8b).

Em breve, a luz do Evangelho terá alcançado todos os povos, e o novo dia alcançará o seu apogeu. Todas as nações se renderão à Cristo, Luz do Novo Dia. “Todos os confins da terra se lembrarão, e se converterão ao Senhor; todas as famílias das nações adorarão perante ele” (Sl.22:27).

sábado, agosto 09, 2008

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SURPRESA!

Por que Deus teria tanto prazer em manter certas coisas ocultas aos homens por algum tempo? Não seria pelo prazer proporcionado pela surpresa? Não estaria Ele interessado em surpreender as Suas criaturas?

Por que a realidade está tão envolta em mistérios?

O que aconteceria se substituíssemos o vocábulo “mistério” encontrado em várias passagens bíblicas por “surpresa”?

Por exemplo: “E desvendou-nos a surpresa da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra” (Ef. 1:9-10).

Quando todos achavam conhecer todos os mistérios divinos, eis que, repentinamente, algo inusitado acontece. Foram séculos de preparo, para que finalmente viesse ao mundo a maior de todas as surpresas reservadas por Deus para a humanidade.

Embora já houvesse sido anunciado desde o início, ninguém poderia supor o momento e a maneira como o Prometido de Deus viria. Tanto a humanidade, quanto o mundo espiritual foram pegos de surpresa.

Em vez de nascer em um palácio, o que seria previsível para um Rei, Jesus nasceu em um estábulo. Do início ao fim de Sua vida terrena, a trajetória de Jesus foi recheada de surpresas. Segui-lo era viver em constante suspense. Ninguém podia prever Seus movimentos. Ele não disse aos Seus discípulos: “Vamos ao monte, porque vou me transfigurar pra vocês. Elias e Moisés vão dar as caras por lá...”. Não! Ele apenas chamou-os e começou a subir. O que aconteceu lá foi simplesmente inusitado.

Mesmo acompanhando-O diariamente, os discípulos não imaginavam que Aquele Galileu reuniria em Si mesmo todas as coisas que há nos céus e na terra. Dada a Sua natureza sui generis, (100% homem, sem deixar de ser 100% Deus), Ele abarcava em Seu próprio Ser toda a realidade, Criador e Criatura.

Sua vinda ao mundo foi prevista desde o início, mas a abrangência de Sua obra foi surpreendente. Ele não apenas desfaria a conseqüência do pecado (alienação da criatura do Criador), mas também introduziria uma nova ordem de coisas: n'Ele tudo Se unificaria, para que Deus fosse tudo em todos.

A bem da verdade, Jesus nunca Se preocupou em explicar muitas coisas. Ele preferia deixar acontecer sem aviso prévio, para não perder a oportunidade de surpreender Seus seguidores.

Ao surpreendê-los lavando seus pés, Ele disse: “O que eu faço não o sabes agora, mas o compreenderás depois” (Jo.13:7).

Essa compreensão só viria depois, quando o Espírito Santo lhes fosse outorgado. É desta compreensão que Paulo fala aos Efésios:

“Quando lerdes o que escrevi, podereis perceber a minha compreensão da surpresa de Cristo, o qual em outras gerações não foi manifestado aos filhos dos homens, com agora foi revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas” (Ef. 3:4-5).

Mesmo tendo recebido tal compreensão, Paulo percebia que o caráter misterioso se mantinha, porque as riquezas de Cristo eram simplesmente insondáveis. Quanto mais se compreendia, mais se tinham pra compreender.

“A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas insondáveis de Cristo, e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério (o momento certo de revelar a surpresa), que desde os séculos esteve oculto em Deus, que a tudo criou. E foi assim para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nas regiões celestiais” (Ef. 3:8-10).

Mesmo os anjos ainda não haviam compreendido plenamente os mistérios divinos. Conheciam algumas nuances, mas não suas múltiplas facetas. Surpreendentemente, Deus escolheu os seres humanos, para que através deles, Sua sabedoria fosse conhecida dos seres celestiais.

O maior de todos os segredos, guardado a sete chaves por milênios, agora deveria ser contado a todos os homens. O baú das riquezas insondáveis de Cristo finalmente está disponível e acessível a todos os seres dotados de consciência, anjos e homens.

Por tratar-se de uma tão nobre e árdua missão, Paulo rogava: “Orai também por mim, para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para com intrepidez fazer conhecido a surpresa do Evangelho” (Ef.6:19).

E qual é a surpresa do Evangelho?

“Combato para que os seus corações sejam consolados, e estejam unidos em amor, e enriquecidos da plenitude da inteligência, para conhecimento do mistério de Deus – Cristo, em quem estão ocultos todos os tesouros da sabedoria e da ciência” (Col.2:2-3).

A grande surpresa de Deus se chama Cristo. Não apenas Cristo por nós, morto na cruz, ressurreto ao terceiro dia e assunto ao céu. Mas também Cristo em nós, vivendo através de nós a vida que jamais viveríamos por nós mesmos.

“A surpresa que esteve oculta durante séculos e gerações, e que agora foi manifesta aos seus santos. A eles Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória desta surpresa entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória” (Col. 1:26-27).

Eis a esperança de que a humanidade seguirá seu rumo, de glória em glória, ininterruptamente, até a glória derradeira. É Cristo quem a conduzirá, e através do Seu Espírito, em plena liberdade, lhe garantirá um futuro glorioso e promissor, em que Deus será tudo em todos.

sexta-feira, agosto 08, 2008

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Basta olhar pra Cruz

O Amor é luz a nos guiar
iluminando o caminhar
A mesma luz pode cegar
se pra nós mesmos se projetar

Amar a si mesmo não é o alvo
de quem foi salvo do próprio "eu"
Amar ao outro em vez de a si
o amor de Deus deixar fluir

Novo Mandamento vos dei
que uns aos outros ameis
com o mesmo amor que demonstrei
basta olhar pra cruz

O que amar sua própria vida
perdê-la-á no fim da lida
Mas quem perdê-la por amor de mim
desfrutará de vida sem fim

Novo Mandamento vos dei
que uns aos outros ameis
com o mesmo amor que demonstrei
basta olhar pra cruz

Não existe amor maior
do que tem Jesus
Basta olhar pra cruz!

Não existe amor maior
do que tem Jesus
Andai nessa luz!

quarta-feira, agosto 06, 2008

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Como quadro sem moldura

Um País sem memória
não está pronto para o futuro
Ignorar sua História
é como dar um tiro no escuro
Como quadro sem moldura
exposto ao tempo e às traças
Assim é um povo sem cultura
sem artes, circos ou praças
Cultura é herança
que recebemos de nossos pais
Cultura é a esperança
de um mundo de paz

Em Parceira com Revelyn Fernandes, minha filha caçula

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Caro Candidato às Eleições de 2008

Sinto muito em lhe dizer que não poderei hipotecar o apoio do nosso rebanho à sua candidatura. Por uma questão de princípios, deliberamos deixar que nossos irmãos exerçam sua cidadania sem qualquer interferência, optando pelos candidatos que melhor lhes parecer.

Por favor, não insista. Não adianta oferecer ofertas, novos instrumentos ou aparelhagem para a igreja, material de construção, ou coisa parecida. Os votos do nosso povo são inegociáveis. Não me vejo em condição de subestimar a inteligência do meu povo.

Se quiser o voto de alguém, conquiste-o, fazendo por merecer.
Não venha propor representar nosso seguimento e defender os interesses de nossa igreja. Este argumento não funciona conosco. Defenda os interesses populares, a justiça, o direito, e valores que representem o interesse de toda a sociedade, e não apenas de uma seguimento religioso.

Também não venha apelar para o medo, dizendo que os valores da família precisam ser defendidos, e que, por isso, sua eleição é tão importante. Não cremos que qualquer lei, por mais imoral que seja, ponha em risco nossa liberdade religiosa, ou o bem-estar familiar. Terror não nos convence.

Infelizmente, há muitos líderes cristãos dispostos a negociar e a ceder ao assédio dos candidatos. Mas antes de procurá-los, pense bem se é certo aproveitar-se da ingenuidade do povo, e da falta de princípios dos seus líderes.

Voto não se compra, se conquista.

E mais: se além de candidato, você também for “pastor”, não use seu título para fazer propaganda política. Isso é um desserviço ao Evangelho.

Espero ter deixado bem claro a nossa posição. Não se ofenda. Não se trata de intransigência, mas de princípios. Talvez você não esperasse esbarrar com alguém que ainda defendesse tais princípios. Mas saiba que não somos os únicos. Como nos dias de Elias, Deus tem preservado um remanescente, de pessoas fiéis e comprometidas com a verdade e a justiça.

Em tempo: nossa igreja não está comprometida com nenhuma candidatura. Nosso púlpito não é palanque político. Se quiser visitar nossa igreja, fique à vontade. Mas não espere ser apresentado como candidato. Panfletar... nem pensar! Só se for do lado de fora, sem qualquer endosso de nosso ministério.

Que Deus levante homens em nossos dias, que a despeito do credo que professem, sejam éticos, sérios, e comprometidos com esta e com as próximas gerações.

Christus Victor!
Semper Invictus!