Lula estará conosco amanhã na realização de um sonho
Alguns anos atrás tive um sonho. Um lugar que conheci quando menino era radicalmente transformado. Trata-se do centro da cidade de Duque de Caxias, mais precisamente a região da favela do lixão.
Quando meu pai iniciou uma igreja no quarteirão ao lado daquela comunidade, eu detestava ter que acompanhá-lo. Além do velho galpão que usávamos como igreja ser fétido e sufocante, a atmosfera do lugar parecia pesada; porém os rostos dos que ali compareciam esboçavam um misto de sofrimento e esperança. Lembro-me dos porcos criados soltos na rua, dos barracos de papelão, e do cheiro horrível de urina na porta da igreja. Minha mãe dirigia um concorrido culto às segundas pela manhã. Era eu quem a acompanhava. Um dia um homem entrou durante o culto, e ameaçou matá-la. Foi uma cena horripilante para uma criança de 9 anos. Os auxiliares não conseguiram detê-lo, e tiveram que chamar a polícia. Que triste ver aquele ser humano sair acorrentado da igreja, debaixo de socos e pontapés da polícia. Cresci com essas lembranças da cidade de Duque de Caxias.
Mais de vinte anos se passaram. Aquele velho galpão estava alugado para outra denominação. Quando contei ao meu pai o sonho que tive, ele me disse que lhe haviam oferecido aquele antigo galpão para alugar. Não tive dúvida. Aquele era um sinal dos céus de que deveríamos voltar para o galpão em Caxias. No meu sonho, toda aquela região estava transformada. No lugar dos barracos, havia construções novas. Eu já não via o velho shopping Center, nem a antiga rodoviária. Tudo estava diferente. Até mesmo o galpão que nos serviria de templo novamente.
Pouco depois de haver alugado o imóvel, meu pai faleceu, e fui eleito em assembléia para sucedê-lo na direção da denominação que ele fundara (REINA). Originalmente, a sede da igreja era no bairro carioca de Engenho Novo. Mas por causa do sonho que tivera, decidi que a sede deveria estabelecer-se em Duque de Caxias.
Reformamos a igreja, mas a realidade à sua volta continuava a mesma. Começamos a interagir com a comunidade antes conhecida como “Lixão” através de ações sociais do Projeto Tesouro Escondido. Vidas foram tocadas e transformadas. Porém, a atmosfera se mantinha a mesma. Até que recentemente estive no gabinete do Prefeito para lhe contar a visão que tivera sete anos atrás. Para minha surpresa, o que parecia somente um boato se confirmou. A prefeitura planejara investir a verba advinda do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) na transformação total daquela região; inicialmente serão 315 milhões de reais.
Washington Reis levantou-se de sua cadeira, dirigiu-se a um grande quadro e perguntou, apontando para desenhos arquitetônicos: - Foi isso que o senhor viu em sonho? Glórias a Deus! Finalmente o futuro chegou à cidade de Duque de Caxias. Amanhã, estaremos recebendo o Presidente Luís Inácio Lula da Silva para a cerimônia de lançamento oficial do PAC na favela do Lixão (Parque Vila Nova e Vila Ideal). A Cerimônia vai começar às 15h. no palanque armado em frente à entrada principal de nossa igreja. Contamos com a presença do Governador Sérgio Cabral, e do Prefeito Washington Reis. Os pastores da REINA, que hoje totalizam mais de uma centena, estarão conosco ali, recepcionando as autoridades, aplaudindo esta iniciativa, e louvando a Deus pela concretização desse sonho.
segunda-feira, março 31, 2008
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Carta de Cristo à Igreja Brasileira
“Ao anjo da igreja do Brasil escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo, dos quais tu não podes te esconder.[1] Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, mas estás morto. Te gabas de ser protagonista de um grande avivamento, mas não sabes que estás moribundo. Teu avivamento artificial e sensacionalista não me comove, nem tampouco produz transformação na sociedade onde estás inserido.[2] Conheço as tuas obras, as tuas estratégias, o teu marketing, e mesmo que te aches quente, na verdade não és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Tua mornidão e apatia já me causam náuseas. Estou a ponto de te vomitar.[3] Tu te achas rico, por causa de tuas suntuosas catedrais, como se Eu me impressionasse com sua exuberância; te esqueceste que Eu não habito em templos feitos por mãos? [4]Tu dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta. Mas não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu.[5] Tua riqueza é fruto de extorsão, de manobras políticas, de sacrifícios dos mais pobres, que caem em suas teias por desconhecerem a minha Palavra. Esqueceste que não quero sacrifícios, e sim misericórdia?[6] Começaste bem, mas te corrompeste. Deixaste de ser igreja, para ser empresa. Deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te de onde caíste! Arrepende-te, e pratica as primeiras obras. Se não te arrependeres, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o teu candeeiro, tirarei o teu alvará, e passarás a trabalhar na escuridão e na clandestinidade espiritual.[7] Tenho contra ti que toleras o espírito do consumismo, e ainda o estimulas com suas correntes de prosperidade. Tenho lhe dado tempo para que te arrependas, mas tu não queres te arrepender.[8]Tu não te pareces comigo, mas com o mundo. As mãos que tu tens estendido ao Pai em louvor, não têm sido estendidas ao próximo em Amor. Em vez de buscar me conhecer mais, tu preferes conhecer as profundezas de Satanás,[9] ignorando que Eu mesmo o despojei através de minha Cruz. Mas tendes no Brasil algumas pessoas que não contaminaram as suas vestes, nem a sua consciência.[10] Estas não se venderam aos modismos doutrinários, mas permanecem fiéis, retendo o que receberam. A estas digo: Guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. [11]Sei que habitas no meio a idolatria, superstições, feitiçarias, contudo, reténs o meu nome, e não negaste a minha fé[12]. O que tendes, retende-o até que eu venha. Ao que vencer, e guardar até o fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com Cetro de ferro as regerá, quebrando-as como são quebrados os vasos de oleiro; assim como também recebi autoridade de meu Pai.[13]Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz à igreja brasileira. [14]
[1] Apocalipse 2:18
[2] Apocalipse 3:1
[3] Apocalipse 3:15-16
[4] Atos 7:48
[5] Apocalipse 3:17
[6] Oséias 6:6
[7] Apocalipse 2:4-5
[8] Apocalipse 2:20-21
[9] Apocalipse 2:24; Colossenses 2:15
[10] Apocalipse 3:4
[11] Apocalipse 3:11
[12] Apocalipse 2:13
[13] Apocalipse 2:25-27
[14] Apocalipse 2:29
[1] Apocalipse 2:18
[2] Apocalipse 3:1
[3] Apocalipse 3:15-16
[4] Atos 7:48
[5] Apocalipse 3:17
[6] Oséias 6:6
[7] Apocalipse 2:4-5
[8] Apocalipse 2:20-21
[9] Apocalipse 2:24; Colossenses 2:15
[10] Apocalipse 3:4
[11] Apocalipse 3:11
[12] Apocalipse 2:13
[13] Apocalipse 2:25-27
[14] Apocalipse 2:29
domingo, março 23, 2008
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Atenção senhoras e senhores! É chegado o momento da tão esperada luta! A luta dos séculos!
De um lado, com Seu manto sem costura, diretamente da Eternidade, o Autor da Vida (At.3:15).
Do outro lado, seu oponente, com sua aparência notadamente cruel, empunhando uma foice, diretamente do Inferno, a Morte (Rm.5:12).
Começa o primeiro round! A morte se apressa a entrar no ringue usando o fácil acesso pelo corredor do pecado.
O primeiro golpe é desferido pela morte. Ela parte com tudo, pronta a estabelecer sua supremacia no ringue do mundo.
Depois de seis golpes consecutivos, finalmente a vida reage, driblando um golpe fatal:
“Andou Enoque com Deus; e já não era, porque Deus para si o tomou” (Gn.5:24).
Sob o protesto da Morte, Deus remove do mundo dos viventes o sétimo ser humano, sem que passasse pela morte.
O round estava perto de terminar. Ouve-se um clamor desde a Terra. Elias, o profeta do fogo, clama a Deus por um menino morto, e ele revive (1 Reis 17:22).
Pela primeira vez na História um morto volta à vida.
A Morte parece ter baixado a guarda.
E enquanto ela se questionava onde havia falhado, eis que mais uma vez ela é driblada. Mais um ser humano é tomado da Terra sem passar pela sepultura. Elias sobe ao céu num redemoinho (2 Reis 2:11).
Toca o gongo, e começa o segundo round.
A morte já pensava em lançar a toalha, quando o homem que foi arrebatado ao céu, lança de seu veículo celestial um manto, que logo é apropriado por seu discípulo Eliseu.
Eliseu havia pedido a Elias que lhe fosse dado uma porção dobrada do seu espírito. Agora era esperar para conferir.
Logo de cara, a Morte experimenta a sensação que os humanos apelidaram de Dejá Vu:
Atendendo ao apelo de uma mãe desesperada, Eliseu clama ao Senhor, que restitui a vida de seu filho morto (2 Reis 4:32-35). Mais uma ressurreição em plenas páginas do Antigo Testamento!
Cada milagre operado por Eliseu era contabilizado pelo seu oponente, a Morte. Será que ele também driblaria a própria morte, e seria arrebatado ao céu como o seu mestre?
Morre Eliseu. A Morte celebra. O profeta morreu sem completar o número de milagres que confirmasse que seu pedido fora atendido. Com mais um milagre, Eliseu teria completado exatamente o dobro de milagres operados por Elias.
Termina o segundo round. Ufa! Que alívio para a Morte. Finalmente as coisas parecem melhorar para o seu lado.
Começa o terceiro round.
Enquanto a Morte celebrava, algo inusitado acontece:
“Enquanto alguns enterravam um homem, de súbito viram um bando de invasores, e lançaram o homem na sepultura de Eliseu. Quando o cadáver tocou os ossos de Eliseu, o homem reviveu, e se levantou sobre os seus pés” (2 Reis 13:21).
A Morte esbraveja: - Isso é golpe baixo! Mais um que ressuscita! Eu preferia que Eliseu tivesse sido arrebatado ao céu, como Elias, em vez de me dar mais este prejuízo!
Hora te retomar o fôlego.
Depois de um prolongado tempo de recuperação, a luta recomeça.
No quarto round, eis que entra no ringue o próprio Autor da Vida.
A Morte se enfurece, e se prepara pra levar uma surra.
Em seu primeiro encontro com a Morte, Jesus é convidado a visitar a filha de Jairo, um importante figurão do templo. Enquanto caminhava, é interrompido por uma mulher que sofria a doze anos de uma hemorragia crônica. Aquela mulher estava morrendo à prestação! Jesus a cura, depois de ser tocado por ela. E quando volta à sua caminhada rumo à casa de Jairo, recebe a notícia de que a menina havia morrido. Em vez de desistir de visitá-la, Jesus prossegue em sua jornada. Aquela menina tinha apenas doze anos, tempo de vida que correspondia ao tempo de sofrimento da mulher que acabara de ser curada. Enquanto a Morte tirava a vida daquela mulher hemorrágica à prestação, tirou a vida daquela menina com apenas uma tacada.
“Ao entrar, lhes disse: Por que vos alvoroçais e chorais? A menina não está morta, mas dorme. Tomando-a pela mão, disse: Talita cumi, que quer dizer: Menina, eu te ordeno, levanta-te. Imediatamente a menina, que tinha doze anos, levantou-se e começou a andar” (Marcos 5:39, 41-42).
Pela primeira vez, alguém do sexo feminino ressuscitara. Para quebrar um tabu, valorizando a mulher, Jesus traz uma menina de volta à Vida.
Não se contentando em ressuscitá-la, Jesus ainda despreza a Morte. Para Ele, a Morte não passa de um estado de sonolência. Ela não é o bicho-papão que os homens imaginam.
Começa o quinto round.
Jesus Se depara com uma mãe desesperada, viúva, que perdera seu filho único que era seu arrimo e esperança.
“Quando chegou perto da porta da cidade, levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva. E com ela ia uma grande multidão da cidade. Vendo-a, o Senhor sentiu grande compaixão por ela, e lhe disse: Não chores. Chegando-se, tocou o esquife e, parando os que o levavam, disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. O defunto assentou-se, e começou a falar, e Jesus o entregou à mãe dele” (Lucas 7:12-15).
Jesus e Sua mania de quebrar tabus e protocolos!
Primeiro, Ele Se deixa tocar por uma mulher hemorrágica. Pela Lei, isso o tornava impuro. Agora Ele toca no esquife onde estava um cadáver, o que era considerado um grave erro, e O tornava ainda mais impuro. Não importa. O que importa é que mais um morto ressuscitara.
Começa o sexto round.
No primeiro caso, Jesus ressuscita uma menina que acabara de morrer. No segundo caso, ele interrompe um cortejo fúnebre. Em ambos os casos, Ele lidara com pessoas com quem não tinha qualquer relacionamento. Mas agora, Ele enfrentaria a Morte mais de perto. Seu amigo Lázaro morrera. O mesmo Jesus que pediu à viúva que perdera seu filho para que não chorasse, agora chora diante do túmulo de um de Seus mais chegados amigos. Além disso, diferentemente dos outros dois casos, Lázaro já estava morto e enterrado há quatro dias. Uma coisa é ressuscitar alguém que acabou de morrer, ou alguém que está a caminho do cemitério, outra coisa é ressuscitar alguém que já está em estado avançado de decomposição. O grau de dificuldade só foi aumentando.
Com os olhos lacrimejando, Jesus Se coloca diante do túmulo de Lázaro e brada: “Lázaro, vem para fora!”. Surpreendentemente, o morto retorna à vida, e escapa das garras insaciáveis da Morte (João 11:43-44).
A luta parece estar chegando ao fim.
É chegado o sétimo e último round da luta entre o Autor da Vida e a Morte.
Chegara a hora de Jesus encarar a Morte cara a cara. Para enfrentá-la em seu próprio terreno, Jesus, o Filho do Deus Vivo, teve que Se fazer homem, com todas as limitações inerentes à condição humana, exceto o pecado. O escritor sagrado diz que Ele participou da natureza humana, “para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; e livrasse a todos os que , com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à escravidão” (Hebreus 2:14-15).
A Cruz foi momento crucial (será que cometi redundância?). Foi ali que se deu o embate final entre a Vida e a Morte. Assim como a vitória de um corredor de fórmula 1 se dá na pista e não no podium, a vitória de Cristo se deu na Cruz e não na Ressurreição.
Enquanto alguns vêem na Cruz a derrota de Cristo, e na Ressurreição a Sua reabilitação, a Bíblia declara que na Cruz Ele despojou os principados e potestades, e toda a gangue do inferno, e os expôs publicamente ao desprezo. Na Cruz a Morte foi desmoralizada. A Ressurreição foi o momento em que o Juiz levanta os braços do pugilista vencedor e o declara campeão. Paulo, apóstolo, afirma que Jesus foi declarado Filho de Deus com poder, segundo o Espírito da santidade, pela ressurreição dos mortos” (Rom.1:4).
Sua Ascensão/Entronização foi a premiação, o momento em que Jesus recebe o cinturão de Campeão dos Campeões.
Há algo que passa despercebido por muitos. Leia e surpreenda-se com o que diz Mateus 27:52-53:
“Abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressurgiram. E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos.”
Interessante o contraste entre Jesus e outro pugilista: Sansão. É dito que Sansão matou em sua morte maior número de inimigos do que durante sua vida inteira. Podemos dizer que Jesus ressuscitou em Sua ressurreição maior número de pessoas do que durante Seu ministério terreno.
Aquela ressurreição coletiva foi uma espécie de avant premier do que vai acontecer no último dia; uma amostra grátis da ressurreição geral. Jesus atesta sobre isso:
“Não vos maravilheis disto, pois vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão: Os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida, e os que praticaram o mal, para a ressurreição da condenação” (João 5:28-29).
A vitória de Cristo sobre a Morte não foi por pontos. Foi por nocaute (knockout)!
Não teremos que enfrentar a Morte. Ele já a desbaratou por nós, e nos garantiu que quem n’Ele crer jamais a verá, pois já passou da morte para a vida.
A exemplo de Estevão, quando deixarmos este mundo, nos encontraremos imediatamente com o Autor da Vida. E por isso, podemos debochar da Morte, como fez Paulo:
“Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó morte, a tua vitória?” (1 Coríntios 15:55).
Feliz Páscoa!
Atenção senhoras e senhores! É chegado o momento da tão esperada luta! A luta dos séculos!De um lado, com Seu manto sem costura, diretamente da Eternidade, o Autor da Vida (At.3:15).
Do outro lado, seu oponente, com sua aparência notadamente cruel, empunhando uma foice, diretamente do Inferno, a Morte (Rm.5:12).
Começa o primeiro round! A morte se apressa a entrar no ringue usando o fácil acesso pelo corredor do pecado.
O primeiro golpe é desferido pela morte. Ela parte com tudo, pronta a estabelecer sua supremacia no ringue do mundo.
Depois de seis golpes consecutivos, finalmente a vida reage, driblando um golpe fatal:
“Andou Enoque com Deus; e já não era, porque Deus para si o tomou” (Gn.5:24).
Sob o protesto da Morte, Deus remove do mundo dos viventes o sétimo ser humano, sem que passasse pela morte.
O round estava perto de terminar. Ouve-se um clamor desde a Terra. Elias, o profeta do fogo, clama a Deus por um menino morto, e ele revive (1 Reis 17:22).
Pela primeira vez na História um morto volta à vida.
A Morte parece ter baixado a guarda.
E enquanto ela se questionava onde havia falhado, eis que mais uma vez ela é driblada. Mais um ser humano é tomado da Terra sem passar pela sepultura. Elias sobe ao céu num redemoinho (2 Reis 2:11).
Toca o gongo, e começa o segundo round.
A morte já pensava em lançar a toalha, quando o homem que foi arrebatado ao céu, lança de seu veículo celestial um manto, que logo é apropriado por seu discípulo Eliseu.
Eliseu havia pedido a Elias que lhe fosse dado uma porção dobrada do seu espírito. Agora era esperar para conferir.
Logo de cara, a Morte experimenta a sensação que os humanos apelidaram de Dejá Vu:
Atendendo ao apelo de uma mãe desesperada, Eliseu clama ao Senhor, que restitui a vida de seu filho morto (2 Reis 4:32-35). Mais uma ressurreição em plenas páginas do Antigo Testamento!
Cada milagre operado por Eliseu era contabilizado pelo seu oponente, a Morte. Será que ele também driblaria a própria morte, e seria arrebatado ao céu como o seu mestre?
Morre Eliseu. A Morte celebra. O profeta morreu sem completar o número de milagres que confirmasse que seu pedido fora atendido. Com mais um milagre, Eliseu teria completado exatamente o dobro de milagres operados por Elias.
Termina o segundo round. Ufa! Que alívio para a Morte. Finalmente as coisas parecem melhorar para o seu lado.
Começa o terceiro round.
Enquanto a Morte celebrava, algo inusitado acontece:
“Enquanto alguns enterravam um homem, de súbito viram um bando de invasores, e lançaram o homem na sepultura de Eliseu. Quando o cadáver tocou os ossos de Eliseu, o homem reviveu, e se levantou sobre os seus pés” (2 Reis 13:21).
A Morte esbraveja: - Isso é golpe baixo! Mais um que ressuscita! Eu preferia que Eliseu tivesse sido arrebatado ao céu, como Elias, em vez de me dar mais este prejuízo!
Hora te retomar o fôlego.
Depois de um prolongado tempo de recuperação, a luta recomeça.
No quarto round, eis que entra no ringue o próprio Autor da Vida.
A Morte se enfurece, e se prepara pra levar uma surra.
Em seu primeiro encontro com a Morte, Jesus é convidado a visitar a filha de Jairo, um importante figurão do templo. Enquanto caminhava, é interrompido por uma mulher que sofria a doze anos de uma hemorragia crônica. Aquela mulher estava morrendo à prestação! Jesus a cura, depois de ser tocado por ela. E quando volta à sua caminhada rumo à casa de Jairo, recebe a notícia de que a menina havia morrido. Em vez de desistir de visitá-la, Jesus prossegue em sua jornada. Aquela menina tinha apenas doze anos, tempo de vida que correspondia ao tempo de sofrimento da mulher que acabara de ser curada. Enquanto a Morte tirava a vida daquela mulher hemorrágica à prestação, tirou a vida daquela menina com apenas uma tacada.
“Ao entrar, lhes disse: Por que vos alvoroçais e chorais? A menina não está morta, mas dorme. Tomando-a pela mão, disse: Talita cumi, que quer dizer: Menina, eu te ordeno, levanta-te. Imediatamente a menina, que tinha doze anos, levantou-se e começou a andar” (Marcos 5:39, 41-42).
Pela primeira vez, alguém do sexo feminino ressuscitara. Para quebrar um tabu, valorizando a mulher, Jesus traz uma menina de volta à Vida.
Não se contentando em ressuscitá-la, Jesus ainda despreza a Morte. Para Ele, a Morte não passa de um estado de sonolência. Ela não é o bicho-papão que os homens imaginam.
Começa o quinto round.
Jesus Se depara com uma mãe desesperada, viúva, que perdera seu filho único que era seu arrimo e esperança.
“Quando chegou perto da porta da cidade, levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva. E com ela ia uma grande multidão da cidade. Vendo-a, o Senhor sentiu grande compaixão por ela, e lhe disse: Não chores. Chegando-se, tocou o esquife e, parando os que o levavam, disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. O defunto assentou-se, e começou a falar, e Jesus o entregou à mãe dele” (Lucas 7:12-15).
Jesus e Sua mania de quebrar tabus e protocolos!
Primeiro, Ele Se deixa tocar por uma mulher hemorrágica. Pela Lei, isso o tornava impuro. Agora Ele toca no esquife onde estava um cadáver, o que era considerado um grave erro, e O tornava ainda mais impuro. Não importa. O que importa é que mais um morto ressuscitara.
Começa o sexto round.
No primeiro caso, Jesus ressuscita uma menina que acabara de morrer. No segundo caso, ele interrompe um cortejo fúnebre. Em ambos os casos, Ele lidara com pessoas com quem não tinha qualquer relacionamento. Mas agora, Ele enfrentaria a Morte mais de perto. Seu amigo Lázaro morrera. O mesmo Jesus que pediu à viúva que perdera seu filho para que não chorasse, agora chora diante do túmulo de um de Seus mais chegados amigos. Além disso, diferentemente dos outros dois casos, Lázaro já estava morto e enterrado há quatro dias. Uma coisa é ressuscitar alguém que acabou de morrer, ou alguém que está a caminho do cemitério, outra coisa é ressuscitar alguém que já está em estado avançado de decomposição. O grau de dificuldade só foi aumentando.
Com os olhos lacrimejando, Jesus Se coloca diante do túmulo de Lázaro e brada: “Lázaro, vem para fora!”. Surpreendentemente, o morto retorna à vida, e escapa das garras insaciáveis da Morte (João 11:43-44).
A luta parece estar chegando ao fim.
É chegado o sétimo e último round da luta entre o Autor da Vida e a Morte.
Chegara a hora de Jesus encarar a Morte cara a cara. Para enfrentá-la em seu próprio terreno, Jesus, o Filho do Deus Vivo, teve que Se fazer homem, com todas as limitações inerentes à condição humana, exceto o pecado. O escritor sagrado diz que Ele participou da natureza humana, “para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; e livrasse a todos os que , com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à escravidão” (Hebreus 2:14-15).
A Cruz foi momento crucial (será que cometi redundância?). Foi ali que se deu o embate final entre a Vida e a Morte. Assim como a vitória de um corredor de fórmula 1 se dá na pista e não no podium, a vitória de Cristo se deu na Cruz e não na Ressurreição.
Enquanto alguns vêem na Cruz a derrota de Cristo, e na Ressurreição a Sua reabilitação, a Bíblia declara que na Cruz Ele despojou os principados e potestades, e toda a gangue do inferno, e os expôs publicamente ao desprezo. Na Cruz a Morte foi desmoralizada. A Ressurreição foi o momento em que o Juiz levanta os braços do pugilista vencedor e o declara campeão. Paulo, apóstolo, afirma que Jesus foi declarado Filho de Deus com poder, segundo o Espírito da santidade, pela ressurreição dos mortos” (Rom.1:4).
Sua Ascensão/Entronização foi a premiação, o momento em que Jesus recebe o cinturão de Campeão dos Campeões.
Há algo que passa despercebido por muitos. Leia e surpreenda-se com o que diz Mateus 27:52-53:
“Abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressurgiram. E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos.”
Interessante o contraste entre Jesus e outro pugilista: Sansão. É dito que Sansão matou em sua morte maior número de inimigos do que durante sua vida inteira. Podemos dizer que Jesus ressuscitou em Sua ressurreição maior número de pessoas do que durante Seu ministério terreno.
Aquela ressurreição coletiva foi uma espécie de avant premier do que vai acontecer no último dia; uma amostra grátis da ressurreição geral. Jesus atesta sobre isso:
“Não vos maravilheis disto, pois vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão: Os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida, e os que praticaram o mal, para a ressurreição da condenação” (João 5:28-29).
A vitória de Cristo sobre a Morte não foi por pontos. Foi por nocaute (knockout)!
Não teremos que enfrentar a Morte. Ele já a desbaratou por nós, e nos garantiu que quem n’Ele crer jamais a verá, pois já passou da morte para a vida.
A exemplo de Estevão, quando deixarmos este mundo, nos encontraremos imediatamente com o Autor da Vida. E por isso, podemos debochar da Morte, como fez Paulo:
“Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó morte, a tua vitória?” (1 Coríntios 15:55).
Feliz Páscoa!
terça-feira, março 18, 2008
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Tu és o Deus de Ontem
Tu és o Deus de Hoje
E o mesmo pra sempre serás
Deus de todos os povos
De Gerações que virão
e que desfrutarão Sua paz
Coisas que ninguém já viu
Coisas que jamais se ouviu
Nem sequer imaginei

De todas as Eras
Canção Oficial do Encontro de Gerações
Autor: Hermes C. Fernandes
Tu és o Deus de Ontem
Tu és o Deus de Hoje
E o mesmo pra sempre serás
Deus de todos os povos
De Gerações que virão
e que desfrutarão Sua paz
Rei de todas as Eras
Que serás, que és, que eras
Que serás, que és, que eras
Coisas que ninguém já viu
Coisas que jamais se ouviu
Nem sequer imaginei
Coisas que ninguém já viu
Coisas que jamais se ouviu
Eu espero do meu Rei
Coisas que jamais se ouviu
Eu espero do meu Rei
terça-feira, março 11, 2008
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Lamentações e Gemidos da Criação
Lamentações e Gemidos da CriaçãoAutor: Hermes C. Fernandes
Que gemidos são esses que ouço?
De onde vem tanta tristeza?
Não vem de algum calabouço.
Vem da irmã natureza.
Em qualquer lugar do planeta,
pode-se ouvir seu choro
E até um remoto cometa,
une sua voz ao coro:
une sua voz ao coro:
Até quando terei que conviver
Com este vírus tão duro e cruel?
Se minha sina é pra sempre sofrer
Que a terra se queime, e só reste o céu
A humanidade sem Deus é um vírus letal
Onde chega se espalha e destrói,
Onde chega se espalha e destrói,
Sua ganância é qual ferrugem no metal
Fogo que queima a palha, como dói.
Não posso assistir calada
Enquanto o vírus se prolifera
Quem disse que não é minha alçada?
Alguém tem que domar esta fera
O mundo precisa de cura
Onde encontrar a vacina?
A boa nova simples, pura
Já não se encontra em qualquer esquina
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