O Brasil teve o melhor desempenho em jogos pan-americanos de sua história. Foram 54 medalhas de ouro, contra 29 da última edição. Só ficamos atrás dos Estados Unidos e de Cuba (por uma diferença de 5 medalhas apenas).
Tudo volta à normalidade.
Aos poucos, a sensação de segurança que tivemos durante os jogos vai desvanecendo.
Foi bom enquanto durou. Não se ouviu falar de assassinatos, de balas perdidas, de confronto entre o tráfico e a polícia. Parecia que estávamos no paraíso. Mas acabou o que era doce.
Toda a força policial extra era para a segurança dos turistas, e não para os filhos da terra. Era pra inglês ver....
Afinal, estava em jogo nossa candidatura às Olimpíadas e à Copa do Mundo. Tínhamos que vender uma boa imagem da terrinha...
A cidade estava toda maquiada para receber os gringos. Mas agora, com a chuva, a maquiagem começa a escorrer do rosto da Cidade Maravilhosa, e que enfim, mostra sua verdadeira face novamente.
A única coisa que permanece, além dos estádios recém-construídos, é a cor laranja, onipresente durante os jogos, que nada mais é do que uma propaganda subliminar do prefeito César Maia, cujas pretensões políticas ultrapassam as fronteiras da cidade e do Estado.
E será que os turistas conseguiram embarcar de volta para os seus países?
É melhor que embarquem logo, antes que a magia acabe, e a carruagem da Cinderela volte a ser abóbora.
segunda-feira, julho 30, 2007
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Fim de Jogo!
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quarta-feira, julho 18, 2007
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Hoje o povo brasileiro experimentou um misto de euforia e luto concomitantes. Tínhamos 37 motivos para comemorar, e cerca de 200 motivos para chorar.
O que vale mais? Medalhas ganhas ou vidas perdidas?
Hoje o povo brasileiro experimentou um misto de euforia e luto concomitantes. Tínhamos 37 motivos para comemorar, e cerca de 200 motivos para chorar.Os jornais não sabiam como dividir suas principais notícias em sua página principal. A manchete principal anunciava a maior tragédia da aviação brasileira, apenas dez meses depois do acidente envolvendo as aeronaves da GOL e da Legacy.
Logo abaixo, quase no rodapé dos jornais, lia-se as conquistas e medalhas dos atletas brasileiros no PAN.
Quem quer que comemorasse tais conquistas, logo se sentia mal, por achar que as razões para lamentar eram muito maiores do que para celebrar.
O que vale mais? Medalhas ganhas ou vidas perdidas?
Bilhões de reais foram gastos para que o PAN do Rio projetasse o Brasil no Exterior, e fortalecesse sua candidatura à Copa do Mundo em 2014 e aos Jogos Olímpicos em 2016. O investimento parece ter surtido efeito. Pena que não houve o mesmo esforço por parte dos governos para solucionar o caos aéreo, o que resultou nessa histórica tragédia.
Ironicamente, não foi o PAN que mais projetou o Brasil nos telejornais internacionais, como o da CNN, o da FoxNews e o da BBC. Mas foi a tragédia aérea, e o descaso do governo brasileiro para com a segurança aérea de seus cidadãos.
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segunda-feira, julho 16, 2007
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Foi o Criador quem disse: “Eu anuncio o fim desde o princípio”! Jamais entenderemos o fim, sem compreendermos o princípio de tudo. Tudo está conectado. Tudo faz sentido.
Toda a confusão que se faz em torno da escatologia, se deve à negligência quanto ao início de tudo.
Por que tantos defendem que o mundo caminha para uma destruição iminente? Porque não atentaram para a avaliação que Deus fez da Sua obra.
A criação não é um rascunho. Ela é a obra-prima de Deus.
De acordo com a narrativa de Gênesis, a cada etapa da criação, Deus avaliava Sua obra. Depois de avaliar como boas todas as coisas que criara, Deus emitiu a avaliação final: “Viu Deus tudo o que tinha feito, e que era MUITO BOM” (Gn.1:31). Podemos substituir o “muito bom” por “excelente”. Foi essa a nota que o Criador deu ao conjunto de Sua obra.
Quem insiste com a idéia de que Deus vai destruir este Universo, para criar um melhor, incorre no erro de achar que Deus possa superar a Si mesmo. As Escrituras não dizem que Deus pretende fazer tudo de novo, e sim que Ele fará novas todas as coisas. “Tudo novo” não significa “tudo de novo”. Não se trata de uma nova criação que emirja do nada, mas de uma renovação de todas as coisas. Por isso, podemos afirmar que Deus é o autor da reciclagem. Ele não vai descartar Sua obra, mas reciclá-la por completo.
Nosso Universo não é um laboratório, e tampouco somos cobaias de um deus ainda em formação acadêmica. Ele não está ensaiando a peça, mas a está encenando. Nosso Universo não é um ensaio, é o espetáculo.
Este mundo não é uma experiência, nem uma obra inacabada. “Assim os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados” (Gn.2:1). O gênero humano foi, por assim dizer, a pincelada final da criação.
E a criação tem um propósito específico. Ela não é um acidente cósmico, e nem surgiu espontaneamente. “Tudo foi criado por ele e para ele” (Cl.1:16b). Por isso Jesus é introduzido em Apocalipse como o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o ponto de partida e a linha de chegada de toda a criação. Tudo converge n’Ele!
Ninguém consegue montar um quebra-cabeça, sem ter um modelo com a imagem que se quer alcançar. Cristo é “a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação” (Cl.1:15). Ele é a imagem que emerge do mosaico da criação.
Ele é o protótipo, o modelo usado por Deus para criar tudo o que há. Por isso se diz que Ele é o princípio da criação. Ele é a imagem que Deus vê refletida em um Universo que Lhe serve de espelho.
Em Cristo, todas as peças do quebra-cabeça da criação se encaixam perfeitamente. Através d’Ele a criação pode refletir a glória do Seu Criador. N’Ele, o Deus invisível revela o Seu rosto. Nas palavras de Paulo, “os atributos invisíveis de Deus, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que foram criadas” (Rm.1:20a). Tudo fica muito nítido e claro, quando miramos a criação devidamente conectada em Cristo. N’Ele tudo se harmoniza perfeitamente.
Se Deus é o Autor da peça, Cristo é o Protagonista, a Criação é o cenário, o Espírito Santo é o Holofote, e nós somos a platéia.
O Propósito de Deus para a Criação
Foi o Criador quem disse: “Eu anuncio o fim desde o princípio”! Jamais entenderemos o fim, sem compreendermos o princípio de tudo. Tudo está conectado. Tudo faz sentido.Toda a confusão que se faz em torno da escatologia, se deve à negligência quanto ao início de tudo.
Por que tantos defendem que o mundo caminha para uma destruição iminente? Porque não atentaram para a avaliação que Deus fez da Sua obra.
A criação não é um rascunho. Ela é a obra-prima de Deus.
De acordo com a narrativa de Gênesis, a cada etapa da criação, Deus avaliava Sua obra. Depois de avaliar como boas todas as coisas que criara, Deus emitiu a avaliação final: “Viu Deus tudo o que tinha feito, e que era MUITO BOM” (Gn.1:31). Podemos substituir o “muito bom” por “excelente”. Foi essa a nota que o Criador deu ao conjunto de Sua obra.
Quem insiste com a idéia de que Deus vai destruir este Universo, para criar um melhor, incorre no erro de achar que Deus possa superar a Si mesmo. As Escrituras não dizem que Deus pretende fazer tudo de novo, e sim que Ele fará novas todas as coisas. “Tudo novo” não significa “tudo de novo”. Não se trata de uma nova criação que emirja do nada, mas de uma renovação de todas as coisas. Por isso, podemos afirmar que Deus é o autor da reciclagem. Ele não vai descartar Sua obra, mas reciclá-la por completo.
Nosso Universo não é um laboratório, e tampouco somos cobaias de um deus ainda em formação acadêmica. Ele não está ensaiando a peça, mas a está encenando. Nosso Universo não é um ensaio, é o espetáculo.
Este mundo não é uma experiência, nem uma obra inacabada. “Assim os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados” (Gn.2:1). O gênero humano foi, por assim dizer, a pincelada final da criação.
E a criação tem um propósito específico. Ela não é um acidente cósmico, e nem surgiu espontaneamente. “Tudo foi criado por ele e para ele” (Cl.1:16b). Por isso Jesus é introduzido em Apocalipse como o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o ponto de partida e a linha de chegada de toda a criação. Tudo converge n’Ele!
Ninguém consegue montar um quebra-cabeça, sem ter um modelo com a imagem que se quer alcançar. Cristo é “a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação” (Cl.1:15). Ele é a imagem que emerge do mosaico da criação.
Ele é o protótipo, o modelo usado por Deus para criar tudo o que há. Por isso se diz que Ele é o princípio da criação. Ele é a imagem que Deus vê refletida em um Universo que Lhe serve de espelho.
Em Cristo, todas as peças do quebra-cabeça da criação se encaixam perfeitamente. Através d’Ele a criação pode refletir a glória do Seu Criador. N’Ele, o Deus invisível revela o Seu rosto. Nas palavras de Paulo, “os atributos invisíveis de Deus, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que foram criadas” (Rm.1:20a). Tudo fica muito nítido e claro, quando miramos a criação devidamente conectada em Cristo. N’Ele tudo se harmoniza perfeitamente.
Se Deus é o Autor da peça, Cristo é o Protagonista, a Criação é o cenário, o Espírito Santo é o Holofote, e nós somos a platéia.
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quinta-feira, julho 12, 2007
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Sempre que participamos de um debate radiofônico, ou quando encerramos um culto na REINA, bradamos "Christus Victor!" Respondendo às perguntas de muitos, a expressão "Christus Victor" vem do latim, e significa "Cristo Vencedor".
O que significa "Christus Victor"?
Sempre que participamos de um debate radiofônico, ou quando encerramos um culto na REINA, bradamos "Christus Victor!" Respondendo às perguntas de muitos, a expressão "Christus Victor" vem do latim, e significa "Cristo Vencedor".Expressa e sintetiza a fé reinista.
Christus Victor aponta para um tema antigo, central e unificador da fé do povo de Deus desde o início (Gn.3:15). Os profetas o chamavam de “o conselho do Senhor” (Jr.23:18; Am.3:7). Paulo referia-se a ele, quando falou acerca da “boa confissão” feita por Jesus diante de Pôncius Pilatos (1 Tm.6:13). E o próprio Jesus chamou-o de “o mistério do reino de Deus” (Mc.4:11).
No centro deste mistério do reino está a Pessoa e a obra de nosso Senhor Jesus Cristo. Somente em Cristo e em Sua vitória sobre os poderes do mal que nós encontraremos a chave para natureza da realidade, o significado da vida, e a certeza da esperança na restauração de toda a criação. O tema de Christus Victor é a visão da expansão do domínio de Jesus Cristo através de Sua Igreja, pela atuação de indivíduos e nações, que voluntariamente aplicam Sua Palavra em todas as áreas do pensamento e da vida, até a Sua volta.
Este tema “Christus Victor” não é revelado por “carne e sangue” mas unicamento pelo nosso “Pai no céu” (Mt.16:17). Como Jesus disse, “para vós tem sido dado o mistério do reino” (Mc.4:11). Assim, ele é o âmago de nossa confissão e o mais básico de nossas regras de fé. É o fio que tece junto a outros num coerente e holístico mosaico. Ele é a estrutura ou padrão de nossa fé através do qual nós, juntamente com o povo de Deus em todos os tempos e culturas, adequadamente entendem a Escritura, a igreja, a adoração, nossa missão no mundo e muito mais. Nós não podemos entender corretamente um fato revelado nas Escrituras, pelo Espírito, ou através da criação até que o entendamos em relação a Cristo (Ef.2:1-3).
No centro deste mistério do reino está a Pessoa e a obra de nosso Senhor Jesus Cristo. Somente em Cristo e em Sua vitória sobre os poderes do mal que nós encontraremos a chave para natureza da realidade, o significado da vida, e a certeza da esperança na restauração de toda a criação. O tema de Christus Victor é a visão da expansão do domínio de Jesus Cristo através de Sua Igreja, pela atuação de indivíduos e nações, que voluntariamente aplicam Sua Palavra em todas as áreas do pensamento e da vida, até a Sua volta.
Este tema “Christus Victor” não é revelado por “carne e sangue” mas unicamento pelo nosso “Pai no céu” (Mt.16:17). Como Jesus disse, “para vós tem sido dado o mistério do reino” (Mc.4:11). Assim, ele é o âmago de nossa confissão e o mais básico de nossas regras de fé. É o fio que tece junto a outros num coerente e holístico mosaico. Ele é a estrutura ou padrão de nossa fé através do qual nós, juntamente com o povo de Deus em todos os tempos e culturas, adequadamente entendem a Escritura, a igreja, a adoração, nossa missão no mundo e muito mais. Nós não podemos entender corretamente um fato revelado nas Escrituras, pelo Espírito, ou através da criação até que o entendamos em relação a Cristo (Ef.2:1-3).
Christus Victor! REINA!
quarta-feira, julho 11, 2007
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Bíblias comentadas, não!

Recentemente participei de um debate radiofônico, onde referi-me à Bíblia Pentecostal com certa ironia. Não imaginava que minha brincadeira causaria tantas reações. Mas quero deixar claro que não tenho nada em particular contra a Bíblia Pentecostal. Entretanto, devo confessar meu descontentamento com todas as bíblias comentadas, e isso inclui a Pentecostal, a de Scofield, a Anotada, e também a Bíblia de Genebra. Infelizmente, muitos lêem os comentários de rodapé dessas bíblias, achando que têm a mesma autoridade do texto oficial. E tais comentários são sempre tendenciosos. Por isso, os abomino. Foram os comentários de rodapé da Bíblia de Scofield que dissiminaram o Dispensacionalismo, que hoje é aceito como uma interpretação 100% confiável das Escrituras.
Eu prefiro minha velha Thompson, que contém inúmeros recursos para pesquisa, mas sem ser tendenciosa.
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O reino de Deus é a chave para a compreensão da história do mundo. Por mais caótica que pareça, a história faz sentido. Todos os fatos e eventos históricos são como peças de um quebra-cabeça, e convergem para a plenificação do Reino. Nesse sentido, não há qualquer contexto histórico que não seja radicalmente escatológico. Não acreditamos numa escatologia improvisada, mas numa Escatologia de Propósito. Afinal, Ele não é Deus de improviso, e sim, de provisão. Antes mesmo do início da saga humana, Ele já sabia de todas as coisas, inclusive da maneira como o homem se rebelaria contra o seu Criador. Por isso, Ele preparou de antemão um plano, cuja execução está em andamento. E não se trata de algum tipo de plano tapa buraco.
Um dos princípios básicos da hermenêutica bíblica é que a Bíblia interpreta a Bíblia. Passagens obscuras do texto sagrado devem ser entendidas à luz de passagens mais claras. No dizer de Paulo, devemos comparar as coisas espirituais com as espirituais (1 Co.2: 13). Recusamo-nos acreditar em uma espécie de “Escatologia de jornal”. Uma Escatologia que busca nas manchetes dos jornais a confirmação de suas especulações está longe de ser bíblica. Não importa o que dizem as notícias de última hora, pois “andamos por fé, e não por vista” (2 Co.5:7). Ademais, segundo o salmista, o justo “não se atemoriza de más notícias; o seu coração é firme, confiante no Senhor” (Sl.112:7).
Infelizmente, vivemos em um tempo em que a escatologia bíblica é sempre agredida, sofrendo adaptações constantes, de acordo com as mais recentes notícias. Fatos recentes como a tsunami que varreu alguns países asiáticos, o terrorismo, os conflitos intermináveis entre judeus e palestinos, a escalada da violência nos grandes centros urbanos, acabam inspirando os apocalipsemaníacos a promover uma espécie de escatologia doentia, patológica, cujo efeito colateral é a crença na desesperança, e na contagem regressiva para o fim do mundo.
A Bíblia é um livro essencialmente escatológico. Escatologia é a matéria teológica que estuda acerca do fim. Entendemos “fim” de maneira teleológica, isto é, como sendo “objetivo” e não cessação da existência. Portanto, podemos afirmar que Escatologia estuda os objetivos de Deus, os propósitos divinos por trás dos fatos históricos.
Um “evangelho” que exclui a Escatologia de sua proclamação relata os fatos, sem preocupar-se com os propósitos de Deus por trás deles. Portanto, não explica nada. Apenas narra uma história desprovida de qualquer sentido.
Para entendermos a chamada de Abraão, a formação do povo de Israel, o Êxodo, a organização do reino judaico, o exílio babilônico, o nascimento de Cristo, Sua morte, ressurreição e ascensão, a descida do Espírito Santo em Pentecostes, e o próprio Apocalipse, temos que buscar os propósitos de Deus por trás dos fatos. Nada acontece por acaso. Deus não está jogando com o destino dos homens. Ele não trabalha com probabilidades, e nem consulta dados estatísticos antes de tomar alguma decisão. Tudo já está previamente decretado, e certamente o plano de Deus não será frustrado. Afinal, Ele não é Deus de improviso, mas de Provisão.
Não é sensato pensar que Deus possua um plano “A”, que caso não vingue vá pressioná-lO a lançar mão de algum plano “B”. Isto é simplesmente ridículo. Após passar por um período de nove meses de sofrimento intenso, Jó concluiu: “Eu sei que tudo podes, nenhum dos teus planos pode ser impedido” (42:2). E o próprio Deus nos garante: “Eu anuncio o fim desde o princípio, desde a antigüidade as coisas que ainda não sucederam. Eu digo: O meu propósito subsistirá, e farei toda a minha vontade (...). O que eu disse, eu o cumprirei; formei o plano, e o executarei” (Is.46:10,11b). Deus sempre sabe o que está fazendo. Ele não dá tiro no escuro, nem ponto sem nó. O desfecho da história já está concluído. A história de amanhã já foi escrita: ao nome de Jesus todo joelho irá curvar-se.
Escatologia de Propósito
O reino de Deus é a chave para a compreensão da história do mundo. Por mais caótica que pareça, a história faz sentido. Todos os fatos e eventos históricos são como peças de um quebra-cabeça, e convergem para a plenificação do Reino. Nesse sentido, não há qualquer contexto histórico que não seja radicalmente escatológico. Não acreditamos numa escatologia improvisada, mas numa Escatologia de Propósito. Afinal, Ele não é Deus de improviso, e sim, de provisão. Antes mesmo do início da saga humana, Ele já sabia de todas as coisas, inclusive da maneira como o homem se rebelaria contra o seu Criador. Por isso, Ele preparou de antemão um plano, cuja execução está em andamento. E não se trata de algum tipo de plano tapa buraco.Um dos princípios básicos da hermenêutica bíblica é que a Bíblia interpreta a Bíblia. Passagens obscuras do texto sagrado devem ser entendidas à luz de passagens mais claras. No dizer de Paulo, devemos comparar as coisas espirituais com as espirituais (1 Co.2: 13). Recusamo-nos acreditar em uma espécie de “Escatologia de jornal”. Uma Escatologia que busca nas manchetes dos jornais a confirmação de suas especulações está longe de ser bíblica. Não importa o que dizem as notícias de última hora, pois “andamos por fé, e não por vista” (2 Co.5:7). Ademais, segundo o salmista, o justo “não se atemoriza de más notícias; o seu coração é firme, confiante no Senhor” (Sl.112:7).
Infelizmente, vivemos em um tempo em que a escatologia bíblica é sempre agredida, sofrendo adaptações constantes, de acordo com as mais recentes notícias. Fatos recentes como a tsunami que varreu alguns países asiáticos, o terrorismo, os conflitos intermináveis entre judeus e palestinos, a escalada da violência nos grandes centros urbanos, acabam inspirando os apocalipsemaníacos a promover uma espécie de escatologia doentia, patológica, cujo efeito colateral é a crença na desesperança, e na contagem regressiva para o fim do mundo.
A Bíblia é um livro essencialmente escatológico. Escatologia é a matéria teológica que estuda acerca do fim. Entendemos “fim” de maneira teleológica, isto é, como sendo “objetivo” e não cessação da existência. Portanto, podemos afirmar que Escatologia estuda os objetivos de Deus, os propósitos divinos por trás dos fatos históricos.
Um “evangelho” que exclui a Escatologia de sua proclamação relata os fatos, sem preocupar-se com os propósitos de Deus por trás deles. Portanto, não explica nada. Apenas narra uma história desprovida de qualquer sentido.

Para entendermos a chamada de Abraão, a formação do povo de Israel, o Êxodo, a organização do reino judaico, o exílio babilônico, o nascimento de Cristo, Sua morte, ressurreição e ascensão, a descida do Espírito Santo em Pentecostes, e o próprio Apocalipse, temos que buscar os propósitos de Deus por trás dos fatos. Nada acontece por acaso. Deus não está jogando com o destino dos homens. Ele não trabalha com probabilidades, e nem consulta dados estatísticos antes de tomar alguma decisão. Tudo já está previamente decretado, e certamente o plano de Deus não será frustrado. Afinal, Ele não é Deus de improviso, mas de Provisão.
Não é sensato pensar que Deus possua um plano “A”, que caso não vingue vá pressioná-lO a lançar mão de algum plano “B”. Isto é simplesmente ridículo. Após passar por um período de nove meses de sofrimento intenso, Jó concluiu: “Eu sei que tudo podes, nenhum dos teus planos pode ser impedido” (42:2). E o próprio Deus nos garante: “Eu anuncio o fim desde o princípio, desde a antigüidade as coisas que ainda não sucederam. Eu digo: O meu propósito subsistirá, e farei toda a minha vontade (...). O que eu disse, eu o cumprirei; formei o plano, e o executarei” (Is.46:10,11b). Deus sempre sabe o que está fazendo. Ele não dá tiro no escuro, nem ponto sem nó. O desfecho da história já está concluído. A história de amanhã já foi escrita: ao nome de Jesus todo joelho irá curvar-se.
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